quinta-feira, 29 de novembro de 2018

BOLIVAR/BRASÍLIA






NATAL SEM CRISTO!



23/12/2011
Natal sem Cristo

Planeta sem órbita, cântico emudecido, trilho na areia que a onda apaga – eis o Natal sem Cristo. Não se pode separar da ideia de Natal a alegria da mensagem cristã. Vivemos a revivescência de Sodoma e Gomorra, experimentamos a incredulidade dos dias de Noé – casamo-nos e damo-nos em casamento, folgamos e sorrimos, comemos e bebemos, corremos para o NADA entre nuvens de poeiras atômicas.

Natal passou a ser pretexto para mais uma festa, para mais um piquenique, para mais uma oportunidade de enviar um cartão amável à criatura amada, para mais um momento de convívio com os filhos.

Natal é árvore, o comércio aberto até mais tarde, dezenas de velhinhos de roupas vermelhas e barbas brancas distribuindo sorrisos forçados e “volantes” de propaganda, bailes onde à penumbra acaricia, banquetes onde a champanha espoca e o leitão assado reina coroado de limões.

E a mensagem de anjos? Que foi feito daquele coro celestial que proclamava glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade? Paz na Terra!

Chega o Natal com sinos e música de órgão. E o menino Jesus onde está? Abandonado nos presépios mercantilistas: “pague vinte reais para ver o menino Jesus que se move na manjedoura!”

Vivemos a era do Natal sem Cristo. A última coisa que se pensa nestes dias de festa é na doutrina de amor que Jesus pregou e pela qual morreu na cruz.

Meu Natal não será apenas pretexto para cumprimentar uns quantos amigos, para comprar uns quantos brinquedos, para banquetes e festas. Meu Natal será de oração e cântico, de amor cristão e paz.

Não há Natal sem Cristo! Não há paz sem Jesus! Não há boa vontade entre os homens sem submissão ao Evangelho. Papai Noel, árvore verde, cartão postal, banquete e presente é festa. Natal é Cristo, exclusivamente Cristo nascido, crucificado e ressuscitado para me salvar!

 Penso da mesma maneira. Dionê Machado
 Dezembro de 2018. Reflexão.

(Escrito por Gióia Jr).

A HISTÓRIA DO NATAL! 02



História
Cristo não nasceu no Natal
O 25 de dezembro é apenas uma data simbólica, adotada pela Igreja por volta do século 4. Na verdade, ninguém ideia de quando Jesus Cristo nasceu.
Por Reinaldo José Lopes

Cerca de 30% da humanidade – ou todos aqueles que são cristãos – comemoram o nascimento de Jesus Cristo no Natal, dia 25 de dezembro. A verdade, no entanto, é que ninguém tem a mais vaga ideia de quando Cristo nasceu. É que, apesar da fama de profeta e Messias, ele veio ao mundo como um humilde camponês da Galileia, fato que não provocou muito alvoroço entre os letrados de seu tempo – únicas pessoas que seriam capazes de deixar registros históricos. O mais provável, segundo os estudiosos do tema, é que 25 de dezembro tenha sido a data escolhida para “aniversário” de Jesus por motivos simbólicos, não por corresponder ao dia de seu nascimento.

Uma das hipóteses com maior número de defensores entre os estudiosos do tema sugere que, em algum momento do século 4, a Igreja fixou a comemoração no dia 25 de dezembro com a intenção de suplantar o antigo – e muito popular – festival pagão do Sol Invicto, que ocorria mais ou menos na mesma época do ano e era pretexto para comilanças homéricas. A festa comemorava o solstício de inverno (dia mais curto do ano). No hemisfério Norte, ele normalmente ocorre por volta do dia 22 de dezembro (21 de julho no hemisfério Sul).

