Esse
homem foi vendido como escravo pelo próprio pai.
Luiz
Gama conquistou a própria liberdade e usou a lei para libertar outros
escravizados.
Gabriel
Costa
Luiz
Gama
A vida
de Luiz Gama parece roteiro de filme. Nascido na Bahia, em 1830. Era filho de uma africana livre com um
comerciante português.
Quando
tinha apenas 10 anos, tudo mudou. Seu pai estava endividado por causa do vício
em jogos. E decidiu vender o próprio filho como escravo para pagar as dívidas.
Ou
seja: transformou o próprio filho em mercadoria. A escravidão era uma violência
psicológica e física impossível de justificar.
Luiz
Gama foi levado para São Paulo e passou a viver essa dor na pele.
Só que
havia outro problema. Aquilo também era fora da lei.
Durante
esse período, Gama conseguiu aprender a ler e escrever. Tudo indica que recebeu
ajuda de um estudante de Direito.
E foi
justamente estudando as leis que ele percebeu a situação em que estava.
Ele
descobriu que havia nascido livre
Como
sua mãe era uma mulher livre, ele também havia nascido livre. Nunca poderia ter
sido legalmente escravizado.
Gama
então deixou a fazenda e avisou ao senhor que, caso tentasse impedi-lo, seria
levado à Justiça. Mas ele não parou por aí.
Percebeu
que muitas outras pessoas também eram mantidas ilegalmente como escravas e
passou a usar aquilo que tinha aprendido para libertá-las.
A
partir daí, tornou-se um dos grandes nomes do movimento abolicionista
brasileiro.
Atuou
nos tribunais, escreveu e lutou contra um sistema que reduzia seres humanos à
condição de posse.
Só que
não viveu para ver o fim da escravidão no Brasil. Luiz Gama morreu em 1882.
A Lei
Áurea seria assinada seis anos depois.
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Dionê
Leony Machado
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