Amaleque
foi o fundador do povo amalequita, neto de Esaú e um ancestral inimigo de
Israel na Bíblia. Descendente edomita, Amaleque liderou uma nação nômade que
habitava o deserto do Neguebe, conhecida por atacar a retaguarda dos israelitas
durante o Êxodo. Devido a essa hostilidade, foi decretada a sua destruição.
Pontos
Chave sobre Amaleque e os Amalequitas:
Origem:
Filho de Elifaz (filho de Esaú) e da concubina Timna.
Primeiro
Conflito: Atacaram Israel em Refidim logo após saírem do Egito (Êxodo 17), onde
Josué os derrotou enquanto Moisés orava.
Conflito
Contínuo: A Bíblia relata que Deus guerrearia contra Amaleque de geração em
geração, pois atacavam os fracos e cansados.
Saul e
Davi: O rei Saul foi ordenado a destruir os amalequitas, mas desobedeceu ao poupar
o rei Agague. Davi posteriormente infligiu derrotas decisivas a eles.
Significado
Simbólico: Frequentemente associado à amargura, oposição a Deus e ao
antissemitismo, com Hamã (no Livro de Ester) sendo um descendente do rei
amalequita Agague.
A história
de Amaleque representa a luta contra um inimigo oportunista que ataca nos
momentos de fraqueza e desânimo.
O
espírito de Amaleque é uma metáfora bíblica para uma força espiritual maligna
associada à amargura, inveja, orgulho e ataques traiçoeiros contra os fracos.
Representa um inimigo histórico que busca sabotar o propósito, a fé e o legado
familiar, agindo por meio de dúvidas, desânimo e distrações, exigindo
vigilância constante e oração para ser vencido.
É um
espírito que atravessa gerações. Ele se manifesta na amargura, inveja e
ressentimento — sempre tentando romper vínculos, atacar nas fraquezas e sabotar
o legado.
Vídeo:
https://youtu.be/1WjcE8qWTmM?si=nUUflGrFrSJhyo65
1-AMALEQUE
//AMALEQUITAS
Filho
do primogênito de Esaú, Elifaz, com sua concubina Timna. (Gên 36:12, 16)
Amaleque, neto de Esaú, era um dos xeques de Edom. (Gên 36:15, 16) O nome de
Amaleque também designava seus descendentes tribais. — De 25:17; Jz 7:12; 1Sa
15:2.
A
crença de alguns de que os Amalequitas tiveram origem muito anterior e não eram
descendentes de Amaleque, neto de Esaú, não se alicerça em sólida base fatual.
A noção de que os amalequitas antecederam a Amaleque baseia-se no dito
proverbial de Balaão: “Amaleque foi a primeira das nações, mas o seu fim
posterior será mesmo seu perecimento.” (Núm 24:20) No entanto, Balaão não
falava aqui da história em geral, nem da origem das nações, sete ou oito
séculos antes. Falava da história apenas com relação aos israelitas, contratado
como foi para amaldiçoá-los, quando estavam prestes a entrar na Terra da
Promessa. Por isso, depois de alistar Moabe, Edom e Seir como oponentes de
Israel, Balaão declara que os amalequitas foram realmente “a primeira das
nações” a se levantar em oposição aos israelitas em sua marcha para fora do
Egito, em direção à Palestina, e, por este motivo, o fim de Amaleque “será
mesmo seu perecimento”.
Moisés,
por conseguinte, ao relatar os eventos dos dias de Abraão, antes de Amaleque
nascer, falou de “todo o campo dos amalequitas”, evidentemente descrevendo a
região conforme entendida pelo povo do tempo de Moisés, ao invés de dar a
entender que os amalequitas precederam a Amaleque. (Gên 14:7) O centro deste
território amalequita achava-se ao N de Cades-Barneia, no deserto do Negebe, na
parte meridional da Palestina, seus acampamentos auxiliares estendendo-se pela
península do Sinai e pelo norte da Arábia. (1Sa 15:7) Houve época em que sua
influência talvez se estendesse até as colinas de Efraim. — Jz 12:15.
Os
amalequitas foram “a primeira das nações” a lançar um ataque não provocado
contra os israelitas após o Êxodo, em Refidim, perto do monte Sinai. Como
consequência, Jeová decretou que os amalequitas, por fim, seriam extinguidos.
