terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

REFLEXÃO...01

 

Inteligência Artificial e o futuro das missões

 

 O uso da IA deve promover o florescimento humano, ser justo, gentil e humilde.

 

Por Simon Cozens

 

Desde a invenção dos primeiros computadores, as pessoas sonham com máquinas que possam criar obras de arte, compor música, raciocinar e explicar-se em linguagem natural: ou seja, máquinas pensantes. Nos últimos anos, vimos um rápido desenvolvimento no campo da inteligência artificial. O que mudou? Estamos testemunhando o nascimento de máquinas pensantes? E o que isso significa para a obra missionária, para o cristianismo e para o mundo?

 

“Inteligência artificial” ou “Aprendizado de máquina”?

 

Em 1950, Alan Turing escreveu um artigo sobre a pergunta “As máquinas podem pensar?”.1 Este artigo estabeleceu as bases da inteligência artificial (IA), além do “Teste de Turing”, para determinar se uma máquina estava “realmente” pensando. Turing propôs uma série de maneiras pelas quais poderíamos fazer uma máquina pensar.  A primeira abordagem foi feita entre as décadas de 1960 e 1980: se fornecermos a um computador longas listas de “regras” sobre como o mundo opera, o computador seria capaz de raciocinar por si mesmo.  O projeto Cyc2 reuniu centenas de milhares de correlações (por exemplo, “Todas as maçãs são frutas”) e conseguia responder a perguntas simples sobre o seu conhecimento.

 

Nos anos 80, quando a abordagem baseada em regras chegou a um beco sem saída, a pesquisa foi direcionada para a segunda estratégia de Turing, o aprendizado de máquina. A ideia do aprendizado de máquina é que a criação de programas com uma estrutura semelhante à do cérebro humano (“redes neurais”) levaria os computadores a aprender sobre o mundo assim como fazemos, por meio de observação e exploração. Mas enquanto os cérebros humanos têm trilhões de conexões entre seus neurônios, as redes neurais artificiais das décadas de 1980 e 1990 só conseguiam sustentar centenas ou milhares de conexões.  Isto não se devia a limitações de memória ou hardware, mas sim a uma questão matemática. Conforme aumentava o número de “camadas” na rede, o fluxo de informações através da rede se enfraquecia. Na década de 2010, tornou-se disponível uma variedade de soluções para este problema, permitindo redes neurais “profundas” com muitas centenas de camadas, um avanço que resultou diretamente na revolução da inteligência artificial que testemunhamos hoje.3

 

A história das redes neurais é importante porque nos ajuda a permanecer fundamentados no que é a “inteligência artificial”. Trata-se simplesmente de uma estrutura matemática, um modelo de probabilidades. Na verdade, o termo “aprendizado de máquina” é uma descrição mais precisa que destaca os fundamentos matemáticos se comparado ao termo “inteligência artificial”, que, de alguma forma, pode nos induzir a crer que estão sendo aplicados “pensamento” e “inteligência”. Na realidade, Grandes Modelos de Linguagem (LLM), como ChatGPT e Gemini, convertem os seus dados de treino numa sequência de “tokens” e armazenam as probabilidades de ocorrências desses tokens em sequências diferentes. Quando fazemos uma pergunta ao ChatGPT, o computador não avalia o problema e “pensa” por meio de uma reação – ele simplesmente retorna à série mais provável de tokens que viria a seguir. Da mesma forma, a rede adversarial generativa, a tecnologia por trás das ferramentas de “arte de IA”, como DALL-E e MidJourney, devolvem o conjunto mais provável de pixels em resposta ao prompt que fornecemos.

 

Aplicando a IA à missão da igreja

 

Mesmo assim, os resultados desses sistemas de aprendizado de máquina são impressionantes e potencialmente muito úteis, e já estão sendo usados para acelerar a missão global. Por exemplo, a equipe de IA da SIL desenvolveu modelos de tradução linguística e de conversão de texto em áudio para mais de 300 línguas minoritárias4 e é pioneira na criação de ferramentas de aprendizado de máquina para facilitar a sua tarefa de tradução da Bíblia, a garantia de qualidade, e a verificação da comunidade.5 A Inteligência Artificial oferece o potencial de automatizar traduções em domínios como as linguagens de sinais para surdos, onde a produção é particularmente cara e demorada, embora a geração de vídeo com a linguagem de sinais ainda esteja em seus estágios iniciais. A minha própria igreja usa o Microsoft Translator durante os cultos para que pessoas de outros países possam acompanhar o culto em sua própria língua e contribuir para a vida da igreja mesmo com limitado conhecimento da língua inglesa; a tradução automática já está nos tornando mais ricos e equitativos enquanto comunidade.

