A
RATOEIRA QUEBROU...
Hoje
estou preocupada. Acima do normal.
Cada
dia um problema. Não são probleminhas.
São
grandes. Confusos. Até poderíamos dizer: devassos.
Sim, o
desrespeito é tão grande, as mentiras são tantas, a safadeza é tão crescente,
que nos envergonha.
Ninguém
é de ninguém. O alheio está devastado.
A
invasão é diabólica. Não há horário nem espaço físico.
A
prostituição é a luz do dia ou a noite regada às bebidas importadas.
Não
buscam privacidade. Abertamente discutem o planejamento e o assalto é
efetivado.
Selado.
Documentado. Enviado para paraísos fiscais ou nas malas das salas com ar
condicionado. Luxo. Ostentação.
Troca
de favores. Agressão ao trabalhador já agredido por leis injustas. Também
roubado nos desvios dos direitos sociais. Estão com as mãos vazias. Conta o
salário que deve durar o mês inteiro. Mas, não dá. Faz bicos, extras, e a
reduzida mesada, acaba na quinzena.
Ser
honesto desgasta. Anula a família, o estudo, a saúde...
Mas, as
ratoeiras estão enferrujadas. Os ratos passeiam de carros importados, roupas de
grife, aeronaves poderosas e ainda tem o nome gravado.
Iates,
posições sociais referenciadas...
Não
tomam chuvas, não ficam em fila do Sus.
Não são
operados por médicos incompetentes. Pode perder a visão, abortar, entrar para
tirar a vesícula e sai sem rim.
Se
sair!
Precisamos
de ratoeiras novas... As ratazanas são heterossexuais. Multiplicam-se com
facilidade.
E
quando bem alimentadas, as gestações são frequentes.
Precisamos
de óleo para a lubrificação das ratoeiras.
Precisamos
de homens habilidosos. Mulheres sem temor.
Precisamos
de um mundo sem tanta sujeira que faz multiplicar esses animais. Imundos.
Famintos...
20.05.2026
Dionê
Leony Machado