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Geraldo Leony Machado |
PLATÃO
ATUAL - Nessa estressante quarentena, o computador, os livros e o
celular são meus refúgios, além, naturalmente, do cuidado com minha
labrador e meus quatro periquitos australianos.
Na estante, vi o livro “Da Filosofia e do filosofar: o sentido do viver humano”, do tio Germano Machado, selo do Círculo de Estudo Pensamento e Ação – CEPA – passando a folheá-lo. Lembrava do contributo do ilustre parente às letras e ao pensamento da Bahia.
Transportei-me à Atenas e logo retornei. A maquina do tempo trouxe-me rápido. Pareceu-me não ter empreendido tamanha viagem porque a mesma realidade se estendia aos meus curiosos olhos:
Capítulo VI, página 35:
Platão “...graças à perspicácia do seu gênio, não tardou a verificar que, para promover a grandeza nacional, era necessário, antes de tudo, ou melhor, converter os políticos do egoísmo ao altruísmo, dos interesses do bolso e das vantagens pessoais para o idealismo do sacrifício pela causa pública...”
Atenas, séculos IV e V, 427 a 334 a. C, Brasil, 2020. Palcos diferentes. Mesma realidade. É impressionante o avanço tecnológico da humanidade e sua estagnação no plano comportamental,
ético. Entendo haver no interior do homem a semente que o faria, ou
fará, crescer para despojar-se de valores menores, distanciando-o do
apego aos bens e ao desejado conforto pessoal, como tentativa - quem
sabe – de eternizar sua existência.
E lá vai ele, o homem, a construir ideologias, na busca incessante de ascensão, no melhor dos sentidos. Umas espiritualistas
porque dizem, seus adeptos, crerem, mesmo de modo infantil, em poder
superior; outras materialistas focadas no existente palpável. Essas
sequer mereceriam menção.
Ideologia – aferro-me, entre outros, ao significado do Dicionário Online de Português: “substantivo feminino. Reunião das certezas pessoais de um indivíduo, de um grupo de pessoas e de suas percepções culturais, sociais”.
Mas, não têm os espiritualistas vinculação ao Cristianismo? Padrão de seus comportamentos?
O sentido de fraternidade imposto na Bíblia não seria bastante o
suficiente para estabelecer-se planos de ação para atingir os objetivos
voltados para o próximo, enfim para o povo? A isso, tão-só, não deveriam
os partidos se ater? Estabeleceriam apenas caminhos.
Indagações que nos levam a possíveis acusações de utopias comportamentais , de ilusões balzaquianas, ilusões de ótica, despreparo e cegueira político-social ,
sem olhar pelo olho mágico da percepção, a própria ilusão, e outras
prováveis ilações desde a de ser irreal até sonhador, utópico,
fantasioso...Um risco que se corre fugindo da omissão e da tríplice negação de Pedro.
Reflexivo, angustiado, transporto-me novamente para Atenas, parecendo-me ver Germano ouvindo a palavra fácil de Platão. Olha para mim, sorri, agradece a referência ao seu livro e me pede para terminar com esse pequeno tópico da pág. 36:
“...Platão não podia deixar de ver que uma ética assim baseada em princípios subjetivos e relativos não vale. Ética relativa não é norma alguma. Platão compreendeu que a verdadeira ética só pode ser algo independente da vontade humana, racional , algo objetivo. É o que se pode ler em Politéia (República na tradução)...”
Geraldo Leony Machado
SSA 06.05.2020
Na estante, vi o livro “Da Filosofia e do filosofar: o sentido do viver humano”, do tio Germano Machado, selo do Círculo de Estudo Pensamento e Ação – CEPA – passando a folheá-lo. Lembrava do contributo do ilustre parente às letras e ao pensamento da Bahia.
Transportei-me à Atenas e logo retornei. A maquina do tempo trouxe-me rápido. Pareceu-me não ter empreendido tamanha viagem porque a mesma realidade se estendia aos meus curiosos olhos:
Capítulo VI, página 35:
Platão “...graças à perspicácia do seu gênio, não tardou a verificar que, para promover a grandeza nacional, era necessário, antes de tudo, ou melhor, converter os políticos do egoísmo ao altruísmo, dos interesses do bolso e das vantagens pessoais para o idealismo do sacrifício pela causa pública...”
Atenas, séculos IV e V, 427 a 334 a. C, Brasil, 2020. Palcos diferentes. Mesma realidade. É impressionante o avanço tecnológico da humanidade e sua estagnação no plano comportamental,
E lá vai ele, o homem, a construir ideologias, na busca incessante de ascensão, no melhor dos sentidos. Umas espiritualistas
Ideologia – aferro-me, entre outros, ao significado do Dicionário Online de Português: “substantivo feminino. Reunião das certezas pessoais de um indivíduo, de um grupo de pessoas e de suas percepções culturais, sociais”.
Mas, não têm os espiritualistas
Indagações que nos levam a possíveis acusações de utopias comportamentais
Reflexivo, angustiado, transporto-me novamente para Atenas, parecendo-me ver Germano ouvindo a palavra fácil de Platão. Olha para mim, sorri, agradece a referência ao seu livro e me pede para terminar com esse pequeno tópico da pág. 36:
“...Platão não podia deixar de ver que uma ética assim baseada em princípios subjetivos e relativos não vale. Ética relativa não é norma alguma. Platão compreendeu que a verdadeira ética só pode ser algo independente da vontade humana, racional , algo objetivo. É o que se pode ler em Politéia (República na tradução)...”
Geraldo Leony Machado
SSA 06.05.2020
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