Texto do General
*(RETRASMISSÃO)*_
*Texto escrito pelo General de Divisão na reserva Sérgio
Pedro Coelho Lima.*
Em 4 de Outubro de 2026 o Brasil Será Julgado por Si Mesmo.
Há momentos em que uma eleição deixa de ser apenas uma
disputa entre candidatos e se transforma num exame moral de uma nação inteira.
O Brasil chegará a esse momento em 4 de outubro de 2026.
Naquele domingo, não será apenas um governo que estará em
julgamento.
Será o próprio povo brasileiro.
Depois de décadas de corrupção sistêmica, aparelhamento
institucional, crescimento do crime organizado, decadência educacional,
esmagamento tributário da classe produtiva e destruição progressiva da
confiança nacional, ninguém mais poderá alegar ignorância. O brasileiro conhece
o país em que vive. Conhece os hospitais abandonados, as escolas fracassadas,
as estradas destruídas, a violência cotidiana, o custo sufocante para
trabalhar, empreender e produzir.
Conhece também o espetáculo obsceno de escândalos públicos
que se sucedem sem vergonha e sem consequências reais.
O que estará diante das urnas em 2026 não será uma simples
escolha administrativa.
Será uma pergunta brutal: O Brasil ainda deseja sobreviver
como uma nação séria ou aceitou definitivamente sua condição de república
saqueada⁉️
Porque há algo profundamente degradante em um povo que
aprende a conviver com o escândalo permanente sem reagir.
Há algo de moralmente corrosivo numa sociedade que
transforma corrupção em folclore, desperdício em rotina e cinismo em
inteligência política.
Os defensores do atual projeto de poder continuarão dizendo
que tudo não passa de “narrativa da oposição”, que as críticas são exageradas
ou que qualquer alternativa representaria ameaça à democracia.
Mas o cidadão comum já sente no corpo aquilo que os discursos
tentam maquiar:
- perda de poder de compra, medo nas ruas, desesperança
econômica e a percepção crescente de que o Estado brasileiro serve mais aos
grupos organizados que vivem dele do que ao povo que o sustenta.
Enquanto isso, o país assiste a uma expansão contínua da
máquina pública, à multiplicação de privilégios políticos e à asfixia de quem
trabalha honestamente.
Empreender tornou-se um ato de resistência. Produzir virou
punição. Sustentar a própria família exige enfrentar impostos sufocantes,
burocracia humilhante e insegurança permanente.
Ao mesmo tempo, cresce a sensação de que o Brasil perdeu
soberania moral.
Parte da elite política demonstra complacência com regimes
autoritários estrangeiros, relativiza violações de direitos humanos quando
ideologicamente convenientes e trata democracias liberais com mais hostilidade
do que ditaduras alinhadas politicamente.
Mas talvez o mais grave seja outra coisa: a normalização da
decadência.
O brasileiro foi lentamente treinado para aceitar o absurdo
como inevitável.
Aprendeu a rir da corrupção porque perdeu a esperança de
combatê-la. Aprendeu a sobreviver em vez de exigir grandeza.
Aprendeu a chamar a mediocridade de pragmatismo.
É isso que fará da eleição de 2026 um divisor histórico.
Se, conhecendo tudo o que viu, tudo o que sofreu e tudo o
que lhe foi revelado, a maioria optar novamente pela continuidade do mesmo
projeto político, estará fazendo mais do que uma escolha eleitoral.
Estará assinando um pacto consciente com o modelo de país
que existe hoje.
Não poderá depois alegar surpresa diante da estagnação, da
violência, do descrédito institucional ou da fuga de talentos e investimentos.
Povos também colhem aquilo que decidem tolerar.
Nenhuma nação se destrói apenas por causa de maus
governantes.
Nações se destroem quando seus cidadãos passam a considerar
a degradação algo normal.
Mas existe outro caminho.
Se o Brasil escolher uma ruptura real com o ciclo atual,
elegendo lideranças comprometidas com responsabilidade fiscal, liberdade
econômica, combate duro ao crime organizado, valorização do mérito, redução do
peso do Estado e defesa firme das liberdades individuais, talvez ainda seja
possível recuperar algo que o país vem perdendo há muito tempo:
- dignidade nacional.