Resumo: Visão da humanidade com relação ao idoso. Procuramos ouvir
algumas pessoas, além das transcritas do Google. Não esgotamos o
assunto. Longe disto. O futuro aponta para uma longevidade artificial. Os que
viverem, constatará se certos ou errados mudarão a direção...
Qual a importância do idoso na nossa vida? 01
Os idosos são de fundamental
importância na nossa sociedade, pois além de ser a cultura viva dos nossos
antepassados são o que há de mais "pronto", nos termos filosóficos,
de um ser humano. Eles tiveram tantas experiências na vida
que puderam evoluir como ninguém mais neste mundo.
Maltratar um idoso é
como dar murro em ponta de faca, você estará se machucando. Todos os jovens de
hoje serão velhos no futuro e isso é incontestável, é um fato. É
compreensível o incomodo que os jovens têm para com os idosos, eles sempre
relembram os seus tempos e de certa forma são dependentes, embora não gostem
disso, mas isso não justifica a quebra dos valores pessoais como o respeito e a
empatia, valores que parece que só os de cãs ainda pregam.
Além disso, ao
conversar com um idoso você tem percepções e concepções que jamais
teria com qualquer outra pessoa. Eles transmitem seu aprendizado de anos,
aquilo que levaram longo tempo para aprender, e de graça. Sem pedir nada em
troca.
Ainda convém lembrar
que o idoso na sociedade contemporânea não é visto como uma pessoa inteligente
que tem muito a acrescentar, ele é visto como uma coisa inútil, perto da morte,
“aposentado”. Termos que diminuem sua importância e valor no meio em
que vivemos, termos chulos para se referir a tamanha riqueza social.
Em virtude dos fatos
mencionados, assim como a lua, a vida é constituída de fases. A fase de quando
somos bebês, a fase da adolescência, a fase adulta e a velhice... Essas fases
não podem ser evitadas nem mesmo pela pessoa mais rica do mundo. Então já é
hora de pararmos e analisamos a real importância do idoso em nossas vidas,
porque eles... Somos nós, no futuro.
Obs. Este foi o tema
do Enem que foi cancelado, aproveitando o tema -que é muito bom- eu fiz esse
texto mais para a reflexão das pessoas, para que elas possam realmente enxergar
a importância do idoso em nossas vidas.
Correção: 10/08/12
Henrique Abrantes - Google
Anciãos transmitem cultura
indígena 02
Na
maior parte das sociedades indígenas a transmissão dos elementos culturais como
a mitologia, os rituais e os costumes é feita oralmente e são os idosos que
desempenham essa função fundamental para a sobrevivência dos povos.
Há
exemplos da importância do idoso para a preservação das culturas em aldeias da
Amazônia e em Mato Grosso do Sul, onde o cacique Kaiová, Paulito Aquino, que
diz ter mais de 100 anos, é a única pessoa a realizar os rituais de perfuração
dos lábios. Entre os Baniwa, do Alto Rio Negro, os idosos são os responsáveis
por contar as histórias da criação do mundo durante os rituais de passagem de
idade. Há relatos de velhos sábios com conhecimentos e poderes sobrenaturais
que reuniam uma legião de seguidores. A importância da figura desses sábios
está também na organização e reorganização social fundamental para a
sobrevivência do grupo.
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O Kaiová cacique Paulito Aquino diz
ter mais de 100 anos de idade. Foto: Guto Pascoal.
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A
transmissão oral da cultura acontece em nativas de todos os continentes. No
Brasil, existem cerca de 220 etnias indígenas e, em grande parte
delas,
a figura do ancião é valorizada como um arquivo vivo. Os saberes tradicionais
englobam várias aspectos da vida nas aldeias, desde a medicina, com as curas
através do conhecimentos dos remédios feitos de ervas e dos rituais xamânicos,
até os cantos e as danças para os dias de festas.
A
valorização das tradições passou a ser mais freqüente, principalmente a partir
das organizações políticas e sociais que aconteceram nas últimas décadas para
exigir o respeito aos direitos indígenas e a demarcação das terras. Esses
processos utilizam os velhos como principais fontes para o resgate cultural das
tradições que foram abandonadas e perdidas com o contato com as áreas urbanasA
pesquisadora Nádia Farage, do Departamento de Antropologia Social da Unicamp,
diz que não dá para afirmar que todos os povos indígenas têm a mesma relação
com os idosos "mas, via de regra, há essa tendência de maior valorização
dos mais velhos que são os depositários da memória dos povos", afirma ela,
que pesquisa a etnia Wapixana de Roraima. Segundo Farage, lá os velhos são
vistos como uma marca do passado no presente, como uma dobradiça do tempo.
