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Está nu de roupas convencionais,
Sem sapatos. Em contato com o solo, de onde foi
formado e para onde ele retornará.
Nada o adorna. Nada o distingue de outro
animal.
Sem os andrajos, sem a sapiência dos valores
sociais, educacionais, burocráticos, embora ereto pode dobrar-se e ficar de
quatro a depender das trocas sociais...
Seu olfato, às vezes já viciado, perde o odor
natural.
Seus ouvidos também não tão aguçados, procura
no espaço o que encontrar para se alimentar...
Tudo já viciado busca o homem sapiens com sua
identificação com os animais...
Dentes às vezes artificiais, ou já desgastados
pela alimentação social.
O corpo também encurvado demonstra a rigidez
artificial...
Todo pomposo perdeu a habilidade do animal
natural.
Nu sem a cobertura dos outros animais, sem a
habilidade perdida pelo trato social, torna-se um alvo
Para os outros animais.
Pobre do homem nu...
Sem atitudes sociais, sem os trajes,
Toda a indumentária tão cara, esnoba os outros
demais...
Sem cirurgias, harmonização, cabelos pintados,
maquiagem, dentadura planejada, ginásticas moldadas, todos os gastos para
fugir do animal.
Tão natural. Tão agredido pelo ser que foge
daquilo que é!
O homem nu não é político, serviçal,
Antagônico, imoral.
Foi constrangido a moldar sua vivência por
culpa do homem desbravador. Serviçal.
Não satisfeito em fazer destes, alimentação
natural, destrói espécies, encarcera privando as interações
sociais.
O homem nu investe contra sua própria
espécie.
Passou a ser um predador, político,
Imoral, saqueando seu próximo, matando, para
ter mais...
Veste-se sem deixar de ser animal.
Dionê Leony Machado
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