
Verificado
Moro e o Impeachment, por CoppollaA oposição (política, judicial e midiática) terá enorme dificuldade de fazer do ex-Ministro da Justiça o ALGOZ DO PRESIDENTE. Especialmente porque Sergio Moro declarou que “em nenhum momento afirmou que o Presidente da República teria praticado um crime” e que não houve, por parte do Presidente, solicitação de interferência ou de informação sobre inquéritos policiais.
Com essas declarações, Moro (provavelmente de forma bem calculada) obtém 2 resultados:
1º.) mitiga a possibilidade de ser acusado por denunciação caluniosa;
2º.) tira dos seus ombros o ÔNUS DE ACUSAR Jair Bolsonaro.
Essa inglória tarefa agora repousa nas “costas quentes” do Procurador Geral da República. Afinal, foi ele quem determinou o escopo do inquérito no STF e listou uma série de possíveis crimes de ambas as partes: ex-Ministro e Presidente. E já que estamos no campo das possibilidades, vamos retomar uma delas: é possível que ninguém tenha cometido crime algum. Na prática, existe pouca contradição entre as falas do ex-Ministro e do Presidente; ou seja, é plausível que as duas versões estejam muito próximas da realidade e da verdade dos fatos.
A questão central é avaliar até que ponto as ações do Presidente da República representam INTERFERÊNCIA POLÍTICA EM INVESTIGAÇÃO POLICIAL – se essa ingerência for comprovada, eu serei o primeiro a dizer que o ato é antijurídico! Mas por enquanto o que temos é só especulação e oportunismo político.
E se alguém ainda tiver alguma dúvida de que, em princípio, não houve ilegalidade nos atos do Presidente, basta aguardar a manifestação do STF sobre as novas nomeações na Polícia Federal... será que eles terão a ousadia de invadir, novamente, a competência de outro Poder ou JÁ SE CONFORMARAM EM OBEDECER A CONSTITUIÇÃO? Minha aposta é num silêncio eloquente do Tribunal.
RESUMINDO: Em seu depoimento à Polícia Federal, o antigo Juiz Federal foi ele mesmo: fiel à sua biografia, comedido nas palavras e técnico em seus juízos. Mas também foi político: não permitiu que o sistema o instrumentalizasse como uma FERRAMENTA PRÓ-IMPEACHMENT.
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