Rai Campos, conhecido como Raiz, é uma das grandes
expressões do grafitti na região Norte. Nascido na Bahia, chegou ao Amazonas
ainda criança para morar na Vila do Pitinga, dentro da Área Indígena Waimiri
Atroari, onde começou a grafitar aos 14 anos por esforço próprio.
Atualmente transforma seu imaginário em peças que se figuram
em fauna, flora e povos nativos amazônicos, tracejados com cores e técnicas
mistas em muros, palafitas, casas flutuantes, viadutos pela Amazônia e algumas
capitais do país.
Sua maior marca está em retratar personagens indígenas em
suas atividades habituais, como forma de reconhecimento e respeito aos povos
nativos amazônicos.
O reconhecimento veio através de seus traços marcantes
espalhados por toda a cidade de Manaus e principalmente por seus maiores
trabalhos em grandes viadutos, edifícios e participações em eventos
internacionais.
Depois de uma longa trajetória que permitiu que fizesse cada
vez mais artes nos viadutos da cidade, o artista participou de diversos
festivais nacionais e internacionais, levando sua arte para diversos estados
brasileiros e países como Uruguai, Estados Unidos e Alemanha.
Raiz ainda ganhou sua primeira exposição solo em 2019, na
Galeria do Largo, onde realizou o trabalho de grafite com grafismo indígena em
esteiras indígenas, recebendo notoriedade como um artista completo que
contempla não apenas concreto para sua arte, mas outros tipos de materiais e
técnicas.
Em 2019, foi honrado nacionalmente, com o Prêmio da Fundação
Bunge na categoria Arte Visual de Rua – Juventude, em São Paulo, e
internacionalmente recebeu um reconhecimento do Humboldt Forum, centro de
exposições da Alemanha, por seu trabalho de projeções de ciclos anuais com
indígenas de São Gabriel da Cachoeira.

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