terça-feira, 27 de junho de 2017

Siga em Paz !




Filho de José Affonso Leony (falecido) e Aliete Marques Leony..
                           Em Salvador.. 
 

Cleber Leony



Quarta-feira, 14 de junho de 2017.

MORRE O PROFESSOR E MÚSICO JANAUBENSE CLÉBER LEONY
Foto álbum pessoal
Cléber Leony em ação: arranjos musicais.
JANAÚBA (por Oliveira Júnior) – Faleceu na noite de ontem, terça-feira, 13 de junho, o músico e professor Cléber Marques Leony, que morava em Janaúba onde instalou a loja e escola de música denominada de Pró-Música. Cléber teria feito recentemente um procedimento cirúrgico no coração e na noite de ontem faleceu em Montes Claros. O músico janaubense Cléber da pró-Música ensinou crianças, jovens e adultos a tocar e cantar.
Baiano de Salvador, o professor e músico Cléber Leony estava com 60 anos de idade. Ele era casado com a professora de canto e teclado Maria de Jesus Brito Leony. O talento familiar seguiu geração. Saulo Leony, filho de Cléber, é músico e aprendeu com o pai, em Janaúba. Há 10 anos, Saulo Leony está em Montes Claros seguindo os passos do pai que deixou a capital baiano para vir transferir os conhecimentos aos janaubenses e norte-mineiros. Além de Saulo, o casal Maria e Cléber Leony teve os filhos Allan e Lemuel.

Vídeo num dos momentos de ação do professor e músico Cléber Leony: regendo a banda de música do projeto social Adolescente Cidadão de Janaúba e de Nova Porteirinha.
Vários cantores e alunos receberam orientações de Cléber. Entre eles, o cantor Zé Mineiro, Curujito, a cantora Paula Gusmão que inclusive gravou a Ave Maria sob produção de Cléber Leony. Também pela regência desse baiano de nascença e janaubense de coração passou a dupla Beija Flor e Gel, pai e filho. Beija Flor faleceu na semana passada.
Foto álbum pessoal
O músico janaubense Cléber Leony deixa um legado de ensinamento.
O baiano Cléber Leony também contribuiu com a banda de música do projeto social Adolescente Cidadão de Janaúba e de Nova Porteirinha. Num desses trabalhos de incentivar as crianças e jovens a tocarem e cantarem, Cléber regeu a Valsa da Despedida tocada pelos jovens do projeto Adolescente Cidadão. Pelo estúdio e regência de Cléber também passaram os cantores janaubenses Cícero Billy Alves e Jackson Antunes, ator da TV Globo.
A voz de Cléber Leony quase não foi ouvida nessa sua missão em Janaúba e região, mas o seu talento com o seu gesto e ensinamento foram importantes para a composição de uma vida profissional de muitos músicos, parte deles estão aqui e em outros lugares exercendo justamente aquilo que Cléber Leony transferiu: encantar e alegrar através da música e dos instrumentos musicais.
VELÓRIO EM JANAÚBA
“Toda a comunidade da Igreja Presbiteriana de Janaúba lamenta a perda de um dos seus membros mais queridos. Conclama a todos a se unirem em oração por seus familiares e amigos”, menciona a nota expedida nesta manhã pela igreja.
O corpo do professor e músico Cléber Leony é velado na Igreja Presbiteriana, na avenida Brasil, 539, centro de Janaúba. Ás 15h30 haverá um culto fúnebre e o sepultamento será às 17h, no cemitério da Saudade, no bairro de mesmo nome, na cidade de Janaúba. 
 
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Sabedoria



Reflexão 01

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.

 

Nomes Ilustres...



SEREI FELIZ

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?
Fernando Pessoa

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Desejo já tão longo andar!)

 E talvez de meu repouso...