 

Além da tradução automática, outros usos missionais da IA têm buscado formas criativas de explicar e ensinar a Bíblia. Por exemplo, o OneBread6 usa o ChatGPT e o DALL-E para ilustrar uma passagem bíblica com uma pintura, um limerique, sugestões de aplicações práticas e links para outros temas bíblicos. A Igreja Episcopal lançou um exemplo de ChatGPT “aperfeiçoado” para responder a perguntas sobre fé e doutrina,7 e startups de IA já estão oferecendo uma gama de produtos destinados a igrejas e líderes da igreja – transcrição de sermões e “remixagem”,8 chatbots para discipulado e envolvimento da igreja,9 e muito mais.

 

É impossível saber de que forma o uso da IA se desenvolverá no futuro e como isso afetará a missão da igreja. Uma visão “maximizada” do potencial da IA a vê transformando economias e automatizando e eliminando muitas carreiras de hoje, e assim liberando tempo e recursos para o ministério. Mesmo em uma visão moderadamente otimista, a IA proporcionará enormes avanços no desenvolvimento e treinamento da equipe ministerial por meio de programas de aprendizagem assistida por computador; transformará a missão médica através do diagnóstico assistido pelo aprendizado de máquina e da telemedicina; seremos capazes de alcançar esses objetivos, mas ainda melhor se auxiliados pelo computador. Ao mesmo tempo, creio que o aumento da automação e a comunicação “semelhante à humana, porém não-humana” dos chatbots aprofundarão uma epidemia existente de solidão e provocarão um anseio por uma verdadeira conexão e comunidade humanas que devem permanecer no cerne da obra missionária”.

 

 

 

Os perigos ocultos da revolução da IA

 

No entanto, embora eu seja um programador de computador em tempo integral e esteja envolvido com a IA no meu trabalho, pessoalmente tenho uma visão pessimista da IA, e acredito, por uma série de razões, que os cristãos devem ter cautela antes de aceitar de coração aberto o otimismo prevalecente da inteligência artificial.

 

Os cristãos preocupados com a verdade podem estar relutantes em relação à inteligência artificial, porque como os modelos de aprendizado de máquina são puramente armazenamento de probabilidades, eles são explicitamente projetados para criar respostas plausíveis, mas não precisas. Como Timnit Gebru e outros argumentaram (num artigo que levou à eliminação de Timnit da Equipe de Ética para a Inteligência Artificial do Google), os Grandes Modelos de Línguas (LLM) agem como “papagaios estocásticos”.10 Eles não têm conceito de verdadeiro ou falso – muito menos quaisquer conceitos morais de certo ou errado – mas simplesmente respondem à pergunta: “Como seria uma resposta razoável a esta pergunta?” Por exemplo, pedi ao ChatGPT uma bibliografia de meus próprios artigos sobre a teologia da vergonha. Nenhuma das citações apresentadas em uma lista impressionante era de um artigo real. Além disso, o fato de que os Grandes Modelos de Linguagem (LLM) são treinados com base no conteúdo da Internet, e de que nem tudo na Internet é verdade, faz com que assistentes de IA recomendem comer pedras e cozinhar esparguete com gasolina.11

 

Ao mesmo tempo, os dados de treinamento muitas vezes carregam um viés implícito com base na cosmovisão dominante que os produziu, e assim as LLM incorrem no racismo e no sexismo de seu contexto. Por exemplo, a língua húngara tem o pronome de gênero neutro “Ö” que precisa ser traduzido para “ele” ou “ela” em inglês. As ferramentas de tradução automática usarão as probabilidades incorporadas nos dados de treinamento para escolher um pronome para casos ambíguos, dando preferência a “ele está pesquisando” em vez de “ela está pesquisando”, “ela está cuidando do filho” em lugar de “ele está cuidando do filho”, e assim por diante.12

 

 

Mesmo antes de entrarmos nos problemas das deepfakes e da desinformação gerada pela IA em domínios como o discipulado de novos crentes, seria eufemismo afirmar que a precisão e uma visão correta do mundo são mais importantes do que respostas plausíveis. Reconfigurar as LLM para a precisão é uma preocupação urgente na indústria, mas é um problema que os atores principais ainda não conseguiram resolver de forma eficaz.

