GERMANO
MACHADO
Germano
Machado nasceu em 28 de maio de 1926 e faleceu em dezembro de 2017, aos 91
anos.
Atuou
como oficial de gabinete do governador Juracy Magalhães, até 1962. Em sequência
passou a diretor da Imprensa Oficial da Bahia durante o governo de Antônio
Lomanto Júnior (1963–1967).
Germano
Machado destacou-se na Imprensa Oficial ( atual EGBa)pela sua gestão Inovadora…
Durante sua direção, ele promoveu a publicação de obras fundamentais para a
cultura baiana, como o livro "Os Dois Brasis", de sua própria
autoria, editado pela Imprensa Oficial entre 1962 e 1963. Assim como a
iniciativa de criar uma Papelaria Popular (ou papelaria social) que foi um dos
marcos da sua gestão humanista à frente da Imprensa Oficial. Essa papelaria
tinha como objetivo oferecer cadernos, vários tipos de papéis, lápis ,
borracha, cola e impressos a preços de custo ou subsidiados, permitindo que
estudantes e famílias de baixa renda tivessem acesso a material escolar de
qualidade, produzido pela própria gráfica do Estado. Isso refletia a filosofia
de Germano de que a máquina pública deveria servir diretamente ao povo e à
educação.
Embora
muitos registros históricos foquem em sua atuação intelectual e no CEPA
(Círculo de Estudo, Pensamento e Ação), a criação dessa papelaria é um fato
guardado na memória institucional e familiar como um gesto de democratização do
acesso a materiais básicos.
Além de
diretor e jornalista (formado na primeira turma da UFBA), ele foi um filósofo e
agitador cultural que marcou gerações na Bahia.
Germano
Machado foi realmente uma figura central na vida intelectual baiana, deixando
um legado que vai muito além da administração pública.
Aqui
estão os detalhes das passagens dele pelas instituições em que trabalhou:
Direção
da Imprensa Oficial e Redação Parlamentar
Imprensa
Oficial (EGBA).
Assembleia
Legislativa da Bahia (ALBA).Como redator parlamentar, Germano utilizava sua
precisão com as palavras para registrar a história política do estado.
Era
conhecido como um "multiprofessor", lecionando em diversas áreas:
UFBA:
Professor na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas;
UCSAL:
Atuou como professor de 1970 a 1999, passando pelos cursos de Economia, Serviço
Social e pelo Instituto de Música; Escola Técnica Federal (atual IFBA): Também
lecionou lá entre 1970 e 1974.
Sempre
ligado à cultura, tendo integrado o Conselho Estadual de Cultura da Bahia
(CEC-BA), ocupando a Cadeira nº 18 da Academia de Letras da Bahia (ALB), cujo
patrono é o poeta Gregório de Mattos.
Ele foi
eleito em 22 de maio de 1986 e tomou posse em 22 de agosto do mesmo ano, sendo
recebido pelo acadêmico Clarindo Ferreira. Sua presença na Academia foi marcada
pela defesa da filosofia e pela integração entre a literatura e as questões
sociais brasileiras.
Fundador
da Cadeira nº 40 da Academia Baiana de Educação (ABE),ocupando a "Cadeira
Rui Barbosa", onde ele imortalizou sua admiração pelo jurista através da
educação.
Na
Academia de Letras e Artes "Mater Salvatoris", ocupou a cadeira sob a
invocação de Nossa Senhora da Encarnação. Nesta instituição, ele era
reconhecido como um profundo conhecedor da obra de Rui Barbosa.
O
título de "ruísta" não era apenas honroso, mas fruto de trabalho
acadêmico, onde recebeu o Diploma ao Mérito Ruy Barbosa pela Casa da Bahia (no
Rio de Janeiro), um reconhecimento oficial de sua dedicação à memória do
jurista.
Era
associado ilustre do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, frequentemente
realizava palestras e Gabinete Português de Leitura.
Germano
publicou cerca de 17 livros. Como já foi mencionado, um dos marcos de sua
gestão na Imprensa Oficial foi o fomento a publicações que uniam política e
filosofia, como seu próprio livro "Os Dois Brasis".
O
Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (CEPA), fundado por ele em 1951, continua
sendo lembrado como um dos grupos culturais mais longevos do Brasil, por onde
passaram nomes da cultura brasileira.
É
emocionante saber que o centenário dele está próximo (maio de 2026).
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