terça-feira, 7 de abril de 2026

PRECURSORES DOS INIMIGOS DE ISRAEL...

 

 


Amaleque foi o fundador do povo amalequita, neto de Esaú e um ancestral inimigo de Israel na Bíblia. Descendente edomita, Amaleque liderou uma nação nômade que habitava o deserto do Neguebe, conhecida por atacar a retaguarda dos israelitas durante o Êxodo. Devido a essa hostilidade, foi decretada a sua destruição.

Pontos Chave sobre Amaleque e os Amalequitas:

Origem: Filho de Elifaz (filho de Esaú) e da concubina Timna.

Primeiro Conflito: Atacaram Israel em Refidim logo após saírem do Egito (Êxodo 17), onde Josué os derrotou enquanto Moisés orava.

Conflito Contínuo: A Bíblia relata que Deus guerrearia contra Amaleque de geração em geração, pois atacavam os fracos e cansados.

Saul e Davi: O rei Saul foi ordenado a destruir os amalequitas, mas desobedeceu ao poupar o rei Agague. Davi posteriormente infligiu derrotas decisivas a eles.

Significado Simbólico: Frequentemente associado à amargura, oposição a Deus e ao antissemitismo, com Hamã (no Livro de Ester) sendo um descendente do rei amalequita Agague.

A história de Amaleque representa a luta contra um inimigo oportunista que ataca nos momentos de fraqueza e desânimo.

O espírito de Amaleque é uma metáfora bíblica para uma força espiritual maligna associada à amargura, inveja, orgulho e ataques traiçoeiros contra os fracos. Representa um inimigo histórico que busca sabotar o propósito, a fé e o legado familiar, agindo por meio de dúvidas, desânimo e distrações, exigindo vigilância constante e oração para ser vencido.

 

É um espírito que atravessa gerações. Ele se manifesta na amargura, inveja e ressentimento — sempre tentando romper vínculos, atacar nas fraquezas e sabotar o legado.

Vídeo:

https://youtu.be/1WjcE8qWTmM?si=nUUflGrFrSJhyo65

 

1-AMALEQUE //AMALEQUITAS

Filho do primogênito de Esaú, Elifaz, com sua concubina Timna. (Gên 36:12, 16) Amaleque, neto de Esaú, era um dos xeques de Edom. (Gên 36:15, 16) O nome de Amaleque também designava seus descendentes tribais. — De 25:17; Jz 7:12; 1Sa 15:2.

 

A crença de alguns de que os Amalequitas tiveram origem muito anterior e não eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú, não se alicerça em sólida base fatual. A noção de que os amalequitas antecederam a Amaleque baseia-se no dito proverbial de Balaão: “Amaleque foi a primeira das nações, mas o seu fim posterior será mesmo seu perecimento.” (Núm 24:20) No entanto, Balaão não falava aqui da história em geral, nem da origem das nações, sete ou oito séculos antes. Falava da história apenas com relação aos israelitas, contratado como foi para amaldiçoá-los, quando estavam prestes a entrar na Terra da Promessa. Por isso, depois de alistar Moabe, Edom e Seir como oponentes de Israel, Balaão declara que os amalequitas foram realmente “a primeira das nações” a se levantar em oposição aos israelitas em sua marcha para fora do Egito, em direção à Palestina, e, por este motivo, o fim de Amaleque “será mesmo seu perecimento”.

 

Moisés, por conseguinte, ao relatar os eventos dos dias de Abraão, antes de Amaleque nascer, falou de “todo o campo dos amalequitas”, evidentemente descrevendo a região conforme entendida pelo povo do tempo de Moisés, ao invés de dar a entender que os amalequitas precederam a Amaleque. (Gên 14:7) O centro deste território amalequita achava-se ao N de Cades-Barneia, no deserto do Negebe, na parte meridional da Palestina, seus acampamentos auxiliares estendendo-se pela península do Sinai e pelo norte da Arábia. (1Sa 15:7) Houve época em que sua influência talvez se estendesse até as colinas de Efraim. — Jz 12:15.