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 24 de junho de 2017

Nizinga Fotos



Nzinga 02



fabricados no Congo que recebiam um carimbo com o emblema real e eram usados para a aquisição de escravos. Conforme relata Costa e Silva, esses tecidos, em geral, não eram usados como roupas; passavam de mão em mão até se desgastarem e puírem, perdendo progressivamente parte de seu valor. O comércio de escravos Os portugueses tinham pouco controle sobre a captura de escravos. A apreensão e o comércio em território de Angola eram fortemente centralizados pelo ngola Mbandi, o rei ambundo, irmão de Nzinga. Ele cobrava dos portugueses tributos e taxas e proibia-lhes o acesso ao interior do reino e a compra direta de escravos. As vendas de escravos eram fiscalizadas e só podiam ser feitas por lote, não permitindo ao traficante escolher as “peças” que lhe interessavam. O ngola mandava incluir, no lote, negros idosos, doentes ou com defeitos físicos de difícil colocação no mercado escravo de Luanda. Os que desrespeitavam as regras e os costumes locais eram punidos com o confisco da mercadoria, prisão, expulsão, açoites e até morte. As restrições ao livre trânsito dos mercadores e as sanções aplicadas pelo ngola aos infratores causaram indignação entre os portugueses de Luanda. Afinal, para eles, aquelas terras eram de Portugal. As tensões levaram a uma nova guerra contra o ngola Mbandi que, como ocorrera outras vezes, ficou inconclusa. Entra em cena a princesa Nzinga Em 1621, chegou a Luanda o novo governador português que se apressou a buscar a paz com o ngola Mbandi. Para negociá-la, o rei ambundo enviou a Luanda uma embaixadora – sua irmã Nzinga, então com 39 anos de idade. Neste encontro, ocorreu um episódio curioso que revela a altivez da princesa ambundu. Como o governador a recebeu sentado e não lhe ofereceu cadeira, Nzinga fez um sinal para uma de suas acompanhantes que se colocou de quatro no chão para a princesa sentar-se sobre ela. Ao sair, deixou a moça na sala, na mesma posição, como se fosse um banco. O governador avisou-a para levar a moça e Nzinga respondeu-lhe que não sentaria novamente naquele banco pois tinha muitos outros e não o queria mais. Rainha Nzinga Nzinga sentou-se sobre sua acompanhante colocando-se em posição de igualdade com o governador português. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687 A princesa, inteligente e decidida, deixou claro que o rei ambundo não era e nem seria vassalo do rei ibérico. Estava ali como representante de um estado soberano e exigia tratamento de igual para igual. Para surpresa de todos, Nzinga falou em português fluente. Possivelmente aprendera a língua com alguns dos mercadores e missionários portugueses que haviam frequentado a corte de seu pai. Nzinga exigiu que os portugueses abandonassem suas instalações no continente, que entregassem os chefes africanos prisioneiros e ainda um lote de armas de fogo. Em sinal de sua intenção de celebrar o acordo de paz, Nzinga aceitou o batismo católico sob o nome português Ana de Souza. A conversão foi um jogo político do qual ela vai se valer em outros momentos para ganhar confiança e confundir os portugueses. A rainha Nzinga Vários meses se passaram desde o encontro em Luanda sem que os portugueses cumprissem sua parte no acordo. Não estavam dispostos a ceder em nada. Nzinga vai cobrar, pelas armas, o que fora prometido mas, dessa vez, como ngola, rainha de Ndongo. A ascensão de Nzinga ao trono, em 1623, é rodeada de mistérios. Alguns estudiosos afirmam que ela envenenou o irmão, outros dizem que o rei se suicidou por decisão dos grandes chefes. Há ainda a versão de que Nzinga, com a morte do irmão tornou-se regente do garoto escolhido como novo ngola, mas a criança pouco depois, morreu afogada no rio Cuanza. Começava a nascer uma “mitologia Nzinga”. Rainha