domingo, 4 de agosto de 2019

UM PAÍS DE GÊNIOS -BURRO 02




O Brasil é um país de gênios. Aqui não há burros. Na cara dura, um estudante diz para o professor que Hitler era um homem de esquerda, uma vez que o partido dele se chamava “Nacional-Socialista”. O professor explica para ele que o partido do Maluf se chama “Partido Progressista”, mas se há um adjetivo que não cabe para Maluf é o de “progressista”. Maluf é nitidamente um conservador. O aluno não consegue entender a explicação do professor. Ele não entende de modo algum que “direita” e “esquerda” fazem parte de uma
terminologia nascida da Assembleia francesa em tempos pré-revolucionários, para determinar respectivamente “conservadores” e “não-conservadores”. Apesar disso, de não conseguir entender algo assim fácil, esse aluno continua um gênio. Ele não pode ser chamado de burro pelo professor. Ele é, como Waldirene, “inteligência pura”.
Futura Press
"Chamamos alguém de burro exatamente quando empaca, quando não move sua posição mesmo após várias explicações"
É estranho que um país como o nosso, lotado de gênios em todos os cantos, sem nenhum burro, esteja sempre nos últimos lugares dos rankings internacionais de educação. Penso que deve ser falta de sorte. Talvez, nos dias de exames, os brasileiros escolhidos para tal estejam sempre ficando um pouco nervosos. Só pode ser isso.
No mundo todo há burros. No Brasil, não há. O estudante que afirma que Hitler não era de direita pode chegar a se formar em qualquer escola brasileira, talvez até mesmo possa terminar uma faculdade! Ele almoça e janta espigas de milho e ele nitidamente zurra. Mas burro, ele não é. Ninguém é burro, no máximo trata-se de alguém que “não teve chance”.

Mas, afinal, o que é ser burro?
O burro é um animal nada burro. Mas ele empaca, e quando empaca é famosa a sua teimosia de não ir adiante por nada. Essa sua característica foi colhida de modo a chamar de burro o ser humano que empaca no pensamento.
Chamamos alguém de burro exatamente quando empaca, quando não move sua posição mesmo após várias explicações. Ele não acompanha as explicações. Em geral, não as acompanha porque odeia mudar de opinião se tiver que adotar algo que não gosta. Sua tendência para acompanhar um guru, que vomita frases dogmáticas em sua cabeça, é enorme. Todavia, se ao menos acompanhasse alguém inteligente, isso não seria tão ruim para ele próprio e os outros. Mas o guru de um burro é sempre também burro. O guru é tão teimoso quanto o seu seguidor.
O filósofo alemão Theodor Adorno dizia que a burrice é uma cicatriz. Exato: não se move uma cicatriz. Trata-se de uma marca na carne que não sai do lugar e que se torna rapidamente uma característica pessoal.
Em geral a burrice é alimentada pela falta de socialização. Por isso o chamado autodidatismo gera muitos burros. O autodidata se orgulha de aprender por si mesmo. Ele escuta um guru ou lê um livro - solitariamente. Ele não percebe que esse aprendizado não é efetivamente aprendizado, e que isso é o que faz dele um burro. Quem não conversa não é contrariado e, portanto, tende a ter menos dúvidas, e não exercita a capacidade de formular novas hipóteses para um mesmo problema. A escola e o professor são os elementos de contrariedade. Fazem-nos errar. Criam obstáculos que nos obrigam a pensar de modo diferente. Movemo-nos no pensamento quando estamos nesse ambiente adrede preparado para nos contrariar. Não podemos empacar diante das objeções que colocam. Tudo isso corresponde à situação de aprendizado, completamente longe do autodidatismo. O autodidata lê e pensa que aprendeu. Não muda mais. Fica empacado se, um dia, for contrariado. Torna-se burro, em boa medida, por falta de socialização.
Os burros autodidatas gostam de apontar para gênios que foram autodidatas. Mas, quando examinamos a vida desses gênios, descobrimos logo que eles procuraram outras pessoas para colocar suas ideias no banco de provas. Não foram autodidatas. Não passaram por escola, mas montaram círculos pessoais que fizeram o papel de escola. O burro não entende isso porque o mecanismo pelo qual ele se tornou o que é, ou seja, burro, é exatamente o oposto disso. Ele ficou isolado e gostou de dar ordens para o mundo, como uma criança mimadinha.
O burro é engraçado. Porque essa solidão o transforma de burro em paranoico. Ele não aprende o modo que a sociedade se desenvolve e sempre acha que há grandes conspirações para tomar o poder de estado. Ele se torna, também, megalomaníaco. Imagina-se um predestinado que irá salvar o mundo desses mecanismos conspiratórios. O burro às vezes posa facilmente de louco.
Quanto mais burro e mais louco, mais atrai burro e louco. Em todas as sociedades há esse tipo de gente. Felizmente, no Brasil não temos burros.
*Paulo Ghiraldelli, 56, filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ

