quinta-feira, 10 de setembro de 2020

PERDEU...

 

Por que perdeste a majestade

A filiação divina

Descendo ao fundo

Dos manguezais?

Destituído do trono

Assemelha-se aos vermes

Que famintos devoram até não poder mais...!

Oh! Homem insensato...!

Tinhas um lar abençoado...

Tudo ofertado cuidava sem ser capataz...

Porque aceitaste, poderias dizer, não...

Continuas do mesmo jeito...

Para as impurezas, desconheces teu pai...

Que te fiz?

Não criei um esboço de ti, desenhei igual a mim...

Não o destituí, seu orgulho afastou-o...

Nova chance te deu...

Oh! Como decaíste... O sonho virou pesadelo...

Acordas e sais correndo... Quando deixarás esta vida maluca?

Mãos ambiciosas num frenesi galopante enfiam os frutos

Dividido nas bacanais...

Sois de barro... O João de Barro constrói

Sem destruir outros animais...

Dionê Leony Machado

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