O TEMPO URGE...
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Ouve-se o tocar de uma trombeta... Anunciando a quarentena que teríamos que viver... Um alerta... Um terço iria sucumbir... Avisos foram dados... Ninguém ouviu... Continuavam atordoados Com a aparência, com ganhos desonestos, mentiras, fraudes, Todo tipo de devassidão... Parecem gaviões comendo a podridão... Virou um lixão... Urubus sobrevoam Disputando a coroação... Quem segurará o cetro que sem fidelidade não fez por merecer? A indignidade cresceu... Não há parâmetros... O importante é ter milhões... Como conseguiu não importa... Uma sociedade ácida... Corrói toda a humanidade. Corre-se daqui ou de lá não há nascentes que possam vingar... Luxo, quantidades sem qualidades. Vende-se até avô se o negócio é vencer. Milhões em uma garagem. Outros, só conhecem o da feira... Mortes estúpidas... Dentro da família... Amigos... Trabalho... A impureza, lascívia como consequência das famílias desestruturadas... Mortas, mas com holofotes... Mortos desfilam quase nus, cheios de tatuagens, roupas de grife, cirurgias onde escondem a idade, mas não a qualidade da união com aquele que a criou... Aviões, navios, helicópteros, mansões... O tempo urge... Nada nos pertence. Bens emprestados. Não há caminhão para fazer a mudança, nem conta bancária para Fazer um Pix... Só a roupa que está vestido... Nem ela será por você escolhida. Podem até roubar... Virá como nasceu... Sem a palmada para respirar... Você morreu...
Dionê Leony Machado
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