 

Os amalequitas foram “a primeira das nações” a lançar um ataque não provocado contra os israelitas após o Êxodo, em Refidim, perto do monte Sinai. Como consequência, Jeová decretou que os amalequitas, por fim, seriam extinguidos. (Núm 24:20; Êx 17:8-16; De 25:17-19) Um ano depois, quando os israelitas tentaram entrar na Terra da Promessa, contrário à palavra de Jeová, foram repelidos pelos amalequitas. (Núm 14:41-45) Por duas vezes, nos dias dos juízes, estes adversários de Israel participaram em ataques contra Israel. Fizeram-no nos dias de Eglom, rei de Moabe. (Jz 3:12, 13) De novo, junto com os midianitas e os orientais, saquearam a terra de Israel por sete anos, antes de Gideão e seus 300 homens lhes imporem uma esmagadora derrota. — Jz 6:1-3, 33; 7:12; 10:12.

 

Por causa deste ódio persistente, Jeová, no período dos reis, ‘ajustou contas’ com os amalequitas, ordenando que o Rei Saul os abatesse, o que ele fez, “desde Havilá até Sur, que está defronte do Egito”. No entanto, Saul, infringindo a ordem de Jeová, poupou Agague, rei deles. Mas de Deus não se zomba, pois “Samuel foi retalhar Agague perante Jeová em Gilgal”. (1Sa 15:2-33) Algumas das incursões de Davi incluíam povoados amalequitas, e, quando estes, por sua vez, atacaram Ziclague e levaram as esposas e os bens de Davi, este e 400 homens foram no encalço deles, recuperando tudo o que fora roubado. (1Sa 27:8; 30:1-20) No reinado de Ezequias, alguns da tribo de Simeão aniquilaram o restante dos amalequitas. — 1Cr 4:42, 43.

 

Não se faz mais menção direta dos amalequitas na história bíblica ou secular. No entanto, “Hamã, filho de . . . agagita”, provavelmente descendia deles, pois “Agague” era o título ou nome de certos reis amalequitas. (Est 3:1; Núm 24:7; 1Sa 15:8, 9) Assim, os amalequitas, junto com outros mencionados nominalmente, foram exterminados, a fim de que “as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra”. — Sal 83:6-18.

 

Os Amalequitas — uma lição para os oponentes de Deus

 

2-OS AMALEQUITAS eram um antigo bando de saqueadores nomádicos. No tempo do êxodo de Israel do Egito, achavam-se concentrados perto de Cades-Barnéia, no deserto do Neguebe, ao sul da Palestina. Deste centro, os seus arraiais espalharam-se em toda a parte até à península de Sinai e à Arábia do norte. Grande parte do tempo vivia de saquear seus vizinhos mais pacíficos.

 

Por que nos são de interesse os Amalequitas? Porque haviam de se tornar inimigos crônicos de Deus e do seu povo escolhido daquele tempo, o Israel antigo. O modo de Deus lidar com esses Amalequitas é de interesse para todos os homens e nações, visto que serve de amostra de como Ele lidará hoje com os seus inimigos.

 

A origem dos Amalequitas é incerta. Em Gênesis 36:12, Amaleque é alistado como neto de Esaú. Entretanto, algumas autoridades fazem distinção entre este Amaleque de Esaú e os Amalequitas encontrados na região do Neguebe e do Sinai, porque Gênesis 14:7, que antedata a Esaú, se refere a “toda a terra dos Amalequitas”. (ALA) Também, em Números 24:20, os Amalequitas são chamados “o primeiro das nações”, o que talvez indique a existência de outro povo chamado de amalequita, que vivesse antes do Amaleque mencionado como descendente de Esaú. Outros acham desnecessária a distinção entre os dois Amaleques, visto que consideram estas referências anteriores como sendo uma descrição editorial posterior para o benefício dos que viviam quando se escreviam os livros de Gênesis e de Números.

 

O primeiro encontro dos Amalequitas com os israelitas se deu logo depois do êxodo do Egito, em Refidim, perto do Monte Sinai. Ali, os amalequitas fizeram um ataque não provocado contra Israel, vindo pela retaguarda e exterminando os abatidos e afadigados. Josué comandou as forças israelitas na luta, segurando Moisés o bordão suspenso à vista do povo, para indicar que Jeová estava com eles. Nessa ocasião, Israel prevaleceu. Os Amalequitas foram terrivelmente derrotados. — Êxo. 17:8-13; Deu. 25:17, 18.

