quarta-feira, 30 de setembro de 2026

NOTAS...01


SERVE A TODAS AS RELIGIÕES...É FALSA...


 

NOTÍCIAS...02

 

N2

https://www.instagram.com/reel/Ddg2p8fO4l2/?l=1

 

https://www.instagram.com/reel/Dc7YgP1hX1e/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/Dc7YgP1hX1e/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/Dd1eG8-vglR/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DbVodXMJS-L/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/Dd149JtARTa/?l=1

NOTÍCIAS...01

 

N1

https://youtube.com/shorts/MzayRlulYGc?is=YiehOV_0dzOh5DFT

 

 

https://x.com/JeffreyChiquini/status/2104649739073392807

 

 

https://youtube.com/shorts/CnIjyOPzKTA?is=nLdpraAATRnltMTo

 

 

https://youtu.be/e1gvAG2I_-c?is=1OyZKwY73_mzBwXI

 

 

https://www.instagram.com/p/Dd1VNKKxB0M/?stkn=MXEyd3Riazc5eWw5dQ%3D%3D

VÍDEOS...+04





 

VÍDEOS...+03




 

ESCRAVIDÃO...7a.Parte

 

Racismo no Brasil: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista, diz Djamila Ribeiro

'Se estamos ainda hoje no Brasil e somos maioria, é porque o povo negro vem resistindo, mesmo com tantas ações que visam o extermínio desse povo', diz Djamila Ribeiro.

 

A filósofa e escritora Djamila Ribeiro define assim o comportamento do brasileiro em relação ao racismo: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista.

 

Nesta entrevista à BBC News Brasil, a autora do Pequeno Manual Antirracista diz o que deve ser feito por quem quer combater o racismo e sobre o papel dos pais na educação antirracista de seus filhos.

"Não basta só reconhecer o privilégio, precisa ter ação antirracista de fato. Ir a manifestações é uma delas, apoiar projetos importantes que visem à melhoria de vida das populações negras é importante, ler intelectuais negros, colocar na bibliografia. Quem a gente convida pra entrevistar? Quem são as pessoas que a gente visibiliza?"

 

Djamila Ribeiro e Tábata Amaral estão em lista da BBC de 100 mulheres influentes no mundo

O que aconteceu antes da prisão de George Floyd e como foram seus últimos 30 minutos de vida

Ribeiro é mestre em filosofia política pela Unifesp e uma das vozes mais influentes do movimento pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Ela está na lista da BBC de 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo.

 

Sobre o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos e os protestos contra violência policial, Djamila destaca que é importante se indignar, mas aponta que no "racismo à brasileira" temos "tendência de olhar pra fora e não enxergar o que acontece no Brasil".

 

Ribeiro diz que os protestos são importantes, mas lembra que não são a única forma de resistência. "Se estamos ainda hoje no Brasil e somos maioria, é porque o povo negro vem resistindo, mesmo com tantas ações que visam o extermínio desse povo."

 

Morte de Miguel 'mostra como ideia de supremacia branca funciona no Brasil', diz historiadora

 

Djamila Ribeiro - Tanto no Brasil como nos EUA, a violência racial é um tema que tem sido debatido historicamente pelos movimentos negros, mas nos EUA, o que tem acontecido nos últimos tempos — as manifestações, as reações em relação ao assassinato do George Floyd — pelo que acompanhei, só teve uma manifestação dessa magnitude na época do movimento dos direitos civis, mas isso não quer dizer que as pessoas não estivessem se manifestando.

 

No Brasil, às vezes a gente faz umas comparações 'ah, mas nos Estados Unidos as pessoas estão nas ruas e no Brasil, não', como se no Brasil a gente não tivesse uma série de lutas e resistências contra esse sistema de opressão. Não podemos reduzir resistência somente a manifestações.

 

Claro que as manifestações são fundamentais: é importante ir às ruas, denunciar o que está acontecendo, mas às vezes a gente limita isso à questão das manifestações e muitas vezes no Brasil as pessoas apoiam o que está acontecendo lá sem enxergar a realidade do que está acontecendo no Brasil. Esse é um dos pontos mais críticos pra mim, de ver pessoas se manifestando nas redes sociais, muito indignadas, sendo que Brasil é um dos países que mais mata, tem uma das polícias mais violentas.

 

Claro que o que acontece lá tem que gerar nossa indignação, mas eu fico refletindo sobre o racismo à brasileira, que a gente tem muito mais uma tendência de olhar pra fora e não olhar pra nossa própria realidade, a não enxergar o que acontece no Brasil.

 

Sinto um cinismo por parte de muitas pessoas que quando a gente convoca atos no brasil essas pessoas não vão ou naturalizaram esses assassinatos e depois elas ficam muito chocadas ou muito surpresas com o que acontece nos EUA sem enxergar nossa realidade aqui.

 

Estados Unidos: assassinato de George Floyd despertou grande onda de protestos.

 

É importantíssimo a gente refletir, parar de naturalizar aqui no Brasil esses assassinatos de jovens negros no Brasil — a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. E o quanto a gente precisa pensar esses desafios aqui dentro do nosso país, sobretudo num momento de muita repressão aos movimentos sociais, num momento de corte de políticas públicas para populações negras.

 

Acho extremamente importante o que acontece nos Estados Unidos, mas chamo atenção para que as pessoas tenham mais consciência sobre o que se passa aqui no Brasil, na nossa realidade, que as pessoas negras historicamente vêm denunciando mas que infelizmente as pessoas parece que não enxergam quão grave é esse problema ético que temos no país, de assassinato de pessoas negras.

 

BBC News Brasil - Você mencionou que os protestos não são a única forma de fazer resistência. De que forma essa resistência acontece hoje no Brasil?

 

Ribeiro - Historicamente, desde o período da escravidão, os próprios quilombos, que foram organizações políticas de resistência e enfrentamento à escravidão, o Quilombo dos Palmares teve mais de cem anos de existência incomodando a Coroa Portuguesa. As próprias revoltas, como Balaiada e dos Malês, diversas revoltas indígenas.

 

No Brasil, a gente às vezes é privado da nossa própria história de resistência. O que nos contam é que os negros foram escravizados e ponto, não falam que existiram resistências. É muito importante saber que os quilombos foram organizações políticas de resistência e até hoje temos comunidades descendentes de quilombos, os quilombolas, ainda lutando para ter direito à titulação das suas terras.

 

A gente tem movimento negro, frente negra brasileira, movimento negro que lutou por ações afirmativas quando foram adotadas no Brasil - a primeira universidade a adotar cotas foi UERJ em 2001, a segunda foi a UnB em 2004 e depois teve a lei federal de cotas em 2012. Essas conquistas são reivindicações históricas dos movimentos negros.

