11ª.Parte
“Você é a babá?”: a história de uma mulher
negra que adotou 03 crianças brancas e sua luta.
O mundo se transformou em um lugar muito hostil e todos os
dias somos bombardeados com notícias tristes e preocupantes. É justamente por
isso que sempre que lemos alguma história positiva e inspiradora, precisamos
compartilhar. Afinal de contas, elas são necessárias para que possamos
continuar acreditando na humanidade. Todos os dias, o mundo é palco de racismo
e de intolerância e nem sempre percebemos que ainda existem muitas pessoas
corajosas e dispostas a fazer o bem.
Hoje, o Incrível. Club quer que você conheça a história de
Treka Engleman, uma mulher com uma história incrível e que sabe muito bem que
“amor é amor, independentemente da cor”.
Treka sempre gostou de crianças e sempre soube como cuidar
delas. Durante muitos anos, ela trabalhou como babá ou em creches. Contudo,
apesar da grande experiência, ela não imaginava que 3 crianças podiam mudar
tanto a vida de alguém.
Solteira, ela nunca pensou que adotar era uma possibilidade.
No entanto, decidiu pesquisar um pouco e descobriu que poderia se tornar uma
mãe adotiva, desde que tivesse mais de 21 anos. Após algum tempo de muita
reflexão, planejamento e conversas com a família, ela finalmente decidiu
realizar o seu sonho.
O processo de adoção foi longo e muito difícil para ela
Em agosto de 2016, ela ligou para o St. Joseph Orphanage
(orfanato) e descobriu que precisava assistir a algumas aulas antes de dar
continuidade ao processo. Segundo ela, a experiência foi uma montanha-russa
emocional, principalmente após ouvir as histórias de algumas crianças. Os
relatos foram tão impactantes que ela decidiu adotar mais de uma criança.
Quando as aulas estavam chegando ao fim, ela teve que pensar
em alguns detalhes, como o gênero, a raça e a idade das crianças. Ela tinha
claro que cor não era um problema para ela, pois “amor é amor, não importa a
cor”. Durante muitos anos ela pensou em adotar 4 ou 5 crianças.
Depois de ser aprovada, ela começou a trabalhar para
realizar o seu sonho
O orfanato St. Joseph disse a ela que eles poderiam receber
uma ligação a qualquer momento com os detalhes de uma criança que estava
precisando de um lar. Em seguida, suas informações seriam enviadas para que o
sistema avaliasse se ela era adequada. A ansiedade foi aumentando, até que um
dia ela recebeu uma ligação dizendo que o orfanato tinha uma criança de 05 dias
que precisava de um lar e ela imediatamente disse “sim”. No dia 8 de dezembro,
Elijah Lee Hill, seu primeiro filho, chegou.
No ano seguinte, em 10 de maio de 2017, Treka recebeu outra
ligação: duas irmãs também precisavam de um lar, e é claro que ela disse “sim”.
Mais tarde, no mesmo dia, uma das irmãs chegou; seu nome era Alexis Bowman.
Treka descobriu que a irmã de Alexis, Mercedes, tinha tido alguns problemas e
acabou indo para outro orfanato. Treka e Alexis decidiram visitá-la nos finais
de semana seguintes, para que as duas irmãs pudessem passar um tempo juntas.
Treka e sua família precisavam de um lugar maior e começaram
a procurar um apartamento de 3 quartos. Isso aconteceu porque Alexis estava
sentindo falta da irmã e porque Mercedes estava pronta para deixar o orfanato.
A assistente social de Treka ficou feliz em tentar juntar as duas irmãs
novamente. No dia 16 de março de 2018, Mercedes finalmente se mudou para a nova
casa e Treka Engleman, então com 30 anos, realizou o sonho de ter uma grande
família.
Depois de se tornar uma mãe adotiva, ela e seus filhos
enfrentaram alguns obstáculos
Treka nunca viu cores, apenas crianças que precisavam de uma
família e de alguém para amá-las, e ela estava pronta para dar tudo isso e
muito mais. “Minha família não vê cores, vê apenas crianças que precisam de
alguém”, disse ela. Treka afirma que precisou enfrentar muitos olhares de
desaprovação e perguntas como: “Você é a babá?” No entanto, sua resposta sempre
foi: “Não, eles são meus filhos”. Para ela, as crianças não são filhos
adotivos, são apenas filhos.
Os filhos: Elijah, Alexis e Mercedes
Depois de algum tempo, Treka perguntou se as crianças
gostariam de ser oficialmente adotadas. Todas disseram “SIM!” sem pensar duas
vezes. Sua assistente social também ficou feliz em ajudar com o processo,
porque ela sempre soube que Treka era perfeita para as crianças.
O processo de adoção foi intenso e muito burocrático. As
autoridades perguntaram muitas vezes para as crianças, sozinhas, se era isso
que elas realmente queriam, e se elas queriam manter seus sobrenomes ou
mudá-los. Treka começou a se perguntar se ela era boa o suficiente e se poderia
dar às crianças o que elas precisavam. Sua resposta era sempre: “Sim, e muito
mais”. Além disso, ela teve apoio de sua família; mas a coisa mais importante
para ela era a maneira como o rosto das crianças mudava quando elas pensavam na
possibilidade de serem realmente adotadas.
O dia 1 de novembro de 2019 foi o dia mais feliz na vida
dessas 4 pessoas. Foi o dia em que elas se tornaram o Team Engleman. Treka
conseguiu realizar o grande sonho de ter uma família.
Segundo Treka, ajudar uma criança a encontrar um lar gera um
dos melhores sentimentos do mundo
A sua mensagem para as pessoas que dizem coisas negativas
sobre ela, uma mulher negra que adotou três filhos brancos, é: “Estou fazendo o
que a maioria não pode fazer. Essas crianças estão em um ótimo lar e têm uma
mãe muito amorosa. O amor não tem cor. Embora esse tema sempre tenha estado
presente em minha vida, eu não deixei que me impedisse de realizar o que eu
sempre quis. Tenho um propósito e não vou desistir. Se você está pensando em
adotar, vá em frente. Saber que você ajudou um menino ou uma menina a encontrar
um lar é um motivo para ser feliz e é um dos melhores sentimentos do mundo. Não
importa se você é solteiro, divorciado, casado, preto ou branco. Você sempre
pode mudar a vida de alguém!”
Você conhece outras histórias como a de Treka? Compartilhe a
sua opinião e não deixe de mostrar essa linda história à sua família.
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Dionê Leony Machado