Raiz e
Eco
Eu sou
o passo que vem de longe,
A
memória viva que o tempo não consome.
Nas
minhas veias corre a coragem,
Na
minha pele, o mapa da viagem.
Sou o
eco das vozes que me antecederam,
O fruto
das sementes que no escuro creram.
O
passado que se ergue firme e forte,
Desafiando
o vento e a própria morte.
Eu sou
o sonho daqueles que vieram antes,
Um elo
eterno, feito de instantes.
Em cada
lágrima, em cada riso que dou,
Eles
vivem em mim. Eu sou quem ele plantou.
A
ancestralidade é o fio invisível que nos conecta à nossa história e origem.
Para explorar mais reflexões e expressões poéticas sobre o tema, você pode ler
análises e criações literárias no Portal Geledés ou conhecer as obras da
escritora Conceição Evaristo no dossiê da
UFMG Literafro.

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