terça-feira, 25 de agosto de 2026

COMO SURGIU A RAÇA NEGRA 05?

 


Como surgiu a raça negra e outras?  

Para entendermos como as diversas raças surgiram, é necessário analisarmos um pouco mais a frente da criação de Adão e Eva, já que no episódio da Arca de Noé, toda a humanidade sucumbiu, portanto o povoamento da humanidade passou a continuar através dos 3 filhos de Noé, que entraram na arca com suas esposas. 

Em Gênesis capítulo 10, encontramos os descendentes de Noé, que iniciaram o povoamento da Terra.  

Sem, Cão e Jafé. Há consenso entre os eruditos, que estes três deram origens aos seguintes povos:  

Sem – Origem aos Árabes e Israelitas – Morenos;  

Cão – Que logo depois gerou a Cuse ou Cuxe, deu origem a raças coloridas, amarelas e escuras, os povos da África, Egito, Etiópia. Um texto Bíblico que os eruditos afirmam concordar com esta ideia está em Jeremias 13:23, onde diz “Pode o etíope mudar a sua pele?…” 

Jafé – Origem aos brancos, Europeus. 

Em Gênesis 10:6, lemos que os filhos de Cão são Cuse, Mizraim, Pute e Canaã. 

De Cuse vem a cor negra, de Mizraim os egípcios, de Pute os líbios. A esposa de Moisés, Zípora, era cusita. 

No verso 17 de Gênesis, capítulo 10, um dos descendentes de Cão, é o sineu, que os eruditos em consenso, propõem ser a origem dos chineses.  Relembrando rapidamente, de Sem vieram os morenos, de Cuxe vieram os de cor negra, e de Jafé vieram os mais claros. 

De acordo com a concepção hebraico-cristã, não há nenhuma maldição em ser negro nem bênção alguma em ser branco. A bem-aventurança reside em se guardar os mandamentos de Deus, praticar a justiça e observar a beneficência: 

"... Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo.", At 10.34-35. 

. Em sua origem, porém, a Igreja era tão multirracial quanto hoje. No Dia de Pentecostes encontravam-se em Jerusalém, além dos gregos, romanos e asiáticos, várias nações negras: Egito, Líbia e Cirene. E, nestes países, o Evangelho floresceu de maneira surpreendente. Haja vista a Igreja de Alexandria. Dela sairiam os teólogos Orígenes, Clemente e Atanásio. 

Em Gênesis capítulo 10, encontramos os descendentes de Noé, que iniciaram o povoamento da Terra. Sem, Cão e Jafé. Há consenso entre os eruditos, que estes três deram origens aos seguintes povos:


Sem - Origem aos Árabes e Israelitas - Morenos;


Cão - Que logo depois gerou a Cuse ou Cuxe, deu origem a raças coloridas, amarelas e escuras, os povos da África, Egito, Etiópia. Um texto Bíblico que os eruditos afirmam concordar com esta idéia está em Jeremias 13:23, onde diz “Pode o etíope mudar a sua pele?,...”


Jafé - Origem aos brancos, Europeus.


Em Gênesis 10:6, lemos que os filhos de Cão são Cuse, Mizraim, Pute e Canaã. 

De Cuse vem a cor negra, de Mizraim os egípcios, de Pute os líbios. 

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Cultos afros

A Herança Espiritual da África no Brasil

Por Márcio Souza

Há 500 anos, antes de recebermos as primeiras influências da colonização portuguesa, o Brasil era uma nação tradicionalmente animista devido à presença exclusiva dos povos indígenas. Com a colonização portuguesa a partir de 1500, o catolicismo ganha força, e com a catequese dos índios o quadro social religioso brasileiro começa a ser alterado.

Logo em seguida outra cultura e crença também passa a ser semeada. Era a cultura africana trazida pelos escravos africanos que lançava suas raízes em solo tupiniquim. O resultado de toda essa mistura de fé, tradição, ritos e deuses, é a nossa realidade sincrética e uma diversidade de crenças como não existe em nenhum país do mundo, e tudo isso pode ser visto nas festas folclóricas regionais como bumba meu boi, marabaxo, Festival de Parintins etc., nas músicas, nas roupas, nos pratos típicos tais como o acarajé (bolo na base de feijão fradinho), acaçá (bolo de flor de milho), amalá (acepipe à base da rabada), em datas festivas, por exemplo: 13 de janeiro (lavagem da Igreja do Bonfim em Salvador BA), 2 de fevereiro (festa para Iemanjá), pontos turísticos e no famoso carnaval, anualmente.

Com isso, encontramos a influência do animismo, fetichismo e superstições no nosso dia-a-dia. Dessas influências queremos apenas destacar nessa edição as crenças e práticas provenientes da cultura africana, que tomaram forma no Brasil, durante esses cinco séculos de história. O sincretismo foi a estratégia de sobrevivência das crenças africanas. Contudo, é necessário lembrar que os africanos trazidos ao Brasil não eram homogêneos em sua origem, pertenciam a diferentes tribos. Vieram de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné, Costa da Mina, e de Angola, alcançando Moçambique.

O que precisamos agora é olhar além do véu cultural, dos contrastes, das diferenças culturais, que têm unido e embelezado o povo brasileiro. Não queremos questionar aqui a cultura e os costumes de nenhum povo. Aliás, o Evangelho não questiona a cultura de ninguém, o apóstolo Pedro disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo e lhe é aceitável (At 10.34-5).

Mas, temos que ver também a realidade de um sistema religioso com suas implicações doutrinárias, do ponto de vista bíblico, pois isso tem relação com a salvação e a eternidade, e deve nos preocupar e incentivar ao evangelismo de todos esses seguimentos culturais brasileiros.