"A realidade para eles é só o presente e o passado só existe na linguagem
dos velhos", diz Nádia.
Google.
O olhar ao
idoso no Japão e na China - por Silvia Masc 03
Na China e no Japão, a velhice é
sinônimo de sabedoria e respeito.
O fenômeno envelhecer é natural e inerente a toda espécie e tem sido
preocupação da chamada civilização contemporânea.
Os idosos são tratados com respeito e atenção pela vasta experiência acumulada
em seus anos de vida.
A família é o Porto Seguro do idoso.
Os familiares mais
jovens declaram com orgulho os sacrifícios realizados pelos seus idosos em
benefício da família, como a iniciação ao trabalho muito cedo com pouca
instrução para o sustento e estudo dos filhos, demonstrando sempre alegria,
festa e plenitude pela presença do idoso.
A cultura dessas sociedades tem como tradição cuidar bem, glorificar e
reverenciar seus idosos, resultado de uma educação milenar de dignidade e
respeito.Os japoneses consultam seus anciãos antes de qualquer grande decisão,
por considerarem seus conselhos sábios e experientes.
Em outros grupos das sociedades antigas, o ancião sempre ocupava uma posição
digna e era sinônimo de forte aspiração perante todos.
Os idosos têm intensa atuação nas decisões importantes de seus grupos sociais,
especialmente nos destinos políticos.
Na antiga China, o filósofo Confúcio ( que viveu entre os anos 551–479 a.C) já
apregoava que as famílias deveriam obedecer e respeitar ao individuo mais
idoso.
Na tradição japonesa é festejado de forma solene o aniversário do idoso.
No Japão, o Dia do Respeito ao Idoso (Keiro no hi) é comemorado desde 1947, na
terceira segunda-feira de setembro, mas foi decretado como feriado nacional
apenas em 1966.
Trata-se de um
feriado dedicado aos idosos, quando os japoneses oram pela longevidade dos mais
velhos e os agradecem pelas contribuições feitas à sociedade ao longo de suas
vidas.
Não se pergunta a
idade a uma mulher jovem, mas sim às mais idosas, que respondem com muito
orgulho terem 70 ou 80 anos, ao contrário do que se passa na sociedade
brasileira, em que a partir de certa idade não se deve perguntar a idade a uma
senhora para não causar constrangimentos, como terem-se muitos anos de vida
fosse um motivo de vergonha ou ter-se algo a esconder.
Na tradição japonesa,
ao completar 60 anos, é permitido ao homem o uso de blazer vermelho, pois
somente com seis décadas de vida há a liberdade de usar a cor dos deuses.
(No Brasil a cor
vermelha é destinada para os mais jovens, à medida que os indivíduos envelhecem
as cores destinadas são as mais claras, pálidas, sóbrias, tristes).
Na sociedade chinesa
é comum se encontrar anciãos, com 90/100 anos, fazendo diariamente atividade
física nos parques municipais.
Como podemos mudar esse quadro no Brasil?
- Estreitar o
relacionamento com as pessoas idosas próximas, ouvir e valorizar suas
histórias de vida.
- Conhecer mais
sobre os aspectos sociais, econômicos, étnicos, culturais, legais e
biológicos do envelhecimento na sociedade brasileira e repensar as
atitudes/valores quanto ao idoso.
- Desmistificar as
causas de criação de mitos e falsos parâmetros a cerca da velhice no
Brasil.
- Investir nas
crianças de um aos três anos, momento da constituição da personalidade,
propiciando a aproximação das mesmas aos idosos e que pelo exemplo de
cuidado, atenção e respeito de seus pais a essas pessoas, as crianças
poderiam internalizar esses valores/atitudes, apoiadas pelas escolas,
igrejas e grupos sociais.
- Reconhecer a potencialidade
laborativa dos idosos sua saúde, energia e criatividade.
- Favorecer a
inclusão social do idoso promovendo o sentido da sua existência.