 

A própria questão de hoje ter aumentando o número de pessoas que se declaram negras no Brasil é luta dos movimentos negros. A gente vive num país que foi fundado sob esse mito da democracia racial, de que aqui não existiria racismo e quanto isso dificultou a construção de uma identidade negra, o fato de a gente não ter acesso aos nossos ancestrais, no sentido de que documentos referentes à escravidão foram destruídos, então eu não sei, por exemplo, se meus ancestrais vieram da Nigéria ou de Guiné Bissau. Isso gera um abismo, uma lacuna na construção da nossa identidade. O descendente de italiano sabe de onde o tataravô veio, a cidade na Itália. A gente não sabe.

 

Essas construções todas — e não foram a toa, são deliberadas —, essa ideia de que no Brasil somos todos mestiços, de que não tem como saber quem é negro, mas na hora de discriminar todo mundo sabe quem é, dificultou uma construção de identidade negra e os movimentos negros vêm denunciando isso, e isso também é forma de resistência.

 

E vieram conscientizando a população negra a respeito da nossa ancestralidade. As próprias religiões de matriz africana no Brasil, historicamente criminalizadas. Houve época em que as pessoas negras não podiam cultuar seus orixás — e aí vem o sincretismo, que muitas pessoas veem como negativo, mas pelo sincretismo conseguiram continuar cultuando seus orixás.

 

Se hoje ainda existem terreiros das diversas denominações de religiões de matriz africana, isso é uma prova de resistência também. É importante a gente visibilizar isso pra gente não resvalar nessa visão de que não existe luta. Se a gente olhar quantos líderes quilombolas foram assassinados nos últimos anos, lutando pelo direito à terra, quantos líderes indígenas, em regiões do Brasil que muitas vezes a gente não noticia porque não é Sudeste, não é Sul.

 

Então, existem várias formas de resistência, de lutas políticas de diversas organizações do movimento negro, que é importante ressaltar: se estamos ainda hoje no Brasil e somos maioria, é porque o povo negro vem resistindo, mesmo com tantas ações que visam o extermínio desse povo.

 

BBC News Brasil - No mesmo momento em que a violência policial ganha destaque no debate público, vimos viralizar um vídeo de um homem branco, morador de condomínio de luxo de São Paulo e suspeito de violência doméstica, dizer que ganha 300 mil reais, xingar o policial de 'lixo', dizer que ele poderia ser macho na periferia e que 'Aqui é Alphaville, mano'. O que esse episódio diz sobre a política de segurança pública do nosso país? E quem são os policiais no Brasil?

 

Ribeiro - Muitas pessoas ficaram chocadas com esse vídeo, mas pra nós, pessoas negras, é o retrato do privilégio branco no Brasil. Ele sabia muito bem que nada ia acontecer com ele. Ele sabe muito bem como a polícia age nas periferias, mas ele sabia que ali a polícia não ia fazer nada, tanto que ele fala para o policial 'vem aqui se você é macho' e o policial não vai. Então, ele sabe que o lugar social dele, pessoas como ele, não vão sofrer esse tipo de violência, ele reconhece o privilégio dele. Aquele vídeo é a síntese do privilégio branco no Brasil.

 

Nós, como pessoas negras, jamais falaríamos assim com a polícia. Eu tenho dois irmãos e desde muito cedo meus pais falavam pros meus irmãos: 'saiam sempre com seus documentos, se a polícia parar, abaixa a cabeça e não responda'. Isso faz parte da educação de crianças negras no Brasil: como lidar com a polícia se a polícia te parar. Nossos pais e nossas mães têm medo da abordagem.

 

Meus irmãos já foram parados várias vezes voltando do trabalho, por exemplo. Isso faz parte da educação de pessoas negras. As pessoas brancas se surpreendem com isso, mas a gente sabe que não pode sair sem documento de forma alguma e se a polícia para, a gente tem que responder 'sim, senhor' e 'não, senhor'. E mesmo fazendo isso a gente não sabe o que acontece.

 

É importante dizer: se o Brasil é um dos países em que mais mata, também é o país em que mais morrem policiais nesse confronto. Então, é o Estado financiando esse confronto de pessoas pobres, de territórios periféricos, contra outras pessoas de territórios periféricos. Esses policiais na maioria das vezes saíram desses mesmos lugares periféricos, muitos deles são negros, e são esse braço armado do Estado e o Estado financiando essa guerra às drogas que nada mais é do que guerra à população negra.

 

É necessário pensar uma outra forma de segurança pública no brasil, que não seja de criminalização dos espaços periféricos, uma política de descriminalização das drogas no Brasil, porque a gente sabe a quem serve essa criminalização — serve ao encarceramento em massa de pessoas negras e ao extermínio de pessoas negras, como se nos territórios ricos as pessoas não consumissem drogas.

 

Se a gente for pra qualquer festa de universidade, a gente sabe que as pessoas consomem, mas onde vão dizer que esse combate será feito? Então, é necessário pensar, como muitos países têm discutido, em descriminalizar algumas drogas, porque isso impacta diretamente nessa guerra dessas pessoas que vêm dos mesmos espaços e territórios enquanto beneficia a estrutura branca, rica e patriarcal no Brasil.

 

Djamila Ribeiro

'Não tem como discutir antirracismo se a gente apoia projetos que visam o sucateamento de políticas públicas importantes para populações historicamente discriminadas'

 

BBC News Brasil - No Pequeno Manual Antirracista, você aponta que 'é impossível não ser racista tendo sido criado numa sociedade racista. É algo que está em nós e contra o que devemos lutar sempre'. Você poderia explicar por que é tão prejudicial que a gente tente focar a discussão do racismo como algo individual, com frases como 'eu não sou racista'?

 

Ribeiro - Esse é comportamento do brasileiro. Todo mundo sabe que o racismo existe, mas ninguém é racista. Tem uma pesquisa histórica da década de 1990, da Folha de S.Paulo, de que 90% das pessoas diziam conhecer pessoas racistas e diziam que o racismo existia, mas quando perguntavam se elas eram racistas, elas diziam que não.

 

Tem no Brasil uma discussão de achar que o racismo é só uma questão individual, só quando alguém destrata uma pessoa negra ou a discrimina. E falta um entendimento do racismo como sistema de opressão, e aí passa por a gente conhecer nossa história como povo brasileiro.

