A MENTIRA
Gritou presente...
Desde que entrou não mais saiu...
Engordou ficou falante
Cheia de enfeites, trejeitos.
Cabelos esvoaçantes,
Calças apertadas, cílios enormes
Danças estonteantes...
Tenta impor o seu perfil.
Virou moda. Badalação em novo
Estilo.
Ninguém sabe quem é quem...
Se perguntar pode levar um tapão
Ainda ter nome registrado
A Delegacia Civil...
A mentira é gigantesca, invade todas
As classes sociais... Quanto mais tempo
Vivo, percebo que é pior que tiririca
Espalhando-se e matando a erva verde
Que enfeita o jardim ensolarado
Recanto para meditação...
Plantou, pagamos um preço dobrado
Por não saber dizer não, lá fomos tentados...
A culpa é nossa, é sua, não se faça de coitado, comeu e ofereceu...
Agora, se abasteceu, tem munição
Para espalhar o mal, destruir o que
Está sendo feito, mas no dia aprazado
Cairá como um coitado, como um raio
Depois da explosão...
Dionê Leony Machado

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