11ª. Parte Religiões:
Cultos afro-brasileiros
Os cultos afro-brasileiros têm sua origem nos negros
africanos trazidos pelos portugueses para o Brasil, a partir do século 16, mas
sofreram um sincretismo (fusão) com o catolicismo colonial e as práticas fetichistas
dos índios. De acordo com as regiões do país, recebem nomes diferentes, e
também apresentam diferentes linhas conforme as entidades invocadas.
Podem ser divididos em Umbanda, Quimbanda, Candomblé e
Xangô: religiões animistas, politeístas, fetichista e mitológica. Às entidades
que recepcionam oferecem sacrifícios, danças, ritos e cerimônias, cujo objetivo
é obter favores de tais espíritos.
A princípio, permaneceram limitados em sua própria
comunidade, que pertencia às camadas mais pobres da sociedade. Daí terem sido
classificados, durante muito tempo, como baixo espiritismo, para que fossem
diferenciados do alto espiritismo (ou seja, kardecismo), de origem francesa e
que atraía a elite da sociedade.
A Umbanda tem um caráter mais doutrinário, pois reuniu
elementos do catolicismo e do kardecismo, tanto é que existe uma faculdade de
teologia umbandista. Mas, no geral, essas religiões não se preocupam com a vida
futura, apenas recompensas e castigos nesta vida. E muito menos se preocupam
com o que é moralmente bom ou mau ou com o que é doutrinariamente falso ou
verdadeiro.
Os orixás, nos cultos afros, seriam intermediários entre
Deus e os homens, uma vez que o próprio Deus é impessoal e inacessível. Muitos
desses orixás foram identificados com santos do catolicismo, numa tentativa dos
escravos de tornarem seu culto aceitável.
Enquanto a Umbanda mantém uma ligação com o kardecismo, o
Candomblé e sua linha estão mais relacionados com o catolicismo popular.
A Umbanda aceita a doutrina do carma e ensina que quando
alguém morre sua alma é integrada à energia cósmica. Crê, ainda, que o perdão
pode ser alcançado mediante rezas e purificações. Para tanto, realiza rituais
especiais com banhos e defumadores.
A DIFERENÇA ENTRE O CRISTIANISMO E AS DEMAIS RELIGIÕES
Todas as religiões do mundo são iguais num quesito: a
salvação é alcançada pelo mérito do homem. Somente o Cristianismo ensina que a
salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo. Todas as religiões ensinam que
o homem abre um caminho para Deus através do esforço e do merecimento. O
Cristianismo ensina que o homem é pecador e não merece a salvação, mas a recebe
pela graça de Deus, mediante a fé, por causa dos méritos de Cristo. Todas as
religiões do mundo ensinam que o homem recebe a glória por sua própria salvação.
Só o Cristianismo ensina que a salvação é obra exclusiva de Deus: planejada,
executada e consumada por Deus para que o próprio Deus receba toda a glória!
Hernandes Dias Lopes
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Dionê Leony Machado
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