Mesmo naquela época, comemorar o solstício não era nenhuma novidade. Essa data sempre foi simbolicamente associada a nascimento e renascimento. Babilônios, persas, egípcios, gregos, romanos… Todos esses povos criaram suas próprias homenagens ao deus Sol. “Para não entrar em conflito com essas tradições milenares, a Igreja decidiu fixar a celebração do nascimento de Jesus na mesma época do ano, fim de dezembro”, diz Gabriele Cornelli, professor de filosofia antiga da UnB.
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Há quem tente encontrar pistas do verdadeiro “aniversário” de Cristo nos Evangelhos, já que eles reconstituem sua trajetória com base em tradições orais. No Evangelho de Lucas, por exemplo, lê-se a famosa história dos pastores que, enquanto vigiavam rebanhos ao relento, foram avisados por anjos sobre o nascimento do Menino Jesus. Como dezembro é uma época fria demais na região de Belém, principalmente para ficarem pajeando ovelhas durante a noite, alguns especuladores apostam em uma data de clima mais ameno – primavera, talvez abril. Poucos estudiosos, no entanto, acreditam que esses textos sejam confiáveis do ponto de vista histórico.

Na ponta do lápis

Um dos fatores que podem ter influenciado a Igreja quando ela fixou a comemoração do nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro envolve cálculos sobre a concepção do Messias. Eruditos cristãos do século 3 especulavam, com base em complicadas contas feitas a partir de textos bíblicos, que o mundo deveria ter sido criado no dia 25 de março. Faria sentido, portanto, que Jesus tivesse sido concebido nessa data, já que sua encarnação representava o recomeço de tudo. Contando 9 meses para frente (o tempo da gravidez de Maria), chegaram à provável data do nascimento: 25 de dezembro..

AMERICANOS QUEREM COPIAR!

A palavra da Língua Portuguesa que os americanos querem copiar

Dizem que é uma das palavras da Língua Portuguesa que melhor caracteriza o povo português e a sua maneira de estar na vida. E agora... parece que os americanos gostavam de a ter no vocabulário deles.
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portuguesa
Livros
Há palavras em japonês (“tsundoku” — comprar e acumular livros que nunca lemos), indonésio (“jayus” — uma piada tão mal contada que não resistimos a rir dela), norueguês (“utepils” — beber uma cerveja ao ar livre num dia de sol) ou georgiano (“shemomedjamo” — continuar a comer apesar de estarmos cheios, por estar a saber tão bem). E no meio de uma vintena de línguas, há também uma palavra em português: “desenrascanço”.
O site Buzzfeed elegeu “28 belas palavras que a língua inglesa deveria roubar”, por lamentavelmente não existirem sinónimos no idioma do senhor Shakespeare. E a prova de que o trabalho foi bem feito está tanto na qualidade das palavras escolhidas (a maior parte das quais, diga-se de passagem, a língua portuguesa também deveria roubar), como no facto de a palavra gualdripada ao português não poder ser melhor escolhida.
Não foi “fado”, não foi “saudade”, foi mesmo “desenrascanço”, que é assim traduzida: “the last minute improvisation of a hasty but perfectly sound solution; pulling a MacGuyver”. Ou seja: “improvisação de última hora de uma solução apressada mas perfeitamente eficaz”. É mesmo isso. A que se segue uma palavra em inglês que não tem exactamente tradução na língua de Camões, mas que é sempre uma bonita citação de um extraordinário ícone dos anos 80… que, sim, foi o grande mestre internacional do desenrascanço. Só lhe faltou mesmo ser português.
desenrascanço
Desenrascanço
O que os americanos desconhecem, talvez, é que não basta adoptar a palavra para conhecer a verdadeira arte do desenrascanço. O desenrascanço é uma qualidade inata dos portugueses e, também, dos brasileiros. Dificilmente se encontram outros povos que sejam capazes de ter tanta criatividade para fazer tanto com tão pouco à última da hora, ou seja, para improvisar quando nada parece ter solução.

3 palavras portuguesas sem tradução em outros idiomas

1. Saudade

Esta palavra é, há muito, catalogada como sendo ‘só portuguesa’. Segundo a tradução feita, esta palavra significa um desejo melancólico ou nostálgico por uma pessoa, lugar ou coisas, que estão longe, quer no espaço, quer no tempo. Uma vaga de nostalgia que sonha, por vezes, com fenómenos que podem mesmo nem existir. Assim é a explicação da saudade, para Lomas. Para ilustrar a palavra ‘saudade’, o artigo da BBC fala da fadista Cristina Branco e das suas músicas com o tema do que é sentir-se saudoso a ponto de se morrer de saudade. Tal como tantos outros artistas o fazem.

2. Desbundar

A expressão é explicada, segundo a BBC, como sendo a forma de perder as inibições e, simplesmente, entrar em modo de diversão.

