quinta-feira, 13 de agosto de 2026

POESIA

 

PÁSSARO  CATIVO

Olavo Bilac

Armas, num galho de árvore, o alçapão

E, em breve, uma avezinha descuidada,

Batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada,

Gaiola dourada;

 

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.

Por que é que, tendo tudo, há de ficar

O passarinho mudo,

Arrepiado e triste sem cantar?

É que, criança, os pássaros não falam.

 

Só gorjeando a sua dor exalam,

Sem que os homens os possam entender;

Se os pássaros falassem,

Talvez os teus ouvidos escutassem

Este cativo pássaro dizer:

 

"Não quero o teu alpiste!

Gosto mais do alimento que procuro

Na mata livre em que voar me viste;

Tenho água fresca num recanto escuro

 

Da selva em que nasci;

Da mata entre os verdores,

Tenho frutos e flores

Sem precisar de ti!

 

Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola,

De haver perdido aquilo que perdi...

Prefiro o ninho humilde construído

 

De folhas secas, plácido, escondido.

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pombas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde,

Entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade!

Não me roubes a minha liberdade...

Quero voar! Voar!

 

Estas cousas o pássaro diria,

Se pudesse falar,

E a tua alma, criança, tremeria,

Vendo tanta aflição,

E a tua mão tremendo lhe abriria

A porta da prisão...

 

 

NOTÍCIAS...03

 

N3

https://youtube.com/shorts/eyAWpDO-NMc?is=aDx7GTkOTMJdfKBe

 

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https://youtu.be/Spzv8vHtIV4?is=Ikik3oNbzaixVC8_

NOTÍCIAS...02

 

N2

https://www.instagram.com/reel/DbqI1zUCr4F/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DVuih-IDTUa/?l=1

 

 

https://youtu.be/hte9StHSpCo?is=DYsTEipyUP_NfJ1h

 

 

https://www.instagram.com/reel/Db0MKZvAUFJ/?l=1

 

 

 

https://www.instagram.com/reel/Db0_EVzhKwA/?l=1

REFLEXÃO...01

 

 

Rejeição a Lula supera aprovação a 8 semanas das eleições

 

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação entre os eleitores a menos de 2 meses do primeiro turno das eleições. Uma pesquisa da Futura/100% cidades, divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% aprovam. Outros 2,9% não souberam ou não responderam.

 

O levantamento ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

 

A avaliação geral do presidente também mostra divisão. Para 43% dos entrevistados, Lula é ruim ou péssimo. Outros 39,5% consideram o presidente regular. Apenas 17,1% avaliam sua atuação como ótima ou boa.

 

Foto: Adriano Machado/Reuters

VÍDEOS...03




 

NOTÍCIAS...01






 

GENERAL SÉRGIO PEDRO...

 

Texto do General

 

*(RETRASMISSÃO)*_

 

*Texto escrito pelo General de Divisão na reserva Sérgio Pedro Coelho Lima.*

 

Em 4 de Outubro de 2026 o Brasil Será Julgado por Si Mesmo.

Há momentos em que uma eleição deixa de ser apenas uma disputa entre candidatos e se transforma num exame moral de uma nação inteira.

 

O Brasil chegará a esse momento em 4 de outubro de 2026.

Naquele domingo, não será apenas um governo que estará em julgamento.

 

Será o próprio povo brasileiro.

 

Depois de décadas de corrupção sistêmica, aparelhamento institucional, crescimento do crime organizado, decadência educacional, esmagamento tributário da classe produtiva e destruição progressiva da confiança nacional, ninguém mais poderá alegar ignorância. O brasileiro conhece o país em que vive. Conhece os hospitais abandonados, as escolas fracassadas, as estradas destruídas, a violência cotidiana, o custo sufocante para trabalhar, empreender e produzir.

 

Conhece também o espetáculo obsceno de escândalos públicos que se sucedem sem vergonha e sem consequências reais.

 

O que estará diante das urnas em 2026 não será uma simples escolha administrativa.

 

Será uma pergunta brutal: O Brasil ainda deseja sobreviver como uma nação séria ou aceitou definitivamente sua condição de república saqueada

 

Porque há algo profundamente degradante em um povo que aprende a conviver com o escândalo permanente sem reagir.

 

Há algo de moralmente corrosivo numa sociedade que transforma corrupção em folclore, desperdício em rotina e cinismo em inteligência política.

 

Os defensores do atual projeto de poder continuarão dizendo que tudo não passa de “narrativa da oposição”, que as críticas são exageradas ou que qualquer alternativa representaria ameaça à democracia.

 

Mas o cidadão comum já sente no corpo aquilo que os discursos tentam maquiar:

- perda de poder de compra, medo nas ruas, desesperança econômica e a percepção crescente de que o Estado brasileiro serve mais aos grupos organizados que vivem dele do que ao povo que o sustenta.

 

Enquanto isso, o país assiste a uma expansão contínua da máquina pública, à multiplicação de privilégios políticos e à asfixia de quem trabalha honestamente.

 

Empreender tornou-se um ato de resistência. Produzir virou punição. Sustentar a própria família exige enfrentar impostos sufocantes, burocracia humilhante e insegurança permanente.

 

Ao mesmo tempo, cresce a sensação de que o Brasil perdeu soberania moral.

 

Parte da elite política demonstra complacência com regimes autoritários estrangeiros, relativiza violações de direitos humanos quando ideologicamente convenientes e trata democracias liberais com mais hostilidade do que ditaduras alinhadas politicamente.

 

Mas talvez o mais grave seja outra coisa: a normalização da decadência.

 

O brasileiro foi lentamente treinado para aceitar o absurdo como inevitável.

 

Aprendeu a rir da corrupção porque perdeu a esperança de combatê-la. Aprendeu a sobreviver em vez de exigir grandeza.

 

Aprendeu a chamar a mediocridade de pragmatismo.

 

É isso que fará da eleição de 2026 um divisor histórico.

Se, conhecendo tudo o que viu, tudo o que sofreu e tudo o que lhe foi revelado, a maioria optar novamente pela continuidade do mesmo projeto político, estará fazendo mais do que uma escolha eleitoral.

 

Estará assinando um pacto consciente com o modelo de país que existe hoje.

 

Não poderá depois alegar surpresa diante da estagnação, da violência, do descrédito institucional ou da fuga de talentos e investimentos.

 

Povos também colhem aquilo que decidem tolerar.

 

Nenhuma nação se destrói apenas por causa de maus governantes.

 

Nações se destroem quando seus cidadãos passam a considerar a degradação algo normal.

 

Mas existe outro caminho.

 

Se o Brasil escolher uma ruptura real com o ciclo atual, elegendo lideranças comprometidas com responsabilidade fiscal, liberdade econômica, combate duro ao crime organizado, valorização do mérito, redução do peso do Estado e defesa firme das liberdades individuais, talvez ainda seja possível recuperar algo que o país vem perdendo há muito tempo:

- dignidade nacional.

POESIA

  PÁSSARO   CATIVO Olavo Bilac Armas, num galho de árvore, o alçapão E, em breve, uma avezinha descuidada, Batendo as asas cai na es...