 

Os cristãos que se preocupam com a ética podem relutar em confiar na inteligência artificial devido à maneira como são obtidos os dados de treinamento. Redes neurais profundas precisam ver um vasto número de imagens de e textos de exemplo para atingir resultados coerentes: A IA Llama3 da Meta, por exemplo, é treinada em um conjunto de quinze trilhões de tokens “que foram todos coletados de fontes disponíveis publicamente”.13 Mas é significativo o questionamento sobre a ética dessa coleção. Considere, por exemplo, usar um modelo de IA para a arte da capa de um livro. A Rede Adversarial Generativa (GAN) usada para gerar a imagem terá sido treinada em muitos milhões de obras de arte – muitas vezes com pouca consideração a direitos autorais ou status da licença14– e a arte gerada pela IA será usada em lugar da contratação de um artista humano. Em outras palavras, a IA está tornando os artistas redundantes por meio da apropriação não creditada, não remunerada e, sem dúvida, antiética de suas obras de arte.

 

Um aspeto mais preocupante do treinamento LLM é o nível oculto de dependência que a inteligência artificial tem de trabalhadores humanos para classificar e moderar conteúdo. Uma carta de trabalhadores da IA no Quênia 15 destaca as práticas laborais mal remuneradas, antiéticas e exploratórias, e a exposição a “assassinatos e decapitações, abuso de crianças e estupro, pornografia e bestialidade, muitas vezes por mais de 8 horas por dia”, que sustentam a revolução da IA. Talvez seja válido recordar o movimento ludita, que resistiu à Revolução Industrial não porque temia o avanço tecnológico, mas porque considerava seu custo humano elevado demais.16

 

 

Finalmente, os cristãos preocupados com os cuidados com a criação podem estar relutantes em relação à inteligência artificial por causa do impacto ambiental do treinamento e do uso de redes neurais profundas. O treinamento GPT-3, um modelo único que seria considerado pequeno pelos padrões atuais, exigiu 1287MWh de eletricidade, o suficiente para alimentar 1500 casas por um mês, e criou 500 toneladas de emissões de CO2.17 Assim como a eletricidade, os centros de dados usados por grandes modelos exigem enormes quantidades de água para fornecer resfriamento evaporativo; estima-se que o GPT-3 precisava de 700 mil litros de água para treinar, e requer meio litro de água para alimentar uma breve conversa com um usuário. À medida que as mudanças climáticas resultam em mais regiões de seca e em escassez de água, devemos perguntar a nós mesmos se podemos justificar a contribuição dos estimados 5 bilhões de metros cúbicos de água – metade do consumo anual do Reino Unido – que serão usados pelas ferramentas de IA até 2027.18

 

Rumo à IA responsável

 

O uso responsável da IA representa uma oportunidade para que aqueles de nós que têm habilidades e dons tecnológicos possam se expandir para novas áreas do ministério, mas nossos olhos devem permanecer abertos. Creio que seja cedo demais para saber que tipo de impactos a IA causará. Por um lado, a aplicação bem-sucedida da IA tem o potencial de transformar quase todas as áreas do ministério e da vida pessoal; por outro, há significativos indícios de uma bolha na qual o entusiasmo em torno da IA não se traduza nos tipos de aplicações que a indústria tem prometido.19

 

 

O que é um uso “responsável” da IA? A “Declaração de Ética na IA”20 da SIL fornece uma estrutura útil: O uso da IA deve promover o florescimento humano, ser “justo, gentil e humilde”, manter a privacidade e segurança dos dados, garantir a responsabilidade e supervisão humanas em geral, monitorar de perto o tipo e a qualidade da produção que está sendo gerada e envolver as comunidades locais como partes interessadas..

 

Nos próximos anos, os cristãos precisarão avaliar de forma crítica as questões que apresentei acima à medida que navegam no uso da IA, equilibrando as oportunidades que ela oferece com os perigos e custos muito reais que ela representa: Em outras palavras, “pôr à prova todas as coisas, ficar com o que é bom, rejeitar todo tipo de mal”.

 

Notas

1.            A. Turing, ‘Computing machinery and intelligence,’ Mind, 59(236),1950: 435-60.

2.            D. Lenat et. al., ‘CYC: Using Common Sense Knowledge to Overcome Brittleness and Knowledge Acquisition Bottlenecks,’ AI Magazine, 6(4), 1986: 65–85.

3.            See ‘The Vanishing/Exploding Gradients Problem’ in A. Géron, Hands-on machine learning with Scikit-Learn, Keras, and TensorFlow (Sebastopol, CA: O’Reilly Media, 2022), ch 11.