(Núm 24:20; Êx 17:8-16; De 25:17-19) Um ano depois, quando os israelitas
tentaram entrar na Terra da Promessa, contrário à palavra de Jeová, foram
repelidos pelos amalequitas. (Núm 14:41-45) Por duas vezes, nos dias dos
juízes, estes adversários de Israel participaram em ataques contra Israel.
Fizeram-no nos dias de Eglom, rei de Moabe. (Jz 3:12, 13) De novo, junto com os
midianitas e os orientais, saquearam a terra de Israel por sete anos, antes de
Gideão e seus 300 homens lhes imporem uma esmagadora derrota. — Jz 6:1-3, 33;
7:12; 10:12.
Por
causa deste ódio persistente, Jeová, no período dos reis, ‘ajustou contas’ com
os amalequitas, ordenando que o Rei Saul os abatesse, o que ele fez, “desde
Havilá até Sur, que está defronte do Egito”. No entanto, Saul, infringindo a
ordem de Jeová, poupou Agague, rei deles. Mas de Deus não se zomba, pois
“Samuel foi retalhar Agague perante Jeová em Gilgal”. (1Sa 15:2-33) Algumas das
incursões de Davi incluíam povoados amalequitas, e, quando estes, por sua vez,
atacaram Ziclague e levaram as esposas e os bens de Davi, este e 400 homens
foram no encalço deles, recuperando tudo o que fora roubado. (1Sa 27:8;
30:1-20) No reinado de Ezequias, alguns da tribo de Simeão aniquilaram o
restante dos amalequitas. — 1Cr 4:42, 43.
Não se
faz mais menção direta dos amalequitas na história bíblica ou secular. No
entanto, “Hamã, filho de . . . agagita”, provavelmente descendia deles, pois
“Agague” era o título ou nome de certos reis amalequitas. (Est 3:1; Núm 24:7;
1Sa 15:8, 9) Assim, os amalequitas, junto com outros mencionados nominalmente,
foram exterminados, a fim de que “as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová,
somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra”. — Sal 83:6-18.
Os Amalequitas
— uma lição para os oponentes de Deus
2-OS
AMALEQUITAS eram um antigo bando de saqueadores nomádicos. No tempo do êxodo de
Israel do Egito, achavam-se concentrados perto de Cades-Barnéia, no deserto do
Neguebe, ao sul da Palestina. Deste centro, os seus arraiais espalharam-se em
toda a parte até à península de Sinai e à Arábia do norte. Grande parte do
tempo vivia de saquear seus vizinhos mais pacíficos.
Por que
nos são de interesse os Amalequitas? Porque haviam de se tornar inimigos
crônicos de Deus e do seu povo escolhido daquele tempo, o Israel antigo. O modo
de Deus lidar com esses Amalequitas é de interesse para todos os homens e
nações, visto que serve de amostra de como Ele lidará hoje com os seus
inimigos.
A
origem dos Amalequitas é incerta. Em Gênesis 36:12, Amaleque é alistado como
neto de Esaú. Entretanto, algumas autoridades fazem distinção entre este
Amaleque de Esaú e os Amalequitas encontrados na região do Neguebe e do Sinai,
porque Gênesis 14:7, que antedata a Esaú, se refere a “toda a terra dos Amalequitas”.
(ALA) Também, em Números 24:20, os Amalequitas são chamados “o primeiro das
nações”, o que talvez indique a existência de outro povo chamado de amalequita,
que vivesse antes do Amaleque mencionado como descendente de Esaú. Outros acham
desnecessária a distinção entre os dois Amaleques, visto que consideram estas
referências anteriores como sendo uma descrição editorial posterior para o
benefício dos que viviam quando se escreviam os livros de Gênesis e de Números.
O
primeiro encontro dos Amalequitas com os israelitas se deu logo depois do êxodo
do Egito, em Refidim, perto do Monte Sinai. Ali, os amalequitas fizeram um
ataque não provocado contra Israel, vindo pela retaguarda e exterminando os
abatidos e afadigados. Josué comandou as forças israelitas na luta, segurando
Moisés o bordão suspenso à vista do povo, para indicar que Jeová estava com
eles. Nessa ocasião, Israel prevaleceu. Os Amalequitas foram terrivelmente
derrotados. — Êxo. 17:8-13; Deu. 25:17, 18.
