segunda-feira, 3 de março de 2025

REFLEXÃO...02








 

TUCUMÃ


-Tucumã: conheça o novo ouro da Amazônia

O que era visto como uma praga, agora é considerado ouro. O Tucumã, com suas qualidades, supera o preconceito e gera renda para as comunidades amazônicas.

 

A Amazônia é um ecossistema com muitas peculiaridades, especialmente devido à sua grande diversidade. Suas frutas, com sabores diferenciados e marcantes chamam a atenção de todos. Um dos frutos recentemente mais prestigiados é o tucumã.

 

Com crescimento em palmeiras, este fruto era visto, por muito tempo, como uma praga, principalmente por ser muito resistente e possuir longos espinhos que machucam o gado e danificam as máquinas.

 

Mas a mentalidade das comunidades locais está mudando e o tucumã vem adquirindo grande prestígio, elevando suas características vantajosas e possibilitando geração de renda para as comunidades amazônicas.

 

Diante disso, vale a pena conhecer as principais características do tucumã, assim como suas diversas possibilidades de uso.

 

Principais características do Tucumã

Originário da Colômbia, mas que se adaptou muito bem na Amazônia brasileira, o tucumã é um fruto comestível que cresce em cachos como o açaí. Este é o fruto da palmeira tucumanzeiro, que é nativa da região amazônica.

Com forma arredondada, casca fina e polpa oleaginosa e fibrosa, ambas de coloração que vai do amarelo claro ao laranja escuro, o tucumã possui um caroço rígido lenhoso que comporta uma amêndoa também rica em gordura. 

 

Laura Figueiredo Abreu, Pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, explica que existem duas principais variedade de tucumã: o Astrocarryum vulgare, popularmente chamado de tucumã-do-pará, e o Astrocarryum aculeatum, chamado de tucumã-do-amazonas.

 

“Além da diferença entre as suas palmeiras, os dois frutos também são diferentes em termos de formato e tamanho e quanto à composição físico-química de suas polpas e amêndoa”, complementa a pesquisadora.

 

E, além de saboroso, o tucumã é altamente nutritivo, rico em ômega 3 e vitaminas A, B1 e C, que contribuem com o bom funcionamento do organismo.

 

Da praga a um produto que dá lucro

Por muito tempo, o tucumã foi visto como uma praga pelas comunidades ribeirinhas. Mas, para Laura Abreu, o termo “praga”, apesar de ser inadequado, deveria ser atribuído somente à variedade Astrocaryum vulgare ou ao tucumã-do-Pará.

 

“Essa variedade é uma palmeira nativa e robusta que nasce nos campos sem nenhum tratamento ou cultivo especial. Além disso, seu caule contém muitos espinhos, capaz de machucar animais, sendo por isso visto como uma praga”, salienta.

 

Como em algumas áreas de campo nem todos se dedicam ao extrativismo dessa espécie, os frutos que naturalmente caem no chão são extremamente apreciados e importantes para manutenção da vida de animais silvestres.

 

A pesquisadora da Embrapa explica que o tucumã-do-Amazonas (Astrocaryum aculeatum) é extremamente valorizado no estado do Amazonas e é muito utilizado na sua culinária. Já o tucumã-do-Pará tem o extrativismo mais voltado para alimentação animal, artesanato de seus caroços para bijuterias finas e para cosméticos.

“Com o avanço das pesquisas científicas, não somente de instituições nacionais, mas de centros internacionais, têm-se descoberto a presença de importantes bioativos que conferem propriedades importantes principalmente para a polpa de tucumã”, complementa a pesquisadora.

 

Dessa forma, a valorização desse fruto tem aumentado a adesão de comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica ao seu extrativismo e agroindustrialização, trazendo inclusão socioprodutiva às mesmas.