enigmática, cujo nome causava terror entre os portugueses, ela deu origem a lendas e relatos contraditórios a seu respeito. Nzinga Nzinga e seu séquito. Manuscrito de Cavazzi, missionário capuchinho, 1687. Desconhece-se sua imagem, não existem retratos da rainha elaborados no seu período de vida. Uma imagem de 1769, para a obra Zingha, reine d’Angola, de Jean-Louis Castilhon, mostra a rainha de perfil com um olhar recatado que nada corresponde ao perfil guerreiro dessa líder política africana. Usa coroa, colar, bracelete, broche e manta típicos da cultura europeia. O toque exótico e sensual fica por conta do seio à mostra, como era comum nas representações de africanas pelo traço europeu cristão. A imagem aproxima-se da descrição de Glasgow: Nzinga Nzinga usando elementos da cultura europeia e africana em uma gravura do século XVIII. Vaidosa quanto às roupas e aparência, trazia na cabeça a coroa real, com joias de prata, pérolas e cobre a lhe adornarem os braços e as pernas. Lindos tecidos e roupas eram sua paixão especial e não perdia nenhuma oportunidade de adquirir novas roupas em estilo europeu dos mercadores portugueses. Às vezes ela trocava de traje várias vezes por dia, variando das modas africanas para as portuguesas e vice-versa, até no estilo do penteado. (…) Quando Nzinga recebia hóspedes estrangeiros, tanto ela quanto sua corte se adornavam com dispendiosos trajes e joias europeias e havia farto uso de baixelas de prata, cadeiras e tapetes. Saudava os hóspedes com o selo real de prata na mão e a coroa na cabeça, ocasionalmente até três vezes por semana. (Glasgow, p. 95-96) Costa e Silva apresenta outra descrição de Nzinga: “Ela recusava o título de rainha e fazia questão de ser chamada rei. Por isso que decidiu tornar-se socialmente homem e ter um harém, com os concubinos vestidos de mulher. Por isso que lutava como um soldado, à frente do exército. Na realidade, Jinga estava a criar a sua tradição, a sua legitimidade, os precedentes que permitiriam a suas netas e bisnetas ascenderem, sem contestação do sexo, ao poder.” (Costa e Silva, p.438) Nzinga ilustração Nzinga com uma fisionomia bantu juvenil, segundo representação feita por Tim O’Brien, em 2000 Em obra recente, Nzingha: warrior queen of Matamba, de Patricia McKissack, publicado em 2000, o conceituado ilustrador Tim O’Brien, criou uma nova imagem da rainha ambundo dando-lhe uma fisionomia bantu juvenil. Ela usa bracelete e colar típicos da realeza bantu, um cordão de zimbos ou búzios, uma concha utilizada como moeda nos reinos do Congo, Ndongo e em sociedades tradicionais de Angola. O vestido colante com grafismos em zig-zag, motivo recorrente na cultura material da África subsaariana, e o arco e flechas compõem o retrato guerreiro e africano de Nzinga. O filme Njinga, rainha de Angola, de 2012 (mostrado no Brasil em 2014) construiu outra imagem da rainha. Para representa-la, foi escolhida Lesliana Pereira, miss Angola 2008. A beleza da atriz reforçada por trajes sensuais em cenas de combate aproxima a rainha à imagem de uma super-heroína africana. Nzinga reinou absoluta durante quarenta anos sobre Ndongo (1623 a 1663) e, a partir de 1630, também sobre Matamba. Para enfrentar os portugueses, aliou-se aos ferozes jagas e desposou um chefe deles. Veja o trailer do filme Njinga, rainha de Angola, direção de Sérgio Graciano, 2012 Continua na parte 2: Nzinga abre guerra contra os portugueses. Vocabulário Ambundo ou Mbundu: maior grupo étnico de Angola, falante do quimbundo, língua que muito contribuiu na formação do léxico do português falado no Brasil. Ndongo ou Dongo: reino ambundo da Angola pré-colonial, limitado ao norte pelo Reino do Congo, a leste por Matamba, a oeste pelo Oceano Atlântico e ao sul pelos Estados ovimbundos. Ngola ou angola: importante título nobiliárquico e guerreiro dos ambundos na Angola