Por
causa da sua hostilidade endurecida e irrazoável para com o povo de Deus e
porque não “temeu a Deus”, o povo amalequita veio a sofrer eterna proscrição.
Visto que agiram em oposição aos propósitos do Soberano Universal, Jeová, ele
decretou o extermínio total deles. — Êxo. 17:14-16; Núm. 24:20; Deu. 25:18, 19;
1 Sam. 15:2, 3.
Durante
o resto do ano em que Israel permaneceu em Sinai, e durante a sua peregrinação subsequente
para o norte, em direção da fronteira meridional da Palestina, não houve
molestação. Mas, quando chegaram a Cades, houve outro encontro com os amalequitas.
Os israelitas tencionaram entrar na Palestina pelo sul, ao oeste do Mar Morto.
Enviaram espias para examinar a terra e determinar se era possível a entrada
por ali. Ao voltarem, informaram que os amalequitas se achavam na Palestina
meridional, juntamente com os heteus, os jebuseus, os amorreus e os cananeus.
(Núm. 13:29; 14:25) Desanimaram o povo, de modo que este se rebelou contra
Moisés. Em vista disto, Jeová declarou que eles não entrariam na Terra
Prometida. Todavia, contrário à vontade de Jeová e à ordem de Moisés, os
israelitas decidiram ir à frente de qualquer forma. Os amalequitas e os
cananeus vieram ao encontro deles e os israelitas sofreram derrota. — Núm.
14:39-45.
Anos
mais tarde, quando Israel foi estabelecido na Palestina, nos dias dos juízes,
há registro de mais um encontro. Os amalequitas, pelo que parece, aliaram-se
com Eglom, rei de Moabe, e aos amonitas, para atacar o território de Israel com
êxito. Mais tarde, quando Moabe sofreu derrota da parte de Israel que estava
sob o comando de Eúde, os amalequitas também devem ter sofrido. — Juí. 3:12-30.
Poucas
gerações mais tarde, os amalequitas valeram-se de suas antigas táticas de
atacar pacíficos agricultores quando, aliados com os midianitas, oprimiram o
Israel setentrional. Quando as lavouras semeadas pelos israelitas amadureciam,
os assaltantes amalequitas desciam e pilhavam a região, de modo que os
desditosos israelitas ficaram pobres e desanimados. Entretanto, Jeová suscitou
a Gideão, que derrotou totalmente os aliados. — Juí. 6:3-6, 33; 7:12-8:21.
No
tempo do Rei Saul, bandos dos amalequitas foram encontrados peregrinando
através de centenas de quilômetros de deserto, desde a fronteira do Egito até
Havilá, designação que talvez inclua a Arábia do norte-central. Naquele tempo,
Jeová ordenou a Saul que executasse os amalequitas por causa do que Amaleque
“fez a Israel; ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito”.
O Rei Saul esmagou os amalequitas, mas tolamente poupou a seu rei, Agague, e o
melhor das ovelhas e dos bois, sendo por isso repreendido por Samuel que matou
a Agague. — 1 Sam. 15:1-33.
Os
remanescentes dos amalequitas evidentemente ainda permaneceram no deserto
agreste, perto da fronteira meridional da Palestina, visto que o Rei Davi os
encontrou naquela região. (1 Sam. 27:8; 30:1) Os salteadores amalequitas haviam
tomado a cidade de Ziclague, incendiando-a e levando cativos, inclusive as duas
esposas de Davi. Davi os perseguiu e arrasou tão severamente aos amalequitas
que apenas 400 dos seus homens conseguiram escapar de camelos ligeiros. Deste
revés jamais se recobraram. — 1 Sam. 30:1-20.
O
declínio de Amaleque se apressou nos dias do Rei Ezequias, quando um bando de
500 dos filhos de Simeão “feriram o restante dos que escaparam dos
amalequitas”, tomando a sua fortaleza no Monte Seir. — 1 Crô. 4:43, ALA.
Uma
referência final a esta nação talvez seja a relacionada com Hamã, filho de um
“agagita”, que foi executado juntamente com seus filhos nos dias da Rainha
Ester e o Rei Assuero da Pérsia. (Ester 3:1; 7:10; 9:10) Josefo, historiador
judeu, alista-os quais amalequitas, embora seja incerto. De qualquer forma, a
partir de então não se faz mais menção de Amaleque na Bíblia, nem na história
secular. Os amalequitas desapareceram qual nação, em harmonia com o decreto de
Jeová — uma punição justa a essa tribo cruel do Neguebe, alistada no Salmo 83:7
qual inimigo inveterado de Deus e do seu povo.