Enfim, o
envelhecimento deve ser visto como o alcance de certo patamar de
desenvolvimento humano, indicado pela presença de papéis sociais e de
comportamentos considerados como apropriados ao adulto mais velho,
designando-lhe adjetivos como experiente, prudente, paciente, tolerante,
ouvinte, e acima de tudo sábio.
Google
Salmo– 71 04
1
Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado.
2
Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me.
3
Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me
salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4
Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel.
5
Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha
mocidade.
6
Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste,
tu és motivo para os meus louvores constantemente.
7
Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.
8
Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente.
9 Não me rejeites na minha velhice;
quando me faltarem as forças, não me desampares.
10
Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam
reunidos,
11
dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
12
Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me.
13
Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma;
cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim.
14
Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais.
15
A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação,
ainda que eu não saiba o seu número.
16
Sinto-me na força do SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente.
17
Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho
anunciado as tuas maravilhas.
18
Não me desamparem, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha
declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder.
19
Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas têm feito, ó
Deus; quem é semelhante a ti?
20
Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida
e de novo me tirarás dos abismos da terra.
21
Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente.
22
Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei
salmos na harpa, ó Santo de Israel.
23
Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma,
que remiste.
24
Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão
envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.
Google- Bíblia J.F.A.
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05
Tenho observado nos dias atuais, a
discriminação
quanto aos mais idosos!
Chamam-nos de velhos.
Velhos, não são sucatas, pois até elas
são reaproveitáveis. Idosos são pessoas com desgaste
natural, biológico, psicológico, social, financeiro...
·... Voltando no tempo, vejo estes idosos, lutando, batalhando, suando,
doando-se, deixando seus interesses em pro dos "jovens de hoje".
Deram tudo, fizeram o que podiam, e não podiam.
Também o que não deveriam ter feito.
Não era o tempo certo... Nem as pessoas certas...
Tudo que é fácil, não se dá valor, não é reconhecido.
Hoje, o favor dos jovens é obrigação, quando deveria ser gratidão.
Entendo que relações biológicas não são tão essenciais, mas sim , as da alma.
A alma amiga, é compreensiva, agregadora, buriladora... Presente!
Trabalha o amigo, luta pelo crescimento em todos os aspectos. Sente a dor do
outro, a tristeza, a luta...
É o amigo ideal!
Contudo, amigo está em falta! Na verdade, custa caro!
O ser humano só se interessa pelo seu ego.
Tudo gira em torno dos seus interesses imediatos.
Que saudade dos meus velhos!
Fizeram a minha história, aprendi com eles, me alegraram, serviram,
deram mais que eu para eles.
Obrigada meus velhos, tenho de todas gratas lembranças. .!
Hoje, os entendo melhor!
10.07.2009
Dionê
Leony Machado
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Eclesiastes - capítulo 12
O último capítulo de Eclesiastes é um poema belíssimo sobre a decadência
inexorável da vida de cada um de nós, ou seja, o envelhecimento que nos acomete
a todos os que tivemos o prazer de passar pela juventude e ver os anos bons em
que tínhamos força, curiosidade e vitalidade para experimentar os prazeres da
vida, desde os mais simples até os mais complexos.
O chamado constante do Pregador à sabedoria não deixa de ser um lembrete para que
todos os jovens (de corpo e de espírito) se preparem para o destino inevitável
– a morte – e quando este preparo é feito sabiamente, não deixa de ser uma
espécie de "décadence avec élégance" ("decadência com
elegância"), já que tolo é aquele que se revolta contra o processo
orgânico inevitável que nos leva ao fim da vida.
E a morte deve ser vista, também, como uma celebração da vida,
como um retorno à casa do Pai (12:7), por mais que seja doloroso pensar que
existe um fim para a existência, seja a nossa própria, seja a dos nossos
queridos.
É nesse espírito que Coélet escreve as palavras finais de Eclesiastes, chamando
a atenção do jovem para Deus, que é o grande Provedor de todas as coisas, que é
o grande sustentador da vida, mas é também Aquele que nos recebe de braços
abertos depois de uma vida entregue a Ele.