Sincretismo - Fator de sobrevivência religiosa


O sincretismo se caracteriza fundamentalmente por uma mistura de elementos culturais. Uma verdadeira simbiose, que resulta em uma fisionomia cultural nova, na qual se associam e se combinam as marcas das culturas originárias. O sociólogo Gilberto Freyre, comentando o sincretismo cultural, escreveu: Na ternura, na mímica excessiva, no Catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, traz todos a marca inconfundível da influência africana. Essas palavras expressam alguma verdade, contudo, temos ainda a influência religiosa, que deve ser analisada.

Quanto à influência espiritual do espiritismo, a Bíblia é enfática, temos o exemplo da igreja em Corinto. A conduta comum em Corinto, eviden ciada pelos próprios costumes pagãos, estava encontrando apoio na comunidade cristã daquela cidade. O misticismo estava galgando espaço dentro da congregação cristã, isso alarmou Paulo, que escreveu: Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (1 Co 10.20-21).

Os cultos afro-brasileiros têm suas características religiosas peculiares, pois foram se configurando e desenvolvendo em ambientes que professavam ser cristãos. Sofreram influência do catolicismo em seus ritos e crenças; assim, por exemplo, os santos da Igreja são identificados com entidades superiores das religiões africanas. Por outro lado, em 1983, na II Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura, realizada em Salvador, teve início um movimento contra o sincretismo nas religiões africanas. Esse movimento demonstra a real separação entre os objetos de cultos - mesmo entre católicos e espíritas.

A Sra. Stella de Oxóssi, mãe-de-santo, nome de grande destaque dentro do candomblé, em entrevista à revista Candomblé sobre o sincretismo disse: Para falar a verdade, eu sou uma das pessoas que mais combatem o sincretismo. Mas ainda existem aquelas que praticam. A meu ver, tais pessoas que sofrem resquícios da escravidão (...) um orienta o outro, para ver se conseguimos acabar com essa coisa, que eu acho que diminui a crença em nós. Se a liderança dos cultos afros reconhece que sua cultura nada tem a ver com o alvo cristão, somente nos resta verificar que o objetivo de evangelização foi substituído, na Igreja Católica pelo sincretismo, ou seja, a unificação de crenças espíritas e católicas.

Contudo, o costume de procurar um passe e depois ir à missa como confirmação continua sendo parte do tratamento sugerido nos terreiros. Esse sincretismo foi amplamente demonstrado pela imprensa em agosto de 1986, quando "Mãe Menininha" do Gantois, morta em 13 de agosto do mesmo ano, teve sua missa de 7 º dia celebrada na igreja N.S. do Rosário, no Pelourinho de Salvador, e o celebrante lembrou que a mãe-de-santo era descendente de escravos e católica batizada. Nessa missa comungaram numerosos "mães e filhos de santos", todos vestidos de branco. (Ver quadro ao lado)


Anamburucu Santana orixá da chuva

Anifrequete Santo Antônio orixá responsável por chamar os demais orixás da África para o Brasil

Exu São Gabriel orixá obscuro e temido, causador de tragédias, sexualidade desenfreada.

Iansã N.S. da Boa Morte Esposa, irmã de Xangô, orixá dos ventos e das tempestades.

Ibeji (Erês) Cosme e Damião protetor das crianças e dos anciãos

Iemanjá N. S. do Rosário, das Dores da Piedade, das Candeias orixá do mar e do amor

Ifá Espírito Santo grande divino, senhor do futuro, orixá do destino

Nanã Santa Ana mãe d’água, mãe de todos os orixás.

Obá Santa Maria, Joana D'Arc filha de Iemanjá, orixá do rio Oba

Obaluaiê Omolu São Sebastião, São Lázaro orixá da varíola, malfazejo

Ogum São Jorge, Santo Antônio orixá do ferro, da guerra e da caça

Orixás Santo Atributos

Oxalá N. S. Bonfim, Jesus Cristo maior dos orixás, bissexual, filho de Olorum, o deus supremo

Oxóssi / Odé Santo Onofre, São Expedito protetor dos mortos, orixá dos caçadores Oxum N. S. do Carmo orixá da água doce

Oxumarê São Patrício transporta água e terra para Xangó, forma de cobra

Xangô São Jerônimo orixá do raio e do trovã Santa Ana mãe dágua, mãe de todos os orixás

Cultos afros - Apenas folclore?

A umbanda e os cultos afro-brasileiros são tidos por alguns estudiosos como arte popular ou folclórica, cujos rituais representam o passado religioso do Brasil de nossos dias, portanto, dizem, não se lhes deveria atribuir significado religioso. Todavia, a umbanda como tal, e os cultos afro-brasileiros em geral, são formas de religião e querem ser assim tratados pelos seus adeptos. A umbanda formou-se a partir da macumba após 1934, restaurando ou reestruturando atitudes religiosas de povos da África. Além dos elementos africanos, incorporaram ao seu patrimônio religioso traços do espiritualismo kardecista e do Cristianismo. A comunidade espírita defende sua condição de uma religiosidade independente nessa posição, são ecumênicos. Enquanto no sincretismo você mistura duas coisas para enganar alguém e no fim, depois de tudo junto, não vale nada, citando as palavras da Sra. Stella de Oxóssi, a posição ecumênica significa uma disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas estabelecidas. O Evangelho não comunga esse ponto de vista, respeitamos as opções culturais, mas incentivamos a mesma repugnância demonstrada em Éfeso. Lemos em Atos 19.19 Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou- se que montavam a cinqüenta mil denários. Devemos evitar uso, leitura e qualquer envolvimento desnecessário ou curioso. Devemos praticar o exemplo bíblico.


Assentamento - fusão do corpo material ao axé, também entendido por fetichismo e principalmente a união do orixá com o iaô (assentamento do santo).