 

Muitos brasileiros desconhecem que o Brasil foi o último dos países das Américas a abolir a escravidão, o impacto disso na construção da nossa sociedade, os fatos históricos que construíram essas desigualdades, a própria constituição do Império de 1824, de que só os cidadãos livres podiam estudar — e quem eram os cidadãos livres em 1824 —, a própria lei de terras de 1850, que a partir daquele momento, pra ter terra, só comprando terra do Estado—- e quem podia comprar terra em 1850 —, foram várias ações que criaram essas desigualdades.

 

As pessoas têm dificuldade de entender que durante três séculos, quase quatro séculos, as pessoas negras foram tratadas como mercadoria, e construíram as riquezas desse país sem ter acesso a essas riquezas. E a partir daí essas desigualdades foram sendo construídas, então se pessoas negras hoje não ocupam espaços de poder, eles partem de um lugar social que suas oportunidades são restringidas por causa do racismo.

 

Então, às vezes é esse entendimento que falta às pessoas — e de não discutir o lugar social da branquitude também. De chegar em um espaço em um país de maioria negra e só ter pessoas brancas nesse espaço e isso ser naturalizado e não ser questionado. Se pessoas brancas estão ocupando esses espaços, será que é por que elas são mais inteligentes e geniais ou por que tiveram condições concretas para estar naqueles espaços?

 

O grande problema do brasileiro é naturalizar o lugar do privilégio como se ele tivesse sido providencialmente fixado e não construído à base da opressão de outros grupos, então isso faz com que as pessoas achem que basta o indivíduo querer — 'é só ele se esforçar' — negando toda essa estrutura que impossibilita condições concretas para que as populações negras tenham mobilidade social, consiga acessar lugar de dignidade e cidadania no Brasil.

 

O primeiro passo é desnaturalizar esse olhar e conhecer a nossa história enquanto povo brasileiro. Para discutir diversidade, a gente precisa discutir desigualdade. Quando a gente conhece a origem social das desigualdades, a gente vai entender as reivindicações históricas dos movimentos negros e as pessoas brancas vão entender a importância de discutir a partir do seu lugar social e como ele foi construído historicamente.

 

Manifestantes protestam contra declarações que minimizam o racismo no Brasil proferidas pelo presidente da Fundação Palmares em 28 de novembro de 2019.

 

BBC News Brasil - Você mostra que ser antirracista passa por uma série de ações, que vão desde se informar sobre negritude e reconhecer os privilégios das pessoas brancas… Você pode dar alguns exemplos de atitudes antirracistas que as pessoas podem tomar no dia a dia? No momento atual, o que é mais urgente?

 

Ribeiro - No livro Pequeno Manual Antirracista, eu trago dez capítulos — na educação, no trabalho, no afeto. Na educação, se a gente é educador, tem que questionar a nossa bibliografia. Será que na nossa bibliografia tem autores e autoras negros e negras? Se nós elaboramos o mundo, por que nossas elaborações de mundo não estão presentes nessas bibliografias?

 

Se for empregador, está empregando pessoas negras, criando de fato programas com metas de diversidade para que pessoas negras tenham acesso? Se você coloca em uma vaga que tem que ter inglês fluente, você já está delimitando ali que tipo de pessoas vão se candidatar. Se você só coloca anúncios em universidades ditas de ponta, você também já está escolhendo que pessoas você quer que trabalhem ali.

 

É preciso ter uma consciência, de fato, de como combater isso. O primeiro passo é se informar. No livro, eu quis trazer essas ações propositivas — ler autores negros, refletir sobre projetos de governo que você apoia — geralmente as pessoas não leem programas de governo, elas vão no calor da emoção, no calor do que está sendo dito no momento e não tem como discutir antirracismo se a gente apoia projetos que visam o sucateamento de políticas públicas importantes para populações historicamente discriminadas, se são governos autoritários, o que significa que movimentos sociais vão sofrer muito mais repressão naquele momento… Então, para além das ações do dia a dia que podemos tomar, precisamos pensar no macro os projetos que estamos apoiando.

 

BBC News Brasil - Você escreve que as pessoas negras são levadas desde cedo a refletir sobre sua condição racial e dizque aos seis anos entendeu que ser negra era um problema para a sociedade, enquanto seus colegas brancos não precisavam pensar qual era o espaço deles. Qual é o papel dos pais na formação de crianças (e depois adultos) antirracistas?

 

Ribeiro - É um papel fundamental. Muitos desses pais vieram da mesma escola que eu vim, que conta aquela história de que negros foram escravos e ponto e que a princesa Isabel foi a grande redentora. Aí temos a Lei 10.639, de 2003, que alterou a lei de diretrizes e bases da educação, incluindo a obrigação do estudo da história africana e afro-brasileira nas escolas, uma lei muito importante, que ainda sofremos com os desafios da implementação dela. Em alguns lugares foi implementada, mas a depender da vontade política de quem está no poder acaba não sendo.

 

Essa lei é fundamental não só para crianças negras, mas para as brancas entenderem que o mundo é constituído por pessoas negras, porque elas terão outra visão e construção das pessoas negras. Os pais podem, na escola que vão matricular o filho, saber se essa lei está sendo implementada, se não, cobrar da escola que seja, olhar o material didático para ver se contempla a multiplicidade do povo brasileiro e das narrativas múltiplas que temos, apresentar aos filhos referência de pessoas negras — seja em livros, em brinquedos, e buscar conhecer de fato pessoas negras, que as crianças convivam com espaço diverso.

 

Muitas vezes o convívio que essas crianças têm com pessoas negras são as empregadas e as babás, e simplesmente não entendem a importância de trazer outras referências para o convívio. Os pais precisam se conscientizar da educação que estão oferecendo aos seus filhos, quais são as possibilidades, porque a partir delas as crianças vão criar suas visões de mundo - que podem ser limitadas e empobrecidas, que só contempla um grupo social, ou pode ser uma visão muito mais ampla, em que essas crianças tenham possibilidade de reconhecer as humanidades dos diferentes grupos.

 

E também entender que não basta só a educação dentro de casa. Essa criança vai para a escola, ela encontra os amigos. É um desafio. Eu tenho uma filha de 15 anos, uma menina negra, que desde cedo foi apresentado a ela as referências de pessoas negras, imagens positivas de pessoas negras, e ela foi para a escola e sofreu racismo. As instituições são racistas. Então eu entendi que não bastava só eu fazer ali e não estar atenta aos espaços que minha filha frequentava. É importantíssimo eu estar atenta a isso para que eu vá nesses espaços também, cobrar que fossem espaços que de fato a respeitassem. Fora isso, tem televisão, a mídia, internet. É necessário ter essa atenção a esses outros espaços que as crianças têm acesso.