 

Muitas aplicações para o tucumã

Na rotina das comunidades da Amazônia, o tucumã é um fruto consumido de forma in natura ou em sucos. Mas, em um aspecto mais comercial, Laura Abreu ressalta que este fruto tem tudo para romper horizontes e ser comercializado no Brasil e no mundo inteiro.

 

Para a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, as possibilidades para o uso do tucumã são variadas:

 

Óleo ou azeite – Os óleos obtidos da polpa tanto de A. vulgare como de A. aculeatum são, predominantemente, constituídos por ácidos graxos insaturados, em especial o ácido oleico, monoinsaturado. “Essas características podem ser comparadas à composição do azeite de oliva extravirgem ou óleo de canola”, salienta.

 

Cosmético – O potencial biotecnológico dessa espécie para a indústria cosmética e farmacêutica é imenso.

 

Seu uso é interessante na área cosmética devido ao número considerável e tipo de bioativos presentes nas diferentes partes do fruto como carotenóides, polifenóis, flavonóides, taninos, alcalóides, saponinas e esteróides. Atribuindo propriedades antimicrobianas, antioxidantes dentre outras.

 

Como alimento saudável – o fruto ou o óleo de tucumã são importantes fontes de pró-vitamina A (β-caroteno) e antioxidantes; de vitamina E contendo pelo menos seis tipos de tocoferóis no óleo; vitamina B2 e fitoesterois. Além disso, suas amêndoas são ricas em carboidratos e gordura saturada.

A polpa do tucumã também é usada de diferentes formas, in natura, em pasta ou fatia em recheios de sanduíches, pães e tapiocas ou ainda na forma de polpa em refrescos sorvetes, picolés, néctares, bolos, geléias, cremes e doces.

 

Diante dessas possibilidades, o tucumã pode sim ser visto como o novo ouro da Amazônia, gerando renda para as comunidades locais e valorizando a região amazônica para o mundo.


REFLEXÃO...01

 

OTAN pode estar com os dias contados – O que isso significa para a Europa?

 

Olá, Dionê Machado

 

Escrevo esta carta para inaugurar a nossa newsletter geopolítica! O tema de hoje é algo ligado à mudança da estrutura de poder no mundo que está afetando diretamente a estrutura de segurança na Europa. Vamos?

 

A OTAN pode estar com os dias contados – O que isso significa para a Europa?

 

Meus caros, o cenário geopolítico mundial está mudando rapidamente e, se os sinais que temos hoje se confirmarem, a Europa poderá enfrentar um de seus maiores desafios em décadas: a possível dissolução ou reformulação da OTAN. O provável novo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, já alertou que a aliança militar pode não sobreviver nos próximos anos caso os Estados Unidos adotem uma postura ainda mais isolacionista. Mas o que isso realmente significa para o futuro da Europa?

O Alerta de Friedrich Merz

 

Em uma recente entrevista, Merz afirmou que a Europa deve se preparar para fortalecer sua defesa independentemente dos Estados Unidos. Para ele, a postura de Donald Trump, que já demonstrou indiferença ao papel dos EUA na OTAN, pode acelerar o processo de desmantelamento da aliança.

 

Se essa previsão se confirmar, a Europa terá que encontrar alternativas para sua segurança. Isso inclui a possibilidade de uma aliança militar própria, liderada por países como França e Reino Unido, ou mesmo uma coalizão de países do Leste Europeu, a qual são os mais vulneráveis à influência russa.

 

O Papel da Rússia e a Incerteza dos Estados Unidos

 

A guerra na Ucrânia já deixou claro que a estabilidade da Europa depende de decisões que vão muito além de suas fronteiras. Se os Estados Unidos realmente reduzirem seu compromisso com a OTAN, o caminho pode ficar aberto para uma nova ofensiva russa, principalmente nos países bálticos e na Moldávia. A Lituânia, por exemplo, já demonstrou preocupação com a possível retirada de tropas americanas de sua região.