Atabaque - instrumento de percussão usado para trazer os orixás de Aruanda/orum.

Axé - força mística, energia emanada dos orixás. Desejar axé a alguém é querer que os orixás estejam abençoando e tendo comunhão com essa pessoa.

Banho - de abo é a lavagem ritual na iniciação dos cultos afros o banho é feito com sumo de certas ervas que variam de acordo com o orixá/santo de cabeça. De descarga ou descarrego é a lavagem feita com as ervas sagradas, sal grosso e alguns ingredientes secretos a fim de eliminar entidades/vibrações negativas.

Boióla - colar de contas usado para catalisar a energia do axé.

Material para despachos - parati (chamado marafo); charutos; cabritos; fumo de rolo; farofa com azeite de dendê; animais, como frangos, cabritos pretos, etc. chamados de despachos, oferenda ou ebó. Despachos são oferendas que os macumbeiros colocam nas encruzilhadas e nos cemitérios para agradarem as entidades com as quais trabalham. Julgam os macumbeiros que, com esses presentes, as entidades deixarão de atormentar as pessoas às quais fazem os trabalhos.

Cutilagem - é o ato de abrir o ori.

Dar passe - toque, com as mãos, da aura com objetivo de curar, bloquear energias negativas ou acalmar o consulente.

Defumador - usado nas aberturas e nos encerramentos das giras (sessões) para purificação dos terreiros como também dos participantes das sessões.

Descarrego - objetiva afastar energias negativas, feitiçarias. É feito através do banho de descarrego.

Ebó - altar onde se deposita o sacrifício ou a oferenda de um orixá. A própria oferenda.

Ebô - comida oferecida para Oxalá.

Elemitas - formas de energia oriundas de fenômenos naturais ou da própria natureza em si.

Fetiche - objeto ao qual é atribuído algum tipo de poder mágico.

Lelê - comida oferecida para Iemanjá.

Passe - imposição de mãos com o objetivo de tocar o duplo etéreo (aura) do consulente a fim de afastar energias negativas ou purificar a aura (kardecismo/umbanda).

Patuá - qualquer fetiche usado para proteção do adepto; podem ser as guias; variam de acordo com o guia/ orixá.

Peji - altar do orixá/guia.

Pembas - são penas brancas, para com elas traçarem nas mesas ou no chão os pontos riscados, com os quais invocam as falanges de espíritos de sua preferência.

Pólvora - é usada para descarga de ambientes ou deslocamentos de camadas fluídicas densas, pesadas, em volta de uma criatura, dentro de uma casa ou em uma localidade qualquer. Para isso ateiam fogo.

Ponto - Forma de invocar cada orixá/guia. É realizado através de cânticos e/ou sinais mágicos (cabalísticos). Um exemplo de ponto que se incorporou à cultura brasileira são as músicas Marinheiro Só, Chocalho na Canela e outras.

Fetichismo - Superstição ocultista

Encontramos nos cultos afros diversas práticas que revelam crenças que são condenadas pela Palavra de Deus. A adoração aos antepassados; consulta a espíritos, creditando-lhes uma identidade familiar; a doutrina da reencarnação e principalmente o fetichismo, isto é, uso de objetos que têm, segundo superstições, poder sobrenatural, ou incitam forças sobrenaturais. Essa última característica foi o resultado do sincretismo de mais três sistemas religiosos: o ameríndio, que contribuiu com entidades e lendas; o espiritismo somou com ensinos de mediunidade e reencarnação, e o contingente católico serviu de seus santos e várias crendices populares.

O fetiche é um objeto comum, achado na natureza, por exemplo, uma pedra ou um pedaço de árvore que tenha alguma forma curiosa que atice a imaginação criando temor ou receio religioso. O xamã, feiticeiro, ou pai-de-santo, atribui ao objeto um poder sobrenatural inerente, ou é alvo de forças místicas. Conseqüentemente a comunidade passa a reverenciar tal objeto como possuidor de influências benéficas que repelem o mal. Encontramos um exemplo de fetichismo relatado nas Escrituras, lemos em Atos 19.35 o escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: senhores, efésios: quem, porventura, não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu de Júpiter? - provavelmente o povo de Éfeso achou um meteoro que caíra, talvez tinha uma forma que lembrasse a estatueta de Diana.

Logo que os rituais africanos deixaram os quintais das senzalas, assimilaram crenças católicas e kardecistas e passaram para uma posição que poderíamos chamar de colonizadores domésticos. O apelo ao sentimento supersticioso é o grande vilão do crescimento do espiritismo africano, e isso tem turvado a mensagem do Evangelho. Esse apelo é notável nos rituais repletos de objetos que representam entidades e superstições da cultura africana, a umbanda, o candomblé, o xangô, a quimbanda e o vodu, são exemplos de ramificações que usam o fetichismo.

Observe no quadro da página 14 alguns dos objetos e rituais, como o popular patuá, símbolo da superstição e do ocultismo. A crença na purificação por meio de descargas com pólvora, defumadores e banhos rituais não tem efeito. Compare com a posição da Palavra de Deus, que ensina quanto à purificação somente ser possível pelo sangue de Jesus, derramado no Calvário em nosso favor (1 Jo 1.7,9; 2.1,12; Ap 1.5).

Parábola sincrética - Jesus e o Candomblé

Certa vez, Jesus reuniu os discípulos e disse: 'Quando vocês forem anunciar o Reino, não devem levar dinheiro nem comida, mas devem confiar no povo. Chegando a um lugar, se vocês forem acolhidos, e o povo partilhar comida e casa com vocês, e se vocês participarem da vida deles trabalhando e tratando dos doentes e do pessoal marginalizado, sem voz nem vez, então podem dizer ao povo com toda a certeza: Gente! Olhe aqui! O Reino está chegando! Está Chegando!'. E eles foram.

