EUA VENCEU
A narrativa de invencibilidade aérea russa caiu por terra.
Foi um desmonte sistemático.
A Rússia sempre vendeu seu sistema de defesa aérea, o S 300
(bateria de mísseis antiaéreos de longo alcance, com radar e lançadores, feita
para negar o céu ao inimigo), como o “Escudo de Deus”.
Diziam que nem uma mosca passava.
Moscou faturou bilhões vendendo essa promessa para quem
queria peitar o Ocidente.
Mas na madrugada de 3 de janeiro, na Venezuela, o escudo
falhou miseravelmente.
Não disparou um único tiro.
Ficou mudo, cego e surdo.
Como se nem estivesse lá.
Os americanos não entraram com os dois pés na porta.
Entraram na ponta dos dedos.
Primeiro, apagaram as luzes de Caracas.
Sem energia estável, radar não opera em máxima capacidade (o
radar é o “olho” do sistema, depende de alimentação e estabilidade para varrer
o céu sem degradação).
Depois, os Growlers (aviões de guerra eletrônica EA 18G,
feitos para cegar radares e bagunçar comunicações) saturaram o espectro
(encheram o ar de interferência e sinais falsos).
O radar via até fantasmas,
mas não alvos.
Enquanto o sistema venezuelano gritava erros e tela azul no
painel, os helicópteros passavam a 30 metros da água.
Voando no clutter (ruído de fundo do radar, a confusão de
reflexos do mar, relevo e objetos baixos que “esconde” alvos).
Invisíveis.
O ditador foi levado da cama para o navio em pouco menos de
90 minutos.
Sem nenhuma resistência.
Qual é o ponto?
Quem comprou o kit de sobrevivência russo: Irã, China,
Turquia, acordou sabendo de uma coisa…
Eles estão nus.
E o rei dessa selva acabou de lembrar a todos quem manda na
cadeia alimentar.
E aí vem o que importa.
Isso altera o Cálculo de Risco Global.
Até ontem, invadir um país protegido por S 300 ou S 400
(evolução mais moderna e mais capaz do S 300, também bateria antiaérea de longo
alcance, com sensores e mísseis mais avançados) tinha um custo inaceitável.
Não tem mais.
A certeza de perder aviões e pilotos mantinha a paz, ou a
inércia.
Os EUA acabaram de zerar esse custo.
- O Irã protege suas usinas nucleares com esses sistemas.
- A China protege seu litoral com versões disso.
- Se os EUA podem cegar o sistema na Venezuela, podem cegar
no Oriente Médio ou no Estreito de Taiwan.
O “não” que a Rússia vendia não existe mais. No máximo um
“talvez”.
Ao meu ver, excluindo a questão antômics, é o fim do debate
da multipolaridade militar (a ideia de que haveria vários polos com poder
militar equivalente).
Alguns doidos falavam muito que o mundo estava equilibrado.
Não está, nem perto disso.
A Rússia vende hardware, ferro (equipamento físico,
lançador, míssil, radar).
Os EUA operam integração, software, espaço, ciberespaço
(rede de sensores, satélites, inteligência, guerra eletrônica, coordenação em
tempo real).
A China? Nunca teve oportunidade de colocar nada disso em
prática. Essa é a real.
O recado para 2026 (implicação direta para a América Latina
e para o Brasil no ciclo eleitoral).
A Doutrina Monroe (a tese histórica de que o hemisfério
ocidental é zona de influência prioritária dos EUA) não está mais só no papel.
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