 

CHAMAR ALGUÉM DE BURRO?


O filósofo Muzitano conseguiu de uma maneira bem simples descrever o perfil arrogante daquela pessoa que chama outra de "burro".


Ontem, um colega nosso colocou um tópico aqui, cujo objetivo me pareceu ser um apelo à criatividade - divertido e sem compromisso, mas outro membro não entendeu e o chamou literalmente de "burro".

Isso não me saiu da cabeça e fiquei pensando:

Onde está escrito que só porque uma pessoa não concorda com o que a outra diz, lhe dá o direito de rotulá-la de burra?

Afinal, tudo se trata de uma questão ideológica, o que eu acredito pode não ser o que o outro acredita e vice versa.

Por essa lógica, inteligentes seriam as pessoas que concordam umas com as outras, sem defenderem suas próprias ideias e sem se proporem a um debate?

Citando aqui o gênio Albert Einstein: "A única coisa de que tenho certeza, é da singularidade do indivíduo."

Penso que não somos um exército de marionetes, seguindo os mesmos passos e defendendo as mesmas coisas. Somos seres raros e únicos, todos temos um lado bom e um lado ruim.

Rotular as pessoas com o intuito de humilhá-las, só faz despertar o lado ruim delas. É bom pensar nisso antes de classificá-la de burra...


 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O REI LEÃO!


Simba. (Foto: Divulgação / Disney)