Jesus também foi. Andou, andou. Já era quase noite. Estava começando a escurecer, quando chegou a um terreiro. O pessoal que entrava, saudava e dizia: 'Boa Noite, Jesus! Entre e sinta-se em casa. Participe com a gente'. Jesus entrou. Viu o pessoal reunido. A maioria era pobre. Alguns, não muitos, da classe média. Todo o mundo dançando, alegremente. Havia muita criança no meio. Viu como todos eles se abraçavam entre si. Viu como os brancos eram acolhidos pelos negros como irmãos. Jesus, ele também, foi sendo acolhido e abraçado. Estranhou, pois conheciam o nome dele. Eles o chamavam de Jesus, como se fosse amigo e irmão de longa data. Gostou de ser acolhido assim.

Viu também como a mãe-de-santo recebia o abraço de todos e como ela retribuía, acolhendo a todos. Viu como invocavam os orixás e como alguns vinham distribuindo passes para ajudar os aflitos, os doentes e os necessitados. Jesus também entrou na fila e foi até a mãe-de-santo. Quando a vez dele, abraçou-a, e ela disse: 'A paz esteja com você, Jesus'. Jesus respondeu: 'com a senhora também'. E acrescentou: 'Posso fazer uma pergunta?'. E ela disse: 'Pois não, Jesus!'. E ele disse: 'Como é que a senhora me conhece? Como é que eles sabem o meu nome?'. E ela disse: 'Mas, Jesus, aqui todo mundo conhece você. Você é muito amigo da gente. Sinta-se em casa, aqui, no meio de nós'.

Jesus olhou para ela e disse: 'Muito obrigado!'. E continuou: 'Mãe, estou gostando, pois o Reino de Deus já está aqui no meio de vocês!'. Ela olhou para ele e disse: 'Muito obrigada, Jesus! Mas isso a gente já sabia. Ou melhor, já adivinhava! Obrigado por confirmar a gente. Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar!'. E Jesus entrou na dança. Dentro dele, o coração pulava de alegria. Sentia uma felicidade imensa e dizia baixinho: 'Pai, eu te agradeço, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes, e as revelastes ao povo humilde aqui do terreiro. Sim. Pai, assim foi do teu agrado!'. Dançou um tempão. No fim, comeu pipoca, cocada e batata assada com óleo de dendê, que o pessoal partilhava com ele. E, dentro dele, o coração repetia, sem cessar: 'Sim, o Reino de Deus chegou! Pai, eu te agradeço! Assim foi do teu agrado!'. - Frei Carlos Mesters

Umbanda é considerada a quarta revelação

Uma pessoa familiarizada com a Bíblia se mostra surpresa com a clara declaração espírita de que constituem a terceira revelação de Deus aos homens. Isto porque o Deus da Bíblia se mostrou abertamente contrário aos cultos de invocação de mortos como se lê em Dt 18.9-12, que declara: Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti se não achará... nem quem consulte os mortos. É a prática mais saliente do espiritismo. Agora, para maior surpresa nossa, a umbanda arroga para si o título pomposo de "Quarta revelação de Deus aos homens". E então raciocinam: Moisés trouxe a primeira revelação, Cristo veio com a segunda revelação, Kardec declarou o espiritismo a terceira revelação, mas a umbanda seria a última, a quarta revelação. Assim como Cristo retificou e superou Moisés, como Kardec corrigiu e suplantou Cristo, assim a umbanda julga purificar e vencer Kardec, Cristo e Moisés.

Segundo eles, os umbandistas tiveram a felicidade de entrar em relações com espíritos superiores aos daqueles que ditaram suas mensagens a Allan Kardec. Enquanto os kardecistas pretendem entrar em contato com os espíritos dos mortos; a umbanda admite ter três tipos diferentes de espíritos do além: os orixás, que são tipos como deuses intermediários entre o seu deus e os homens; os exus, que são espíritos perversos, também chamados de elementais; e os eguns, que seriam os desencarnados sendo conhecidos como 'pretos velhos' e 'caboclos'.

Como admitir essa pretensão quando o próprio Deus se manifestou contra o que crê e pratica a umbanda? Ainda assim, se arroga a umbanda como quarta revelação de Deus aos homens. Para aceitarmos essa pretensão, só admitindo o que Paulo declarou em 2 Co 4.4: (...) o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Também, quanto à evocação de orixás, exus, mortos (pretos velhos e índios), a Bíblia é enfática, atribuindo essa atividade como culto aos demônios. (1 Co 10.19-20; adivinhação (búzios), são práticas proibidas pela Bíblia. (Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.10-12; Is 8.19,20.

Definindo o que é umbanda, certo escritor declara: Umbanda é magia, e fazer magia é saber jogar com as forças ocultas e existentes no universo, quer sejam elas providas de espíritos de categorias diferentes, quer sejam elas vibrações provindas de planetas, em ondas diversas; quer sejam elas emanadas dos corpos: fluídico, eletrônico, gasoso, liquido e sólido; quer sejam elas providas dos elementos: éter, fogo, ar, água e terra, por intermédio dos elementais: etéreos, salamandras, silfos, ninfas e gnomos. (Lourenço Braga, Umbanda e Quimbanda, p. 13 - Edições Spiker, 2ª parte - Rio de Janeiro, 1961).

A quimbanda nada mais é do que uma variante da umbanda. Assim, a quimbanda pode ser compreendida como a imagem invertida da umbanda, tudo que se passa no reino da umbanda, que se declara magia branca, tem o seu equivalente na quimbanda, que é chamada de magia negra. Não há razão para desvincular a quimbanda da umbanda, a não ser o interesse das umbandistas de oferecerem ao povo uma imagem positiva da sua religião, como praticando apenas o bem. Umbanda e quimbanda vivem entrelaçadas.