pré-colonial, equivalente a rei. O termo acabou batizando o nome atual do país. Fonte COSTA E SILVA, Alberto. A manilha e o libambo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. GLASGOW, Roy. Nzinga. São Paulo: Perspectiva, 1982. PACAVIRA, Manuel Pedro. Nzinga Mbandi. Cuba: União dos Escritores Angolanos, 1985. Print Friendly Classifique Você pode se interessar por estes também Quem eram os antigos egípcios? DNA de múmias antigas revela novas pistas 31 de maio de 2017 Máscaras africanas: beleza, magia e importância. (Para recortar e colorir) 18 de abril de 2017 Francisco Félix de Souza: brasileiro, mestiço e traficante de escravos na África 29 de janeiro de 2017 Joelza Ester Domingues Mestre em História Social pela PUC-SP. Lecionou nos colégios Marista Arquidiocesano e Santa Cruz, ambos em São Paulo, capital, e também nos cursinhos pré-vestibulares Objetivo e Intergraus. Autora das coleções didáticas “História em Documento” e “Projeto Athos-História”, ambas pela editora FTD. Este blog é um meio para compartilhar sua experiência profissional oferecendo dicas para aulas, roteiros de estudo, reflexões e informações atualizadas de História e seu ensino. O que é ser professor? Veja aqui Frase da semana Frase Cora Coralina Compartilhe Conquistas devem ser sempre comemoradas! Conquistas devem ser sempre comemoradas! Compartilhe Acompanhe-nos no Facebook Visitas até agora visitas ao blog de história Participe de nossa pesquisa Acesse e participe de nossa pesquisa Matérias por email! Receba atualizações do blog por email. Nunca enviaremos spam. Insira seu e-mail abaixo e confirme sua inscrição no email enviado em que se cadastrou: Depoimentos Muito bom esse material (artigos) que tenho recebido, tem me ajudado muito e tem desenvolvido meu interesse em fazer uma licenciatura em História. Só tenho a agradecer. Obrigada. Eliete B., Itabuna, BA. 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Aplicação) – questões de História Auto-avaliação: uma ferramenta importante para o professor Mais compartilhados Sala de aula (enem) Enem de 2016: questões de História A prova de História do Enem de 2016 seguiu os parâmetros de anos anteriores, com enfoque essencialmente social e cultural abrangendo questões sobre o índio, o escravo e a mulher. Deu maior destaque à História do Brasil privilegiando o período da República. Referente ao período colonial, teve uma questão clássica: a Conjuração Baiana. Veja aqui O que você sabe sobre renascimento? Voz do professor: instrumento de ensino maltratado e doente Descoberto estranho esqueleto feminino de 1.600 anos em Teotihuacán 10 erros comuns sobre a cultura indígena Curiosidades revolução francesa 15 coisas que você (talvez) não saiba sobre a revolução francesa A Revolução Francesa suscita debates e polêmicas entre historiadores. Segundo a definição clássica, de fundamentação marxista, a revolução francesa foi uma revolução política da burguesia que, por meio dela, construiu uma nova sociedade baseada na ideologia liberal e inaugurou a nova ordem capitalista. Já os historiadores revisionistas negam que a Revolução Francesa tenha resultado da luta de classes entre nobreza e burguesia pois esses grupos, no final do século XVIII, eram tão heterogêneos, em termos de riqueza e posição social que sequer chegavam a constituir classes. Veja aqui Sobrevoando as enigmáticas linhas nazcas, no Peru Aristóteles e a sedutora Filis: uma lenda misógina medieval 16 fatos que marcaram a implantação da república no Brasil Múmias do Atacama: as mais antigas do mundo Veja mais Infográfico completo sobre o quadro 'Tiradentes esquartejado' Siga no Twitter Recursos didáticos para professores de história África América Brasil Filmes Perfis Sobre o Blog Sobre mim Contato Ensinar História - Joelza Ester Domingues © 2015. 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