 

Trump já deixou claro que sua prioridade não é a segurança da Europa, mas sim a proteção dos interesses norte-americanos. Durante seu primeiro mandato, ele alertou que muitos países europeus estavam dependentes demais dos EUA em termos de defesa. Agora, essa cobrança pode se tornar uma realidade ainda mais dura, deixando a Europa à mercê das suas próprias capacidades militares.

 

A Crise da OTAN e a Resposta Europeia

 

A OTAN já vinha sofrendo um processo de enfraquecimento nos últimos anos. A falta de investimento militar por parte de muitos países europeus, somada à crescente dependência dos Estados Unidos, criou uma situação de vulnerabilidade. Agora, com as declarações de Merz e a incerteza política americana, os europeus parecem ter sido forçados a acordar para a realidade: ou tomam as rédeas de sua própria segurança, ou podem ficar desprotegidos.

 

Já existem movimentações internas na Europa para discutir uma força de defesa independente. Recentemente, Emmanuel Macron convocou uma reunião de emergência com líderes europeus para tratar do assunto. No entanto, essa possível aliança ainda não inclui países do Leste Europeu, o que levanta dúvidas sobre sua eficácia.

 

O Que Esperar do Futuro?

 

Se a OTAN deixar realmente de existir em sua forma atual, a Europa terá que agir rápido. A criação de uma aliança militar própria exigirá investimentos massivos em defesa, algo que muitos países europeus não estão preparados para fazer no curto prazo. Além disso, a perda do apoio americano pode significar um avanço estratégico da Rússia em regiões-chave.

 

O que estamos presenciando é uma mudança drástica na ordem mundial. Nos próximos anos, veremos um redesenho das alianças militares, a redefinição das prioridades geopolíticas e, possivelmente, uma nova abordagem da Europa em relação à sua própria segurança.

 

O que nos resta agora é acompanhar de perto os desdobramentos dessa crise e entender quais serão as reais consequências desse possível fim da OTAN. Uma coisa é certa: a Europa não pode mais contar cegamente com a proteção dos Estados Unidos. O jogo mudou – e agora, mais do que nunca, é preciso estar atento aos próximos movimentos.

 

Fiquem ligados para mais análises e continuem acompanhando as atualizações. O mundo está mudando diante dos nossos olhos!

 

"PH, como eu posso estar antenado a tudo isso sem perder os pontos importantes?"

 

Ora, Dionê Machado... isso é mais simples do que você imagina! Nós lançamos no último dia 22, o aplicativo exclusivo da comunidade PHVox, nele você terá acesso em primeira mão destas análises além de programas semanais exclusivos, 10 cursos já disponíveis, 13 mini documentários, várias palestras, além de uma rede social fechada entre os membros com bate-papo, postagens pessoais e muito mais!

VÍDEOS...+03




 

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domingo, 2 de março de 2025

LINKS...02

 

https://youtu.be/rjMPCYUosPY?si=lTGT55iyaG0ai1dQ //Água


AULA: Orar

https://youtu.be/VqmL3AQTmq4?si=3eN8KhZCaz0cF3fW

 


PARAÍBA:

https://www.correiobraziliense.com.br/webstories/2025/02/7067199-a-capital-brasileira-que-esta-mais-proxima-da-africa-do-que-do-acre.html



LINKS...01

 

 

https://www.instagram.com/reel/DGDwrGwx-4x/?igsh=a2c3ZnZodDdoZDFl

 

https://youtu.be/ntx5BUwXwRo?si=gSBTb4TyhCQo-nxD

 

https://youtu.be/N3MRjDdNBJA?si=oRxrES_79WepsI0h

 

https://www.instagram.com/reel/DGedOegtKTi/?igsh=cnh4MjF3cXp3d2J6

 

VENENO:

https://youtu.be/uM4sZmpZO1E?si=WxVKp4Mv-5daVoea

REFLEXÃO...02

    “Se educar um homem, educa um indivíduo; se educar uma mulher educa uma geração.” Muita gente repete essa frase como provérbio africano ...