Algumas
aparecem no cotidiano com frequência, outras surgem em contextos mais formais.
Você já
tentou colocar no plural uma palavra e sentiu que algo estava errado? A língua
portuguesa tem palavras que simplesmente não aceita plural, por razão
semântica, gramatical ou de uso consagrado, e muita gente as força
incorretamente no dia a dia sem perceber.
As dez
palavras que merecem atenção são:
1 Saúde
Representa
um estado absoluto e indivisível. Dizer “saúdes” só ocorre em brinde informal,
sem valor gramatical oficial.
2 Caos
Palavra
de origem grega que já termina em “s” e designa um conceito singular. “Caoses”
é forma inexistente na língua.
3 Nada
Pronome
indefinido que representa ausência total. A ideia de multiplicar o nada não faz
sentido semântico.
4 Lés
Ponto
cardeal que indica direção única. Como todos os pontos cardeais, não admite
flexão de número.
5 Ouro
Substantivo
de matéria contínua e indivisível. Só vai ao plural em sentido figurado muito
específico e poético.
6 Fé
Conceito
abstrato e singular por natureza. “Fés” não existe no uso padrão culto da
língua portuguesa.
7 Sede
(desejo)
No
sentido de desejo de água ou de algo, é estado singular. Diferente de “sede”
como local, que aceita plural.
8 Treva
Embora
popular no plural “trevas”, a forma singular já carrega o sentido completo e é
a forma gramaticalmente primária.
9 Cobre
Como o
ouro, é substantivo de matéria e não admite plural em seu uso técnico e
gramaticalmente correto.
10 Êxtase
Estado
psicológico único e absoluto. Pluralizá-lo contradiz o próprio significado de
experiência singular e intensa.
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