Do ponto de vista que se poderia chamar técnico, as magias de umbanda e quimbanda são muito semelhantes e consistem na manipulação de animais, como sapos, lagartos, galinhas, etc. ou na utilização de objetos pertencentes à suposta vítima, ou ainda, em bebidas, comidas, charutos e presentes para os espíritos atuantes. Varia a ênfase em certos recursos mais fortes, embora também seja isto relativo. Kardecismo e Umbanda, p. 54, Livraria Pioneira Editora, 1961.

Talismã e amuletos - Símbolos da iniciação ocultista

Outra espécie de fetiche são os talismãs, objetos que podem ser carregados no bolso, colocado no painel do carro, na entrada da porta. São encontrados em vários lugares, geralmente onde hospeda o receio de alguma fatalidade. Podem ser emantados através de passes, unções ou mesmo recitando mantras. Atribuem-lhe um encanto ao seu uso, com objetivo de anular ou provocar eventos, operando alterações na natureza dos eventos, ajudando, impedindo ou prejudicando. Com freqüência, incluem pequenos escritos nos talismãs, acrescentando-lhes suposta eficácia.

A palavra talismã vem do grego, talesma, que significa 'rito sagrado', além disso é derivada da palavra teleein, 'iniciar'. Portanto, pessoas mais avançadas nas crendices imediatamente associariam o usuário de um talismã identificando-o como simpatizante dos ensinos simbolizados pelo enfeite, ou mesmo poderá ser identificado como um iniciado no ocultismo.

Retorno ao cristianismo bíblico

Encontramos em Jeremias 21.21 uma citação que demonstra o costume antigo de consultar animais mortos em encruzilhada para se obter sorte e prognostico de eventos, lemos: Porque o rei da Babilônia pára na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado. O Senhor antecipa o resultado: aos judeus, lhes parecerá isto oráculo enganador, pois têm em seu favor juramentos solenes; mas Deus se lembrará da iniquidade deles, para que sejam apreendidos. Não foi o poder mágico ou recitação de mantras, ou consulta em uma encruzilhada que trouxe dano a Israel, mas a desobediência a Deus! A Palavra de Deus nos informa que: como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre (Pv 26.2).

Freqüentemente, ouvimos que pessoas envolvidas com Umbanda e outros segmentos afros têm receio de abandonar o compromisso formalizado com os orixás. Afirmam que terão conseqüências desastrosas em suas vidas. Contudo, a Palavra de Deus convida todos a conhecerem a verdade e serem libertos, desfrutando de paz com Deus, enquanto os 'filhos-de-santo' vivem constantemente com receio de represálias dos orixás, o cristão desfruta da paz de Deus, que excede todo o entendimento,[e] guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Fl 4.7).

É grande a incompatibilidade entre a doutrina cristã e os movimentos espíritas. Desde tempos remotos a Palavra de Deus tem protestado ao povo, o perigo do espiritismo, lemos em Deuteronômio (vale lembrar que é aceito pela Igreja Católica como canônico), 32.16- 18: Com deuses estranhos o provocaram a zelos, com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; a deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, dos quais não se estremeceram seus pais. Olvidaste a Rocha que te gerou; e te esqueceste do Deus que te deu o ser.

A umbanda professa o deus Zambi que é cultuado por meio dos orixás que são seres intermediários entre Zambi e a criatura. Esse deus é mitológico, inexistente. É idolatria adorá-lo (Sl 115.1-4). O Deus Jeová, o Deus da Bíblia, é onisciente, onipotente e onipresente. Conseqüentemente, não está distante a ponto de precisarmos adorá-lo por meio de orixás (Is 55.6; Ez 36.26,27). Lemos mais na Bíblia que há um só intermediário entre Ele e nós, que é o Seu Filho Jesus Cristo (Jo 14.6; 1 Tm 2.5).

Lamentavelmente, os cultos afro-brasileiros têm atribuído a Jesus uma condição de orixá, embora superior (Oxalá), ou como um espírito que evoluiu. Para o cristão é o próprio Filho de Deus, o Deus encarnado (Jo 1.1, 14), Salvador dos homens, revelação de Deus (Atos 4.12); Fl 2,10-11; Hb 1.1-2;). Observe o leitor a parábola de "Jesus e o Candomblé", citação da Folha de S. Paulo (16/7/97), o que vemos é um reflexo da 'cristologia' inadmissível, resultante do sincretismo.

O que faria realmente Jesus? Comungaria na parábola sincrética (veja box abaixo) ou reagiria como citado em Jo 2.13-17? As Escrituras finalizam nos capítulos 21 e 22 de Apocalipse, enfatizando novamente a seriedade de envolvimento com qualquer espécie de espiritismo: Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte (21.8). Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. (22.15)

O primeiro pecado registrado nas Escrituras envolve a mediunidade, e o último alerta enfatiza o mesmo assunto. Devemos incluir na preparação para a evangelização (1 Pe 3.15; Ef 6.15) tópicos que esclareçam assuntos pertinentes aos cultos afros, então poderemos contemplar os frutos ...depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos (Ap 7.9). 


Dionê Leony Machado






NOTÍCIAS...03

 

 

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REFLEXÃO...01

 

Na Bíblia, termos como pecadores, ímpios e escarnecedores (frequentemente agrupados no Salmo 1:1) mostram uma gradação de afastamento de Deus, indo de uma falha humana comum até a rebeldia e  zombam aberto.

O Pecador

É a pessoa que erra falha ou desobedece à lei de Deus, seja por fraqueza ou ignorância.

