Por que perdeste a majestade
A filiação divina
Descendo ao fundo
Dos manguezais?
Destituído do trono
Assemelha-se aos vermes
Que famintos devoram até não poder mais...!
Oh! Homem insensato...!
Tinhas um lar abençoado...
Tudo ofertado cuidava sem ser capataz...
Porque aceitaste, poderias dizer, não...
Continuas do mesmo jeito...
Para as impurezas, desconheces teu pai...
Que te fiz?
Não criei um esboço de ti, desenhei igual a mim...
Não o destituí, seu orgulho afastou-o...
Nova chance te deu...
Oh! Como decaíste... O sonho virou pesadelo...
Acordas e sais correndo... Quando deixarás esta vida maluca?
Mãos ambiciosas num frenesi galopante enfiam os frutos
Dividido nas bacanais...
Sois de barro... O João de Barro constrói
Sem destruir outros animais...
Dionê Leony Machado
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