quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

NOTÍCIAS...04

 

 

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https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/o-que-sao-terras-raras-entenda-a-tensao-geopolitica-que-envolve-eua-china-e-brasil

 

 

40608 Like(s), 5872 Comment(s). Kwai video from 🅾🅸🅸🅲🅰 🅶🅾(@politicagov): "CONFUSÃO na Comissão de Justiça com Delegado Bilynsky e Ministro Levandovisk. Veja o que aconteceu! #noticias #News #jornalismo #reportagem #viral" https://www.kwai.com/@kwai/video/5238117952194916718?userId=150001684370581&photoId=5238117952194916718&cc=WHATS_APP&timestamp=1765993306709&language=pt-br&share_device_id=ANDROID_daff2adca2be5471&share_uid=0&share_id=ANDROID_daff2adca2be5471_1765993305571&sharePage=photo&share_item_type=photo&share_item_info=5238117952194916718&fid=0&et=1_a%2F4862099078759149307_se2403&album_id=131228825974473185&text_style=0&shareEnter=1&kpn=KWAI&authorKwaiId=politicagov&translateKey=news_5_link_2_new&shareBucket=br&pwa_source=share&shareCountry=BRA&shareBiz=photo&short_key=8sQCmkjv&PWA_share_N_string=20&request_source=1001&share_redirect_switch_choice=pwa&pwa_source=web_share

REFLEXÃO...03

 

Estreito...

A frase "estreito a entrada no céu" faz referência a um ensinamento bíblico proeminente, especificamente em Mateus 7:13-14, que descreve o caminho para a salvação e a vida eterna.

O versículo diz:

"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram".

Significado do Ensinamento

Porta Estreita e Caminho Apertado: Representam o caminho da vida cristã autêntica e da obediência aos ensinamentos de Jesus. Isso implica um compromisso sério, esforço e renúncia pessoal para seguir a vontade de Deus. Exige um esforço consciente para viver de acordo com princípios morais e espirituais elevados, o que muitas vezes contraria os desejos mundanos e a mentalidade popular.

Porta Larga e Caminho Amplo: Simbolizam o caminho mais fácil, popular e que a maioria das pessoas segue, que é viver de acordo com os próprios desejos, sem restrições morais ou compromisso espiritual real, o que, segundo a crença, leva à perdição ou afastamento de Deus.

Poucos que a Encontram: Enfatiza que a verdadeira dedicação e o compromisso necessário para a salvação não são a escolha da maioria. Requer vigilância e perseverança para permanecer no caminho correto.

Em essência, a mensagem sublinha que a salvação não é automática ou fácil, mas um caminho que exige um esforço contínuo para manter a fé e a conduta de acordo com os preceitos divinos.

REFLEXÃO...02

 

https://youtu.be/07CV39ROG9E?si=lO6FVgNgxv4Kzfqo //O PODER...

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 Morte e Vida Severina (1954-1955), de João Cabral de Melo Neto

Um grande clássico da literatura brasileira, a obra Morte e vida Severina é a mais famosa do escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto. Ao longo de muitos versos, o poeta nos narra a história do retirante Severino, um brasileiro como tantos outros que foge da fome em busca de um lugar melhor.

 

Severino é um símbolo dos imigrantes nordestinos que precisaram sair do seu lugar de origem, o sertão, para procurarem uma oportunidade de trabalho na capital, no litoral.

O poema, trágico, é conhecido pela sua forte carga social e é uma das obras-primas do regionalismo brasileiro.

 

Conheça um breve trecho do longo poema:

— O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

NOTÍCIAS...01

 

MAIS UM ASSALTO:

https://youtu.be/93uMkCP8dJo?si=a5i1oYzi4tyB-2fI

 

 

https://youtu.be/WVtuodTpXao?si=3-za83HsXMJ7fZKb

 

 

https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15265-21-novembro-2025-798325-publicacaooriginal-177074-pl.html

 

 

https://www.instagram.com/reel/DSThrFCDkTk/?l=1




NATAL

 

01

Versos de Natal

 

Espelho, amigo verdadeiro,

Tu refletes as minhas rugas,

Os meus cabelos brancos,

Os meus olhos míopes e cansados.

Espelho, amigo verdadeiro,

Mestre do realismo exato e minucioso,

Obrigado, obrigado!

 

Mas se fosses mágico,

Penetrarias até ao fundo desse homem triste,

Descobririas o menino que sustenta esse homem,

O menino que não quer morrer,

Que não morrerá senão comigo,

O menino que todos os anos na véspera do Natal

Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

 

1939

 1574

MANUEL BANDEIRA

Versos de Natal

REFLEXÃO...01





 

VÍDEOS...+03




 

VÍDEOS...+03

 




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

NOVAS...02

 

Músicas 02

https://youtu.be/8BW8TECjRkk?si=oaCOgmh4t1ovUnOx


NOVAS:

https://www.instagram.com/reel/DSP0SjUDZRR/?l=1

 

 

https://acessepolitica.com.br/noticia/168485/moraes-aciona-justica-e-extradicao-de-ramagem-entra-no-radar-dos-eua-em-meio-a-reaproximacao-lula-trump

