quinta-feira, 11 de novembro de 2021

A MENTIRA.

          


                                   

A MENTIRA

 




Gritou presente...

Desde que entrou não mais saiu...

Engordou ficou falante

Cheia de enfeites, trejeitos. 

Cabelos esvoaçantes,

Calças apertadas, cílios enormes 

Danças estonteantes...

Tenta impor o seu perfil. 

Virou moda. Badalação em novo 

Estilo.

Ninguém sabe quem é quem...

Se perguntar pode levar um tapão

Ainda ter nome registrado

A Delegacia Civil...

A mentira é gigantesca, invade todas

As classes sociais... Quanto mais tempo

Vivo, percebo que é pior que tiririca

Espalhando-se e matando a erva verde

Que enfeita o jardim ensolarado

Recanto para meditação...

Plantou, pagamos um preço dobrado

Por não saber dizer não,  lá fomos tentados...

A culpa é nossa, é sua, não se faça de coitado, comeu e ofereceu...

Agora, se abasteceu, tem munição

Para espalhar o mal, destruir o que

Está sendo feito, mas no dia aprazado

Cairá como um coitado, como um raio

Depois da explosão...

 

Dionê Leony Machado

 

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