Assim, a primeira parte do capítulo 12 de Eclesiastes exorta o leitor a
lembrar-se do Criador em três momentos (três "antes"), um no v. 1
(que mostra a perda da alegria de viver), outro nos versículos 2 a 5 (que falam
do envelhecimento físico) e o terceiro nos versículos 6 e 7 (que se referem ao
fim propriamente dito, à morte).
No primeiro ANTES (v. 1), o Pregador fala da perda da alegria de viver, da
importância de se lembrar de Deus e do dom da vida "antes que venham os
maus dias" e cheguem os anos em que se possa dizer que neles não há mais
prazer, alegria e felicidade. Este não
deixa de ser um reforço à pregação que ele vinha fazendo, ou seja, de se
aproveitar a vida, pelo simples fato de existir, nos bons e maus
momentos.
Nos vv. 2-5, o Pregador diz que devemos lembrar do Criador ANTES que a
decadência física seja incontornável, e a partir daí começa a descrever de uma
maneira poética belíssima, como o nosso corpo – definitivamente – não responde
mais aos estímulos que no circundam.
É claro que a tendência
natural do ser humano é passar por uma fase de esplendor físico na juventude, e
a partir de uma certa idade, o organismo começa, por assim dizer, a se
desconstruir, assim como o Pregador vinha desconstruindo – nos capítulos
anteriores - toda a pHá um momento final,
entretanto, em que o corpo entra em colapso, e a partir daí a vista escurece,
os ouvidos mal conseguem detectar o sussurro, o corpo treme, os dentes caem, o
prazer sexual (o perecer do "apetite" do v. 5) se esvai, e o sono não
serve mais de repouso (o "levantar-se à voz das aves" do v. 4).
Depois dessa descrição triste, mas realista, vem o desenlace final, o terceiro
ANTES (vv. 6), que é o rompimento do cordão de prata e do copo de ouro, o
cântaro que quebra junto à fonte, e para mais nada serve senão ser jogado fora.
Perde a sua utilidade, simplesmente não existe mais.
Tudo poderia terminar por aí, mas Salomão conclui dizendo que ainda que o pó
volte à terra, inservível para os propósitos humanos, por outro lado o espírito
volta a Deus, que o deu (v. 7), porque "vaidade de vaidade, diz o
pregador, tudo é vaidade" (v. 8).
Não por acaso, esta é a sublime conclusão do discurso do Pregador, a mesma que
ele já adiantara ao iniciá-lo (1:2).
Mais que um discurso, este é um percurso que ele apresenta, o seu
percurso "debaixo do sol", expressão tão repetida em Eclesiastes, que
dá a idéia de que a nossa vida é como um dia que amanhece, transcorre e se vai
ao escurecer:exceção da vida que o senso
comum dita. 1:3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
1:4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
1:5 Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde
nasceu.
1:6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai
girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
1:7 Todos os rios vão para o mar, e, contudo o mar não se enche; ao lugar para
onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
1:8 Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não
se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
1:9 O que foi isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que
nada há de novo debaixo do sol.
meu lugar! Se um dia
me sentir só… cabe-me a mim pensar… será que estou a construir muros em vez de
pontes!
…O homem não é um a ilha isolada…ninguém caminha sozinho! Ninguém tem o direito
de bloquear os sentimentos quando mais precisa expô-los! Não temos a noção do
peso do nosso fardo…muito menos o direito de o culpar a outros!
“Acredito que este
casal tenha pensado que…” foi melhor assim ““… como eles deixaram escritos, mas…
eu pergunto! Melhor por que e para quem!
Os Velhos (CD) 09
Todos nasceram velhos —
desconfio.
Em casas mais velhas que a velhice,
em ruas que existiram sempre — sempre
assim como estão hoje
e não deixarão nunca de estar:
soturnas e paradas e indeléveis
mesmo no desmoronar do Juízo Final.
Os mais velhos têm 100, 200 anos
e lá se perde a conta.
Os mais novos dos novos,
não menos de 50 — enormidade.
Nenhum olha para mim.
A velhice o proíbe. Quem autorizou
existirem meninos neste largo municipal?
Quem infringiu a lei da eternidade
que não permite recomeçar a vida?
Ignoram-me. Não sou. Tenho vontade
de ser também um velho desde sempre.
Assim conversarão
comigo sobre coisas
seladas em cofre de subentendidos
a conversa infindável de monossílabos,
resmungos,
tosse
conclusiva.
Nem me vêem passar. Não me dão confiança.
