quarta-feira, 1 de maio de 2024

AOS 80 ANOS... AO AMIGO NEWTON DIAS.

 

Reflexão sobre 80 anos de vida

Com oitenta anos, percebemos que o legado que deixamos vai além de conquistas materiais. Ele se reflete nas vidas que tocamos ao longo do caminho.

 

Aos 80 anos, as rugas são mapas de uma vida vivida, marcadas por sorrisos, lágrimas e momentos que moldaram nossa essência.

 

Oitenta anos são uma sinfonia de momentos, cada nota tocando a melodia única de uma vida bem vivida.

 

Aos 80 anos, a sabedoria adquirida transforma cada desafio em uma oportunidade de crescimento e cada obstáculo em uma lição valiosa.

 

Oitenta anos são um espelho da vida, refletindo todas as escolhas e experiências que moldaram quem somos.

 

A maturidade de oito décadas nos ensina que a simplicidade é a chave para a verdadeira felicidade, encontrada nos pequenos prazeres do dia a dia.

Aos 80 anos, percebemos que a verdadeira riqueza está nas relações construídas ao longo da jornada.

Ao chegar aos 80, compreendemos que o tempo é o recurso mais valioso, e é preciso investi-lo sabiamente em momentos que realmente importam.

 

Na oitava década de vida, entendemos que a gratidão é a linguagem universal que transcende todas as barreiras.

 

Com o passar do tempo, entendemos que o perdão é uma dádiva que liberta o coração e permite que a paz floresça.

A idade é apenas um número, mas a sabedoria que vem com ela é um tesouro inestimável.

 

À medida que envelhecemos, descobrimos que a verdadeira beleza está na jornada, não na aparência.

 

A maturidade nos ensina que a vida é feita de altos e baixos, mas é a resiliência que nos mantém em pé.

 

A idade avançada é como uma obra de arte, cada ruga conta uma história única e preciosa.

Envelhecer é uma dádiva que nos permite apreciar a simplicidade da vida de uma forma que a juventude muitas vezes não permite.

Ao olhar para trás, aos 80 anos, vemos que as cicatrizes são marcas de superação e resistência.

 

Oitenta anos ensinam que a verdadeira beleza está na aceitação e celebração das imperfeições.

 

Aos 80 anos, compreendemos que o tempo é um presente precioso a ser usado com sabedoria.

MARMELOS...


 

Marmelos em árvore

Fruta é dura e cheia de taninos, mas utilizada para fazer doce

 

Hoje tem marmelada, tem, sim, senhor! A marmelada, para quem não sabe, já foi um doce muito produzido no Brasil. Sua fruta, o marmelo, até batizou a cidade de Marmelópolis, em Minas, que é o principal produtor do país.

 

E você já viu um marmelo? Ele é parente da pera e da maçã e chegou ao Brasil com os portugueses. Mas, atenção, não ouse dar uma dentada: é uma fruta dura e cheia de taninos, quase impossível de ser provada crua.


Ou seja, é daquelas que pregam a boca. Por ser rica em pectina (um espessante natural), é ótima para doces. E a marmelada, se conta, era uma das sobremesas favoritas da família Imperial, que chegou aqui em 1808.

 

Para fazer o doce, a casca da fruta é retirada, a polpa é processada em pequenos pedaços e cozida em tacho de cobre. Depois de esfriar, ganha uma consistência que lembra a da goiabada.

 

Por causa de uma praga no campo e do aparecimento de doces industrializados, a produção despencou na metade do século XX. Mas ela ainda sobrevive no interior de São Paulo, Minas e Goiás.

REFLEXÃO...02

 

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/57978/o-flagrante-em-rodrigo-pacheco

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Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

 

Neste domingo (28), donos de cães fizeram um protesto no aeroporto de Brasília por causa da morte do Joca, um cão, a bordo de um avião da Gol. Chamam esses donos por aí de “tutores”, mas eu não sei se as pessoas compram a tutela de filhotes – não entendo muito bem esse termo que virou moda. Enfim, até o presidente da República falou nisso.

 

Eu gostaria de ouvir protestos sobre outras mortes que são evitáveis, que são preveníveis. Porque assim como era evitável a morte do Joca, seriam evitáveis as mortes por dengue. Já são 4 milhões de casos, quase duas mil mortes, todas preveníveis.

