MATERNIDADE
A natureza preparou a madre
E o tal instinto de maternidade.
A vida no interior do ventre
É prova de sua continuidade.
Por um tempo, o feto é preservado.
No útero, com terna atenção,
Até chegar o dia determinado
Para que se dê a parturição.
E ao receber seu ente ao colo,
A mãe vê exultar-se o coração,
Passam-se, ao registro do passado,
Toda dor e toda apreensão.
O cuidado materno se instala,
Qual muro a proteger a frágil cria,
Seu labor se dobra e se desenvolve
Com assaz esmero e muita alegria.
Em seu regaço a mãe ao filho toma,
E o amamenta com felicidade,
Quer vê-lo crescer e se expressar,
Sim, como gente grande de verdade.
Cresce o filho, e adulto já se faz,
Mas aumenta o zelo da mãe também,
E já homem feito e independente,
Vê que algo mais ainda o detém.
O cordão umbilical foi cortado,
Mas laço de afeto vê-se conter,
O qual liga o filho à mãe querida,
E nada, nada, o poderá romper.
Rev. Péricles Evangelista Matos
Salvador, 03/05/2020.
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