 

Por causa da sua hostilidade endurecida e irrazoável para com o povo de Deus e porque não “temeu a Deus”, o povo amalequita veio a sofrer eterna proscrição. Visto que agiram em oposição aos propósitos do Soberano Universal, Jeová, ele decretou o extermínio total deles. — Êxo. 17:14-16; Núm. 24:20; Deu. 25:18, 19; 1 Sam. 15:2, 3.

 

Durante o resto do ano em que Israel permaneceu em Sinai, e durante a sua peregrinação subsequente para o norte, em direção da fronteira meridional da Palestina, não houve molestação. Mas, quando chegaram a Cades, houve outro encontro com os amalequitas. Os israelitas tencionaram entrar na Palestina pelo sul, ao oeste do Mar Morto. Enviaram espias para examinar a terra e determinar se era possível a entrada por ali. Ao voltarem, informaram que os amalequitas se achavam na Palestina meridional, juntamente com os heteus, os jebuseus, os amorreus e os cananeus. (Núm. 13:29; 14:25) Desanimaram o povo, de modo que este se rebelou contra Moisés. Em vista disto, Jeová declarou que eles não entrariam na Terra Prometida. Todavia, contrário à vontade de Jeová e à ordem de Moisés, os israelitas decidiram ir à frente de qualquer forma. Os amalequitas e os cananeus vieram ao encontro deles e os israelitas sofreram derrota. — Núm. 14:39-45.

 

Anos mais tarde, quando Israel foi estabelecido na Palestina, nos dias dos juízes, há registro de mais um encontro. Os amalequitas, pelo que parece, aliaram-se com Eglom, rei de Moabe, e aos amonitas, para atacar o território de Israel com êxito. Mais tarde, quando Moabe sofreu derrota da parte de Israel que estava sob o comando de Eúde, os amalequitas também devem ter sofrido. — Juí. 3:12-30.

 

Poucas gerações mais tarde, os amalequitas valeram-se de suas antigas táticas de atacar pacíficos agricultores quando, aliados com os midianitas, oprimiram o Israel setentrional. Quando as lavouras semeadas pelos israelitas amadureciam, os assaltantes amalequitas desciam e pilhavam a região, de modo que os desditosos israelitas ficaram pobres e desanimados. Entretanto, Jeová suscitou a Gideão, que derrotou totalmente os aliados. — Juí. 6:3-6, 33; 7:12-8:21.

 

No tempo do Rei Saul, bandos dos amalequitas foram encontrados peregrinando através de centenas de quilômetros de deserto, desde a fronteira do Egito até Havilá, designação que talvez inclua a Arábia do norte-central. Naquele tempo, Jeová ordenou a Saul que executasse os amalequitas por causa do que Amaleque “fez a Israel; ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito”. O Rei Saul esmagou os amalequitas, mas tolamente poupou a seu rei, Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, sendo por isso repreendido por Samuel que matou a Agague. — 1 Sam. 15:1-33.

 

Os remanescentes dos amalequitas evidentemente ainda permaneceram no deserto agreste, perto da fronteira meridional da Palestina, visto que o Rei Davi os encontrou naquela região. (1 Sam. 27:8; 30:1) Os salteadores amalequitas haviam tomado a cidade de Ziclague, incendiando-a e levando cativos, inclusive as duas esposas de Davi. Davi os perseguiu e arrasou tão severamente aos amalequitas que apenas 400 dos seus homens conseguiram escapar de camelos ligeiros. Deste revés jamais se recobraram. — 1 Sam. 30:1-20.

 

O declínio de Amaleque se apressou nos dias do Rei Ezequias, quando um bando de 500 dos filhos de Simeão “feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas”, tomando a sua fortaleza no Monte Seir. — 1 Crô. 4:43, ALA.

 

Uma referência final a esta nação talvez seja a relacionada com Hamã, filho de um “agagita”, que foi executado juntamente com seus filhos nos dias da Rainha Ester e o Rei Assuero da Pérsia. (Ester 3:1; 7:10; 9:10) Josefo, historiador judeu, alista-os quais amalequitas, embora seja incerto. De qualquer forma, a partir de então não se faz mais menção de Amaleque na Bíblia, nem na história secular. Os amalequitas desapareceram qual nação, em harmonia com o decreto de Jeová — uma punição justa a essa tribo cruel do Neguebe, alistada no Salmo 83:7 qual inimigo inveterado de Deus e do seu povo.