Painéis de Dionê
Você já assistiu ao novo “O Rei Leão”? Recomendo que vá assistir com seus filhos e depois converse com eles! Estreou nesta semana, e já está fazendo sucesso no mundo todo, inclusive no Brasil.
O remake do grande sucesso da Disney Pictures de 1994 promete um novo sucesso de público e bilheteria. Já arrecadou mais de US$ 600 milhões na primeira semana.
Fãs da animação original e suas sequências aprovaram o design realista do novo filme. A narrativa evoluiu de várias formas e a saga animada ganha sua quarta versão: O Rei Leão (1994), O Rei Leão 2: O Reino de Simba (1998), O Rei Leão 3: Hakuna Matata (2004). A nova edição, unindo a animação com o realismo da natureza e animais, está levando milhares ao cinema novamente.
Em alguns aspectos, a nova versão de O Rei Leão superou o original. Em outros, o filme de 1994 continua vitorioso, segundo alguns críticos e fãs, apesar de que é difícil agradar a todos quando se trata de um clássico. O original foi o 32º longa de animação da Disney, custou US$ 45 milhões, faturou nada menos que quase US$ 1 bilhão e ganhou dois Oscars. É difícil para um animal realista passar emoção para o público, por isso, grande parte das cenas do filme parece apática.
Na animação, era possível saber exatamente o que cada momento significava pelas expressões dos animais. O enredo é simples: “Traído por seu tio, Scar e exilado de seu reino, o leãozinho Simba precisa descobrir como crescer e retomar seu destino como herdeiro real nas planícies da savana africana.”
O Rei Leão. (Foto: Divulgação / Disney)
Nesta semana fui assistir com parte da minha família ao novo filme, o que mais me chamou atenção foram os diálogos gerados no encontro nas terras do exílio entre Simba com a leoa Nala, e em sequência o encontro com o macaco Rafiki, uma espécie de “profeta” da savana.
Neste encontro, Simba foge e quer continuar vivendo no seu novo mundo, ignorando e fugindo da sua realidade e de sua verdadeira identidade. Nala o confronta pedindo para ele voltar para a savana e assim, derrubar Scar que usurpara o seu trono e assumir o reino que lhe pertencia.
Mas, Simba não tem forças, até que aparece Rafiki e afirma que ele é filho de Mufasa, e que seu pai vive dentro dele. E assim, Simba consegue acordar do hipnotismo da filosofia “Hakuna Matata” de esquecer e fugir dos problemas! Agora Simba sabe que ele reflete nele o Rei, o seu pai, então todos os problemas ele pode encarar e resolver!
Não estou aqui fazendo nenhum endosso ou apologia à doutrina da reencarnação que a fé espiritualista seguida por muitos e que se afirma ser cristã. Não creio assim. Apenas observo o peso da palavra de liberdade e superação dada pelo personagem sobre o fato de que Simba era a continuação do legado e do reino de seu pai. Fortalecido por esta verdade, o jovem leão encontra forças para refazer o seu caminho e lutar por seu destino.
Rafiki. (Foto: Divulgação / Disney)
O diálogo trouxe uma palavra muito forte, algo libertador e empoderador na vida do espectador, a questão da filiação e da paternidade bem resolvidas. Muitos estão dando cabeçadas na vida porque estão se deixando levar pelo espírito de orfandade que ainda está preso em sua alma. Após o diálogo, Simba entende de fato de quem é filho, e assim, encontra forças para voltar a savana com Nala e lutar por seu trono e pelo governo de seu povo.
De fato, todos precisam desta questão bem resolvida em suas vidas e mentes, para serem pessoas fortes e encontrarem o destino dado por Deus. Também acredito que todo ser humano precisa ter uma questão de paternidade bem resolvida em sua vida – mesmo para uma pessoa como eu, que ficou órfão de pai aos 8 meses de idade devido a um trágico acidente de ônibus que ceifou a vida de meu pai aos 40 anos de idade.
Eu não convivi com meu pai biológico, mas meus irmãos mais velhos e pastores que tive em minha vida me ajudaram a superar esta realidade que foi vencida, sobretudo, pela adoção de Deus como meu Pai.
Aceitei a oferta de Jesus, quando Ele nos ofereceu o seu Pai para ser o nosso. Foi o que Ele nos ensinou em sua oração mais famosa, “Pai nosso…”. O Pai era Dele, mas Ele decidiu compartilhá-Lo com todos nós, nos convidou à família e nos incluiu. Deus não é apenas Senhor, ele é Pai de todos os que o veem assim. Porém, muitas pessoas, inclusive cristãos, não conseguem ver Deus como Pai, talvez porque tiveram uma referência ruim de pais biológicos, alguns ausentes, irresponsáveis, abusadores, violentos, entre outros.
Com isso, geram um bloqueio com a figura paterna e só conseguem ver em Deus uma espécie de “Zeus” grego, que vive distante no Olimpo e que não tem um relacionamento paternal e pessoal com Seus filhos.
Deus é um bom Pai, um Pai fiel e amoroso com os Seus filhos. Você precisa acreditar nessa verdade e aceitar o convite de Deus: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12).
O segredo da libertação e superação de Simba, pode ser o seu também, defina sua identidade de filho, e não permita que vozes de “fantasmas” do seu passado guie e determine sua história de vida no seu presente, você é o que a Bíblia diz que você é, e você é um filho amado de Deus. A escassez da orfandade só vai enfraquecê-lo, levando aos gritos e atos de rebeldia.
Escolha ser filho de Deus e desfrute da paternidade do bom Pai do Céu que lhe ama e tem uma herança real para sua vida. Lembro-me de Moisés, que até os 40 anos de idade, vivia no palácio de faraó como um egípcio, mas ele não era um deles: “Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo” (Hebreus 11:24-25).
Certo dia, Moisés entendeu que ele não pertencia aquele lugar. Ele preferiu pagar o preço do deserto do que viver uma vida de mentira no palácio; ele entendeu a verdade e decidiu pagar o preço da vida livre e verdadeira. Ele era um filho de Israel e não poderia viver uma vida de luxo no paganismo no Egito.
Sobre este assunto recomendo a obra de Fabiano Ribeiro, Paternidade Bem Resolvida da Editora Inspire, prefaciado por mim, uma bela obra sobre como resolver o dilema da falta de paternidade espiritual sobre sua vida.
Encontre Deus como seu Pai, e seja o que Ele o chamou para ser, um poderoso, bem resolvido e amado filho Dele.