 

O perigo é conhecido, porque no ano passado já ocorreram 1,65 milhão de casos. Mas não se comprou vacinas o suficiente, pelo menos na rede pública, já que as farmácias privadas as têm. Então é o Joca e mais um monte de brasileiros que estão sofrendo mortes que seriam preveníveis.

 

R$ 20 mil para coquetéis por dia no IBGE

Vejo que o presidente Lula autorizou uma verba de R$ 6 milhões para o IBGE, presidido por Márcio Pochmann, para realização de coquetéis. Imagine que se trabalha o ano todo com isso, que o ano tem 365 dias e, desses, mais ou menos 300 dias úteis. Dividindo-se R$ 6 milhões por 300, dá R$ 20 mil por dia em coquetéis, todos os dias úteis do ano. Meu Deus.

 

Desembargador acha inapropriada ideia que ele mesmo teve

Ainda sobre gasto público, eu comentei recentemente sobre a ideia que um desembargador teve de fazer uma calçada da fama, no estilo Hollywood, em Recife, em frente ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. Agora fiquei sabendo que ele desistiu da ideia por não achar viável nem apropriado a ideia que ele próprio anunciou em uma entrevista.

 

Um desembargador, presidente de um tribunal de Justiça, anuncia algo e depois acha que foi inapropriado. Eu fico pensando se isso ocorre em relação a uma sentença, a um voto, a um julgamento. Um juiz tem que pensar muito antes de falar alguma coisa em público. Aliás, juiz deveria falar só nos autos, não é?

 

Ministros do STF e do STJ participam de evento em Londres

Agora mesmo foram cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três do Supremo Tribunal Federal (STF) participar do Seminário Brasil Ideias, em Londres, um evento com 50 pessoas, das quais 24 eram palestrantes, realizado em hotel luxuosíssimo e pago pela iniciativa privada.

 

Segundo o Poder360, pelo Banco Master, que tem ações nos dois tribunais. Uau! Por isso que o jornal “O Estado de S.Paulo” fez um editorial intitulado “Está Faltando Pudor” ao tratar do assunto.

 

Santa Catarina proíbe fumar em praças e parques

Para terminar, saiu no Diário Oficial em Santa Catarina, onde já era proibido fumar em recintos fechados, que agora é proibido fumar em praças públicas e parques, sob pena de multa de R$ 840. Santa Catarina sempre à frente. Parabéns!

Alexandre Garcia

Colunas sobre política nacional publicadas de domingo a quinta-feira. *Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

REFLEXÃO...01

 

https://www.instagram.com/reel/C6Ubp48OAfR/?igsh=MTY2ZHB2ZHFlOHlqMA%3D%3D

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Olavo de Carvalho, 

Fora do tempo e fora de siNuma época em que a guerrilha comunista domina um país vizinho e no Brasil um partido marxista-leninista com serviço secreto privado e uma bela retaguarda armada está em vias de chegar ao poder, qualquer resistência ao comunismo é, surpreendentemente, acusada de estar “fora de moda”. Ressoando aos ouvidos de um povo que tem um terrível complexo de atraso, essa acusação tem imediato efeito paralisante. Preso em flagrante delito de pedofilia, um brasileiro não sentiria tanta vergonha quanto ao ser denunciado como “demodé” ou “ultrapassado”.

 

Mas a acusação tem ainda uma nuance mais sutil: ela insinua que o anticomunismo está ultrapassado porque seu inimigo não existe mais; combater o comunismo é lutar contra fantasmas do tempo da guerra fria. A ditadura comunista que oprime um bilhão e trezentos milhões de chineses, vietnamitas e tibetanos não existe, Fidel Castro não existe, os guerrilheiros da Colômbia não existem, Chavez não existe e a revolução camponesa do MST também não existe: nós é que, por sermos retrógrados e desinformados, resistimos às suas agressões como se eles existissem. Se fôssemos pessoas modernas, consentiríamos em que essas criaturas da nossa imaginação, caso não pudessem provar sua inexistência, ao menos decretassem a nossa, suprimindo-nos do rol dos existentes. Aí estaríamos na moda. Mais que socialistas, seríamos socialites.

