O POVO
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Servo do Povo, Pai dos Pobres, Salvador da Pátria, O povo é sempre manipulado. Quer por políticos, religiosos, Pelos ricos, estudados... Qualquer etnia, o que vale É que será bucha de canhão... Segue, sem questionar Sua direção... No mundo inteiro, independente da área, da região... Nem do continente, da época ou nação... O homem é imperioso. Arrogante, Invejoso, malandro, mentiroso... Quer subir sem se dobrar... Como o joio... Parece, mas não é... Não é pão, não alimentará... A fome não é apenas física. A maior, talvez, nunca sinta... É a da alma. Não tem como medir, pesar, discernir... O homem não vislumbra uma ascensão... Embora olhe para cima, Cai num poço de iniquidades... Grita, esmurra, agride, fala mal, esbofeteia roda que nem um peru na véspera da execução... Morreu... Vai alimentar o Salvador da Pátria que não foi nem será... Aspira, respira, transpira, vomita, torce e contorce, sem chegar lá... O povo continua numa marcha dolente, sem se encontrar... Ficou no caminho... Segue a multidão como no Carnaval atrás do trio. “Quem não vai, já morreu"...Literalmente...Duplamente... Em covas rasas, é jogado... Sem identidade, é mais um a desaparecer... Viveu? Não, passou por aqui e não percebeu... Não sumiu, subtraiu... Sem acrescentar um til a mãe que o pariu...
Dionê Leony Machado
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