MUITO IMPORTANTE
MECANISMO: O CERCO SE FECHA
Alex Fiúza de Mello
Com o avanço da vacinação em massa e a perspectiva de redução das hospitalizações por Covid-19, para o segundo semestre de 2021, assim revertido o dramático quadro sanitário atual – o que favorece a retomada do crescimento econômico –, o sinal de alerta foi ligado para os protagonistas do tradicional “mecanismo” e suas tentativas de retomada do Poder Executivo de Estado, temporariamente perdido para o outsider Jair Bolsonaro.
E a lógica é simples: ou se instala, com urgência, o impeachment do Presidente, ou ele estará, definitivamente, imbatível no pleito de 2022 – restando, então e tão-somente, a fraude eleitoral (alternativa sempre arriscada!).
A CPI da Covid-19 tem, justo, este único propósito. Nenhum outro mais.
E para acelerar a medida, alguns senadores (membros do “mecanismo”) recorreram ao STF, obtendo monocraticamente do ministro Barroso – decisão depois ratificada pelo Plenário da Corte (todos afinados com tais intentos) –a determinação à sua instalação imediata pelo Senado – que, refém de sua fraqueza, mas mancomunado com os mesmos objetivos “cabulosos”, prontamente aquiesceu.
O único alvo é Bolsonaro.
Mas, ante a dificuldade de negar provimento ao pedido de alargamento da investigação, com igual envolvimento de Governadores e Prefeitos – o que seria um escândalo perante a opinião pública –, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, acatou outro abaixo assinado, liderado pelo senador Eduardo Girão (Podemos) – este com maior número de assinaturas –, e fundiu os dois requerimentos numa única CPI, agora ampliada em suas finalidades, passando, assim, à sociedade, ares de “isenção” e “republicanismo”.
Fato é que, malgrado as falazes aparências, o golpe viria a se consumar logo em seguida, por ocasião da composição dos membros da CPI: todos, praticamente, em sua grande maioria, adversários do Presidente da República (Renan Calheiros, Eduardo Braga, Humberto Costa, Randolfe Rodrigues et caterva) e protetores dos Governadores e Prefeitos (por afinidades partidárias) – ficando maculada, na raiz, a isenção dos trabalhos engatilhados.
Do que resulta que, muito dificilmente, não se terá um relatório final faccioso por parte da Comissão Parlamentar de Inquérito, abrindo-se margem, em consequência – agora com a desculpa respaldada em “fatos” (factoides) –, aos pedidos de impeachment do “genocida” Bolsonaro.
O circo, portanto, está armado!
E o “mecanismo” sabe muito bem avaliar as linhas delineadas no horizonte: ou vai agora, ou a guerra poderá estar perdida mais à frente.
Entra-se, em definitivo, na fase do tudo ou nada!
Sim, é guerra! – no sentido literal do termo!
E assim já está sendo encarado, sem qualquer tergiversação ou pudor, por parte dos tradicionais oligarcas de colarinho branco, agentes do conhecido sistema cleptocrático brasileiro – atualmente em frontal e belicosa reação!
*Já foi rasgada a Constituição.*
*Já foi implodido o Estado Democrático de Direito.*
*Rompeu-se o pacto político e social de 1988. Só resta, agora, o estado de guerra – que, historicamente, sempre deságua na barbárie.*
O convencional sistema dominante, recentemente revigorado pelas decisões monocráticas e arbitrárias do STF, está conseguindo, finalmente, criar as circunstâncias materiais para uma definitiva ruptura institucional – quadro em que prevalecerá não mais a força da razão, mas aquela das armas, em meio ao caos social já em curso.
Ninguém se iluda: este é o plano orquestrado, já em franca (e adiantada) execução, que marcará a história do Brasil neste início de década – e de consequências imprevisíveis!
Quem sobreviver verá.

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