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quinta-feira, 7 de março de 2013

O PIOLHO ALCOÓLATRA


                                                                     
Hic... Hic... Hic...
Sonolento, cansado, cabeça zonza vazia, só lembrava da cachaça, que bebeu e dava azia.
Zé Piolho não gostava, de beber nem de nadar, foi forçado a tudo isto,
Até a se embriagar!
Vivia num apartamento, a 1.50m do solo, confortável, sossegado, entre os caracóis, daqueles cabelos embolados.
Para que outro lugar? Ali já tinha tudo. E, como era ventilado!
A limpeza que faziam, não chegava a incomodar, era só se esconder,
Aguardar, depois voltar.
Lavavam, escovavam, penteavam. Escondido, voltava ao seu lugar.
E, dormia sem se deixar perturbar.
Um dia, acordou de sopetão, molhavam tudo em volta, sem usar água
ou sabão. Cachaça e álcool, isto sim, que invenção!
O cheiro forte penetrava nas narinas. Que grande tentação...!
Tonto,não fugiu, resolveu aproveitar, e beber até cansar.
Depois chegou alguém, com grande pano nas mãos, amarrou sua morada...
Zé piolho escorregou que grande escuridão!
Acordou muito mais tarde, com forte dor na cabeça, um enjôo no estômago e a boca azeda...
Olhou em volta, nada percebeu, ainda estava escuro, lembrou-se:
... Logo se escondeu.
Procurou lugar seguro, pois sabia o que buscavam. Logo, tiraram o pa-
no, seu drama, recomeçava...
Começaram nova etapa: um pente fino em ação passava aqui e acolá.
Sem forças, cambaleando, tentou escapulir. O pente não descansava, tentavam dar um fim nos invasores Outros amigos, coitados, ali mesmo tombaram...
Depois da grande limpeza, ficou a esperar, que tudo se acalmasse e pudesse logo voltar...
... Agora, depois do susto, passa seus dias cantando:
  - Eu bebo sim,
    Estou vivendo,
    Tem gente que não bebe,
    E está morrendo...!!!

Dionê         20.01.1984.

quarta-feira, 6 de março de 2013

FEIRA LIVRE



Gosto das feiras livres. Principalmente, por serem ao ar livre.
Gentes de todas as idades  credos, etnias, escolaridades, etc.
Produtos diversificados.
Como o grupo se harmoniza? Como definem o local?
Deve existir licença, gerenciamento, imposta legais e propinas...
Há a sujeira explícita e a não percebida...
Há vendedores mestres no ofício, e os camuflados...
Publico heterogêneo, uns com muito, outros das sobras sobrevivem...
Logo será desarmada, como um circo. Voltarão em nova ocasião...!
A vida do ser humano parece uma feira.
As barracas dão lugar às casas, os produtos são as pessoas.
Que possuem rótulos estampados nas testas. Disfarçados ou não...
A harmonia é falsa.
Há também a sujeira explícita e a mascarada.
Cobram mais do que dão. Se doam, colocam no BOCÃO.
O alimento não sacia, pois é feito sem opção.
Vivemos de migalhas que pegamos pelo chão.
O preço é estipulado de acordo com a ocasião
Há gritos, cada qual vendendo seu produto, mesmo que seja
goela adentro,afinal pensam ser o patrão.
Ser pequeno nesta feira ficará na dependência dos fiscais da ocasião.
Ou perderá o direito de ganhar o seu quinhão.
Prefiro as feiras livres, aquelas que existem por este mundo
afora, são terapias nas nossas vidas.Com sacolas ou mocós
retornávamos, trazendo nosso alimento, e as fantasias no
Coração...!
D.M. julho de 2012

ESCRAVIDÃO...

  Esse homem foi vendido como escravo pelo próprio pai. Luiz Gama conquistou a própria liberdade e usou a lei para libertar outros escravi...