SEM ETIQUETA...
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Mulheres e homens quando o são... Difícil atestar, com convicção... Como saber se disfarçados estão, Mesmo de dia ou com luzes acesas parecem, mas não são... Usam e abusam quando a etiqueta já está vencida ou tem apenas um borrão, não há como saber... Com embalagem ou sem, o pacote Engana, são vendidos ou negociados logo retornam para o vendedor... Troca ou devolução... Não era o que pedi na aquisição... Sorrisos marotos vestem-se de travesti, Penteados forjados, cores abundantes escondendo o que não percebi... Ninguém é de ninguém, todos podem se servir... Abocanham o que o outro já comeu E insatisfeito, coloca na lista, já abasteci... Dou o que não recebi, mas faz parte do trampolim... Não há irmandade, histórico de vida, Fome negociada, lágrimas vertidas, Quero dormir... Na vitrine desta vida, quero ser o que não nasci. Mostrarei que sou mais eu, mesmo que pise em quem me acudiu... Só penso em mim... Na estrada comprida caminho sem vento e documento, para vender O que recebi sem pagar o alto preço Que pagaram por mim... Sou letrado ou ignorante, sou aquilo que me empenhei, sem saber se era bom ou ruim... Pago ou paguem a conta daquilo que vivi...
Dionê Leony Machado |

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