 

BBC News Brasil - Ponto crucial desse debate é que negros, que são mais da metade da população brasileira, ocupem posições de poder e visibilidade. Nesta semana, ouvimos o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chamar o movimento negro de 'escória maldita'. Como você viu esse comentário? O que ele representa?

 

Ribeiro - Eu tenho até evitado falar sobre esse senhor porque para mim a questão é o governo que ele representa. Independente de ele estar lá, esse governo tem muito claro quais são suas políticas em relação à população negra e aí usa de bode expiatório um homem negro para dizer que não é racista, pra se esquivar dessa responsabilidade e dizer 'olha, é um de vocês que está dizendo isso, não sou eu'.

 

Então, essa é uma artimanha muito utilizada por pessoas conservadoras para se esquivar da responsabilidade de ter um governo extremamente violento para com a população negra. Ali ele não está como um indivíduo, mas como representante de um governo. Claro que vamos combater o discurso dele politicamente, porque é um discurso extremamente violento e vejo até como criminoso, sem dúvida. Mas não podemos tirar o foco do governo que ele representa.

 

E é interessante que não temos a mesma fúria com a Damares, que é uma mulher, ministra das mulheres, e fala coisas absurdas em relação às mulheres. Mas em relação às pessoas negras a gente pesa mais a mão, como se automaticamente, por ser negra, ela deveria ser militante. E pessoas negras são diversas, como todas as outras.

 

Algumas têm perspectivas emancipatórias e outras infelizmente vão legitimar discursos do status quo. Assim como você tem pessoas brancas da esquerda, da direita, da extrema direita. Mas quando uma pessoa branca é conservadora, ou como a Damares, por exemplo, que vai contra as reivindicações do movimento feminista, não se tem tanta cobrança em relação a isso, mas com as pessoas negras se tem.

 

É importante entender que nós, enquanto pessoas negras conscientes das questões raciais do Brasil não têm que dar respostas em relação ao que esse senhor fala. A sociedade tem que cobrar do governo que autoriza esse tipo de discurso, esse tipo de cidadão ocupando esse espaço.

 

Tenho muito receio de que isso se torne uma briga de negros contra negros, que é isso que esse governo que aconteça, e a gente deixe de ver o que está por trás desse bode expiatório que é colocado ali pra falar esse tipo de absurdo que na verdade é o que o governo Bolsonaro representa. Então, a gente tem sim que combater a fala desse senhor, mas não podemos esquecer que nosso alvo é o governo Bolsonaro utilizando homem negro de uma maneira a atingir pessoas negras conscientes no Brasil.

PESQUISA GOOGLE:

Dionê Leony Machado

terça-feira, 29 de setembro de 2026

NOTÍCIAS...04

 

 N4

https://youtu.be/wWFF815H9T8?is=YQbde4O7DWG57PdD

 

 

https://youtu.be/Bt8Xv80mB7c?is=Rh_xCMH00M7BNGzw

 

 

https://www.facebook.com/reel/2320689245418638/?referral_source=external_deeplink&original_uri=https://www.facebook.com/share/v/19h5LkDMw3/

 

 

https://youtube.com/shorts/6Spz65uWx7M?is=ZYTx--Z84j5raY18

 

 

https://youtube.com/shorts/3mMF5vsaJZA?is=NVTbBfXfexMqNZB3

 

 

https://x.com/JeffreyChiquini/status/2104649739073392807

NOTÍCIAS...03

 

N3

https://share.google/55CLFWVec0oODsh83

 

 

https://www.instagram.com/reel/Ddgf2NbRdC9/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdsMoEMNjDL/?l=1

 

 

 

https://www.instagram.com/reel/DbBl1rTN5hK/?l=1

NOTÍCIAS...02

 

N2

https://youtube.com/shorts/rnDFkXEtbwk?is=1Ysj8Uh_RqNK_eOC

 

https://youtube.com/shorts/AebzZtKZLKA?is=fXkVl9_vedmh4mZ1

 

https://youtube.com/shorts/QFDOCBv3gLA?is=vi6gfB1b2yPTSgh4

 

 

https://www.facebook.com/reel/4751721611819908/?referral_source=external_deeplink&original_uri=https://www.facebook.com/share/v/1KBH2tFjtC/

 

VID-20260927-WA0305.mp4

 

 

https://www.instagram.com/p/DdHNgmGlREq/?stkn=czA3aGl3NGNlbWFt

NOTÍCIAS...01

 

N1

Fonte: YouTube

https://share.google/55CLFWVec0oODsh83

 

https://youtu.be/TluVck2VVnM?is=iredViqleMhuKR5Y

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdymuVrxnB1/?l=1

 

 

https://youtube.com/shorts/9WzyRtoURW8?is=vEw1fOk3oUhm6D0r

 

 

 

https://x.com/JoseDinisPFons1/status/2104166948397285797

ESCRAVIDÃO...6a.Parte

 

Mães, babás, amas de leite: escravidão e maternidade artigos, História do Brasil          

A historiadora Tania Quintaneiro informa que uma vez o rebento chegado, a maternidade não parecia interessar muito às classes dominantes brasileiras. O principal papel das senhoras se reduzia a parir um grande número de filhos e, em seguida, entregá-los para que uma ama de bom leite os amamentasse e criasse e, “assim que as crianças se tornam incomodas ao conforto da senhora, são despachadas para a escola” contaram Kidder e Fletcher. Fragilidade psicológica das mães muito jovens? Saúde precária da mãe, depressão pós-parto, desnutrição? Faltam respostas.

 

      As amas negras, ao contrário, eram tidas como notáveis no cuidado dos pequenos além de possuidoras de físico robusto e rico leite. Elas levavam nos braços e amamentavam seus pequenos, e mesmo os filhos dos senhores eram “por vezes carregados dessa maneira, e é extraordinário ver como se encarinham rapidamente das pretas que parecem ter uma verdadeira aptidão para cuidar das crianças”, registrou James Wetherell, morador de Salvador entre 1842 a 1857. Ele não parecia perceber a competição que havia entre bebes negros e brancos, pelo acesso aos alimentos. Reduzidas, muitas vezes, a anúncios de compra e venda nos jornais, as amas eram uma substituta afetuosa, ainda que inferiorizada, responsabilizada pela educação de crianças brancas, dos seus filhos e dos bastardos de seu senhor. As sessões de anúncios nos grandes periódicos da capital do Império, como o Jornal do Comércio, em 14 de abril de 1835, exibiam propostas:

 

 “Compra-se uma boa ama de leite parda, do primeiro ou segundo parto, mucama recolhida, que saiba coser e engomar perfeitamente, sem vícios, nem manchas nem moléstias. ”

 

       Em famílias de poucas posses não era incomum que as mulheres livres se oferecessem para amamentar ou “vender” seu leite. Era uma forma de aumentar a renda, como se vê no anúncio do mesmo Jornal do Commércio de 04 de setembro de 1864: “Uma família moradora num arrabalde desta cidade, tendo uma parda com muito e bom leite, toma uma criança para criar”. Ou, nesse de 1º. de março de 1857: “Uma senhora branca, parida há vinte e tantos dias, com muito e bom leite, recebe uma criança para criar, na Rua da Carioca 103”. Mulheres pobres, forras ou brancas presas às suas obrigações domésticas, se ofereciam para amamentar ou criar crianças em domicílio.

