Pai doa valores ou rouba princípios
Dá o que tem ou o que não tem
Sufoca ou ama, exige o que legou...
Ouviu a serpente, que nunca falou...
Se seguir as ondulações, rastejou...
Fugiu do esquema planejado...
Imitou o pai que não criou...
Nas ondulações e silêncio da noite e dias engana
Mata sem dó...
Escorregadias, silenciosas engolem o que matou...
Ardilosas, não choram juntam o que alguém trabalhou...
Como dormem esses animais
Se nas noites abocanham, até os rivais?
Multiplicam-se e desconhecem, pois é doutor...
Seguem investindo não sentem sabor...
Rastejam, corroem o espírito, tira-lhe o esplendor...
Chegam sem perecer aonde não deveria estabelecer...
Seu reinado... Destronou... Nada é eterno...
Só o agraciado pelo Senhor...
O trem andou... Você ficou...!
Dionê Leony Machado
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