ARTES MARCIAIS
Indicam para o leigo
ou não iniciados espécie de luta disciplinada, onde o treinamento constante e,
por longo tempo, leva à perfeição de movimentos, tornando seu praticante
invencível, atacando ou contra-atacando de modo técnico.
Em realidade é técnica de ataque e defesa, levando em conta
a habilidade do lutador ou do praticante, seus reflexos, sua agilidade e
coragem, sem o que seria inexpressiva. A filosofia que a envolve e que nos
chegou, registra uma disciplina férrea, lealdade e respeito, antes que seu
praticante se ver obrigado a atacar ou contra-atacar. Então há de ser forte,
rápido e contundente, surpreendendo, inclusive, o oponente.
A responsabilidade daquele que detém conhecimento marcial é
enorme, colocando o outro, às vezes o inábil,
no abrigo da legítima defesa, nos permissivos legais. Considerem-se,
sobretudo, os aspectos éticos e humanos impondo estreitos limites. Esse é o
imaginário, perseguido, ao quais os que detêm conhecimento marcial estão
obrigados.
Poucos são os registros históricos permitindo avaliar a
história e o desenvolvimento das artes marciais e suas adequações aos locais
onde são praticadas. Existe quem diga que a história das artes marciais começa
com o desenvolvimento da civilização, quando as pessoas ao acumularem riquezas,
sentiam necessidade de proteção, abrindo espaço para a profissional de lutas
fortes e vigorosas. “A origem das artes marciais é cercada, assim, por muitas
dúvidas e teorias diferentes”.
“Uma teoria, principalmente no oriente, é que um monge
indiano chamado Bodhidharma, saiu da Índia no séc. VI e veio para a China,
chegando a um mosteiro ensinou yoga e uma forma de luta rudimentar indiana, que
mais tarde viraria uma forma de luta Shaolin e se espalharia por toda a China. Porém,
arqueólogos acharam registros em escavações que o kung fu existe na China há
mais de 5.000 anos.”
Até o termo arte marcial enfrenta controvérsia. Dizem
estudiosos que essa designação se deveu ao deus da guerra, Marte, cultuado
pelos gregos e romanos. Outros, que o termo seria tipicamente oriental, pois,
designa reverência à guerra. E mais outros, que sua origem era ocidental, em
referência as artes da luta e da guerra.
Atualmente “o termo é usado no oriente e ocidente para lutas
com ou sem armas tradicionais. Bu-shi-do no Japão ou wu-shu na China são termos
mais específicos para o combate, apontando para “...o caminho do guerreiro”.
Hapkido, kung fu, karatê, esgrima, arqueirismo, hipismo,
etc, são modalidade consideradas artes marciais, destaque para as três
primeiras, que encerram e explicam as técnicas de luta corporal. “Hoje são praticadas com três funções:
modalidades mais esportivas, visando somente à competição; modalidades mais
marciais que praticam a defesa pessoal em uma situação sem regras; e os que
praticam buscando um melhor condicionamento físico, mental e espiritual”.
No Brasil, em termo generalizado de artes marciais
brasileiras, tem-se o Morganti Jiu-Jitsu, Berimbau, Jiu-jitsu brasileiro,
Juate-dô, Capoeira de Angola - com a evidência do Mestre Pastinha -, Capoeira
Regional - cujo fundador Manuel dos Reis Machado, Mestre Bimba, nela inseriu
golpes marciais, com seus jogadores deixando o jogo miúdo do chão, para o
combate alto, com golpes diretos, mais agressivos - Maculelê, Kombato (Português)...
Por Geraldo Leony Machado (Gato Russo – aluno de Mestre
Bimba)
Jornalista
Escritor
Estatístico
Oficial de Marinha
Advogado
Capoeirista com especialização na arte e judoca
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