 

 Na metade do século XIX, a opinião dos viajantes estrangeiros sobre tal prática era divergente. Houve quem, como o escritor francês Charles Expilly, destacasse o fato de que tais cativas recebiam roupas novas, alimentação suplementar e mesmo ostentavam “luxo insolente”, pois exprimiam a “prosperidade da casa”. Ou o viajante W. Heine que sublinhava que tais amas sofriam em amamentar seus filhos e os filhos de outrem. Dramas não faltaram. Amas sob cujos cuidados perdiam-se crianças, eram acusadas, julgadas e muitas vezes presas e condenadas.

Ver mais  O "jeitinho" brasileiro

      Por vezes, os menores tinham cada qual a sua babá, enquanto os mais crescidos contavam com amas secas, mas, também, com a companhia de “crias”, ou seja, crianças, filhos de escravos da casa e outros criados domésticos – diz Quintaneiro. Mini acompanhantes também podiam ser alugados como se vê num anúncio do mesmo Jornal do Commércio, em 21 de janeiro de 1835: “precisa-se de uma negrinha para andar com uma criança, que esta seja carinhosa, e não exceda o seu aluguel de 6$rs. Mensais”.

 

      No final do século, a situação mudou. Médicos condenavam a presença da escrava no ambiente do lar, fustigando a vaidade e a futilidade das mães que não queriam estragar os seios, aleitando. Em 1867, surgiu na Europa a primeira fórmula industrializada de amamentação de recém-nascidos. A novidade logo bateu aqui. Discutia-se também o emprego de leite de jumenta ou de vaca, fervido ou não, servido em “vasos” para nutrir o bebe. A ama de leite passou a ser indesejada e signo de atraso aos olhos dos estudos “científicos”.

 

        Os filhos ilegítimos recebiam, no mais das vezes, o mesmo tratamento afetivo que os legítimos. E não raras vezes, os filhos de uma ama-de-leite a quem se alforriara, eram criticados por se comportar como filhos mimados, sentindo-se ofendidos se não recebiam as mesmas atenções, como, por exemplo, passear de carruagem com suas senhoras. Muitos viajantes os viram metidos na privacidade dos cômodos internos, exigentes de carinho e atenção.

       As crianças brasileiras eram consideradas atrevidas por observadores europeus. Maria Graham relatou uma conversa com certa senhora, num baile onde se agitavam crianças pequenas. Ao adverti-la de que na Inglaterra tal comportamento seria considerado “maléfico para elas, sob todos os pontos de vista”, a interlocutora perguntou: e o que faziam os ingleses com as suas? Resposta britânica: estariam na cama, dormindo, ou com suas amas e governantas. Contra resposta: os ingleses seriam felizes neste ponto; mas, no Brasil não havia tais pessoas e as crianças ficavam entregues ao cuidado e exemplo dos escravos. Depois era preciso separar-se dos próprios filhos para educá-los longe dos cativos!

 

Texto de Mary del Priore. “Histórias da Gente Brasileira: Império (vol.2)”, Editora LeYa, 2016.

Pesquisa Google:

Dionê Leony Machado

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

REFLEXÃO...01

 

ESCRAVOS:

https://youtube.com/shorts/1ViMgj-bRDI?is=ArFi5G6xa1VC_Lh0

 

GOVERNO:

VID-20260922-WA0064(1).mp4

 

PÁSSARO CATIVO:

O Pássaro Cativo https://share.google/DI4dCFhMnY0gcYqmY

NOTÍCIAS...03

 

N3

https://youtu.be/SLW6vT3-B6o?is=KzmVTIPO2jbY8106

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdwbJVnx4zg/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/p/Ddh5wGOOCjy/?stkn=ajlrZXI1bW4xMHo3


https://youtu.be/sVIb4sWZwE0?is=NtTtVaDivMuLW8QF

 

 

https://www.instagram.com/p/DdsFCtyorhl/?stkn=MXU1b2d1YmU3ODBlNg%3D%3D

 

https://www.instagram.com/reel/Ddu-ocCMmPm/?l=1


NOTÍCIAS...02

 

N2

https://youtu.be/v9byyM7OcLI?is=LJA_zFH-09Ore5yw

 

 

https://youtube.com/shorts/NPI3VGovEOk?is=yvc9-Hp9zF20OjPr

 

 

https://www.instagram.com/reel/Dbk4x3Oudul/?l=1

 

 

https://www.facebook.com/reel/1339400232585809/?referral_source=external_deeplink&original_uri=https://www.facebook.com/share/v/1HxqFRDdah/

 

 

https://youtu.be/5NwldblTNgw?is=-jIGc1e9rIHiB6rp

NOTÍCIAS...01

 

N1

https://youtu.be/XEQ-04zwsjg?is=3sbsk8ABxUOk65KZ

 

 

https://x.com/Valdir13604261/status/2103491737440178594

 

 

https://www.tiktok.com/@soudireita3/video/7689255209159216436?_r=1&_t=ZS-9A3OsJCVfts

 

https://youtube.com/shorts/SBWeYxTov5o?is=MVu1LFxXeEubxvRE

 

 

Fonte: YouTube

https://share.google/Jkl3iSxh4TlbkVs9d

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdtbIkRsIdO/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdsBFRLCjXl/?l=1

ESCRAVIDÃO...5a.PARTE

 

Conselho Regional de Enfermagem da Bahia

Trabalhadoras negras sustentam a enfermagem brasileira

Contra toda imagem embranquecida construída, maioria de enfermeiras, técnicas e auxiliares de enfermagem negras resiste contra a Covid.

No contexto da maior crise sanitária mundial diversa são os problemas enfrentados pelos cidadãos brasileiros decorrentes do manejo desastroso da pandemia no país, dos limites impostos, desigualmente, à vida da população em isolamento social, e ainda as dificuldades enfrentadas pelas equipes de saúde no desenvolvimento do seu trabalho.

