6ª.Parte
Sincretismo e Religiões Afro-brasileiras
Postado por Elson Barbosa
O Sincretismo e as Religiões Afro-brasileiras estão
interligados, afinal as práticas religiosas originadas no Brasil são junções
das doutrinas dos povos africanos, aliadas as crenças da Igreja Católica.
História do Sincretismo e Religiões Afro-brasileiras
Tudo começou com a chegada dos portugueses no Brasil. Junto
com novos hábitos e culturas, a colonização brasileira deu espaço para chegada
de outros religiosos. Além disso, com a vinda de povos da África, a variação de
crenças e religiões ficou ainda maior.
Porém, a Igreja Católica sempre tentou obrigar os escravos a
aderirem as doutrinações cristã, impedindo que eles propagassem e exercessem
suas obrigações religiosas na qual acreditava. Mas, por muitas vezes, alguns
escravos realizam mobilizações ou festividades nos mesmos dias em que
aconteciam as celebrações católicas.
Outros, mesmo participando das festas católicas, não
abandonavam sua fé nos orixás, voduns, entre outras divindades oriundas da
terra natal. Com isso, essa prática simultânea de diversas religiões resultou
no surgimento de outras, que levavam características africanas, cristãs e
indígenas.
Atualmente, podemos identificar essa diversidade quando no
mesmo dia são feitas celebrações para deuses da igreja católica e para
divindades de origem africana.
Representação de Iemanjá, que na Igreja Católica é associada
a imagem de Nossa Senhora da Conceição. (Foto: Wikipédia)
Religiões Afro-brasileiras
As religiões Afro-brasileiras surgiram após a junção da
cultura de diversos povos africanos trazidos entre os séculos XVI e XIX. Elas
possuem influências de religiões vindas da Europa, como a Catolicismo e o
Kardecismo. Além disso, elas possuem características especificas de cada região
do país.
Durante os quatro séculos, cerca de 3,5 milhões de africanos
chegaram ao Brasil como escravos. Entre eles, povos de etnias: iorubás, fons,
maís, hauçás, éwés, axântis, congos, quimbundos, umbundos, macuas, lundas e
diversos outros povos, cada qual com sua própria religião e cosmogonia.
Como as religiões foram se formando em diversas regiões e
estados do país, elas foram aderindo formas diferentes umas das outras,
inclusive os nomes.
As que mais se destacaram na época, assim como nos dias de
hoje, são o Candomblé e a Umbanda. Além dessas, outras religiões também possuem
características africanas, como Xangô e a Jurema, também conhecida como
Catimbó.
Quando se fala em sincretismo no Brasil logo se associa as
religiões Afro-brasileiras, pois foram construídas após a colonização.
Candomblé
O Candomblé uma religião regionalizado no Brasil, porém com
características trazidas pelos negros da África. Como nessa época a Igreja
Católica proibia os rituais africanos, os negros usavam as imagens católicas
como símbolo, mas continuavam cultuando seus Orixás, Inquices e Vodus.
Para o Candomblé, os orixás são deuses supremos, possuindo
habilidades e personalidades diferentes, assim como as formas de rituais. Estes
também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento,
podendo compartilhá-lo com outro orixá, caso necessário.
Umbanda
A Umbanda é uma junção de diversas religiões que chegaram ao
Brasil, como o catolicismo, espiritismo e as religiosidades africana, indiana e
indígena. Bastante confundida com o candomblé, a Umbanda possui três princípios
básicos que são: fraternidade, caridade e respeito ao próximo.
Seus fundamentos são:
• Existência de um único Deus, supremo e onipotente,
conhecido como Zambi, Olorum ou simplesmente Deus;
• Existência dos orixás, seres do Plano Superior que
representam, cada um à sua forma, elementos da natureza, do planeta ou das
próprias características humanas;
• A mediunidade como forma de comunicação entre as esferas
física e espiritual;
• Crença na alma imortal e na reencarnação;
• Crença na Lei Cármica, no qual se baseiam as ações do
homem e suas consequências;
Jurema
Jurema, também conhecida como Catimbó Jurema, nasceu da
junção ocorrida entre as espiritualidades indígenas, europeia e africana, no
século XVI.
Nessa religião, o Exu é a entidade responsável por auxiliar
os mestres na realização dos trabalhos. Diferente do que ocorre na Umbanda,
onde os Exus possuem entidades distintas, na Jurema há hierarquia onde todas as
entidades são subordinadas a autoridade Mestre, que é o Exu.
Os seguidores dessa religião possuem uma grande atuação com
as ervas, principalmente com a árvore que deu o nome à religião. Da planta,
eles utilizam raízes, cascas e folhas, tudo com o intuito de obter a cura de
enfermidades.
Outras religiões Afro-brasileiras
As religiões afro-brasileiras, possuem diferentes
influências e denominações regionais. Dentre as religiões com influência
principal das culturas "sudanesas", isto é, dos povos iorubás
("nagôs") e daomeanos ("jejês"), estão:
• Babaçuê (PA)
• Batuque (RS)
• Candomblé jeje (BA)
• Candomblé ketu (BA, RJ, SP)
• Tambor-de-mina (MA, PA)
• Xangô (PE)
Entre as religiões com influência dos povos bantos
(quimbundos), estão:
• Cabula (ES)
• Candomblé bantu ou angola (BA, RJ, SP)
• Candomblé de caboclo (BA)
• Catimbó (PB, PE)
• Macumba (RJ, SP)
• Pajelança (AM, PA, MA)
• Toré (SE)
• Umbanda (RJ, SP e todo o Brasil)
• Xambá (AL, PB, PE)
Enfim, outras religiões afro-brasileiras:
• Culto aos egunguns (BA)
• Encantaria
• Jurema de terreiro
• Jurema sagrada
• Quimbanda
• Quiumbanda
• Omolokô
• Terecô
O sofrimento é um meio que Deus usa para fazer crescer na
fé. Pedro diz que o sofrimento é comparado à ação do fogo, como um elemento
purificador, um elemento que torna o objeto aprovado, aperfeiçoado, confirmado.
Deus usa o sofrimento para refinar-nos.
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Dionê Leony Machado