A Igreja somos nós...
Não aquela situada nos bairros nobres...
Nem a que foi construída perto dos barracos,
Nos lixões...
As dos morros, dos bairros afastados,
Ou abastados... Aonde os pastores chegam de carrões,
Roupas grifadas oram com celular nas mãos...
Esperam o canal da televisão... Gritam, pois o Espírito
Está no descanso... Emburrado à espera dos dízimos
E ofertas e dos cantores da ocasião...
Todas fizeram a harmonização, os filhos desviados
Culpam os amigos, não a sua entronização...
Cegos guiando cegos...
Aplaudem e adoram o jogador famoso,
O cantor do sambão, que afirmou aos gritos,
No céu não vou, é monótono, gosto de gritos,
Molejo, corpo desnudo, desmaios e gritos,
Tenho avião...
Quero ser rei ou rainha, tomo o cetro e grito:
Ninguém é tão ovacionado!
Quem é esse que morreu e ressuscitou
Nem poder tinha, Deus levou...!
A igreja está vazia, oca, sem vida, sem o Espírito,
Pois o homem matou...
Buscam a verbosidade fluente, sem fundamento.
Na Palavra do Criador...
Dionê Leony Machado
31.10.2022
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