Carlito Paes, pastor Batista, Palestrante e Escritor. Bacharel e Mestre em Teologia, Pastor Líder da Igreja da Cidade em S. J. dos Campos-SP. Fundador da Rede de Igrejas da Cidade e da Rede Inspire de Igrejas, autor de 26 livros públicados pelas Editoras Vida e Inspire e fundador de diversas organizações ministeriais como Colégio Inspire! Escreve semanalmente para o Jornal O Vale e para o Gospel Prime, casado com Leila Paes, pastora e psicóloga, vivem em SJC desde de 1997 com 4 filhos!


NÃO ENTENDO!



  NÃO ENTENDO! 
 

1 Triste é  ler que grandes jogadores são  promíscuos.

2 Todos sabem mas vendem-se. Que o dinheiro gasto com prostitutas, deveria ter outro,
            objetivo principal.
Não  estudam. Não  crescem.
Energias gastas,  corpo cansado mente ligada aos  desejos carnais.

2 Prostituição  é  profissão.
Loiras, negras,  homem ou mulher, rejeitam o que a Bíblia ensina.

3 Políticos vendendo à  alma ao poder. Poder gera dinheiro.
Dinheiro compra as consciências.
Nada enxergam.  Mortos vivos.

4 Igrejas, pastores e cantores.
Uma vergonha! Mentiras,
Pregam e não seguem.
Distorcem a Palavra.
Comércio  vantajoso.

5 Flordelis - Justiça frouxa.
Enterrar sem autópsia?
30 filhos nada viram?
Se fossem religiosos,  fizeram pacto,
com o diabo.
Ninguém  é  inocente.
Ninguém  ouviu. Viu. Colaborou.  Santos de barro.
E também  as congregações.
Calaram. Os eleitores calaram.
A justiça  amarrada pelos políticos e advogados.

6 Bolsonaro- fala muito e filhos.
Ninguém  é  amigo.
Querem a queda. PT não  está  só. Soltar Lula?  E a Graça  Foster?  Dilma? Renan, Greice,
Partidos, repartidos. Não se somam. Desagregam-se.
O poder maldito entalado nas gargantas dos falsos cristãos.
Abraços. Feche a boca.
Faça  tudo e divulgue.
Não  exponha sua esposa.
Mil olhos dentro e fora do Brasil.
Prisão  de Green, e ajudadores.

7 Num país onde os pais apresentam as filhas,  pelo traseiro grande, (de costas)
Os  filhos  com o sogro,
A neta com o tio.
A maconha oferecida.
Medem o órgão  genital relação dupla, tripla, etc.
E  o tempo que pode durar,
Eu nasci no planeta errado.
Aqui não  posso ficar.
            Sodoma  chegou e irá ficar. Não restará nenhum.
Fortunas ficarão... Nem herdeiros terão!

Dionê Machado
Agosto de 2019.









VÍDEOS...+03