sexta-feira, 3 de junho de 2022

O HOMEM DESPIDO...

 


 



 





 

 

O HOMEM DESPIDO...

 




 

Está nu de roupas convencionais, 

Sem sapatos. Em contato com o solo, de onde foi formado e para onde ele retornará. 

Nada o adorna. Nada o distingue de outro animal. 

Sem os andrajos, sem a sapiência dos valores sociais, educacionais, burocráticos, embora ereto pode dobrar-se e ficar de quatro a depender das trocas sociais...

Seu olfato, às vezes já viciado, perde o odor natural.

Seus ouvidos também não tão aguçados, procura no espaço o que encontrar para se alimentar...

Tudo já viciado busca o homem sapiens com sua identificação com os animais... 

Dentes às vezes artificiais, ou já desgastados pela alimentação social. 

O corpo também encurvado demonstra a rigidez artificial...

Todo pomposo perdeu a habilidade do animal natural. 

Nu sem a cobertura dos outros animais, sem a habilidade perdida pelo trato social,  torna-se um alvo 

Para os outros animais. 

Pobre do homem nu...

Sem atitudes sociais, sem os trajes,

Toda a indumentária tão cara, esnoba os outros demais...

Sem cirurgias, harmonização, cabelos pintados, maquiagem, dentadura planejada, ginásticas moldadas, todos os gastos para fugir do animal. 

Tão natural. Tão agredido pelo ser que foge daquilo  que é!

O homem nu não é político, serviçal, 

Antagônico, imoral. 

Foi constrangido a moldar sua vivência por culpa do homem desbravador. Serviçal.

Não satisfeito em fazer destes, alimentação natural,  destrói espécies, encarcera privando as interações sociais. 

O homem nu investe contra sua própria espécie. 

Passou a ser um predador, político, 

Imoral, saqueando seu próximo, matando, para ter mais...

Veste-se sem deixar de ser animal. 

 

Dionê Leony Machado 

 

 

 

 



   

           



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REFLEXÃO...01