O
MENINO
Peralta,
escala até degraus de costa,
Sobe em
tudo como exímio escalador,
Energia
não lhe falta, é um furacão,
Profissional
na malinesa, nunca amador.
Enche
os bolsos com centenas de objetos,
E
quando quer um deles, joga tudo ao chão,
São objetos
de toda cor, tipo e espécie.
Tudo
que carrega dá pra encher caminhão.
Ele
quer fazer tudo de uma única vez,
Pega
balde com água, sapato, brinquedo,
,Roupa,
livro, vassoura, o que houver,
E quase
sem aguentar faz disto um folguedo.
Ele
gosta de animais: gato, cachorro,
Papagaio,
peixe, cavalo, carneiro...
Se
pudesse criava tudo dentro de casa,
Entre
os criadores seria o primeiro.
E,
sabe, todos da família muito o amam,
E ele
também se mostra muito amoroso,
Há
variadas vezes que ele muito se irrita,
Outras
vezes se mostra muito carinhoso.
A seus
pais ele traz muita preocupação,
Mas
traz também muito riso e alegria,
Ora as
pessoas muito dele se afastam,
Ora
desejam sua excelente companhia.
A gente
não pode estar sempre com ele,
Mas sem
ele também não dá pra ficar,
Se ele
se ausenta, ou mesmo se afasta,
Logo,
todos querem com ele estar.
Há uma
simples falácia por aí a fora,
Que ao
menino abate ou mesmo exalta.
Já se
disse: “Menino é como polícia:
“Quando
perto, incomoda, longe, faz falta”.
O
menino é um presente de Deus,
Precisamos
entendê-lo e amá-lo,
Ele
transtorna a vida dos parentes,
Mas,
todos, também, estão a procurá-lo.
Rev.
Péricles Evangelista Matos
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