segunda-feira, 19 de outubro de 2026

POESIA...

 

O MENINO

Peralta, escala até degraus de costa,

Sobe em tudo como exímio escalador,

Energia não lhe falta, é um furacão,

Profissional na malinesa, nunca amador.

 

Enche os bolsos com centenas de objetos,

E quando quer um deles, joga tudo ao chão,

São objetos de toda cor, tipo e espécie.

Tudo que carrega dá pra encher caminhão.

 

Ele quer fazer tudo de uma única vez,

Pega balde com água, sapato, brinquedo,

,Roupa, livro, vassoura, o que houver,

E quase sem aguentar faz disto um folguedo.  

 

Ele gosta de animais: gato, cachorro,

Papagaio, peixe, cavalo, carneiro...

Se pudesse criava tudo dentro de casa,

Entre os criadores seria o primeiro.

 

E, sabe, todos da família muito o amam,

E ele também se mostra muito amoroso,

Há variadas vezes que ele muito se irrita,

Outras vezes se mostra muito carinhoso.

 

A seus pais ele traz muita preocupação,

Mas traz também muito riso e alegria,

Ora as pessoas muito dele se afastam,

Ora desejam sua excelente companhia.

 

A gente não pode estar sempre com ele,

Mas sem ele também não dá pra ficar,

Se ele se ausenta, ou mesmo se afasta,

Logo, todos querem com ele estar.

 

Há uma simples falácia por aí a fora,

Que ao menino abate ou mesmo exalta.

Já se disse: “Menino é como polícia:

“Quando perto, incomoda, longe, faz falta”.

 

O menino é um presente de Deus,

Precisamos entendê-lo e amá-lo,

Ele transtorna a vida dos parentes,

Mas, todos, também, estão a procurá-lo.

 

Rev. Péricles Evangelista Matos

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