ALTAMIRA
Monumento que marca o início da construção da Rodovia
Transamazônica, conhecido como “Pau do Presidente”, Altamira (PA)[14]
Em 1972 foi implantado nesse município o marco zero da
Rodovia Transamazônica (BR-230) pelo ditador do Brasil, Emílio Garrastazu
Médici, popularmente conhecido como Pau do Presidente.[15] Iniciava-se um
período de intensa exploração da floresta amazônica, com assentamentos de
colonos e abertura de vias terrestres, algumas já abandonadas e outras que
geraram os municípios da região (Medicilândia, Anapu, Vitória do Xingu etc.).
Entre o final da década de 1980 e 1990 Altamira ganhou
notoriedade com uma série de crimes que ficaram conhecidos como o caso dos
meninos emasculados, que vitimou meninos com idades entre 8 e 14 anos.[16]
Década de 2010: Belo Monte e impactos socioambientais
Construção polêmica da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em
2015.
Desde 2009 Altamira atrai atenções por ser a cidade mais
próxima da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo impacto divide opiniões.[17]
Os cidadãos locais no geral aprovam a obra, apesar de admitirem que o inchaço
populacional trouxe problemas.[18] O empreendimento de R$ 30 bilhões fez a
população altamirense saltar de 100 mil segundo o Censo de 2010, para mais de
140 mil, na avaliação da prefeitura. Dentre os problemas estão a piora do
trânsito local causada pelo aumento da frota de motocicletas - muitas das quais
são dirigidas por motoristas sem carteira de habilitação -[19] e um aumento na
violência.[20]
Um dos episódios correlacionados aos problemas
socioeconômicos e ambientais do empreendimento de Belo Monte ocorreu em julho
de 2019, no Massacre em Altamira em 2019, quando uma disputa entre as facções
criminosas Comando Vermelho e aliados do Primeiro Comando da Capital pelo
domínio do trafico de entorpecentes e armas na região, levou a morte de 62
detentos do Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT).[21][22]
Sem comentários:
Enviar um comentário