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: Em vez de desfilar seu medo e desapontamento pela extensão das manifestações de ontem em forma de hipócrito zelo pelas medidas de isolamento social, melhor faria a grande imprensa se procurasse entender por que as pessoas foram às ruas neste 1° de maio com risco da própria segurança pessoal.
Sim, houve risco devido à excessiva proximidade entre as pessoas, ainda que o evento tenha sido ao ar livre, o que diminui bastante a possibilidade de contaminação. Tenho certeza de que a maioria ali na Paulista e outros lugares pelo Brasil sabia bem que algum perigo havia.
E não obstante, o medo foi menor do que o desespero. Sem mais nenhuma fé nas instituições, sem mais representação legislativa legítima, sem outro canal de expressão que não a própria voz somada às vozes de outros igualmente reduzidos às próprias forças, o brasileiro que ainda mantém intacta a sua dignidade vestiu verde e amarelo e se fez ouvir.
Se alguém ali ficar doente por ter ido à rua gritar a sua frustração, a culpa será toda de quem o obrigou a isso, a canalhada que todos conhecemos, bem abrigada e bem protegida na cadavérica arquitetura de palácios brasilienses e apartamentos luxuosos que nós pagamos, de onde ofendem diuturnamente a decência, a honestidade, a liberdade e a democracia.
Todo animal acuado, ainda que enfraquecido, ataca.:IVERMECTINA RESOLVE...(Eu).
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O DIA DO TRABALHO MAIS BONITO DO MUNDO*02
De:
*_Carlos Roberto Trannin_*
01 de Maio de 2021, dia do Trabalho, foi um feriado histórico no Brasil porque foi diferente de todos os dias primeiro de maio do passado.
Neste dia, em mais de mil cidades brasileiras, em grandes capitais e pequenas cidades, pequenos grupos ou grandes multidões se reuniram em uma manifestação espontânea, democrática, genuinamente cívica.
Pela primeira vez não havia bandeiras vermelhas, não havia cantores populares pagos com cachês fabulosos, não havia ônibus fretados com dinheiro de sindicatos, nem distribuição de alimentos ou kit de camisetas e bonés distribuídos com dinheiro de contribuição sindical compulsória.
Não havia discurso de lutas de classes, nem líderes marxistas fazendo discursos inflamados, nem coletivos, nem lutas identitárias, todos éramos um.
Havia jovens, idosos, crianças, casais com carrinhos de bebês, vestindo as cores nacionais, verde e amarelo. Todos vieram espontaneamente e pagaram suas próprias despesas.
O país, o estado, o município não gastou um centavo do dinheiro público. Não houve depredações e não se jogou lixo nas ruas.
Não era preciso a polícia, e quando existia, em geral era aplaudida. Não houve confronto nem mesmo em Fortaleza onde a polícia, obedecendo ordens opressivas e ditatoriais ordenou que fossem retiradas de todos os carros as bandeiras de nosso País, o pavilhão nacional. Que absurdo, que loucura, que ultraje.
Em grandes e pequenas cidades milhares de milhares de brasileiros saíram às ruas no mais lindo, mais cívico e mais bonito primeiro de maio do mundo, um primeiro de maio para cantar o Hino Nacional, para orar, para apoiar o Brasil e o Presidente da República.
Havia um senso maravilhoso de pertencimento, de amor ao Brasil. Havia uma coisa muito especial também: havia alegria, enorme, que se pudesse eu engarrafafa e distribuía de graça para todas as pessoas, só para mostrar às pessoas como foi bom estar lá.
Quando acabou não queríamos ir embora. As pessoas ficavam na praça, conversando. As cores verde e amarela e as músicas criavam uma atmosfera cívica, alegre. Vários carros que passavam buzinavam em sinal de apoio.
Pelo caminho voltávamos cheio de orgulho, de alegria, com o senso de missão cumprida, com o sentimento de que não estamos sós, de que há milhões de brasileiros em milhares de cidades do Brasil que pensam como a gente pensa, que dividem o mesmo sentimento, o mesmo amor à pátria, a mesma inconformidade com os movimentos esquerdistas.
Um dia como o de hoje nos lembra que o Brasil não é esse Brasil da televisão, esse Brasil dos jornais e dos discursos e narrativas ideológicas deprimentes, vazias e cansativas.
O Brasil é muito mais que isso, nos campos, nas fábricas, nas igrejas, nas vidas familiares, pessoas que lutam, que trabalham, que amam esta nação.
Esse primeiro de maio foi histórico, não foi dos sindicatos esquerdistas, dos movimentos socialistas, das bandeiras vermelhas, mas do povo brasileiro, foi o Dia do Trabalho mais bonito do mundo.
*_Carlos Roberto Trannin_*

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