Piloto interceptado com meia tonelada de cocaína estava solto por decisão do STF
Habeas corpus para Nélio Alves de Oliveira foi concedido em novembro de 2018 por Ricardo Lewandowski.
Condenado a 21 anos e oito meses de prisão por tráfico internacional de cocaína em 2014, o piloto de avião Nélio Alves de Oliveira estava em liberdade desde dezembro de 2018 graças a habeas corpus concedido pelo ministro Ricardo Lewandowski.
Neste domingo (2), Nélio de Oliveira pilotava o avião que fez pouso forçado em uma lavoura de cana de açúcar no município de Ivinhema após ser perseguido por caças e helicópteros da Força Aérea Brasileira.
Única foto divulgada do piloto Nélio de Oliveira (Foto: Reprodução)
Dentro
do avião estavam 489 quilos de cocaína pura e 30 quilos de pasta-base
de cocaína. Nélio e o co-piloto, Júlio César Lima Benitez, 41, foram
localizados pela Força Tática da Polícia Militar escondidos em uma
reserva de mata perto do local do pouso. Os dois foram trazidos para a
Polícia Federal em Dourados, onde estão presos.
Mesmo com o histórico de crimes do piloto e da ligação dele com grandes quadrilhas de traficantes atuantes na Linha Internacional, Lewandovski citou no habeas corpus: “a Constituição garante que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória […]. Trata-se do princípio, hoje universal, da presunção de inocência das pessoas”.
Atualmente com 70 anos de idade, Nélio foi vereador no início da década de 80 em Ponta Porã, período em que presidiu a Câmara de Vereadores. Também foi vice-prefeito da cidade na chapa de Carlos Fróes, eleito em 1988.
Cabeça Branca – Nélio de Oliveira havia sido condenado em 2014 junto com o então chefão do crime na fronteira, Jorge Rafaat Toumani, executado a tiros de metralhadora antiaérea em junho de 2016, em Pedro Juan Caballero. Carlos Roberto da Silva também foi condenado na mesma sentença e, a exemplo de Nélio, acabou beneficiado pelo habeas corpus de Ricardo Lewandovski. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS



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