Assim,
a inimizade dos amalequitas para com os israelitas pode ser remontada à sua
origem desde o tempo em que Israel acabava de escapar dos terrores do Egito e
lutava através do deserto, até muitos séculos depois. Causou uma profunda e
duradoura impressão nos israelitas.
O
extermínio final dos amalequitas deve servir de aviso eterno aos oponentes dos
propósitos de Jeová e do seu povo. Até ao atual fim do mundo, homens e nações
que se opõem a Deus e a seu povo sofrerão o mesmo destino que Amaleque, pois
“terão de saber que [Ele é] Jeová”. — Eze. 38:16-23.
“Não te
deves esquecer”
“E tem
de suceder que, quando Jeová, teu Deus, te tiver dado descanso de todos os teus
inimigos . . . Não te deves esquecer.” — Deu. 25:19.
1. De
que incidente grave se devia lembrar Israel?
EM 1513
A.E.C., depois de as doze tribos de Israel terem partido do Egito,
aconteceu-lhes um incidente muito grave. Tratava-se de uma ação não provocada e
muito desamistosa, bem como desnecessária da parte do povo de Amaleque. Foi por
isso que o profeta Moisés disse a Israel: “Deve ser lembrado o que Amaleque te
fez no caminho, quando saístes do Egito, como te foi ao encontro no caminho e
passou a golpear na tua retaguarda todos os que vinham atrás de ti, enquanto
estavas exausto e fatigado; e ele não temeu a Deus. E tem de suceder que,
quando Jeová, teu Deus, te tiver dado descanso de todos os teus inimigos ao
redor, na terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança para tomares posse dela,
deves extinguir a menção de Amaleque debaixo dos céus. Não te deves esquecer.”
— Deu. 25:17-19.
2. Quem
eram os amalequitas, e por isso, por que não era de se admirar que odiassem o
povo de Israel?
2 Quem
eram esses amalequitas que golpearam os exaustos e os fatigados? Quem eram
estas pessoas que não temiam a Deus? Amaleque era o neto de Esaú. Pudera! Esaú
foi aquele que vendeu sua primogenitura ao seu irmão Jacó. De modo que os
descendentes de Amaleque estavam decididos a perpetuar o ódio que Esaú tinha ao
seu irmão Jacó, mais de três séculos depois. Por isso lançaram este ataque não
provocado contra os descendentes de Jacó. Por causa desta ação pérfida, Jeová
decretou que fossem exterminados, o que significava, por fim, a extinção dos
amalequitas.
3, 4.
(a) Que disse Samuel, o profeta de Deus, ao Rei Saul de Israel, que este devia
fazer a Amaleque? (b) O que foi que fez o Rei Saul? (c) Quem mais teve tratos
com os amalequitas, e quando se cumpriu finalmente para com eles a palavra de
Jeová?
3
Durante o período dos juízes da nação de Israel, os amalequitas continuaram a
ser adversários de Israel e a participar com outras nações em ataques contra
Israel. (Juí. 3:12, 13; 6:1-3, 33; 7:12; 10:12) Cerca de quatro séculos depois
de os israelitas saírem do Egito, Samuel, o profeta de Deus, disse ao Rei Saul:
“Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Tenho de ajustar contas pelo que Amaleque
fez a Israel quando se opôs a ele no caminho enquanto subia do Egito. Agora
vai, e tens de golpear Amaleque e devotá-lo à destruição, junto com tudo o que
ele tem, e não deves ter compaixão dele, e tens de entregá-los à morte, tanto o
homem como a mulher, tanto a criança como o bebê, tanto o touro como o ovídeo,
tanto o camelo como o jumento.’” (1 Sam. 15:2, 3) Jeová não se esquecera!
