'Não cai nessa. ' Líder dos
caminhoneiros nega intenção de fazer nova greve
Em vídeo, líder do movimento grevista de maio nega
novo movimento nesta semana e anuncia apenas protesto em frente à ANTT no dia
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GP
Guilherme Paranaiba/Estado de Minas JC Juliana
Cipriani/Estado de Minas
postado
em 03/09/2018 09:08 / atualizado em 03/09/2018 10:00
Brasilienses armazenam combustível durante auge da
crise em maio passado (foto: Ed
Alves/CB/D.A. Press)
Os
rumores de que uma nova greve dos caminhoneiros seria iniciada nesta
segunda-feira (3/9) não se concretizaram, e as estradas amanheceram sem
qualquer interdição nas rodovias do país, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal.
Os boatos ficaram mais fortes no domingo e lavram morotristas de muitas
cidades, inclusive Brasília, a formar filas nos postos de gasolina, por receio
de que a paralisação e o caos de maio passado voltassem.
Porém,
Wallace Landin, conhecido como Chorão, um dos líderes do movimento passado,
pediu "sabedoria" aos caminhoneiros e negou qualquer intenção da
União dos Caminhoneiros (UDC) de fazer uma nova paralisação, mesmo depois do
feriado. "Não cai nessa não, UDC, essas coisas tudo aí, nós nunca ouvimos
falar disso não", afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais no domingo
à noite.
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Segundo o
caminhoneiro, estão querendo usar a categoria para uma nova paralisação.
"Fico muito preocupado de saber que tem gente infiltrada no nosso meio
querendo chamar uma paralisação. Fico muito triste porque nós lutamos, ficamos
11 dias na beira das estradas e conseguimos a lei, e quero deixar claro não
existe paralisação para 7 de setembro”, disse.
Chorão
afirmou que a única manifestação programada pelos caminhoneiros é para o dia 12
de setembro, na porta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),
para forçar a fiscalização da lei do frete, que tem um gatilho prevendo revisão
dos valores sempre que houver aumento nos preços do diesel.
Distribuição de combustível normal na Regap
Após uma
onda de boatos nas redes sociais e em mensagens via aplicativos para celular, o
movimento de distribuição de combustível é normal nessa segunda-feira na
Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo
Horizonte. Caminhões tanque entram vazios e saem carregados normalmente. O
movimento na BR-381, inclusive, é intenso de veículos pesados carregados com
óleo diesel, gasolina e etanol, em virtude do desabastecimento de alguns postos
pela corrida da população em busca de combustível graças aos boatos.
Apesar do
Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado
de Minas Gerais (Sindtanque/MG) ter informado que entrou em estado de greve a
partir de hoje, não há qualquer mobilização para cruzar os braços.
Agendado
para carregar o caminhão com 36 mil litros de combustível para São Mateus do
Sul, no Paraná, o motorista Damazio Braga, de 57 anos, disse que só existe
possibilidade de discutir uma nova paralisação após 7 de setembro, caso a
Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) não fiscalize o preço mínimo
do frete a partir da publicação da Lei 13.703/2018.
“Nesse
momento estamos trabalhando normal e não há qualquer mobilização para deixar de
trabalhar. Mas se o valor mínimo do transporte não for cumprido, a situação
pode ser discutida”, afirma.
Movimento nos postos
Mesmo
assim, com movimento normal de tanqueiros, postos da Região Metropolitana de
Belo Horizonte seguem com filas na manhã desta segunda-feira. Um dos postos da
BR-381 em Betim próximo da Regap tem tempo de espera diferente do normal na
manhã de hoje. O motorista Ivair Neves, 55, acabou prejudicado, pois precisa
abastecer para fazer entregas em Betim e tem que esperar. “Estou ficando sem
combustível igual acontece normalmente e agora tenho que esperar para encher e
voltar ao trabalho”, diz ele.
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A
estudante Ana Paula Paixão, 27, mora em Brumadinho e estuda na PUC de Betim e é
mais uma que enfrenta dificuldades para abastecer. “Eu encho o tanque toda
segunda. O povo fica desesperado demais com boato”, afirma. O engenheiro Igor
Maciel, 34, também precisa abastecer por conta de sua rotina normal e criticou
quem foi aos postos pelos boatos de greve. “Basta procurar a informação
correta, mas as pessoas não fazem isso”, completa.

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