3. Desenrascanço

Toda a gente sabe o que é ‘desenrascar-se’ de algo. Pois bem, segundo conta a BBC, é o ato de se desembaraçar engenhosamente de uma situação problemática. Falta é a expressão exacta para traduzir.


MENTIRAS SOBRE SALVADOR!

Bazar

É baratino! 10 mentiras sobre Salvador que você sempre acreditou

Subsolo do Mercado Modelo abrigava escravos? Pelourinho é a parte mais antiga da cidade? Sei não...

Rafaela Fleur* rafaela.fleur@redebahia.com.br 28.11.2018,

(Colagem: Quintino Andrade/CORREIO)
No Mercado Modelo é difícil achar quem duvide. Por lá, os comerciantes juram de pés juntos que aquele subsolo é assombrado. O motivo? Lá funcionava uma prisão para escravos e o espírito deles permanece vagando até hoje. Se der sorte, pode até encontrar algum relato de quem já ouviu gritos de dor e chicotadas no local. Assustador? Pode até ser. Só tem um detalhe: o Mercado nunca serviu pra isso. 
Se você se surpreendeu com a informação, saiba que existem muitas outras estórias e curiosidades sobre Salvador. Aquele tipo de coisa que não se sabe a fonte ou onde começou, mas todo mundo acredita cegamente que é verdade. 
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(Colagem: Quintino Andrade/CORREIO)
“São mitos populares. Algumas coisas são repetidas erroneamente e se tornam algo em que as pessoas acreditam. Você ouviu falar, não sabe de onde veio a informação, mas acha que é verdade. Essa oralidade é muito comum na nossa terra, acaba virando algo pitoresco”, comenta Francisco Senna, arquiteto, historiador e professor de História da Faculdade de Arquitetura da UFBA durante 34 anos.
O historiador e escritor Daniel Rebouças (@daniel.reboucas.historia) também acredita que a oralidade tem papel fundamental na construção dessas estórias.
“Eu acho que a memória de uma cidade está muito associada à tradição oral. Como muitos nomes são parecidos, eles podem se confundir determinar situações, é o caso de pelourinho e Pelourinho, por exemplo”, diz Daniel.
Sim, tem diferença. Pelourinho com letra minúscula é um objeto, uma coluna de pedra presente em todo lugar colonizado por Portugal onde criminosos eram punidos.
O Pelourinho, Centro Histórico, é outra coisa. A confusão dos nomes iguais fortalece a ideia de que o ponto turístico baiano foi um local de tortura de escravos, o que também não é verdade.
Bateu curiosidade? Conversamos com os historiadores e listamos dez fatos curiosos sobre Salvador. Confira:
Subsolo do Mercado Modelo
Como foi dito no início da reportagem, essa conversa de que o subsolo do Mercado Modelo abrigava escravos é pura falácia. “É mentira. O prédio foi inaugurado em 1861 e em 1850, 11 anos antes disso, foi promulgada uma lei que abolia o tráfico de escravos, então não entravam mais navios negreiros.
A estrutura do subsolo só foi aberta em 1971, depois do incêndio de 1969. Antes, ali não era nada, só um porão construído para que o piso da alfândega, que ficava junto ao mar, não sofresse com a umidade e prejudicasse as mercadorias”, revela Senna.  E se você pensou no contrabando, ok, ele existia. Mas também não passava pelo local.
“Eles não paravam lá pois era uma alfândega, um local monitorado. O tráfico ilegal era feito no que hoje é o Jardim de Alah”, completa Daniel.
(Colagem: Quintino Andrade/CORREIO)
Fachada protetora
Há quem diga que a fachada da Ordem Terceira de São Francisco é toda de pedras porque foi construída na época da invasão holandesa. Sendo assim, a estrutura servia como proteção. Mentira!
“A igreja foi fundada em 1705 e a invasão aconteceu em 1624, ela nem existia. Na verdade, toda a igreja foi construída com decoração barroca, mas depois ela caiu de moda e o neoclássico passou a ser o mais bonito. As irmandades mais ricas, como a Ordem Terceira, mudaram tudo. Como reconstruir a fachada era muito complicado, ela acabou ficando”, explica Francisco.
(Colagem: Quintino Andrade/CORREIO)
Torre das igrejas
Algumas igrejas só tem uma torre pois não pagaram corretamente os impostos? Nada disso. As causas são diversas. “Ali no Terreiro de Jesus, por exemplo, tem a igreja de São Pedro dos Clérigos e a de São Domingos.
É mentira que não concluíram para não pagar impostos. Cada caso é um caso, o motivo pode ser até um relâmpago. Na igreja da Santíssima Trindade, no Comércio, foi isso que aconteceu”, afirma Senna.