4 O Rei
Saul golpeou os amalequitas “desde Havilá até Sur”. Mas, Saul transgrediu as
ordens de Jeová e poupou o Rei Agague. O relato diz que “Saul, e o povo, teve
compaixão de Agague”. No entanto, de Deus não se mofa, pois “Samuel foi
retalhar Agague perante Jeová em Gilgal”. (1 Sam. 15:2-33) Mas, este não foi o
extermínio completo dos amalequitas. No tempo do Rei Davi, faziam-se incursões
contra os amalequitas. Foi só séculos depois, durante o reinado de Ezequias,
que “alguns dos filhos de Simeão” golpearam os amalequitas remanescentes. (1
Crô. 4:42, 43) Finalmente, no quinto século A. E. C., Hamã, o agagita, e sua
família foram eliminados por sua tentativa de exterminar o judeu Mordecai e seu
povo. Assim se cumpriu completamente a ordem: “Não te deves esquecer” do que os
amalequitas fizeram aos filhos e às filhas de Jacó.
3- ESCUTE
5. (a)
Era só da ordem concernente aos amalequitas que os israelitas não se deviam
esquecer? (b) Pode alguém, hoje em dia, negligenciar as ordens de Jeová e ainda
assim ter a Sua bênção?
5 Este
relato bíblico é apenas um caso em que se destaca este assunto importante de
não se esquecer do que Deus disse. Havia muitas outras coisas importantes de
que os filhos de Israel não se deviam esquecer, especialmente de que eram a
nação de Jeová, a sua herança. (Sal. 33:12) Mas, por fim, eles se esqueceram, e
a nação inteira de Israel foi excluída do favor de Deus. Em vista do que
aconteceu aos israelitas há alguns séculos atrás, não é mais importante que as
pessoas hoje em dia não se esqueçam das decisões judiciais e dos ensinos de
Deus, se quiserem ‘herdar a terra’? (Mat. 5:5) Moisés disse: “Escuta os
regulamentos e as decisões judiciais que vos ensino a cumprir, para que vivais
e deveras entreis e tomeis posse da terra que Jeová, o Deus de vossos
antepassados, vos dá. Nada deveis acrescentar à palavra que vos ordeno e nada
deveis tirar dela, para guardar os mandamentos de Jeová, vosso Deus, que vos
ordeno.” (Deu. 4:1, 2) Ninguém, nem você, leitor, nem o clero da cristandade,
tem qualquer direito de alterar a Palavra de Deus, de rejeitar partes dela ou
de lhe acrescentar algo, pensando ter mais sabedoria e conhecimento do que o
próprio Autor da Bíblia. Se os israelitas quisessem viver como indivíduos e
como nação, precisavam guardar os mandamentos de Jeová, seu Deus. Os cristãos,
hoje em dia, não estão em situação diferente. Quando Deus fala, os cristãos
devem escutar! A maioria das pessoas, porém, gostaria de esquecer-se de Deus,
desconsiderar suas declarações e seus ensinos e viver em harmonia com os seus
próprios desejos.
6. Como
sabemos que Jeová está muito interessado na humanidade?
6 Não
importa o que os homens pensem, o grande Deus do universo ainda está muito
interessado na sua criação. De fato, ‘Deus amou tanto a humanidade, que deu seu
Filho unigênito para salvá-la (não para destruí-la) e para que tivesse vida
eterna’. (João 3:16) Quando o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio à terra, ele
estudou as Escrituras Sagradas. Citou passagens delas para provar seu ensino.
Quanto à sua maneira de falar, ele disse: “Não falo da minha própria
iniciativa.” (João 14:10) Ele lia a Palavra de Deus, cria nela e falava dela. Jeová
procurou incutir esta mesma coisa nos israelitas muito antes de enviar seu
Filho ao mundo. Mas, nem todos escutaram. O seguinte é o que Deus disse:
“Apenas guarda-te e cuida bem da tua alma, para que não te esqueças das coisas
que teus olhos viram e para que não se afastem de teu coração todos os dias da
tua vida; e tens de dá-los a conhecer a teus filhos e a teus netos.” — Deu.
4:9.
7. (a)
Como pode alguém cuidar da sua vida e da vida de seus filhos? (b) Que medidas
tomaram os israelitas para preservar a sua vida, enquanto no Egito?
