DE MÃOS VAZIAS...
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Com roupas ou nu talvez enrolado num simples lençol jogado por cima No último suspiro que deu. Partiu sem um níquel nos bolsos, sem a petulância dos coronéis, arrogância dos togados, a verbosidade das traíras, daqueles que aumentam seus próprios salários ou vendem seus devassos conhecimentos sem dar ao autor a A devida competência e exaustivo Estudo... Nada podemos levar de palpável. Nem um sorriso, piscar de olho, um beliscão para provar aquilo que não foi... Mas vendeu... Tudo acabou... Aqui. Só o pó que será jogado no mar, ao vento, no jardim que nos leva a pensar em outro, onde tudo começou... Há mãos que afagam, Não só as pessoas queridas, mas também usadas para assinar torpes documentos engavetados e inoportunos... Cujo desejo é matar ou roubar... Mãos que acenam, desenham, puxam o gatilho para livrar-se daquele que o ofendeu ou não se submeteu... Mãos são duas, para agarrar ou soltar... Para salvar ou empurrar... Mãos que servem para lavar tudo que podemos pegar, ou jogar fora...Limpar... Agarrar com ódio ou outra A situação serve também para pular... A cerca, o muro, o portão, podendo salvar. Ou escrever à máquina, ou celular, Notebook, grandes computadores. Na pesquisa nos laboratórios, nas salas de cirurgias, ao escrever para a amada (o). Mãos vazias. Marcadas pelos furos dos pregos nas mãos do meu Senhor. Mão viciada para fumar, levar o copo à boca para se embriagar... Mãos que seguram e afagam aquela criança nascida e gestada sem o medo de ser abortada... Mãos que enxugam as lágrimas de dor, de saudade, do até breve na partida que aperta no peito querendo ficar ou levar... Mãos que carregam sua dor...
Dionê Leony Machado
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