Castigar escravos
Alguma vez você estava andando pelo Pelourinho e alguém comentou sobre aquela estória de que o local foi feito para castigar escravos? Se sim, saiba que não é 100% mentira, mas o negócio não é bem assim.
“Não foi feito para escravos, mas para prisioneiros em geral que eram condenados ao escárnio público. Essa condenação era para quem cometia pequenos crimes e furtos”, conta Francisco.
Pintando o sete
O bairro Sete Portas é famoso pelo grande comércio de rua. Porém, o nome não tem nenhum significado literal. O mesmo serve para a Casa das Sete Mortes. Francisco esclarece:
“O termo ‘sete’, no popular, quer dizer ‘muitas’. Quando você quer dizer que alguém anda muito, diz que usa bota de sete léguas, quando uma criança é muito danada ela pinta o sete… É a mesma coisa”.
Salvador fundada em 1549
Ok, essa não é mentira. Mas acontece que Salvador, em 1549, não foi fundada como uma cidade. O título oficial só veio dois anos depois, em 1551, através de uma bula papal.
“No Regimento de Almeirim, documento que declarava a fundação de Salvador, a atual capital baiana era considerada uma fortaleza. Ela só passa a ser cidade quando o Papa Leão III edita uma bula papal e cria o Estado São Salvador da Bahia, elevando essa fortaleza à dignidade de cidade”, pontua Senna.
“Antes disso, o conceito dela era de um lugar de defesa, típico de uma região colonizada”, acrescenta Daniel.
(Colagem: Quintino Andrade/CORREIO)
Graças à Rainha
Você já visitou o convento da Ordem Primeira de São Francisco? Se você é mulher e a resposta é ‘sim’, saiba que a Rainha da Inglaterra tem muito a ver com isso.
“Os conventos, da Ordem Primeira e  da Ordem Segunda, eram divididos em masculino e feminino, respectivamente. Todos eles tinham clausura, local reservado unicamente para frades e freiras. A Rainha Elizabeth foi a primeira mulher a pisar no convento da Ordem Primeira de São Francisco, em 1968. No local, só era permitida a entrada de frades. Depois dela passaram a liberar a entrada de mulheres”, comenta Senna.

Chile x Pelourinho
Se te perguntassem qual é a parte mais antiga de Salvador e você respondesse Pelourinho, estaria errado.O trecho mais antigo da capital, na verdade, é a Rua Chile.
“Antes o nome era Rua Direita do Palácio”, comenta Daniel. Mas por que o Pelourinho parece tão mais antigo? “Lá a arquitetura original foi mantida, a Rua Chile, como toda região central, foi sendo modificada ao longo dos anos, se adaptando às necessidades da época”, explica Francisco.
Verdadeiro padroeiro
Apesar da Lavagem, da pulseirinha, da igreja famosa… Não, não é Senhor do Bonfim. “É São Francisco Xavier, um santo jesuíta. Senhor do Bonfim é a maior devoção católica da Bahia, mas não é o padroeiro. Inclusive a prefeitura patrocina todos os anos uma festa para São Francisco”, conta Francisco.
“Tem a ver com a ligação de Salvador com as festas populares”, acrescenta Daniel. E por falar em igrejas, os historiadores revelam: Salvador tem muito mais que 365.
Praça José de Alencar
Ao ouvir esse nome você pode até não associar, mas, com certeza, já visitou ou ouviu falar.
“O nome oficial do Largo do Pelourinho é Praça José de Alencar”, diz Francisco.
Além disso, o pelourinho, símbolo da justiça, ficou instalado nesse local por apenas 25. O largo "oficial", em tese, seria no Terreiro de Jesus, onde ele permaneceu por 124 anos.
*Com orientação do editor Victor Villarpando

sábado, 24 de novembro de 2018

HERÓI OU VILÃO ?