7
Quando alguém quer cuidar bem da sua alma, significa que vai cuidar bem da sua
vida. Sua alma é a sua pessoa. Nenhum de nós devemos esquecer-nos das coisas
que os nossos olhos viram, e devemos atentar às coisas que Jeová diz na sua
Palavra escrita. Fazendo isso, cuidaremos bem de nossa vida. Darmos ouvidos e
não nos esquecermos, nunca deixando as declarações de Deus afastar-se de nosso
coração, todos os dias de nossa vida, torna possível que ajudemos os nossos filhos
e netos. Eles também precisam saber o que Deus disse e fez. O que foi que Deus
fez? O seguinte: Israel se tornara um povo numeroso. Após a morte de José,
tornaram-se escravos no Egito. Jeová, pelo seu poder, os libertou da opressão
de Faraó. No entanto, antes de vir a liberdade, sobrevieram ao Egito as pragas
de Deus, uma após outra. Daí, antes de sobrevir a décima praga, Moisés disse a
todos os filhos de Israel que se preparassem para o seu livramento e a sua
marcha para fora do Egito. Obter esta liberdade concedida por Deus não exigia
grandes preparativos da parte dos israelitas, mas exigia fé. Toda família
israelita devia matar um cordeiro, pegar o sangue dele e aspergi-lo sobre as
ombreiras e as vêrgas das portas dos seus lares; e então assar o cordeiro,
ficar dentro de casa e comê-lo. Estas instruções não seriam difíceis de seguir,
não é verdade? Por este ato de fé, por simplesmente fazerem o que Jeová disse,
o anjo de Jeová passou por alto os filhos de Israel, mas o anjo de Deus trouxe
a morte a todos os primogênitos egípcios, tanto de homem como de animal. Que
noite de lamento e de uivo foi aquela para os egípcios! Mas, que noite de
regozijo nos lares dos israelitas! Todos eles estavam vivos e começaram logo a
sua marcha para o Mar Vermelho e através dele, seguindo a Moisés, que os
conduziu para fora da terra do Egito e em direção à terra prometida. Acha que
tais eventos mereciam ser lembrados e dados a conhecer aos seus filhos e aos
seus netos, de geração em geração?
8. Como
chegariam os filhos e netos, nas gerações futuras, a saber do livramento de
Israel do Egito causado por Jeová, dando origem a que pergunta pessoal,
oportuna?
8 Sobre
este dia de libertação, com todas as suas emoções, os pais haviam de falar aos
seus filhos e netos pelas gerações futuras. “Não te esqueças das coisas que
teus olhos viram”, dissera Deus. Tinham de falar deste evento ano após ano, no
dia da Páscoa, bem como em outras ocasiões. Seu livramento da escravidão não
era mito. Não era apenas uma estória para divertir as crianças. Fora um ato de
Jeová! Era realidade! Era história verídica! Homens e mulheres a viveram, e,
para que se pudessem guardar e cuidar bem da sua alma, não deviam esquecer-se
de contar estas verdades aos seus filhos e netos. Quantos eventos bíblicos históricos
está contando repetidas vezes aos seus filhos?
9.
Visto que Israel se esquecera prontamente dos atos de Deus, qual veio a ser a
sorte do povo logo depois de sair do Egito?
9 Mas,
quão depressa as pessoas se esquecem! Não muito tempo depois, enquanto estavam
no ermo de Parã, Moisés enviou doze espias à terra prometida para inspecionar a
situação. Dez espias voltaram amedrontados e instaram: Voltem ao Egito. Lá
podiam obter novamente alho e melancias. (Núm. 11:5) Dois dos doze espias,
Josué e Calebe, se agradaram do que viram e aconselharam ao povo: “Subamos
logo” à terra que manava leite e mel. (Núm. 13:27-30) O povo, porém, deu
ouvidos aos dez espias temerosos, esquecendo-se do maravilhoso livramento que
Deus lhes dera no Egito. Pela falta de fé, passaram quarenta anos longos no
ermo, até que se extinguira a geração mais antiga. Os filhos da nova geração,
que ouviram falar do livramento de seus pais ou avós, estavam agora prontos
para avançar para a terra da promessa, sob a direção de Jeová.
10. Apesar
do esquecimento de Israel, como lidou Jeová com eles, e por quê?
10
Embora muitas das famílias de Israel se esquecessem prontamente da salvação que
Jeová lhes dera, Deus é que não se esquecera. “Pois Jeová, teu Deus, é um Deus
misericordioso. Não te desamparará, nem te arruinará, nem se esquecerá do pacto
dos teus antepassados, que lhes jurou.” (Deu. 4:31) Séculos antes disso, Jeová
dissera a Abraão, Isaque e Jacó que lhes daria esta terra e que, através da
descendência de Abraão, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Esta nova
geração tinha fé, e Jeová deu-lhes numerosos bons êxitos. Mas, Deus os avisou
novamente de que não se esquecessem.