 

Assim, a inimizade dos amalequitas para com os israelitas pode ser remontada à sua origem desde o tempo em que Israel acabava de escapar dos terrores do Egito e lutava através do deserto, até muitos séculos depois. Causou uma profunda e duradoura impressão nos israelitas.

 

O extermínio final dos amalequitas deve servir de aviso eterno aos oponentes dos propósitos de Jeová e do seu povo. Até ao atual fim do mundo, homens e nações que se opõem a Deus e a seu povo sofrerão o mesmo destino que Amaleque, pois “terão de saber que [Ele é] Jeová”. — Eze. 38:16-23.

 

“Não te deves esquecer”

 

“E tem de suceder que, quando Jeová, teu Deus, te tiver dado descanso de todos os teus inimigos . . . Não te deves esquecer.” — Deu. 25:19.

 

1. De que incidente grave se devia lembrar Israel?

 

EM 1513 A.E.C., depois de as doze tribos de Israel terem partido do Egito, aconteceu-lhes um incidente muito grave. Tratava-se de uma ação não provocada e muito desamistosa, bem como desnecessária da parte do povo de Amaleque. Foi por isso que o profeta Moisés disse a Israel: “Deve ser lembrado o que Amaleque te fez no caminho, quando saístes do Egito, como te foi ao encontro no caminho e passou a golpear na tua retaguarda todos os que vinham atrás de ti, enquanto estavas exausto e fatigado; e ele não temeu a Deus. E tem de suceder que, quando Jeová, teu Deus, te tiver dado descanso de todos os teus inimigos ao redor, na terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança para tomares posse dela, deves extinguir a menção de Amaleque debaixo dos céus. Não te deves esquecer.” — Deu. 25:17-19.

 

2. Quem eram os amalequitas, e por isso, por que não era de se admirar que odiassem o povo de Israel?

 

2 Quem eram esses amalequitas que golpearam os exaustos e os fatigados? Quem eram estas pessoas que não temiam a Deus? Amaleque era o neto de Esaú. Pudera! Esaú foi aquele que vendeu sua primogenitura ao seu irmão Jacó. De modo que os descendentes de Amaleque estavam decididos a perpetuar o ódio que Esaú tinha ao seu irmão Jacó, mais de três séculos depois. Por isso lançaram este ataque não provocado contra os descendentes de Jacó. Por causa desta ação pérfida, Jeová decretou que fossem exterminados, o que significava, por fim, a extinção dos amalequitas.

 

3, 4. (a) Que disse Samuel, o profeta de Deus, ao Rei Saul de Israel, que este devia fazer a Amaleque? (b) O que foi que fez o Rei Saul? (c) Quem mais teve tratos com os amalequitas, e quando se cumpriu finalmente para com eles a palavra de Jeová?

 

3 Durante o período dos juízes da nação de Israel, os amalequitas continuaram a ser adversários de Israel e a participar com outras nações em ataques contra Israel. (Juí. 3:12, 13; 6:1-3, 33; 7:12; 10:12) Cerca de quatro séculos depois de os israelitas saírem do Egito, Samuel, o profeta de Deus, disse ao Rei Saul: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Tenho de ajustar contas pelo que Amaleque fez a Israel quando se opôs a ele no caminho enquanto subia do Egito. Agora vai, e tens de golpear Amaleque e devotá-lo à destruição, junto com tudo o que ele tem, e não deves ter compaixão dele, e tens de entregá-los à morte, tanto o homem como a mulher, tanto a criança como o bebê, tanto o touro como o ovídeo, tanto o camelo como o jumento.’” (1 Sam. 15:2, 3) Jeová não se esquecera!