4.            C. Leong, et. al., ‘Bloom library: Multimodal datasets in 300+ languages for a variety of downstream tasks,’ arXiv preprint arXiv:2210.14712, 2022; see also https://www.ai.sil.org/projects/acts2.

5.            ‘SIL AI & NLP Projects,’ SIL International, accessed 19 August 2024, https://www.ai.sil.org/projects.

6.            ‘The Bible according to OpenAI,’ OneBread, accessed 19 August 2024, 

7.            Michael Gryboski, ‘Episcopal Church launches AI chatbot ‘AskCathy’,’ 12 August 2024,

8.            ‘Helping busy pastors turn sermons into content,’ Pulpit AI, accessed 19 August 2024, 

9.            ‘What is truth? Use AI to spread the Gospel,’ Biblebots, accessed 19 August 2024, 

10.          E. M. Bender et al., ‘On the Dangers of Stochastic Parrots: Can Language Models Be Too Big? 🦜’, in FAccT ’21: Proceedings of the 2021 ACM Conference on Fairness, Accountability, and Transparency: 610-23, 1 March 2021, 

11.          Toby Walsh, ‘Eat a rock a day, put glue on your pizza: how Google’s AI is losing touch with reality,’ The Conversation, 27 May 2024, https://theconversation.com/eat-a-rock-a-day-put-glue-on-your-pizza-how-googles-ai-is-losing-touch-with-reality-230953.

12.          E. Vanmassenhove, (2024). ‘Gender Bias in Machine Translation and the Era of Large Language Models,’ Gendered Technology in Translation and Interpreting: Centering Rights in the Development of Language Technology, ch 9, 18 January 2024, https://arxiv.org/html/2401.10016v1.

13.          ‘Introducing Meta Llama 3: The most capable openly available LLM to date,’ Meta, 18 April 2024, https://ai.meta.com/blog/meta-llama-3/.

14.          G. Appel et al., ‘Generative AI Has an Intellectual Property Problem,’ Harvard Business Review, 7 April 2023, https://hbr.org/2023/04/generative-ai-has-an-intellectual-property-problem.

15.          Caroline Hskins, ‘The Low-Paid Humans Behind AI’s Smarts Ask Biden to Free Them From ‘Modern Day Slavery,’ WIRED, 22 May 2024, https://www.wired.com/story/low-paid-humans-ai-biden-modern-day-slavery/.

16.          Richard Conniff, ‘What the Luddites Really Fought Against,’ Smithsonian, March 2011, https://www.smithsonianmag.com/history/what-the-luddites-really-fought-against-264412/.

17.          Nestor Maslej et al., ‘The AI Index 2023 Annual Report,’ AI Index Steering Committee, Institute for Human-Centered AI, Stanford University (Stanford, CA: April 2023),120-23.

18.          P. Li, P, J. Yang, M. A. Islam, & S. Ren, ‘Making AI less ‘thirsty’ Uncovering and addressing the secret water footprint of AI models,’ ArXiv preprint, 29 October 2023, https://arxiv.org/pdf/2304.03271.

19.          Chris Taylor, ‘The AI bubble has burst. Here’s how we know,’ Marshable, 6 August 2024, 

20.          ‘AI Ethics Statement,’ SIL, accessed 19 August 2024, https://www.sil.org/ai-ethics-statement.

 

Simon Cozens é missionário da WEC International. Após sete anos como plantador de igrejas no Japão, foi professor por três anos em uma faculdade de treinamento missionário na Tasmânia e retornou ao Reino Unido. Seu livro, Looking Shame in the Eye (“Olhando a vergonha nos olhos”, em tradução livre), será publicado pela InterVarsity Press em meados de 2019.

Artigo originalmente publicado no site do Movimento Lausanne. Reproduzido com permissão.

VÍDEOS...+03




 

PRESIDENTE DO BRICS!!!

 

DILMA ROUSSEF

*Hoje completa 54 anos que Dilma Roussef, em 1968, com Pimentel (ex gov MG), e outro terrorista,* invadiram a invernada do Barro Branco, chegando ao posto avançado da Escola de Bombeiros, *atacando o sentinela* Soldado da Polícia Militar de São Paulo, 

*Antônio Carlos Jefery*, *matando - o, sem chance de defesa, e roubando sua arma.*

*IMPUNES,* lograram uma vida politica.

*Ela chegando a PRESIDÊNCIA* da República.

*Ele governador de Minas Gerais* e o outro Ministro ...

Jefery aos vinte e três anos morreu.

*Os assassinos recebem pensão* milionária do Estado.