Zumbi dos Palmares: herói ou vilão?

Zumbi dos Palmares: herói de quê?


Hoje é dia 20 de novembro. Para aqueles que não sabem, esse dia foi instituído como sendo o Dia Nacional da Consciência Negra pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, no calendário escolar brasileiro. Recentemente, a Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, instituiu o dia 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data foi assim designada porque, de acordo com o governo, o líder negro Zumbi dos Palmares, rei do Quilombo dos Palmares, foi morto no dia 20 de novembro de 1695. Mas quem é Zumbi dos Palmares?
Zumbi dos Palmares
De acordo com o site IBGE Teen, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Zumbi foi o grande líder do quilombo Palmares, considerado herói da resistência anti-escravagista.” Em seu discurso no encerramento da reunião de chefes de Estado e de Governo do Encontro Iberoamericano de Alto Nível em Comemoração do Ano Internacional dos Afrodescendentes, sediado em Salvador/BA, a presidente Dilma Rousseff referiu-se a Zumbi dos Palmares como “[o] grande herói brasileiro do Quilombo dos Palmares, líder do primeiro grande movimento contra a escravidão.” O site IBGE Teen também diz (grifo nosso):
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.
A transformação de Zumbi dos Palmares em um herói nacional é uma das maiores falácias da História do Brasil. A imagem de que Zumbi foi um líder revolucionário movido por “grandes sentimentos de amor” — como declarou ironicamente, séculos mais tarde, o argentino Ernesto “Che” Guevara — e que o Quilombo dos Palmares era um paraíso de igualdade e justiça social é uma imagem que em nada condiz com a realidade. Zumbi era um líder autocrático que governava o quilombo com mão-de-ferro. Exigia ser tratado como um rei e que, de fato, recebia a deferência de um estadista não apenas de seus súditos, mas igualmente de representantes do governo colonial. Era sobrinho de Ganga Zumba (“Grande Senhor”), o primeiro Rei de Palmares.
Um fato meticulosamente mantido fora dos registros históricos oficiais é o de que Zumbi dos Palmares enviava esquadrões de ataque para fazendas vizinhas não com o intuito de libertar seus irmãos negros do jugo escravista, mas para roubar escravos dos senhores de terra em seu próprio proveito. Sim, Zumbi dos Palmares foi um dos maiores senhores escravistas de seu tempo. E não se engane: aqueles que ousavam fugir do “paraíso” quilombola de Palmares eram perseguidos por experientes capitães-do-mato e, uma vez recapturados, eram torturados e mortos em praça pública — menos de 100 anos depois, algo semelhante foi conduzido em Paris durante a Revolução Francesa, período conhecido como “O Terror”. Para saber mais, recomendamos a leitura do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, de Leandro Narloch.
Enquanto Zumbi foi alçado à condição de herói nacional, um dos verdadeiros baluartes brasileiros da luta contra o autoritarismo governamental tem sido esquecido, quando não diuturnamente difamado: Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. Alferes da guarda, foi um dos líderes da Inconfidência Mineira, movimento revolucionário inpirado pela Revolução Americana de 1776. A principal luta da Inconfidência Mineira foi contra a instituição dos impostos da derrama e do quinto, que impunham uma tributação pesada aos empreendimentos auríferos. Esse espírito foi o mesmo que, em essência, guiou o Boston Tea Party, de 1773, o estopim da luta pela independência dos Estados Unidos: “No taxation without representation” (“Não à taxação sem representação”).
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
Apesar de não haver relação aparente entre esses dois fenômenos — a ascendência de Zumbi e o oblívio de Tiradentes –, esses dois processos estão intimamente relacionados. Dentro do mais profundo espírito do politicamente correto, não é de bom tom que um herói nacional branco, inspirado por idéias anglo-saxônicas, seja considerado maior e mais importante para nossa história do que um líder negro, que não se deixou “dobrar” ante “diretrizes eurocêntricas” e defendeu a “liberdade” através de uma legítima “resistência africana” (haja aspas!). O mesmo ocorreu, em menor medida, com João Cândido Felisberto (conhecido sentimentalmente como “Almirante Negro”), um dos líderes da Revolta da Chibata (22 a 27 de novembro de 1910): sua imagem tem sido largamente utilizada pela esquerda, que tem colado à figura de João Cândido os ideais “libertários” defendidos por socialistas, anarquistas e comunistas. Ironicamente, João Cândido foi um dos principais líderes da Ação Integralista Brasileira na cidade do Rio de Janeiro, além de amigo pessoal de Plínio Salgado.
João Cândido Felisberto
Zumbi dos Palmares lutou por seus próprios interesses. Tiradentes, também. Entretanto, os interesses de cada uma dessas figuras diz muito sobre elas: enquanto Zumbi queria manter seu domínio tirânico, sendo tratado como um soberano e sufocando qualquer questionamento à sua autoridade, Tiradentes queria restringir o poder do governo de taxar os indivíduos sem a devida representatividade, o que ele enxergava como tirania. Ao se olhar para essas duas figuras históricas do Brasil, surge a pergunta: qual deles realmente lutou pela Liberdade?
Nota do Blog do Carlos Henrique: Zumbi dos Palmares, como se pode notar pelo texto, jamais foi um herói, jamais lutou contra a escravidão. Está na hora da verdade ser dita, e de Zumbi dos Palmares ser mandado para o mar do esquecimento. Ele era um verdadeiro Tirano. Até quando nesse país nas escolas continuarão engannado às crianças, adolescentes e jovens, fazendo do maior escravocrata da história brasileira, que era o zumbi dos palmares, um herói? De herói ele não tinha nada. Mas de vilão e enganador ele tinha tudo.