 

4 O Rei Saul golpeou os amalequitas “desde Havilá até Sur”. Mas, Saul transgrediu as ordens de Jeová e poupou o Rei Agague. O relato diz que “Saul, e o povo, teve compaixão de Agague”. No entanto, de Deus não se mofa, pois “Samuel foi retalhar Agague perante Jeová em Gilgal”. (1 Sam. 15:2-33) Mas, este não foi o extermínio completo dos amalequitas. No tempo do Rei Davi, faziam-se incursões contra os amalequitas. Foi só séculos depois, durante o reinado de Ezequias, que “alguns dos filhos de Simeão” golpearam os amalequitas remanescentes. (1 Crô. 4:42, 43) Finalmente, no quinto século A. E. C., Hamã, o agagita, e sua família foram eliminados por sua tentativa de exterminar o judeu Mordecai e seu povo. Assim se cumpriu completamente a ordem: “Não te deves esquecer” do que os amalequitas fizeram aos filhos e às filhas de Jacó.

 

3- ESCUTE

 

5. (a) Era só da ordem concernente aos amalequitas que os israelitas não se deviam esquecer? (b) Pode alguém, hoje em dia, negligenciar as ordens de Jeová e ainda assim ter a Sua bênção?

 

5 Este relato bíblico é apenas um caso em que se destaca este assunto importante de não se esquecer do que Deus disse. Havia muitas outras coisas importantes de que os filhos de Israel não se deviam esquecer, especialmente de que eram a nação de Jeová, a sua herança. (Sal. 33:12) Mas, por fim, eles se esqueceram, e a nação inteira de Israel foi excluída do favor de Deus. Em vista do que aconteceu aos israelitas há alguns séculos atrás, não é mais importante que as pessoas hoje em dia não se esqueçam das decisões judiciais e dos ensinos de Deus, se quiserem ‘herdar a terra’? (Mat. 5:5) Moisés disse: “Escuta os regulamentos e as decisões judiciais que vos ensino a cumprir, para que vivais e deveras entreis e tomeis posse da terra que Jeová, o Deus de vossos antepassados, vos dá. Nada deveis acrescentar à palavra que vos ordeno e nada deveis tirar dela, para guardar os mandamentos de Jeová, vosso Deus, que vos ordeno.” (Deu. 4:1, 2) Ninguém, nem você, leitor, nem o clero da cristandade, tem qualquer direito de alterar a Palavra de Deus, de rejeitar partes dela ou de lhe acrescentar algo, pensando ter mais sabedoria e conhecimento do que o próprio Autor da Bíblia. Se os israelitas quisessem viver como indivíduos e como nação, precisavam guardar os mandamentos de Jeová, seu Deus. Os cristãos, hoje em dia, não estão em situação diferente. Quando Deus fala, os cristãos devem escutar! A maioria das pessoas, porém, gostaria de esquecer-se de Deus, desconsiderar suas declarações e seus ensinos e viver em harmonia com os seus próprios desejos.

 

6. Como sabemos que Jeová está muito interessado na humanidade?

 

6 Não importa o que os homens pensem, o grande Deus do universo ainda está muito interessado na sua criação. De fato, ‘Deus amou tanto a humanidade, que deu seu Filho unigênito para salvá-la (não para destruí-la) e para que tivesse vida eterna’. (João 3:16) Quando o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio à terra, ele estudou as Escrituras Sagradas. Citou passagens delas para provar seu ensino. Quanto à sua maneira de falar, ele disse: “Não falo da minha própria iniciativa.” (João 14:10) Ele lia a Palavra de Deus, cria nela e falava dela. Jeová procurou incutir esta mesma coisa nos israelitas muito antes de enviar seu Filho ao mundo. Mas, nem todos escutaram. O seguinte é o que Deus disse: “Apenas guarda-te e cuida bem da tua alma, para que não te esqueças das coisas que teus olhos viram e para que não se afastem de teu coração todos os dias da tua vida; e tens de dá-los a conhecer a teus filhos e a teus netos.” — Deu. 4:9.

 

7. (a) Como pode alguém cuidar da sua vida e da vida de seus filhos? (b) Que medidas tomaram os israelitas para preservar a sua vida, enquanto no Egito?