*Os familiares do soldado recebe pensão de PRAÇA* da PMSP

Início da madrugada de 20 de setembro, *01h00h, sexta-feira.*

*O “Soldado Aluno” Antônio Carlos desloca-se para a guarita,* em substituição de outro colega, que estava de serviço, *o também “Soldado Aluno” Dalmiro* Della Rosa, com mesma idade de Antônio Carlos, 20 anos. *Estava armado com uma metralhadora marca INA, calibre 45,* com carregador municiado com 30 cartuchos.

O local era distante uns cem metros da Escola, que ficava em uma elevação.

*De repente, um VW Fusca bordô, em alta velocidade*, sem placas, aproxima-se do novato, que tentou pará-lo. *Sem pestanejar, fuzilam-no com quatro tiros* de revólver.

*A metralhadora INA e seu carregador foram por eles subtraídos,* evadindo-se em alta velocidade.

*Os assassinos pertenciam ao grupo intitulado “Vanguarda Popular Revolucionária -* VPR” que, pelas armas, tentavam instaurar no Brasil um estado comunista.

*Era o segundo policial abatido naquele mês.* O primeiro, no dia sete de Setembro, em situação similar, fora o soldado JOSÉ CUSTÓDIO DE SOUSA, 27 anos, solteiro, há seis anos na Força Pública, *metralhado durante aquela madrugada,* quando no serviço de sentinela no prédio do DEOPS Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, no Largo General Osório, no centro da Capital.

*Menos de três meses antes, outra vítima, MÁRIO KOZEL FILHO,* soldado do Exército Brasileiro, que prestava o tempo de serviço militar obrigatório. Kozel, na madrugada de 26 de junho de 1967, *estava de sentinela no Quartel General do II* Exército, no bairro do Ibirapuera, na Capital Paulista. Por volta das *04h30, uma camioneta, carregada com 50 quilos de dinamite investiu contra* o Quartel do Exército, chocando-se no muro. *O motorista, que antes saltara,* conseguiu fugir.

Com o impacto o *soldado Kozel fôra averiguar a situação,* tristemente, justamente *no momento da explosão, dilacerando e matando o jovem* militar. *Outros três* soldados, também conscritos, *ficaram muito feridos na ação* da mesma VPR.

*No dia seguinte,* 21 de setembro de 1968, *seu corpo foi saudado com 3 salvas, sete tiros cada, por 10 soldados do Corpo de Bombeiros* local, ao som da Marcha Fúnebre, sob os acordes da Banda da Instituição.

*Às 09h00, o corpo do soldado Antônio Carlos Jeffrey foi colocado* no carro nº 105 do Corpo de Bombeiros, com o caixão encoberto pela Bandeira do Brasil, em sua última viagem terrena, *com destino ao Cemitério da Filosofia,* no bairro de Sabó, também em Santos. A frente do cortejo, batedores da Guarda Civil. *As ruas repletas de populares, que se despediam do herói*. o silêncio eram suas homenagens. Uma multidão seguia o carro dos Bombeiros. *Ao fundo, o som das sirenes* das viaturas que acompanhavam o extinto. Chegada ao Cemitério. No entorno do local de sepultamento *aproximadamente 1.500 pessoas.* Como se observa, *os anos 60 e 70 estão repletos de nomes das forças de segurança que foram assassinados por terroristas e guerrilheiros*, sendo que o principal nome na Corporação é o Capitão Alberto Mendes Junior.

*No Exército foram mortos*, além do Soldado Mário Kozel Filho, muitos militares.

Desconhecidos da nação porque não estão nos livros de HISTÓRIA! *Aquela história contada pelos professores doutrinados* pelos bandidos desses anos macabros para o povo brasileiro!!!

 

*POR FAVOR, BRASILEIROS, DIVULGUEM/COMPARTILHEM PARA QUE A SOCIEDADE CONHEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA E QUEM SÃO OS VILÕES*

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

REFLEXÃO...02

 

https://youtu.be/J0iX-ZolN6o?si=93ZYX92T68GyCyxX //Daniel Estudo

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Bom dia olhe o que essa jornalista escreveu sobre a chegada do Trump ao poder.

 

Texto da Jornalista Silvia Gabas.

 

“Confesso que estou pasma com o que estamos vivendo nos últimos dias”.

 

Os fatos são atropelados por novos fatos, e a sensação é que o tempo de repente, acelerou de maneira dramática, como que cansado do redemoinho da última década, parecendo dizer que tem pressa em dar fim ao que daria fim à própria civilização judaico-cristã.

