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João Calvino nasceu em 10 de julho de 1509, na zona rural de Noyon,
na França, filho de Gerard e Jeanne Cauvin. Seu pai era administrador
financeiro do bispo católico da cidade, criou seu filho para se tornar um
sacerdote e o colocou na Universidade de Paris para estudar Teologia. Aos
17 anos, Calvino já era mestre em Ciências Humanas e além disso, era
versado nos fundamentos da educação clássica, incluindo latim, lógica e
filosofia.
Após a morte do seu pai, Calvino se dirigiu a Bourges, onde conheceu as
verdades bíblicas da Reforma, que o levaram à uma convicção agonizante do
seu pecado e consequentemente à uma necessidade crescente de salvação
pessoal. Sua experiência de conversão o fez abandonar a Igreja Católica
Romana e aderir à causa
protestante, iniciando uma trajetória de intensa perseguição.
Em 1534, quando se achava na Basiléia, Calvino começou a escrever a
obra-prima da Reforma Protestante: “As Institutas da Religião Cristã”, um
conjunto de livros destinados ao Rei Francis I com a finalidade de declarar
as convicções doutrinárias daqueles que haviam rompido com a Igreja
Católica e de atenuar as perseguições que ocorriam naquela época.
Além das Institutas, Calvino deixou um incrível legado de comentários da
maior parte do Antigo e do Novo Testamento, com exceção do Apocalipse.
Steven Lawson afirma que “Calvino ainda é hoje o mais influente ministro da
Palavra de Deus que o mundo já viu”. Seus escritos ainda hoje são uma fonte
de consulta para pregadores e estudiosos da
Palavra de Deus, que o veem como uma referência exegética.
Numa viagem à Estrasburgo, o reformador francês teve que
providencialmente fazer uma parada em Genebra, onde encontrou William
Farel, o líder protestante que após reconhecê-lo, disse que ele seria
amaldiçoado por Deus caso persistisse em seguir seu caminho em busca de paz
para estudar e não o ajudasse a prosseguir seu trabalho de reforma em
Genebra.
Ambos concordaram em continuar a reforma na cidade. Uma das coisas
feitas por eles foi a oposição aos membros da igreja que participavam da
Ceia do Senhor e viviam na libertinagem, o que resultou na expulsão deles
da cidade em 1538 e na ida para Estrasburgo, onde Calvino pastoreou uma
congregação e se casou com Idelette Stordeur, com quem esteve por 9 anos,
já que ela morreu precocemente de tuberculose aos 40 anos de idade.
Calvino foi convidado a retornar para Genebra em 1541. No dia que
reassumiu seu ministério, ele pregou exatamente no versículo seguinte da
exposição que havia feito três anos antes. Na época, a cidade recebia
muitos refugiados de todo continente europeu, dentre eles, muitos puritanos
ingleses e o famoso reformador escocês John Knox, tiveram contato com
Calvino e levaram seus ensinos para seus respectivos países, fazendo com
que a influência dele se estendesse por vários lugares.
João Calvino morreu aos 54 anos em 27 de maio de 1564, nos braços de
Theodore Beza, seu sucessor. Relembrando a vida de Calvino, Beza concluiu:
“Por ter sido um espectador de sua conduta durante dezesseis anos, tenho
dado fiéis informações sobre sua vida e morte, e posso declarar que nele
todos os homens podem ver o mais belo exemplo de
caráter cristão, um exemplo que é tão fácil de caluniar quanto
difícil de imitar”.
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