 

7 Quando alguém quer cuidar bem da sua alma, significa que vai cuidar bem da sua vida. Sua alma é a sua pessoa. Nenhum de nós devemos esquecer-nos das coisas que os nossos olhos viram, e devemos atentar às coisas que Jeová diz na sua Palavra escrita. Fazendo isso, cuidaremos bem de nossa vida. Darmos ouvidos e não nos esquecermos, nunca deixando as declarações de Deus afastar-se de nosso coração, todos os dias de nossa vida, torna possível que ajudemos os nossos filhos e netos. Eles também precisam saber o que Deus disse e fez. O que foi que Deus fez? O seguinte: Israel se tornara um povo numeroso. Após a morte de José, tornaram-se escravos no Egito. Jeová, pelo seu poder, os libertou da opressão de Faraó. No entanto, antes de vir a liberdade, sobrevieram ao Egito as pragas de Deus, uma após outra. Daí, antes de sobrevir a décima praga, Moisés disse a todos os filhos de Israel que se preparassem para o seu livramento e a sua marcha para fora do Egito. Obter esta liberdade concedida por Deus não exigia grandes preparativos da parte dos israelitas, mas exigia fé. Toda família israelita devia matar um cordeiro, pegar o sangue dele e aspergi-lo sobre as ombreiras e as vêrgas das portas dos seus lares; e então assar o cordeiro, ficar dentro de casa e comê-lo. Estas instruções não seriam difíceis de seguir, não é verdade? Por este ato de fé, por simplesmente fazerem o que Jeová disse, o anjo de Jeová passou por alto os filhos de Israel, mas o anjo de Deus trouxe a morte a todos os primogênitos egípcios, tanto de homem como de animal. Que noite de lamento e de uivo foi aquela para os egípcios! Mas, que noite de regozijo nos lares dos israelitas! Todos eles estavam vivos e começaram logo a sua marcha para o Mar Vermelho e através dele, seguindo a Moisés, que os conduziu para fora da terra do Egito e em direção à terra prometida. Acha que tais eventos mereciam ser lembrados e dados a conhecer aos seus filhos e aos seus netos, de geração em geração?

 

8. Como chegariam os filhos e netos, nas gerações futuras, a saber do livramento de Israel do Egito causado por Jeová, dando origem a que pergunta pessoal, oportuna?

 

8 Sobre este dia de libertação, com todas as suas emoções, os pais haviam de falar aos seus filhos e netos pelas gerações futuras. “Não te esqueças das coisas que teus olhos viram”, dissera Deus. Tinham de falar deste evento ano após ano, no dia da Páscoa, bem como em outras ocasiões. Seu livramento da escravidão não era mito. Não era apenas uma estória para divertir as crianças. Fora um ato de Jeová! Era realidade! Era história verídica! Homens e mulheres a viveram, e, para que se pudessem guardar e cuidar bem da sua alma, não deviam esquecer-se de contar estas verdades aos seus filhos e netos. Quantos eventos bíblicos históricos está contando repetidas vezes aos seus filhos?

 

9. Visto que Israel se esquecera prontamente dos atos de Deus, qual veio a ser a sorte do povo logo depois de sair do Egito?

 

9 Mas, quão depressa as pessoas se esquecem! Não muito tempo depois, enquanto estavam no ermo de Parã, Moisés enviou doze espias à terra prometida para inspecionar a situação. Dez espias voltaram amedrontados e instaram: Voltem ao Egito. Lá podiam obter novamente alho e melancias. (Núm. 11:5) Dois dos doze espias, Josué e Calebe, se agradaram do que viram e aconselharam ao povo: “Subamos logo” à terra que manava leite e mel. (Núm. 13:27-30) O povo, porém, deu ouvidos aos dez espias temerosos, esquecendo-se do maravilhoso livramento que Deus lhes dera no Egito. Pela falta de fé, passaram quarenta anos longos no ermo, até que se extinguira a geração mais antiga. Os filhos da nova geração, que ouviram falar do livramento de seus pais ou avós, estavam agora prontos para avançar para a terra da promessa, sob a direção de Jeová.

 

10. Apesar do esquecimento de Israel, como lidou Jeová com eles, e por quê?

 

10 Embora muitas das famílias de Israel se esquecessem prontamente da salvação que Jeová lhes dera, Deus é que não se esquecera. “Pois Jeová, teu Deus, é um Deus misericordioso. Não te desamparará, nem te arruinará, nem se esquecerá do pacto dos teus antepassados, que lhes jurou.” (Deu. 4:31) Séculos antes disso, Jeová dissera a Abraão, Isaque e Jacó que lhes daria esta terra e que, através da descendência de Abraão, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Esta nova geração tinha fé, e Jeová deu-lhes numerosos bons êxitos. Mas, Deus os avisou novamente de que não se esquecessem.