 

Cansados estávamos todos nós, os ditos "normais", os ditos "homens comuns", que vivem suas vidas comuns, com suas famílias comuns.

 

Estávamos sendo varridos do mapa, escorraçados dos dias, numa tentativa frenética de implantação de uma nova realidade em que todos os valores que nortearam a vida humana até aqui de nada mais servissem, e em seu lugar estranhas pautas de costumes foram sendo emplacadas, em que o mais fraco, o mais estranho, o mais despreparado foi alçado a um lugar indevido, desconsiderando todo o mérito enquanto indivíduo para ocupar determinados espaços de poder.

 

Instituiu-se que raça, gênero e feminismo  era a nova bandeira a ser alçada no mais alto lugar, e que tudo a que a essas pautas se contraditassem fossem criminalizadas, caladas, banidas, canceladas, tornando o mundo num estranho lugar em que o homem comum, branco, hetero,  que construiu, trabalhou, organizou toda uma civilização, formou sua família, educou seus filhos, tornou-se de repente descartável, posto de lado, considerado um reacionário perigoso, sem perdão, e em seu lugar surgiu uma nova raça que tenta subverter a ordem natural das coisas, onde tudo o que é pequeno, frágil, doentio, é erguido ao patamar de escolhidos dos deuses do Olimpo, espalhando imenso  amor que trazem no coração, em contraponto ao "discurso de ódio" dos seus perigosos oponentes, que precisam ser eliminados de vez, com certa urgência, suas bocas caladas, suas vidas destruídas para todo o sempre.

 

No campo dos costume, se é negro, LGBT, transgênero, feminista radical, todos devem se curvar e deixá-los dar um passo à frente, em cerimoniosa reverência, e ai de quem ousar contestar o novo dogma implantado pela ideologia da esquerda.

 

No campo da saúde, fomos submetidos a uma odiosa ditadura em que todo aquele que não obedecesse o que uma dessas organizações de esquerda, a poderosa OMS, ditasse como verdade única, era achincalhado, perseguido, demitido, destruído, nomeado com expressões destinados a diminuí-los enquanto indivíduos portadores de direitos a respeito da própria saúde, e encaminhados ao matadouro contra sua vontade, chamados de negacionistas desprezíveis que se contrapunham à deusa ciência.

 

No campo da política, todo aquele que não pertencesse ao campo progressista da esquerda, era olhado com desdém, como ser menor, destituído de inteligência, cultura, saber, um mero gado reacionário que não reconhece os grandes avanços que eles, os detentores do poder, ofereciam ao mundo.

 

Os poucos políticos de Direita que chegaram ao poder foram perseguidos, criminalizados, destruídos, destituídos de suas funções, através de uma junção de vários braços desse Sistema único e globalizado, em que a falecida imprensa ocupou o triste papel de traidora da sua própria essência e natureza, transformando-se em cúmplice ativa do movimento.

 

E assim estávamos nós, vivendo em verdadeiro transe, observando claramente que todos os organismos internacionais estavam dominados e subjugados por essa nefasta ordem mundial, quando de repente, eis que surge no horizonte essa nova realidade trazida pela eleição do novo presidente dos EUA, onde a população, de maneira arrasadora reelegeu Donald Trump, esse ser tão odiado por essa esquerda que dá as cartas no mundo e que tentou aniquilá-lo de vez e quase o colocou atrás das grades, através de ações que hoje sabemos foram fraudulentas e oportunistas.

 

E o homem chegou novamente ao poder dotado de uma determinação poucas vezes vista na História da política mundial.

 

E não veio sozinho.

 

Como dupla que se complementa, veio acompanhado de outra figura de ponta, o visionário Elon Musk, também disposto a virar o jogo, invadindo a realidade de maneira espantosa, estratégica, intensa e intermitente, não deixando espaço para reação da turma, que parece não entender bem o tamanho da pedra que lhes caiu sobre a cabeça.

 

Já nos primeiros dias como presidente, Trump tomou decisões inesperadas, mas muito bem pensadas, com objetivo determinado:

 

Saiu, retirou os EUA de organizações importantes, majoritariamente bancados monetariamente com dinheiro do contribuinte americano:

 

- OMS

- Acordo de Paris.

- Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

 

Com o mundo ainda perplexo, a dupla Trump e Musk, deu o maior golpe perpetrado até o momento contra o Globalismo:

 

Perfurou o cérebro do Sistema, que hoje sabemos tratar-se da organização USAID  - Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

 

A USAID foi fundada por John Kennedy em 1961 com o objetivo humanitário de fornecer verbas para entidades que as necessitassem em todo o mundo.

