segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O TEMPO URGE...

 

 


 


O TEMPO URGE...

 




 

 

 

Ouve-se o tocar de uma  trombeta...

Anunciando a quarentena que teríamos que viver...

Um alerta... Um terço iria sucumbir...

Avisos foram dados... Ninguém ouviu... Continuavam atordoados

Com a aparência, com ganhos desonestos, mentiras, fraudes,

Todo tipo de devassidão...

Parecem gaviões comendo a podridão...

Virou um lixão... Urubus sobrevoam

Disputando a coroação...

Quem segurará o cetro que sem fidelidade não fez por merecer?

A indignidade cresceu...

Não há parâmetros...

O importante é ter milhões... Como conseguiu não importa...

Uma sociedade ácida...

Corrói  toda  a humanidade. 

Corre-se daqui ou de lá  não há nascentes que possam vingar...

Luxo, quantidades sem qualidades.

Vende-se até avô se o negócio é vencer.

Milhões em uma garagem. 

Outros, só conhecem o da feira...

Mortes estúpidas... Dentro da família... Amigos... Trabalho...

A impureza, lascívia como consequência das famílias desestruturadas...

Mortas, mas com holofotes...  Mortos desfilam quase nus, cheios de tatuagens, roupas de grife, cirurgias onde escondem a idade, mas não a qualidade da união com aquele que a criou...

Aviões, navios, helicópteros, mansões...

O tempo urge...

Nada nos pertence. Bens  emprestados. 

Não há caminhão para fazer a mudança, nem conta bancária para Fazer um Pix...

Só a roupa que está vestido...

Nem ela será por você escolhida. 

Podem até  roubar...

Virá como nasceu...

Sem a palmada para respirar...

Você morreu...

 

Dionê Leony Machado 

 

 

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