GOLPE MILITAR DEVE SER COMEMORADO!

Para novo ministro da Educação, golpe de 1964 deve ser comemorado

  • O professor colombiano defende que a tomada do poder pelos militares, que perdurou por 20 anos, foi essencial para a abertura democrática do Brasil
São Paulo — O novo ministro da Educação escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou em um texto do seu blog que o golpe militar de 31 de março de 1964 “é uma data para lembrar e comemorar”.
Segundo o professor, a tomada do poder pelos militares, que perdurou por 20 anos, foi essencial para a abertura democrática do Brasil.
Os nossos militares prepararam os seus quadros de oficiais para se inserirem no Brasil democrático, abrindo espaço ao público feminino e com pleno respeito às lideranças civis legítimas surgidas do voto popular e às instituições do governo representativo”, resume.
Professor de Ciência da Religião da UFJF, Rodríguez defende que a atuação dos militares “nos livrou do comunismo”. 
“64, vale sim afirmá-lo, nos livrou do comunismo. Nos poupou os rios de sangue causados pelas guerrilhas totalitárias […] Não tivessem os militares brasileiros agido com força para desmantelar a “República do Araguaia”, teríamos tido o nosso “Caguán” (o território “livre” do tamanho do Estado do Rio de Janeiro, situado no coração da Colômbia e a partir do qual as Farc chegaram quase a balcanizar o país vizinho)”, escreveu.
De acordo com o futuro ministro, “os treze anos de desgoverno lulopetista, os militantes e líderes do PT e coligados tentaram, por todos os meios, desmoralizar a memória dos nossos militares e do governo por eles instaurado em 64″.
Para ele, a Comissão Nacional da Verdade, que teve o papel de investigar violações de direitos humanos durante o regime militar e apresentou em seu relatório final o número de 434 mortes no período, “foi a iniciativa mais absurda que os petralhas tentaram impor”.
Em um trecho de seu artigo, no entanto, o futuro ministro reconhece que “períodos de exceção são ruins em termos de aprendizado democrático”, e completa, ainda, que “houve excessos no que tange à repressão”, mas justifica que a Lei da Anistia retomou os direitos dos exilados. 
“É importante lembrar que, se aproximando o fim o regime militar, foi aprovada a Lei de Anistia que possibilitou a volta dos exilados e a formação de partidos políticos de oposição por parte deles. Seria uma aberração, como pretenderam os petistas, fazer regredir o relógio da história, como se não tivesse havido Lei de Anistia, a fim de perseguir os desafetos da derrotada e ressentida militância da esquerda radical. Esse foi um desserviço à Nação que felizmente não prosperou”, afirmou.

NOTÍCIAS...03

    https://youtu.be/8oxhBNW7ZBw?si=RiEEHwPcwysgPHio     https://youtu.be/NCEF7-ubXC8?si=iagc6p9E2ey2ejIF     https://youtu.be...