 

No que se refere diretamente ao trabalho da enfermagem há reconhecimento de que o nosso país alcançou o maior índice de contaminação e mortalidade no âmbito mundial. Nesse poço turbulento de eventos quero problematizar as iniquidades raciais no acesso e ocupação dos postos de trabalho da enfermagem brasileira.

 

A Enfermagem constitui o maior contingente de profissionais dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

É responsável por cerca de 60% das ações assistenciais desenvolvidas. Segundo os dados da pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Enfermagem divulgado em 2017, que levantou dados sobre enfermeiras, técnicas e auxiliares de enfermagem, do total de profissionais pesquisados, 53% são Negras, 42% Brancas, 1,9% Amarelas e 0,6% Indígenas.

 

Quando confrontamos o quantitativo de profissionais e sua distribuição por raça e escolaridade constata-se que 57,4% são trabalhadoras negras no nível médio, sob o comando de 57,9% de Enfermeiras Brancas. Os dados relativos à formação exacerbam ainda mais as desigualdades: 72% das auxiliares e técnicas qualificaram-se em instituições privadas; 43,8% na modalidade curso noturno e 28,5% concluíram cursos de graduação, certamente particulares. Esses resultados reproduzem a realidade dos serviços de saúde no país há muito tempo.

 

Do ponto de vista histórico há reconhecimento que no Brasil colonial coube às mulheres pretas e pardas as práticas de cuidados e curas. Intensa foi a participação delas como parteiras, amas de leite, negras domésticas, babás, mães pretas, isto é, mulheres que cuidavam de enfermos, velhos e crianças, mesmo que para tanto devessem abandonar os seus próprios filhos. Contudo, o processo de profissionalização iniciado por volta de 1860 lhes negou o espaço de atuação.

 

O ingresso na Escola de Enfermeiras do Departamento Nacional de Saúde Pública em 1923, posteriormente batizada de Escola de Enfermeiras D. Anna Nery “passou a depender não só da posse do diploma do curso normal, como de um pré-requisito não formalizado: ser de raça branca”. A enfermagem brasileira institucionalizada nasceu sob o escudo do ‘branqueamento’. A imagem da “enfermeira padrão” cristalizou a identidade profissional via elitização e branqueamento, sinônimo de respeito social.

 

A ENFEMEIRA SOTEROPOLITANA JAQUELINE DOS SANTOS FOI UMA DAS 100 MIL MORTES PELA COVID-19. DEIXA SAUDADES NA FAMÍLIA E NOS COLEGAS DE PROFISSÃO.

Para parcela significativa da produção científica da área prevalece a compreensão de que esse perfil decorre da divisão social e técnica do trabalho, organização que identificou a enfermagem moderna e consolidou-se no parcelamento das ações assistenciais segundo a formação educacional, atribuindo-se o cuidado direto às profissionais de nível médio e o planejamento, gerenciamento, supervisão e ensino às universitárias. A população negra permaneceu apartada da prestação de cuidados até meados de 1930, quando a expansão dos serviços de saúde pelo governo de Getúlio Vargas absorveu contingentes de trabalhadores, possibilitando a ascensão de grupos sociais subalternizados.

 

Nas décadas de 1960 e 70, a proliferação de cursos profissionalizantes, voltados para as ‘populações mais pobres’ consolidou essa dinâmica de relações na área, naturalizando a ocupação de maioria negra nos postos de nível médio. Numa outra perspectiva de análise compreendemos essa ‘desigualdade de oportunidades’ como materialização do “sistema de opressão interligado”, expressa pelo racismo sistemático da sociedade brasileira’, tanto na sua concepção estrutural, quanto na institucional de forma a reproduzir padrões, normas, relações de poder que mantém privilégios de um grupo social, invisibilizando outro(s), além de lhe(s) dificultar ou impedir a mobilidade social. Essas são expressões das intersecções de gênero, raça e classe.

 

Diante disso, reconhecemos como injusta a invisibilidade das mulheres negras na identidade profissional da área, assim como a coexistência de salários aviltantes, condições precárias de trabalho, extensa e intensamente negligenciadas, implicando no número absurdo de adoecimento e mortes, que não foram sequer nomeadas nem homenageadas. Lamentavelmente esse é o cenário que a enfermagem brasileira atua profissionalmente, ano em que a Organização Mundial da Saúde em conjunto com o Conselho Internacional de Enfermeiros decreta 2020 como o ano da enfermeira e da parteira, a fim de destacar os impactos do trabalho.

 

Estamos em construção de projetos sociais que de fato reconheçam a contribuição dos grupos sociais que compõe a sociedade brasileira e que respondam às necessidades dos sujeitos na sua condição de humanos. Conclamamos a todos os envolvidos a se posicionarem sobre os caminhos possíveis para atribuir à enfermagem brasileira o seu “real padrão”, tanto no aspecto imagético quanto no efetivo quadro de profissionais, contemplado por todos os grupos étnicos que construíram a verdadeira história sanitária do país e que efetivamente suportam o sistema de saúde brasileiro.

 

Que sejam reverenciadas as histórias das Marias, Luizas, Isabel, Regina, Conceição…

 

Texto de ALVA HELENA DE ALMEIDA, enfermeira. Mestre em Saúde Pública, Doutora em Ciências. Ativista pelo SUS público, de qualidade e SEM RACISMO. Integrante da Soweto Organização Negra.

 

Fonte:  Carta Capital

PESQUISA GOOGLE:

Dionê Leony Machado

 

FATOS...01




 

VÍDEOS...+03




 

domingo, 27 de setembro de 2026

ESCRAVIDÃO...04a. Parte

 

Babás Negras 4ª.Parte

Presente em todos os momentos da história do país, a babá negra é uma importante personagem para entender as relações de desigualdade que perturbam e atrasam o desenvolvimento do país

 

O trabalho de babá (cuidadora) e servidora doméstica é, ainda hoje, uma das formas mais recorrentes de inserção da mulher negra no mercado de trabalho. Segundo o IPEA, essas funções são responsáveis pelo emprego de aproximadamente 22% das mulheres de cor negra.

 

A quantidade significativa de negras nessa área não é coincidência, mas, sim, resultado de um processo histórico de formação nacional ligado ao escravismo e ao funcionamento desse sistema.

 

As babás eram conhecidas no período colonial como Amas de Leite. Mulheres escravizadas eram levadas para amamentar os filhos brancos dos donos de engenhos e fazendeiros. Muitas vezes, esse trabalho era comercializado para outras fazendas, o que estafava os seios dessas mulheres e secava suas glândulas, fazendo com que não sobrasse um único pingo de leite para os próprios filhos.

