MÃE, JOIA MUI RARA.
De face morena, pelo sol bronzeada,
Ou mesmo clara, pela sombra descorada.
A tez não importa, vale o riso que tem.
Mãe é qual angélico ser que do céu vem.
Branca ou parda, seu rosto é sempre bonito,
Olhar cativante, estrela no infinito,
A sua voz é agradável ao filho amado,
Que levado ao colo é por ela mimado.
Suas mãos são tão lindas, mesmo sendo calosas!
Trazem muita segurança às crias medrosas,
Seus braços são a sebe que ao filho protege.
Ela é sempre “a primeira” a que o filho elege.
“O amor em pessoa,” diz-se da mãe que se tem,
Ao filho que embala só o afeto convém,
Um gesto de bondade lhe tem reservado,
Ela merece beijos e abraço apertado.
Não há entre os humanos um gesto maior,
Que dar-lhe um presente, de todos o melhor:
Um coração mui grato a ela dispensado,
Que feliz o recebe, e de muito bom grado.
Mãe é joia mui rara e de fina beleza,
Ostentada ao peito, um sinal de grandeza,
Pode ser levada dentro do coração,
E assim dedicar-lhe a mais terna gratidão.
Mãe é, pra o filho amado, um caro presente,
Doado por Deus, pra se viver mui contente,
Se o filho é tido para a mãe uma herança,
Ela é pra este uma bem-aventurança.
Mulher moça ou já pela idade alquebrada,
Saudável, bem jovial ou já temendo escada,
Seu valor ultrapassa barra de fino ouro.
Para não perdê-la daríamos um tesouro.
“Mãe é uma só”, eis o dito popular,
Se a perdermos, não mais a podemos achar.
É sempre esquecida, quando ainda presente,
Mas quando se vai, leva a metade da gente!
Rev. Péricles Evangelista Matos
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