No sentido bíblico geral, todos os seres humanos são pecadores, mas o pecador comum pode ter consciência do erro, sentir culpa e estar a caminho do arrependimento.

O Ímpio

Significa literalmente "não pio" ou sem piedade; é aquele que vive em constante rebeldia contra Deus.

Não se trata apenas de cometer uma falha ocasional, mas de adotar um estilo de vida de oposição ou total indiferença aos princípios divinos. O ímpio não busca a vontade de Deus.

 

O Escarnecedor

É o estágio mais avançado da corrupção espiritual: o zombador.

É quem não apenas vive sem Deus, mas faz deboche, ridiculariza a fé, as coisas sagradas e a correção. Ele se orgulha do próprio erro e rejeita qualquer tipo de conselho ou repreensão.

 

A progressão do mal

Muitos teólogos apontam que o Salmo 1:1 descreve uma escala de declínio espiritual:

Andar no conselho dos ímpios: Ouvir a influência de quem não teme a Deus.

Trilhar o caminho dos pecadores: Praticar o erro habitualmente como um estilo de vida.

Assentar-se na roda dos escarnecedores: Estabelecer-se no grupo daqueles que zombam ativamente da verdade.

Se quiser aprofundar, posso detalhar o contexto do Salmo 1 ou analisar outro trecho bíblico específico. Deseja continuar?

 

Facebook· Os Bereanos

 

LEIA E GUARDE PARA DEBATER...

 

VOCÊ VAI PRECISAR DESSA LISTA MAIS QUE NUNCA

____________________

SE ALGUÉM TE PERGUNTAR O QUE FOI QUE BOLSONARO FEZ DE BOM PARA O BRASIL, MOSTRE ESSA LISTA ABAIXO COM ALGUMAS COISAS QUE ELE FEZ.*

1. Criou o PIX

2. Deu 33% de aumento aos professores.

3. Deu 92% de desconto para aos alunos que deviam o FIES.

4. Aumentou o Bolsa Atleta de 1.000,00 para 8.000,00 reais.

5. Possibilitou a transferência de veículos sem cartório.

6. Criou a tecnologia 5G brasileira.

7. Obteve recordes na exportação brasileira.

8. Obteve superavit na balança comercial do Brasil

9. Criou o programa ÁGUA Doce

10. Possibilitou a prova de vida dos idosos pelo celular.

12. Zerou impostos federais para gasolina e gás

13. Reduziu imposto e teve recordes na apuração.

14. Fez voltar os jogos estudantis

15. Mais de 380 mil casas entregues. Projeto Casa Verde e Amarela

16. Primeira feira do Grafeno do Brasil

17. Parceria com a NASAS Missão ARTEMIS

18. Transposição do Rio São Francisco, parada há décadas - Água para o Nordeste

19. Aumentou de 180,00 no Bolsa Família para 600,00 com o programa Auxílio Brasil

20. Construção de 2 adutoras no agreste e Síridó

21. Lucro recorde para na CAIXA Econômica

22. Saúde para os povos indígenas aumetou em 30%

23. Asfaltamento para a Transamazônica, a 230.

24. Ferrovias construídas:

Ferrovia do Sol

Ferrovia Paraná

Ferrovia Mato Grosso

Ferrovia Tocantins e

Ferrovia Goiás

24. Combate so garimpo ilegal

25. Alterou a Lei ROUANET

26. Melhoras na educação desde 2005

27. Perfuração de poços de gás na Amazônia

28. Combate ao narcotráfico como nunca antes

29. Combate a corrupção nunca visto antes

30. Terminando as obras paradas de vários anos

32. Lançamento de 3 satélites para o monitoramento da Amazônia

33. Carteira de motorista agora válida por 10 anos

34. Carteira nacional digital para estudantes

35. Deu mais de 100 mil títulos de terra em Mato Grosso

36. Privatização de estatais que não funcionavam bem e desnecessárias para governo.

37. Construção do Complexo solar na Paraiba

38. Curso on line para instrução e capacitação de professores

39. Construídas várias infraestruturas como Anel Viário de Fortaleza. BR 222. BR 022. BR 285. BR 116. Rota Bioceanica Chile- Brasil. Ponte de integração Brasil-Paraguai.

40. Menor taxa de juros da história do Brasil

41. Ampliação e investimentos nas usinas de energia eólicas e fotovoltaicas

42. Pensão vitalícia para os filhos com Zica Vírus.

43. Vacina 100% brasileira para covid, VERSAMUNE

43. Fez voltar o patriotismo nos brasileiros.

44. Nos fez ver as coisas erradas que ficavam escondidas dos brasileiros. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"

45. Defendeu abertamente a importância da liberdade, da igreja, da família e de Deus.

46. Lutou pela moralização na política e no governo.

47. É a favor de um estado menor e com menos interferência do estado na vida do povo.

48. Defendeu a liberdade Econômica e dos empreendimentos.

49. Diminuiu a burocratização de muitas coisas no Brasil

50. É contra o neo comunismo, da ideológica partidária nas escolas, a ideologia de gênero e do aborto.

52. Defendeu e

defende a família tradicional, os valores cristãos e a honestidade com o dinheiro público.