 

11. Que bênçãos haviam de derramar-se sobre Israel em vista da promessa de Deus, e que problemas apresentaria isso?

 

11 Jeová Deus conduziu Israel à terra que a Bíblia descreve como tendo sido semelhante ao jardim do Éden. Haviam de ter casas em que morar, não construídas por eles. Haviam de beber água fresca de cisternas que não haviam escavado. Haviam de comer uvas de vinhedos e azeitonas de oliveira que nunca plantaram. Como influiria neles tal prosperidade e luxo? Será que esta nova geração, que recebia todas estas coisas na terra prometida, também se esqueceria de Jeová? Tornar-se-ia farta e se esqueceria de Deus?

 

12. Como avisou Jeová a Israel sobre os perigos da terra da promessa e das suas coisas boas?

 

12 Escute o aviso que Jeová deu aos filhos de Israel: “E tem de suceder que, quando Jeová, teu Deus, te introduzir na terra de que jurou aos teus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó, que ta havia de dar, cidades grandes e de bom aspecto, que não construíste, e casas cheias de todas as coisas boas e que não encheste, e cisternas escavadas que não escavaste, vinhedos e oliveiras que não plantaste, e tiveres comido e te tiveres fartado, guarda-te para que não te esqueças de Jeová que te fez sair da terra do Egito, da casa dos escravos.” (Deu. 6:10-12) Quantas pessoas são esquecediças assim hoje em dia? Ficam prósperas, têm tudo o que querem em sentido material, mas perdem toda a sua espiritualidade e todo o seu interesse em Jeová, seu Deus!

 

4 - A HUMANIDADE SE ESQUECE

 

13. De que se esquece de muitas pessoas mesmo agora a respeito das provisões de Deus?

 

13 Jeová sabia que a humanidade se esqueceria. Foi por isso que ele deu o aviso. Mas, quantos deram atenção aos avisos de Jeová? A muitos nunca ocorre que é Jeová Deus quem faz o sol brilhar sobre os bons e sobre os maus, que ele faz a chuva cair sobre os justos e os injustos; que Jeová nos deu o ar que respiramos, que proveu a vegetação que comemos; que ele fez a terra e o mar, as montanhas e os vales com correntes de água fresca. Estas coisas estavam todas aqui quando viemos a existir na terra, mas, quantas vezes as têm agradecido ao Criador? Temos uma grande variedade de alimento, de abrigo, em casas de pedra, de madeira e de outros materiais tirados da terra. Temos roupa de algodão, lã e seda. Não há fim das coisas que Jeová provê. Ele deu tudo isso à humanidade. Já comeu e também se fartou? Então se guarde, para que não se esqueça de Jeová.

 

14, 15. Apresente o significado primário da palavra “esquecer(-se)”, e delineie as perguntas que surgem sobre o esquecimento das pessoas hoje em dia.

 

14 Alguém talvez diga: ‘Ora, talvez nos esqueçamos momentaneamente’, mas, é este o sentido primário da palavra “esquecer-se”? Segundo o Dicionário de Webster (em inglês), o primeiro significado de “esquecer(-se)” é: “Perder a lembrança de; deixar sair da memória; não se poder lembrar ou recordar; . . . perder a faculdade ou o uso de; deixar de fazer.” Este é o significado de “esquecer-se” usado nos textos citados, isto é, deixar sair completamente da lembrança ou memória as coisas que anteriormente se estabeleceram de modo tão claro ali.

 

15 Quantas pessoas, acha, esqueceram-se de Deus atualmente, não conseguindo lembrar-se dele, de quem ele é e do que ele fez? Quantas pessoas, acha, adoram realmente o grande Deus do universo, o Dador de todo presente bom e perfeito? Quantos, acha, são os que realmente crêem que Deus amou a humanidade tanto, que enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que o homem pudesse obter vida eterna? Acha que a maioria da população da cristandade se esqueceu de Deus, de suas leis e do que mandou os cristãos fazer? Já se esqueceu também disso?