11. Que
bênçãos haviam de derramar-se sobre Israel em vista da promessa de Deus, e que
problemas apresentaria isso?
11
Jeová Deus conduziu Israel à terra que a Bíblia descreve como tendo sido
semelhante ao jardim do Éden. Haviam de ter casas em que morar, não construídas
por eles. Haviam de beber água fresca de cisternas que não haviam escavado.
Haviam de comer uvas de vinhedos e azeitonas de oliveira que nunca plantaram.
Como influiria neles tal prosperidade e luxo? Será que esta nova geração, que
recebia todas estas coisas na terra prometida, também se esqueceria de Jeová?
Tornar-se-ia farta e se esqueceria de Deus?
12.
Como avisou Jeová a Israel sobre os perigos da terra da promessa e das suas
coisas boas?
12
Escute o aviso que Jeová deu aos filhos de Israel: “E tem de suceder que,
quando Jeová, teu Deus, te introduzir na terra de que jurou aos teus antepassados,
Abraão, Isaque e Jacó, que ta havia de dar, cidades grandes e de bom aspecto,
que não construíste, e casas cheias de todas as coisas boas e que não encheste,
e cisternas escavadas que não escavaste, vinhedos e oliveiras que não
plantaste, e tiveres comido e te tiveres fartado, guarda-te para que não te
esqueças de Jeová que te fez sair da terra do Egito, da casa dos escravos.”
(Deu. 6:10-12) Quantas pessoas são esquecediças assim hoje em dia? Ficam
prósperas, têm tudo o que querem em sentido material, mas perdem toda a sua
espiritualidade e todo o seu interesse em Jeová, seu Deus!
4 - A
HUMANIDADE SE ESQUECE
13. De
que se esquece de muitas pessoas mesmo agora a respeito das provisões de Deus?
13
Jeová sabia que a humanidade se esqueceria. Foi por isso que ele deu o aviso.
Mas, quantos deram atenção aos avisos de Jeová? A muitos nunca ocorre que é
Jeová Deus quem faz o sol brilhar sobre os bons e sobre os maus, que ele faz a
chuva cair sobre os justos e os injustos; que Jeová nos deu o ar que
respiramos, que proveu a vegetação que comemos; que ele fez a terra e o mar, as
montanhas e os vales com correntes de água fresca. Estas coisas estavam todas
aqui quando viemos a existir na terra, mas, quantas vezes as têm agradecido ao
Criador? Temos uma grande variedade de alimento, de abrigo, em casas de pedra,
de madeira e de outros materiais tirados da terra. Temos roupa de algodão, lã e
seda. Não há fim das coisas que Jeová provê. Ele deu tudo isso à humanidade. Já
comeu e também se fartou? Então se guarde, para que não se esqueça de Jeová.
14, 15.
Apresente o significado primário da palavra “esquecer(-se)”, e delineie as
perguntas que surgem sobre o esquecimento das pessoas hoje em dia.
14
Alguém talvez diga: ‘Ora, talvez nos esqueçamos momentaneamente’, mas, é este o
sentido primário da palavra “esquecer-se”? Segundo o Dicionário de Webster (em
inglês), o primeiro significado de “esquecer(-se)” é: “Perder a lembrança de;
deixar sair da memória; não se poder lembrar ou recordar; . . . perder a
faculdade ou o uso de; deixar de fazer.” Este é o significado de “esquecer-se”
usado nos textos citados, isto é, deixar sair completamente da lembrança ou
memória as coisas que anteriormente se estabeleceram de modo tão claro ali.
15
Quantas pessoas, acha, esqueceram-se de Deus atualmente, não conseguindo
lembrar-se dele, de quem ele é e do que ele fez? Quantas pessoas, acha, adoram
realmente o grande Deus do universo, o Dador de todo presente bom e perfeito?
Quantos, acha, são os que realmente crêem que Deus amou a humanidade tanto, que
enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que o homem pudesse obter vida
eterna? Acha que a maioria da população da cristandade se esqueceu de Deus, de
suas leis e do que mandou os cristãos fazer? Já se esqueceu também disso?