53. Recuperou a Petrobras que deu lucro de mais de 40 bilhões.

54. Fez os brasileiros a voltar a acreditar e ter esperança no Brasil.

55. Pediu para que o exército cavasse poços de água no sertão.

56. Fez diminuir as invasões de terra pelo MST

57. Fez diminuir a criminalidade no país

58. Mostrou que sem roubar sobra dinheiro para muitas coisas.

59. Com seu jeito de ser expressou o desejo, sentimento e o que o povo pensa.

60. Mostrou que ama o Brasil e está pronto a dar a vida por uma pátria livre. 🇧🇷 🇧🇷🇧🇷

*Copia e cola, pra compartilhar para 5 contatos a cada envio *

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NOTÍCIAS...02

 

 

https://x.com/AmigaDaAmigaDa1/status/2090630146856263842

 

 

https://youtu.be/ZlHVMyIx-w8?is=fTuVqEwxxW9iwDX5

 

 

https://www.youtube.com/live/sxF4mQteWI4?is=q5V3mW9yUt9QVGMY

 

 

https://nortediario.com.br/pf-investiga-r-217-mil-pagos-por-lobista-a-ex-chefe-de-gabinete-de-lula/

 

https://www.instagram.com/reel/DZV-C5HCG7V/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DZgheG_MHAy/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/Db9HxQlvjK0/?l=1

 

OS NEGROS E OS SEUS DESCENDENTES...

 

OS NEGROS E OS SEUS DESCENDENTES...

4ª. Parte //Não Esgotamos o Assunto...

Dionê Leony Machado

Fevereiro de 2023

 

 

 

A outra história de negros na Bíblia

Vivemos um momento em que o povo negro, vítima histórica e secular de massacres, preconceitos e discriminação, buscam assegurar os direitos conquistados na Constituição de 1998. Com muita dificuldade, pequenos passos são dados para que tais direitos não fiquem no papel.

Na contramão, as elites se esforçam para deslegitimar nossas lutas e rasgar artigo por artigo das conquistas da chamada Constituição Cidadã.

O que a Bíblia nos diz a respeito do povo negro?

Os evangelhos sinóticos são unânimes em afirmar que certo Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a cruz, a caminho do Calvário (Mt 27,32; Mc 15,21; Lc 23,26). Ora, Cirene fica no norte da África. Mas alguma vez você ouviu em prédica ou sermão, na catequese, na escola dominical ou no ensino confirmatório, que um africano ajudou Jesus a carregar a cruz? Estudiosos dirão que se trata de um judeu da diáspora, visto que no norte da África havia várias colônias judaicas. Mas com que argumentos ou intenções fazem esta escolha na interpretação?

Por contrariar os interesses da corte de Jerusalém, pouco antes da destruição da cidade pelas tropas babilônicas, o profeta Jeremias foi preso e lançado numa cisterna. Um africano, funcionário do rei (seu nome, Ebed-Melec, significa "ministro do rei"), liderou um movimento para libertar Jeremias (Jr 38,1-13). Quantas vezes você se lembra de ter estudado este texto, dando atenção a este "detalhe"?

Moisés, conta-nos Nm 12, casou-se com uma africana, da região de Cush – Etiópia. Na verdade, quase toda a história do êxodo se passa na África. Uma simples leitura do Canto de Miriã (Ex 15,19-21), com certeza um dos textos mais antigos de toda a Bíblia, nos permite notar a proximidade da cena com a rica cultura dos povos negros: canto e dança ao redor dos tambores. Você já parou para pensar nisso?

O missionário Filipe, ao "aceitar a carona" na carruagem do negro e alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia, tem uma grata surpresa: o africano já tem em suas mãos o livro do profeta Isaías (At 8,26-40). E há quem continue afirmando que foram os europeus que levaram a Bíblia para a África!

Pois bem, os exemplos acima são suficientes para nos provocar ao desafio: olhar a Bíblia na perspectiva da negritude!

Em primeiro lugar, porque seguimos acreditando que o Deus da Bíblia faz opção pelas pessoas e pelos grupos mais marginalizados. Em nossa sociedade, as mulheres, as pessoas negras e indígenas continuam sendo as maiores vítimas da gritante exclusão social. Com elas aprendemos a resistir. Em segundo lugar, porque queremos e podemos descobrir as raízes negras do povo hebreu e de toda a Bíblia. De fato, antes de ser europeia, a Bíblia é afro-asiática. Não negamos a contribuição europeia ao nosso continente, queremos seguir trocando saberes com o chamado "Velho Continente". Mas denunciamos o cristianismo branco e opressor, com teologias que chegaram ao absurdo de justificar a escravidão negra (feita pelos brancos) e que continuam, muitas vezes, negando nossas raízes.

Que aceitemos o desafio de mergulharmos na Bíblia e na vida com nosso olhar afrodescendente. Afinal, por muitos séculos, fizemos isso apenas com o olhar europeu. Erramos e acertamos, agora vemos que é preciso mais. Ou manteremos a opção, muito mais cômoda e bem menos questionadora para nossa sociedade preconceituosa e racista, de continuar enxergando apenas um Jesus loiro, de olhos azuis e cabelos cacheados?

Protestantismo, escravidão e os negros no Brasil.

A Casa da Cultura da América Latina, em Brasília/DF foi palco para o lançamento do livro “Protestantismo, Escravidão e os Negros no Brasil” que contou com noite de autógrafos, emoção, música e muitas histórias. Para o autor, pastor metodista e professor da Faculdade Evangélica de Brasília, Roberto Loiola, a publicação aconteceu em data importante para o segmento evangélico mundial, pois coincidiu com o aniversário de 496 anos da Reforma Protestante, liderada feita pelo monge Martinho Lutero.

 

Loiola lembrou a data histórica e mencionou que ainda hoje é preciso reformar e reafirmar a fé nas cinco ideias básicas defendidas por Lutero: sola fide (somente a fé), sola scriptura (somente a Escritura), solus Christus (somente Cristo), sola gratia (somente a graça) e soli Deo gloria (glória somente a Deus).

 

Realmente uma ótima coincidência de datas. A reforma iniciada na Alemanha marcou nova visão religiosa para as pessoas da época. Que o olhar sobre os negros protestantes brasileiros também traga novos tempos de inclusão, comunhão e liberdade para se professar a fé em Cristo com respeito e consideração a todos, sejam brancos, negros, amarelos.