 

16. (a) Apresente outro significado, menos sério, da palavra “esquecer”. (b) Qual é a relação entre o artigo citado do Times de Nova Iorque e o esquecimento?

 

16 Naturalmente, há um segundo significado da palavra “esquecer”, a saber: “Omitir ou desconsiderar inintencionalmente; descuidar-se”, deixar de levar, trazer, falar de ou notar. Verificamos que tal espécie de esquecimento ocorre todos os dias em casa. A esposa talvez peça a seu marido: ‘Hoje de noite, ao voltar para casa, depois do trabalho, por favor, compre pão?’ Ele se esquece. Não faz isso intencionalmente, porque, ao retornar ao lar, ou tem de ir buscá-lo na padaria ou tem de passar sem pão no jantar. Às vezes nos esquecemos de tais pequenas coisas na vida, mas podemos corrigir isso e fazê-las. Mas, o que tem feito quanto à religião verdadeira? Dá-se no seu caso o mesmo que foi publicado na primeira página do jornal Times de Nova Iorque, no domingo, 15 de setembro de 1968? A manchete de quatro colunas rezava “Apatia Pública Cria Crise na Igreja Anglicana.” A reportagem fora escrita por um Senhor Edward B. Fiske, e o artigo começava assim: “LONDRES — A igreja é como um bar. Vai-se à cidade, e lá está ela, e talvez entre nela ou talvez não entre nela. Eu, pessoalmente, não entro. O orador era James Cavenaugh.” Um pouco mais adiante no artigo, o Sr. Fiske disse: “A freqüência à igreja tem diminuído ao ponto em que apenas oito em cada cem pessoas batizadas cultuam na Páscoa.” Diria que 92 por cento das pessoas naquele país se esqueceram de Deus? Que dizer dos demais da cristandade? Estão superlotados os seus centros religiosos? Sabe que a resposta é um não, e isso se dá porque as pessoas se esqueceram de Deus! Deixaram sair da memória as coisas que sabiam sobre Deus, se é que alguma vez souberam Dele ou leram sobre Ele na sua vida. De fato, ensinou-se a muitos que Deus está morto, e ensinou-se a quase todos os demais que aquilo que está escrito nas Escrituras Sagradas, a Bíblia, não passa de mito. Não têm incentivo nem ajuda da parte do clero, nem dos seus anciãos, para se lembrar. Por isso se esquecem de Deus.

 

17. (a) Para quem ou para que se voltou a adoração de muitos? (b) Que perguntas precisam ser respondidas em vista da adoração pervertida do homem?

 

17 Religião, alguma forma de adoração, é algo em que todo o mundo está envolvido de uma maneira ou de outra. A tendência natural do homem é adorar algo. As pessoas que chamamos de “pagãs” têm deuses que adoram. Alguns adoram o dinheiro, outros os astros do cinema, políticos, regentes e até mesmo a si mesmos. Talvez adorem alguma imagem ou algo ilusório, tal como o nirvana, por exemplo. Mas, vamos dar uma segunda olhada na cristandade, já que estamos tratando do assunto, e perguntemos seriamente: Que tem feito a religião da cristandade pela humanidade? Fez ela que as nações e seu povo se tornassem moral e espiritualmente melhores? Fez que se tornassem pacíficos? Amam-se uns aos outros agora mais do que há cinqüenta anos ou quinhentos anos atrás? Trouxe a cristandade “glória a Deus . . . e na terra paz entre homens de boa vontade”? (Luc. 2:14) Por que não? Porque a humanidade, seus sacerdotes religiosos e seu clero se esqueceram de Deus, se desfizeram de sua Palavra e rejeitaram o reino de Jeová por seu Filho Cristo Jesus. Jesus disse claramente: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim. É em vão que persistem em adorar-me, porque ensinam por doutrinas os mandados de homens.” (Mat. 15:8, 9) As religiões falsas não lhe estão ensinando a Palavra de Deus, mas lhe estão ensinando a sua própria doutrina. Escute a Deus, pois ele lhe diz agora: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados.” (Rev. 18:4) A cristandade e todo o império mundial da religião falsa estão condenados!

 

[Foto na página 293]

 

Moisés lembrou a Israel que não se devia esquecer de que Amaleque desafiara a Deus por atacar seu povo.

 



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