 

O problema é que a crença na inexistência do comunismo é coisa ainda mais antiga do que a guerra fria. O comunismo jamais gostou de admitir que existe. Na década de 20 a OGPU (antepassada da KGB) já pagava a escritores exilados para que escrevessem livros demonstrando que o comunismo na Rússia tinha acabado. Mao Tsé-tung foi apresentado em comunicados oficiais do Kremlin como um inofensivo “socialista cristão”, Fidel Castro como um progressista democrático estilo americano. Depois de 1917, ninguém no mundo fez jamais uma revolução comunista anunciando que era uma revolução comunista. Se querem ter idéia do tremendo investimento que o comunismo tem feito, em dinheiro e esforço, para provar que não existe, leiam “New Lies for Old”, de Anatoliy Golitsyn (Atlanta, Clarion House, 1990). O autor é um ex-agente da KGB que testemunhou pessoalmente algumas dessas gigantescas operações de desinformação.

 

De outro lado, também é errado imaginar que o anticomunismo é coisa de museu. Arquivos históricos não são museus: são depósitos de bombas. Desde a abertura dos arquivos da KGB, o anticomunismo tornou-se o grande assunto nos círculos acadêmicos civilizados. Ela mostrou que tudo aquilo que nos anos 60 nós, jovens militantes, rejeitávamos como mentiras sórdidas do imperialismo, era pura verdade. Acreditávamos que os Rosenbergs tinham sido vítimas de um complô: os arquivos da KGB mostraram que eram mesmo espiões. Acreditávamos que os artistas demitidos de Hollywood eram inocentes perseguidos por discriminação ideológica: os documentos mostraram que cada um deles era um colaborador recrutado pela KGB. Acreditávamos que o “ouro de Moscou” era um mito criado pela CIA: hoje sabemos que bilhões de dólares saíram do Kremlin para financiar revoluções, golpes de Estado e assassinatos políticos. Acreditávamos que os planos comunistas de domínio mundial eram pura invencionice do Pentágono: hoje temos as provas de que eram uma realidade. Agora, que cartas, contracheques, ordens de serviço e memorandos estão à disposição de quem queira conferi-los nos arquivos de Moscou, já não podemos refugiar-nos sob a desculpa de sermos “inocentes úteis”. Como resumiu o historiador John Lewis Gaddis no título de um recente best seller sobre a história do anticomunismo, “We Now Know”: agora sabemos.

 

Sabemos que, hoje, acreditar em comunistas seria inocência perversa. Sabemos? Quem “sabemos”? No Brasil ninguém sabe. Excetuando as buscas de William Waack, das quais a suposta vítima de discriminação ideológica, Olga Benário, emergiu como comprovada espiã do serviço secreto militar soviético, nenhum brasileiro quis saber nada, e o que se vem descobrindo no mundo continua excluído da nossa imprensa e das nossas livrarias, graças ao esforço de devotados vigilantes. Por isso ainda há quem diga que ser anticomunista no ano 2000 está tão fora de época quanto estava dez anos atrás. Nem mesmo em meras questões de moda é prudente acreditar nessa gente. Por isso é preciso também rejeitar com veemência a mentira de que essas excursões de militantes petistas a Cuba, das quais a mais recente levou a Havana 220 deles em companhia do sr. Luís Ignácio Lula da Silva, são meras viagens de saudosismo. A revolução continental da qual o eterno candidato se proclama eterno apaixonado não é coisa do passado. Neste mesmo momento, prisioneiros sofrem tortura e fome nos campos de concentração montados pelas FARC com o apoio de Cuba e sob os aplausos do PT, enquanto o sr. Lula pretende que acreditemos que seus contatos com o alto escalão cubano são apenas festinhas de sessentões nostálgicos. Para acreditar nisso a gente tem de estar não apenas fora do tempo: tem de estar fora de si.

 

Olavo de Carvalho

Professor, filósofo, escritor, ensaísta e jornalista. Escreveu mais de 40 livros, mais de 44 cursos, idealizador do Curso Online de Filosofia, o COF, contabilizando mais de 570 aulas. [29 de abril de 1947 – 24 de janeiro de 2022]

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