 

Henrique Dias, o primeiro afro-brasileiro letrado.

Henrique Dias é uma figura controvertida. Mas isso não lhe tira o pioneirismo que, talvez, se estenda ao fato de ele ser o único negro a aparecer em uma das edições do primeiro Manual de História do Brasil, escrito por Abreu Lima, em 1843, ao lado dos dois imperadores do Brasil, do patriarca da Independência e do índio Felipe Camarão.

Henrique Dias: negro forro, capitão-do-mato, “governador dos crioulos, negros e mulatos”, mestre de campo, guerrilheiro que se destacou com o seu batalhão de negros descalços no século XVII, considerado um dos fundadores das Forças Armadas, herói da guerra contra os holandeses nas Batalhas dos Guararapes.  

Sua data e local de nascimento são desconhecidas. Imagine-se que sua terra natal seja a capital de Pernambuco, Recife. Em sua vitoriosa história de batalhas, oito ferimentos em combate ao longo de 24 anos.

Pela sua vida de bravura, dedicação, coragem e liderança, Henrique Dias foi escolhido, no ano de 1992, patrono do então 28º Batalhão de Infantaria Blindada (28º BIB), atualmente, 28º Batalhão de Infantaria Leve (28º BIL) localizado em Campinas, no interior de São Paulo.

A  Lei nº 12.701, de 6 de agosto de 2012, reconhecendo a importância de Henrique Dias na história do país, determinou que seu nome fosse inscrito no Livro de Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria,  em Brasília.

A memória de Henrique Dias eternizara-se: seu nome fora adotado pelos batalhões de Pretos que surgiram em várias capitanias após sua morte.

Informação histórica: naquele tempo, eram chamados de “crioulos” os negros nascidos em território nacional; de “pretos”, os negros nascidos no continente africano, e de “mulatos” ou “pardos”, os miscigenados nascidos no Brasil. Quer dizer, desde sempre a utilização da estratégia de controle via discriminação.

Resumindo a história: Dias morreu na pobreza, no Recife, em 1662, e seus comandados continuaram escravos até o final do século XIX.

Edméia Williams - Uma admirável mulher de Deus

Edméia Williams é uma missionária brasileira, conferencista de renome internacional, que volta ao MIR, depois de alguns anos, exclusivamente para participar, como preletora, da sexta edição do Congresso de Mulheres. A ministração dela é sempre um momento muito aguardado e especial. Quem a ouve tem a certeza de que será edificado pelas palavras que saem da boca dessa mulher inteligentíssima e, ao mesmo tempo, humilde que tem sido um instrumento de Deus na Terra e que carrega um testemunho de vida inspirador, cheio de lutas, superações, coragem e fé. 

Edméia não se constrange em dizer que é fruto de um adultério. O pai dela, um imigrante negro que veio da Guiana Inglesa, teve um relacionamento extraconjugal coma sua mãe, uma portuguesa branca, da cidade de Santarém, no Estado do Pará, cidade natal da Missionária.

A infância foi conturbada e ela se transformou em uma criança vaidosa, soberba, do tipo que queria ser melhor que todo mundo. Mas, no fundo, esse comportamento escondia uma menina com a alma amargurada, atormentada pela ideia de que era uma filha bastarda e fruto do pecado.

Mas, ao contrário do que muitos poderiam esperar, Edméia encontrou apoio e amor em sua madrasta, uma mulher santa, enviada por Deus eque serviu de exemplo para ela.

De Santarém, ela se mudou para Salvador, onde teve muitas oportunidades de estudar. Aprendeu francês, inglês, latim. Mais tarde, formou-se em Pedagogia, Filosofia, Psicologia e Música. Também casou, teve uma filha e um filho foi morar no Rio de Janeiro e depois no Iraque. Mas, duas tragédias mudaram a trajetória de vida dela. 

Edméia morou no Iraque onde conviveu com uma menina que pastoreava um rebanho e que um dia estava triste porque um de seus cordeiros estava com a pata quebrada. Nessa hora, Edméia conta que ouviu uma voz que dizia: “Eu também sou teu pastor, também sofro a tua perna quebrada, me deixa curar a tua dor”. Ela, então, orou a Deus e disse: “Senhor, se eu ainda sirvo para alguma coisa, me leva de volta pro Brasil”. Ela sabia que tinha um chamado missionário, mas tinha largado Deus há muito tempo e vivia longe da Igreja. Ela se achava a mais inteligente, a mais quietinha mais títulos, quando, na verdade, estava à beira de uma depressão. Edméia voltou pro Brasil e diz que a partir daí se deu a sua verdadeira conversão. “Eu só conhecia o Salmo 23, do bom pastor, e passei a conhecer o pastor de que o Salmo fala”.

Ainda na juventude,Edméia perdeu a  filha e também o esposo, que morreu de forma repentina, vítima de um ataque cardíaco. Quando soube da notícia, ela estava em Cingapura. Depois do choque, ela conta que voltou para o Brasil sabendo exatamente como e o que tinha que fazer. Foi quando decidiu fazer um voto com Deus de que nunca mais se casaria, pois queria entregar todos os seus dias para o Reino. “Tirei o casamento da minha vida e até hoje estou muito feliz”, afirma. Desde, então, Edméia se dedica para a obra de Deus de forma integral. 

Em 1990, Edméia criou, no morro Dona Marta, na época uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, a Casa Marta e Maria.

COMO SURGIU A RAÇA NEGRA 05?

  Como surgiu a raça negra e outras?   Para entendermos como as diversas raças surgiram, é necessário analisarmos um pouco mais a frente da ...