 

Durante o período da escravidão, a maioria dessas mulheres teve a ingrata missão de criar os filhos brancos da elite do país, muitas vezes, perdendo seus próprios filhos, os quais eram vendidos, e ficavam sem ter direito à própria mãe e a uma infância minimamente decente.

 

Com a abolição da escravidão, o mercado de trabalho continuou atribuindo essa função às mulheres negras, só que, ao invés da senzala, elas foram habitar as periferias das cidades e passaram a se locomover até a casa do patrão através dos veículos precários e superlotados do transporte público.

 

Mudaram os trapos cedidos pelos senhores de engenho pelo uniforme branco, item com a função perversa de distinguir sua posição social subalterna em lugares de prestígio que as elites brancas frequentam, como clubes, haras e praias do Leblon. Nesses mais de 100 anos do fim legal da escravidão, a mulher negra continuou criando filhos brancos sem pertencer à família que a emprega, continuou, por falta de condições, deixando seus filhos nas periferias das pequenas e grandes cidades para olhar e educar os meninos brancos das áreas nobres da cidade.

 

Por toda essa trajetória, de grande sofrimento e persistência, em condições muitas vezes humilhantes de trabalho, com o agravante de abdicar de parte da educação e vida dos filhos para ver crianças de outra cor e origem crescerem, tendo as oportunidades que seus rebentos nunca terão, é que as babás negras fazem parte da construção social do nosso país, e merecem toda nossa atenção e o singelo, mas saudoso adjetivo de guerreiras.

 

Salve todas as babás, salve todas as negras!

PESQUISA GOOGLE:

Dionê Leony Machado

NOTÍCIAS...04

 

N4

https://youtu.be/GZioVFsy0Vc?is=1p_dFewdu9MKzHgx

 

https://www.facebook.com/reel/1618637569892633/?referral_source=external_deeplink&original_uri=https://www.facebook.com/share/r/1DxU6hcNB8/

 

https://www.facebook.com/reel/1396477648704910/?referral_source=external_deeplink&original_uri=https://www.facebook.com/share/v/1CFmjkzoXY/

 

 

https://www.instagram.com/reel/DYXQaNWxNop/?l=1

 

 

https://youtu.be/jpp3XZTs9bA?is=l1wiAcGZHKSekH-s

NOTÍCIAS...03

 

N3

https://www.youtube.com/live/GfE49Qpts6M?is=YGkcrP1D67zlQT2z

 

https://www.instagram.com/reel/Ddts6w9pAAt/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdjnuDDtyB8/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DduBMQYBN0w/?l=1

 

 

https://m.youtube.com/watch?v=T7YmsrTu7Pk

 

NOTÍCIAS...02

 

N2

https://www.instagram.com/reel/DdtqIeetpKe/?l=1

 

https://www.instagram.com/reel/Ddrka2bDG1f/?l=1

 

 

https://youtu.be/xjSsYhwM6Fk?is=EsamtL9Gr2X8UG2r

 

 

 

https://youtu.be/xjJ7XSfSqEY?is=rfbOz1zeVrCQI5CR

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdsB5IjgRYy/?l=1

NOTÍCIAS...01

 

N1

https://www.instagram.com/reel/DXRxRK1gMc0/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdthOp-RXI1/?l=1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdsHCwHTrTb/?l=1

 

 

https://youtu.be/glktxz5tIQ4?is=PSC4Or0wB3uT7l4V

 

 

https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2026/09/25/grupo-de-jaques-wagner-na-bahia-recebia-r-3-milhoes-por-mes-diz-vorcaro.htm

 

REFLEXÃO...01




 

sábado, 26 de setembro de 2026

NOTAS...01





 

VÍDEOS...+03




 

DITADURA DA TOGA

 

DITADURA DA TOGA:

Vai vendo povão *SAIU A ATUALIZAÇÃO DA LISTA DE ALEXANDRE DE MORAES, UMA TORTURA E Perseguição COLETIVAS SEM PRECEDENTES EM NOSSA HISTÓRIA, PARA DESPERTAR OS PASSIVOS E OS QUE AJUDARAM ESTA RAÇA TOMAR O PODER DE NOSSO PAÍS!...*

 

 *MORTO*

Clezão

 

 *A MORRER*

Roberto Jefferson?

 

*INELEGÍVEL:*

- Jair Bolsonaro ( massacrado, amordaçado e preso)

 

*PRESOS:*

* General Braga Neto

* ⁠General Heleno

 

01) Anderson Torres - ex-ministro da justiça

02) Daniel Silveira - ex-deputado federal

03) Bismark - humorista, canal Hipócritas

04) Ivan Papo Reto - influencer

05) Sererê - cacique

06) Gabriel Monteiro - ex-vereador, RJ

07) Mauro Cid - auxiliar de Bolsonaro

08) Max Guilherme - auxiliar de Bolsonaro

09) Sérgio Cordeiro - aux. de Bolsonaro

10) João Carlos - aux. de Bolsonaro

11) Ailton Gonçalves - aux. de Bolsonaro

12) Luís Marcos - aux. de Bolsonaro

13) Allan Frutuozo - jornalista

14) Divesos patriotas - 1.800 - 08/01/23

 

*FORAGIDOS:*

15) Paulo Figueiredo - jornalista

16) Allan dos Santos - jornalista, site 3° Livre

17) Adriano Castro - Ex-BBB

18) Oswaldo Eustáquio - jornalista

19) Ludmila Lins Grilo - juíza

 

*CASSADOS:*

20) Pablo Marçal

21) Deltan Dallagnol

22) Eduardo Bolsonaro

 

*DESMONETIZADOS E MULTADOS:*

23) MONARK

24) WALTER SOUZA BRAGA NETTO

25) CARLOS BOLSONARO

26) EDUARDO BOLSONARO

27) FLAVIO BOLSONARO

28) NIKOLAS FERREIRA

29) KIM PAIM

30) CARLA ZAMBELLI (também exilada)

31) GUSTAVO GAYER

32) LEANDRO RUSCHEL

33) SILVIO NAVARRO PEREJON

34) HENRIQUE DAMASCENO

35) LUCAS FERRUGEM

36) FILIPE SCHOSSLER

37) BARBARA ZAMBALDI

38) LUIZ PHILIPPE DE O. E BRAGANCA

39) PAULO EDUARDO LIMA MARTINS

40) BERNARDO PIRES KUSTER

41) ELISA BROM DE FREITAS

42) BEATRIZ KICIS DE SORDI

43) ERNANI FERNANDES B. NETO

44) THAIS RAPOSO DO AMARAL PINTO

45) ANDERSON AZEVEDO ROSSI

46) OTAVIO OSCAR FAKHOURY

47) RICARDO DE AQUINO SALLES

48) ANDRE PORCIUNCULA A. ESTEVES

49) ALEXANDRE RAMAGEM R. (também exilado)

50) PAULA MARISA C. DE OLIVEIRA

51) SARITA GONCALVES COELHO

52) DIEGO HENRIQUE GUEDES

53) MARCELO DE C. FRAGALI

54) JOSE PINHEIRO TOLENTINO

55) ROBERTO BEZERRA MOTTA

56) MARIO LUIS FRIAS

57) ROGER ROCHA MOREIRA

58) MICARLA ROCHA MELO

59) SILVIO GRIMALDO DE C.

