TORRE DE BABEL
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O homem em devaneio Resolveu construir uma torre Para estar mais próximo dos céus... Sem nada entender pensou que a altura física iria facilitar. Se na Terra estão a se matar, Como mudariam o seu proceder Sem repensar? Antes que buscassem outros artifícios, multiplicadas foram as línguas, a fim de evitar piores danos... Mas, reportando para os nossos dias, esta divergência linguística pode ser sanada com intérpretes, Aprendizagem do idioma, até sinais... O problema do homem não é conversação. É a ganância. Amor ao dinheiro. O poder o atrai. Falta integridade. Verdade. Amor ao próximo. E a desconexão total com o seu Criador... Numa linguagem tribal almeja o intercâmbio espiritual... A lei da selva é menos dura... Aqui não há valores morais... O desejo de ter leva a um confronto mortal com o seu semelhante. Pode ser até da família, ex-companheiro, colega, patrício... Avançam como canibais... Mortos vivos... Não mais como nossos pais... Uma guerra vencida não acaba após A rendição. Há um recomeço a cada dia, mês ou estação. Incansáveis... Glutões... Sem piedade, sem remorso, preparando o novo bote, quem será o próximo animal? Sanguinários, deixam manchas após as pisadas daquilo que não construiu... Citar nomes é chover no molhado É perder a voz no telhado, pois enlouqueci de tanto gritar... Eles construíram uma torre, mas ela deveria ter sido dentro do seu ser... Humanos, Mas não antropofágicos...
Dionê Leony Machado |

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