 

De lá para cá, muita coisa mudou e hoje, Trump afirmou que a Agência é liderada por um bando de lunáticos radicais e estão retirando todos de lá e Musk foi na mesma linha, dizendo tratar-se de um ninho de vermes.

 

A USAID gerencia a maior parte de ajuda humanitária global e é responsável por mais de 40% das ações classificadas como ajuda emergencial no mundo.

 

Mais de 95% de seus funcionários foram demitidos, e hoje a Agência, localizada na cidade de Washington,  foi fechada em definitivo.

 

O que está sendo descoberto nos primeiros dias de investigação é estarrecedor.

 

Vultosas verbas foram direcionadas para o pior dos destinados, quase sempre relacionadas à pautas "woke", estimulando toda sorte de desvarios e sandices que somente lunáticos podem considerar como desenvolvimento real do ser humano.

 

E quando se pensa que irão parar por aí, que já está de bom tamanho, entendemos que é apenas o começo de um longo caminho de retorno ao bom senso humano.

 

Hoje foi a vez do Departamento de Educação, algo parecido com o nosso MEC, conhecido antro de esquerda, e que teve sua entrada lacrada, e onde ninguém entra sem a devida autorização do novo governo.

 

O que esperamos todos é que essa infiltração nas escolas e Universidades, o verdadeiro ninho de serpentes onde se lava o cérebro de estudantes há décadas e despeja no mercado de trabalho militantes obstinados em favor da causa da esquerda, e não os esperados profissionais de suas respectivas áreas, tenha, finalmente, um fim.

 

Isso parece uma revolução?

 

Por incrível que pareça, não só parece, como é uma reversão drástica, um pé no breque desse carro desgovernado já na beira do abismo que é a realidade da civilização ocidental.

 

Está acontecendo lá no distante EUA, mas sabemos que reverbera por todos os cantos do mundo.

 

Eu esperava por algo, mas não por tanto.

Penso que somente a morte irá parar Trump e sua equipe em sua intenção que coincide com milhões de homens e mulheres comuns que apenas querem suas vidas comuns e normais de volta.

Não é pedir muito.

A ordem ainda é o melhor e o mais saudável caminho.

O mundo certamente agradece, aliviado.


REFLEXÃO...01

 

Começa a jornada – aprendendo a conversar sobre ciência e fé

 

No Dia Internacional das Mulheres e das Meninas na Ciência, Ultimato coloca nas mãos do leitor um trecho de artigo de Ruth Bancewicz, diretora e pesquisadora no Instituto Faraday de Ciência e Religião e organizadora do livro O Teste da Fé.

 

Por Ruth Bancewicz

 

Como estudante de PhD em um laboratório de genética da Universidade de Edimburgo, eu costumava me sentir mais segura quando olhava para a lista de cientistas seniores que faziam parte das orientações de membresia da associação Christians in Science.1 Não porque me sentisse de alguma forma pressionada como cristã que trabalha com ciência, mas porque às vezes eu me perguntava sobre como minha carreira se encaixaria com a minha fé. Era bom saber que outras pessoas tomaram esse caminho antes de mim e o fizeram de forma tão excelente.

 

Depois de concluir os estudos, eu trabalhei como pesquisadora por vários meses. O plano era gastar seis meses aprendendo novas técnicas antes de trabalhar nos Estados Unidos, mas percebi que a pesquisa não era o meu nicho. Eu encontrei a mim mesma gravitando para fora da bancada do laboratório em direção à minha escrivaninha e ao campo da escrita, reflexão e comunicação científicas. A oportunidade de fazer tudo isso, com exceção dos experimentos, veio com a posição de secretária de desenvolvimento da Christians in Science (CiS) e eu a agarrei com as duas mãos.

 

Por três anos, eu estive na feliz posição de ser paga para interagir com outros cientistas que eram cristãos. Meu trabalho com a CiS envolvia viagens ao redor do Reino Unido, visitando universidades, igrejas, conferências, grupos cristãos e o crescente número de filiais locais da Christians in Science. Falei com uma enorme quantidade de pessoas sobre ciência e fé e ouvi as mais diversas perspectivas, especialmente sobre criação, que parece ser o tema mais quente do momento. Isso me ajudou a compreender melhor meu próprio conhecimento científico e cristão, mais do que eu jamais pude fazer sozinha.