60) FLAVIA FERRONATO

61) JAIRO MENDES LEAL

62) CAROLINE ROD. DE TONI

63) AUGUSTO PIRES PACHECO

64) PAULO VITOR SOUZA

65) BISMARK FABIO FUGAZZA

66) RODRIGO CONSTANTINO

67) ALEXANDRE DOS SANTOS

68) MAX GUILHERME M. DE MOURA

69) BRUNO CASTRO ENGLER

70) FLORENCIO DE ALMEIDA

71) FILIPE TOMAZELLI SABARA

 

*DESMONETIZADOS NO INSTAGRAM E FACEBOOK:*

72) @Doprimido2

73) @MonicaMachado38

74) @PadraoAlexandre

75) @Damadeferroofic

76) @TexugoWick

77) @PATRIOTAS

78) @viniciuscfp

79) @viniciuscfpires

80) @AXELJORGE92

81) @eumesmavivi_

82) @ruirapina3

83) @rafaelbboa

84) @apropria_bia

85) @oiiuiz

86) @emb_resistencia

87) @thaispsic

88) @clauwild1

89) @dimacgarcia

90) @Fa1ryNight,

91) @Conservadora191

92) @FlviaLeo16

93) @mendesluizpaulo

94) @freu_rodrigues

95) @ViLiMiGu_Tex

96) @iaragb

97) @glovesnews

98) @alepavanellim

99) @BrazilFight

 

*》POVO DE ESQUERDA《*

 

*SOLTOS:*

01) André do Rap

02) José Dirceu

03) Sergio Cabral

04) Lula

05) Flordelis

06) Chico Rodrigues

07) Renato Duque

08) Delúbio Soares

09) João Santana

10) Paulo Roberto Costa

11) André Vargas

12) Léo Pinheiro

13) Pedro Corrêa

14) Geddel

15) Jacob Barata Filho

16) Chaaya Moghrabi

17) Anthony Garotinho

18) Daurio Speranzini JR

19) Flávio Godinho

20) Eike Batista

21) Lélis Teixeira

22) Octacilio de Monteiro

23) Claudio de Freitas

24) Marcelo Traça

25) Eneas Bueno

26) Dayse Neves

27) Rogério Onofre

28) David Augusto

29) Miguel Iskin

30) Gustavo Estellita

31) Marco Antônio de Luca

32) Sérgio Côrtes

33) Orlando Diniz

34) Milton Lyra

35) Ricardo Rodrigues

36) Marcelo Sereno

37) Carlos Pereira

38) Adeilson Telles

39) Marcelo Martins

40) Arthur Pinheiro Machado

41) Marcos Lips

42) Carlos Martins

43) Sandro Lahmann

44) Cesar Monteiro

45) Sergio da Silva

46) Hudson Braga

47) Paulo Sergio Vaz

48) Athos Albernaz

49) Rony Hamoui

50) Oswaldo Prado Sanches

51) Antonio Albernaz

52) Roberta Prata

53) Marcelo Rzezinski

54) Daurio Júnior

 

*ENGAVETADOS:*

 

55) Renan Calheiros

56) Aécio Neves

57) José Serra

58) Michel Temer

59) Alckmin

60) Guido Mantega

61) Rodrigo Maia

62) Gleisi Hoffmann

63) Eunício

64) Padilha

64) Moreira Franco

65) Jaques Wagner

 

*_*VAMOS DIVULGAR PRA TODOS NOSSOS CONTATOS, PARENTES E AMIGOS*_*

 

*(Se cada um enviar para 10 pessoas milhares de pessoas tomarão conhecimento desta lista)*

 

Se você acha que numa Democracia isso é normal, não sabe o que significa liberdade, tem uma mente escrava e vê justificativas em uma Ditadura!

NOTÍCIAS..04

 

N4

https://youtube.com/shorts/CPb8orAvJB4?is=sTiJrmmPUrH5VWlC

 

https://youtube.com/shorts/mtO_ctgkFww?is=Xlf8CWt9yJrXmei1

 

 

https://www.instagram.com/reel/DaoJfc7S0PA/?l=1


N4

 

VID-20260925-WA0011(1).mp4


NOTÍCIAS...03

 

N3

https://youtube.com/shorts/iXqERslEObs?is=kCo2QbKFKS9YWIQ4

 

https://youtube.com/shorts/s79Mo2VD9q4?is=BrxuItHy8PxPGy1z

 

 

https://youtube.com/shorts/cEmFBafqdgM?is=Wc38E-DKab2nmBKv

 

 

https://youtube.com/shorts/g9M5yW76ric?is=eafYz9z7T2Tsombc

 

 

https://www.tupi.fm/entretenimento/cora-coralina-sobre-recomeco-feliz-aquele-que-transfere-o-que-sabe-e-aprende-o-que-ensina-a-licao-de-uma-escritora-que-publicou-o-primeiro-livro-aos-76-anos/

NOTÍCIAS...02

 

N2

https://youtube.com/shorts/70UR_fsKynM?is=7y1gWIQsfAG4GNer

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdpQzS7Ez__/?l=1

 

 

https://youtube.com/shorts/a4wNsuck2h0?is=llHmt4mBfCR0iFaJ

 

 

https://youtube.com/shorts/H4B6K0LFgtg?is=QKeAgWqKawEp4tRa

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdrAoIMoVKQ/?l=1

NOTÍCIAS...01

 

N1

https://youtube.com/shorts/kIRctQcg2k4?is=N447hSxUMK6yIRK3

 

 

 

https://www.instagram.com/reel/DXRxRK1gMc0/?l=1

 

 

https://youtu.be/W0Y4eJxLYWs?is=7zjT5-oQba8BvSFN

 

 

https://youtu.be/c3NHxTtDKdE?is=3xoDPT1t6rrB_F1S

 

 

https://youtube.com/shorts/tuT1RSAxRuM?is=d_LaYRUsYdXfOydQ

 

 

https://www.instagram.com/reel/DdmbbJLPzGE/?l=1

NOTAS...01

SERVE A TODAS AS RELIGIÕES...É FALSA...