BURGUESIA EM DECLÍNIO
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Ostentam, mas não são. Gritam, não são ouvidos... Prendem, fora dos padrões. Anulam direitos, sem legislação. Vestem-se como patrões. Morrem como peões... Iguais a qualquer mortal. Classes sociais invalidam A qualidade, pois são serviçais. Do dinheiro desqualificado. Roubado dos hospitais. Da saúde, educação, são marginais. Ostentam, mas são iguais... Aos boçais, trastes da vida São animais... Devoram a presa Seja criança, adolescente, incapaz... Adultos, letrados, serviçais... Homens, mulheres, pouco faz... Insaciáveis não voltam atrás A arrogância é a tônica de quem Manda mais... Aristocracia decaída... Trôpega... Vacilante... Sem muros e alicerces. Sem nenhuma proteção. Inescrupulosa. Causticante. Sem engenharia de contenção. Ruíram as classes sociais. A dignidade. O orgulho, a virilidade ou Feminilidade... A meta altiva de uma nação... Ruíram as colunas sociais. Morais. Institucional. Desabaram... Sem arquitetura interior, Nada sobrou da imagem elitizada, mas sem pudor... Corra, o caos foi instalado não tem cor, gênero ou doutor... Mudaram as vertentes, do já traçado... Perderam a dignidade, faça-me o favor... Tudo acabou... O caos se instalou... Voltemos às origens onde nos criou...
Dionê Leony Machado |

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