 

Algumas pessoas vinham às discussões sobre ciência e fé com a imagem mental de cristãos afundando em um oceano de fatos científicos, incapazes de escapar da inevitável morte da religião. Essa visão muitas vezes vem de cristãos com medo ou com suspeitas em relação à ciência ou, ainda, de um ateísta que pensa que a ciência matou Deus. Na realidade (e espero que isso não seja uma surpresa), há uma enorme quantidade de cientistas que também são cristãos e centenas de livros têm sido escritos explicando como a fé e a ciência se encaixam.

 

 

 

 

Fui pega de surpresa por diversas coisas quando comecei a trabalhar para a Christians in Science. Uma delas foi o entusiasmo absoluto das pessoas com as quais eu tinha contato diariamente. Elas estavam ansiosas por aproveitar qualquer oportunidade de escrever ou falar sobre o que faziam e explicar que, como cristãos trabalhando na ciência, sentiam-se inteiras e não divididas entre a fé e a ciência. Outra coisa foi a sua serena graciosidade quando outros cristãos discordavam deles sobre algum ponto. As coisas podem ficar quentes quando a sua ideia ou seu trabalho preferido são debatidos. Essas pessoas, no entanto, me mostraram como colocar meu ego de lado e como me aproximar das questões de forma racional e compassiva.

 

Eu participei de uma conferência na qual senti que precisaria reconsiderar um tema sobre o qual já tinha me posicionado, o que foi um processo doloroso. Lendo mais tarde a obra de John Stott Ouça o Espírito, Ouça o Mundo – como ser um cristão contemporâneo, me dei conta de que estava seguindo o seu modo:

Tenho tentado seguir a regra de nunca me engajar em um debate intelectual sem primeiro ouvir a pessoa ou ler o que ela escreve, ou preferivelmente as duas coisas... Não estou afirmando que essa disciplina seja fácil. Longe disso. Ouvir com integridade paciente ambos os lados de um argumento pode provocar uma dor mental aguda. Pois envolve a interiorização do debate até que alguém não apenas capte o sentido, mas sinta a força de ambas as posições (STOTT, 1995, grifo do autor).2

 

As conversas realmente interessantes acontecem quando os cristãos e os outros aprendem a fazer isso. E o mais interessante é que podemos, a partir daí, nos mover para além das diferenças, focando os elementos que temos em comum. A pergunta seria então: o que estamos fazendo aqui e o que podemos fazer em relação a esses temas sobre os quais alcançamos compreensão? Quando isso acontecer, nós faremos progressos reais como cientistas no laboratório, plenamente apoiados pela comunidade cristã, e como pessoas que desejam se engajar em questões e oportunidades levantadas pela ciência e pela fé.

 

Ao longo do meu trabalho, também descobri que pastores, professores e outros necessitavam grandemente de uma explanação clara e acessível sobre a interação entre a ciência e a fé, para as “pessoas no banco” da igreja e também para aquelas que estão fora da comunidade cristã. Normalmente, é mais fácil para acadêmicos escrever publicações eruditas do que se comunicar de forma imaginativa com o público geral. No Instituto Faraday, eu finalmente me encontrei na posição de ter todo o tempo e todos os recursos de que precisava para focalizar a produção de material para as pessoas que necessitassem disso e ainda pude reunir uma equipe de pessoas talentosas e criativas para fazer isso acontecer.

 



Notas1. Christians in Science (“Cristãos na Ciência”) ou CiS é de uma associação britânica de cientistas cristãos dedicados a estudos avançados sobre fé cristã e ciência, sobre o papel da ciência na cultura e sobre a evangelização entre cientistas.

 

2. STOTT, J. The Contemporary Christian: Applying God’s Word to Today’s World. Chicago, IL: InterVarsity Press, 1995. Ênfase minha. Em português (nota do tradutor): STOTT, J. Ouça o Espírito, Ouça o Mundo: Como Ser um Cristão Contemporâneo. São Paulo: ABU Editora, 1997. 478p.

 

Ruth Bancewicz é pesquisadora associada sênior do Instituto Faraday de Ciência e Religião, onde trabalha na interação positiva entre ciência e fé. Após estudar genética na Universidade de Aberdeen, ela completou um PhD na Universidade de Edimburgo. Ela passou dois anos como pesquisadora de pós-doutorado em meio período no Welcome Trust Centre for Cell Biology da Universidade de Edimburgo, enquanto também trabalhava como Diretora de Desenvolvimento para a Christians in Science. Ruth chegou ao Instituto Faraday em 2006 e atualmente é curadora da Christians in Science.

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