16. (a)
Apresente outro significado, menos sério, da palavra “esquecer”. (b) Qual é a
relação entre o artigo citado do Times de Nova Iorque e o esquecimento?
16
Naturalmente, há um segundo significado da palavra “esquecer”, a saber: “Omitir
ou desconsiderar inintencionalmente; descuidar-se”, deixar de levar, trazer,
falar de ou notar. Verificamos que tal espécie de esquecimento ocorre todos os
dias em casa. A esposa talvez peça a seu marido: ‘Hoje de noite, ao voltar para
casa, depois do trabalho, por favor, compre pão?’ Ele se esquece. Não faz isso
intencionalmente, porque, ao retornar ao lar, ou tem de ir buscá-lo na padaria
ou tem de passar sem pão no jantar. Às vezes nos esquecemos de tais pequenas
coisas na vida, mas podemos corrigir isso e fazê-las. Mas, o que tem feito
quanto à religião verdadeira? Dá-se no seu caso o mesmo que foi publicado na
primeira página do jornal Times de Nova Iorque, no domingo, 15 de setembro de
1968? A manchete de quatro colunas rezava “Apatia Pública Cria Crise na Igreja
Anglicana.” A reportagem fora escrita por um Senhor Edward B. Fiske, e o artigo
começava assim: “LONDRES — A igreja é como um bar. Vai-se à cidade, e lá está
ela, e talvez entre nela ou talvez não entre nela. Eu, pessoalmente, não entro.
O orador era James Cavenaugh.” Um pouco mais adiante no artigo, o Sr. Fiske
disse: “A freqüência à igreja tem diminuído ao ponto em que apenas oito em cada
cem pessoas batizadas cultuam na Páscoa.” Diria que 92 por cento das pessoas
naquele país se esqueceram de Deus? Que dizer dos demais da cristandade? Estão
superlotados os seus centros religiosos? Sabe que a resposta é um não, e isso
se dá porque as pessoas se esqueceram de Deus! Deixaram sair da memória as coisas
que sabiam sobre Deus, se é que alguma vez souberam Dele ou leram sobre Ele na
sua vida. De fato, ensinou-se a muitos que Deus está morto, e ensinou-se a
quase todos os demais que aquilo que está escrito nas Escrituras Sagradas, a
Bíblia, não passa de mito. Não têm incentivo nem ajuda da parte do clero, nem
dos seus anciãos, para se lembrar. Por isso se esquecem de Deus.
17. (a)
Para quem ou para que se voltou a adoração de muitos? (b) Que perguntas
precisam ser respondidas em vista da adoração pervertida do homem?
17
Religião, alguma forma de adoração, é algo em que todo o mundo está envolvido
de uma maneira ou de outra. A tendência natural do homem é adorar algo. As
pessoas que chamamos de “pagãs” têm deuses que adoram. Alguns adoram o
dinheiro, outros os astros do cinema, políticos, regentes e até mesmo a si
mesmos. Talvez adorem alguma imagem ou algo ilusório, tal como o nirvana, por
exemplo. Mas, vamos dar uma segunda olhada na cristandade, já que estamos
tratando do assunto, e perguntemos seriamente: Que tem feito a religião da
cristandade pela humanidade? Fez ela que as nações e seu povo se tornassem
moral e espiritualmente melhores? Fez que se tornassem pacíficos? Amam-se uns
aos outros agora mais do que há cinqüenta anos ou quinhentos anos atrás? Trouxe
a cristandade “glória a Deus . . . e na terra paz entre homens de boa vontade”?
(Luc. 2:14) Por que não? Porque a humanidade, seus sacerdotes religiosos e seu
clero se esqueceram de Deus, se desfizeram de sua Palavra e rejeitaram o reino
de Jeová por seu Filho Cristo Jesus. Jesus disse claramente: “Este povo
honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim. É em vão que
persistem em adorar-me, porque ensinam por doutrinas os mandados de homens.”
(Mat. 15:8, 9) As religiões falsas não lhe estão ensinando a Palavra de Deus,
mas lhe estão ensinando a sua própria doutrina. Escute a Deus, pois ele lhe diz
agora: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus
pecados.” (Rev. 18:4) A cristandade e todo o império mundial da religião falsa
estão condenados!
[Foto
na página 293]
Moisés
lembrou a Israel que não se devia esquecer de que Amaleque desafiara a Deus por
atacar seu povo.
B.jpg)

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