Confiança! Confiança!
Dádiva impensável
nos semblantes fechados,
nos felpudos redingotes,
nos chapéus autoritários,
nas barbas de milênios.
Sigo, seco e só, atravessando a floresta de velhos
.Carlos
Drummond de Andrade, in 'Boitempo'
conservadoras com relação à fecundidade e
mortalidade, ou seja, baseadas na manutenção das taxas atuais de crescimento
demográfico, sendo que se ocorrer uma acentuada melhoria das condições sociais
nas zonas mais carentes, como o Nordeste, a perspectiva de vida da população
brasileira aumentará em proporções significativas (Davim, Torres & Lima,
2004). Os novos arranjos familiares
brasileiros – ocasionados pelos efeitos sócio- econômicos, demográficos, de
saúde, tamanho da prole, separações, entrada da mulher no mercado de trabalho,
celibato, mortalidade, viuvez, re-casamentos e migrações – reduzem a
perspectiva de envelhecimento em um ambiente familiar seguro, o que faz com que
muitas vezes o idoso more sozinho, com outros parentes ou em instituições de longa
permanência para idosos (Davim et al., 2004). De acordo com Chaimowicz e Greco,
(1999): O Estatuto do Idoso, Lei n° 10.471 de 1° de outubro de 2003, Cap.II,
Art. 49 prevê que:
As entidades que desenvolvam programas de
institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios:
I.Preservação dos vínculos familiares; II.Atendimento personalizado e em
pequenos grupos; III.Manutenção do idoso na mesma instituição, salvo em caso de
força maior; IV.Participação do idoso em atividades comunitárias, de caráter
interno e externo; V.Observância dos
direitos e garantias dos idosos; VI.Preservação da identidade do idoso e
oferecimento de ambiente de respeito e dignidade.
Apesar da promulgação do estatuto do idoso,
poucas práticas têm sido mudadas. Pode-se notar que ainda não existem
acompanhamento e fiscalização efetivos por parte do Estado. A sociedade
organizada tem buscado debater e sistematizar mudanças na situação do idoso,
porém este movimento ainda é incipiente. Desta forma, até o presente momento,
não houve mudanças no atendimento prestado aos idosos pelas instituições de
longa permanência.
Aconselhamos aos interessados ler o trabalho
completo.
Apenas retiramos alguns dados.
Quase todos os textos foram transcritos do Google.
IDOSO PROBLEMA DIFÍCIL
O crescimento do número de idosos, e situações
sócio-culturais, induziu a criação de casas de repouso, abrigos, etc.
Famílias dispersadas ou em circunstancias diversas,
levaram a proliferação destes locais.
Montados em casas adaptadas, com funcionários
despreparados, vem crescendo, como um comércio alternativo.
Situações heterogenias, o idoso sente as
dificuldades de adaptação.
A afetividade não é generalizada, com relação aos
funcionários. É imposta.
Há situações de desconforto, de isolamento,
estresse, melancolia,
depressão, atingindo limites difíceis.
Falam em idosos “blindados” por funcionários, pois
questionam as
condições em que vivem.
Fila de espera. Sai um entra outro. Ficar calado é
conveniente!
Quem não envelheceu está no cemitério.
E a vigilância? E o estatuto do idoso? E a
delegacia do idoso?
As famílias?
Leis existem, queremos vê-las cumpridas na prática.
Quem não tem um idoso na família, nasceu de
chocadeira.
Amanhã, o idoso será VOCÊ!
Dionê Leony Machado
Julho de 2014.
(Nem toda a
casa de repouso enquadra-se em todos os itens citados. Os problemas são vários,
necessitando urgentemente de correções).
Google.
.
inadaptações, readaptações e reajustamentos dos
repertórios comportamentais, face às exigências da vida.
O envelhecimento social está relacionado às normas ou eventos sociais que
controlam, por um critério de idade, o desempenho de determinadas atividades ou
tarefas do grupo etário, e que dão sentido à vida de cada um. Como exemplo,
podemos citar: o casamento é um evento que ocorre geralmente nos anos da
juventude ou no início da vida adulta. O nascimento de filhos é mais comum no
período entre dezoito e trinta anos.
Pesquisa incompleta.
OBS. Falta educação familiar, formação
profissional, praticidade e amor.