NOTÍCIAS:

https://youtu.be/eLuGbC1Y7wU?si=sYoSux9zo3CIbABQ

 

https://youtu.be/RRcMTvo3Hzk?si=xeLQJt464zSEPzyX

 

https://youtu.be/gQMlI6JgUGY?si=K1KHWw8v0WbdaI_d

 

ttps://youtu.be/uUVLI03amZI?si=us_POa5I2emQhZH_

 

https://youtu.be/R1inELnTroA?si=ZRI_2vyf1Wq70URo

VÍDEOS...+03




 

NOTAS...01





 

NOTÍCIAS...01

 

 

https://youtu.be/jMWJv6f5wOE?si=xxJ5qBJSuR0v07Ob

 

 

https://youtu.be/F76BXcG38i4?si=3RDK5tAjRBBXdhyH

 

 

https://youtu.be/Gw2HTCcVeVo?si=A5ynJl2GfrZJfMho

 

 

https://m.facebook.com/reel/1398745168257875/?referral_source=external_deeplink

A DIREITA APRUME-SE...

 

A DIREITA APRUME-SE...

 

A direita venceu uma eleição e perdeu todas as outras batalhas. Não conquistou um canal de televisão. Não fundou uma universidade. Não formou um corpo de juristas capaz de fazer frente ao ativismo judicial. Não ocupou uma única cadeira relevante no sistema que realmente governa o país. E quando o governo acabou, acabou junto qualquer vestígio institucional da sua passagem.

 

O que restou? Um ex-presidente inelegível, presos políticos esquecidos nos calabouços da República e uma direita fragmentada que gasta mais energia criticando Bolsonaro do que combatendo o sistema que o destruiu.

 

Os críticos da cereja

 

Existe hoje um gênero curioso de comentarista político. Apresenta-se como direitista, mas sua principal atividade é criticar a direita. Não a esquerda no poder, não o sistema hegemônico, não os juízes que legislam, não os burocratas que sabotam, não os jornalistas que mentem. Critica Bolsonaro. Critica a “falta de articulação”. A “retórica polarizadora”. A “incapacidade de dialogar”. A “ausência de um projeto”.

 

É uma crítica que soa sofisticada nos salões, mas revela uma incompreensão fundamental do problema. Ou pior: revela a recusa deliberada de compreendê-lo.

 

Criticar Bolsonaro por não ter conseguido reformar o sistema é como criticar um náufrago por não ter construído um transatlântico com os destroços. Ele tinha o quê? Um mandato de quatro anos, um Congresso hostil, um Judiciário francamente inimigo, uma mídia dedicada à sua destruição vinte e quatro horas por dia, uma burocracia que sabotava cada decreto, cada nomeação, cada iniciativa. Tinha generais que acreditavam em “pacificação” enquanto o inimigo acreditava em aniquilação. Tinha aliados que o abandonaram na primeira dificuldade, assessores que vazavam informações para a imprensa, ministros que conspiravam nos bastidores.

 

E tinha, sobretudo, uma direita que nunca se deu ao trabalho de construir as bases institucionais que permitiriam a qualquer governo de direita sobreviver.

 

Onde estavam, durante os quarenta anos de marcha gramsciana, os intelectuais conservadores que deveriam ter disputado as universidades? Onde estavam os empresários que deveriam ter financiado jornais, revistas, think tanks, centros de formação? Onde estavam os juristas que deveriam ter criado uma doutrina capaz de fazer frente ao progressismo togado? Onde estavam os artistas, os cineastas, os romancistas, os dramaturgos? Onde estão os estudantes de universidades públicas de direita conquistando diretórios acadêmicos?

 

Estavam, na melhor das hipóteses, ganhando dinheiro. Na pior, financiando a esquerda em troca de paz social e de isenções fiscais. Quando acordaram, era tarde. E agora querem cobrar de Bolsonaro a conta de décadas de omissão.

 

O paradoxo da civilidade

 

Há algo de profundamente desonesto na exigência de “civilidade” que essa direita faz ao bolsonarismo. É como exigir boas maneiras de quem está sendo espancado.

 

O sistema não opera com civilidade. O sistema opera com inquéritos sigilosos, prisões preventivas por tempo indeterminado, quebras de sigilo bancário e telefônico sem fundamentação, buscas e apreensões que mais parecem invasões militares, censura prévia a jornalistas e parlamentares, cassação de mandatos por “abuso de direito”, inelegibilidade retroativa por “atos antidemocráticos”. O sistema persegue, prende, exila, destrói reputações e carreiras. O sistema usa a lei como arma e o Direito como disfarce.

 

Mas a direita civilizada quer que Bolsonaro seja “moderado”. Que fale baixo. Que respeite as instituições que o perseguem. Que dialogue com quem quer destruí-lo. Que aceite as regras de um jogo em que só um dos lados pode jogar.

 

É a mesma direita que, diante do lawfare sistemático, pondera sobre “excessos de ambos os lados”. Que, diante de presos políticos sem julgamento, preocupa-se com o “discurso de vitimização”. Que, diante da censura explícita, lamenta “a polarização que impede o debate”. Uma direita que quer ser aceita pelo sistema que deveria combater. Que busca respeitabilidade nos mesmos salões onde se decide a sua destruição.

 QUEM CRITICA BOLSONARO CRITICA A CEREJA, NÃO O BOLO

 

A profecia ignorada de Olavo de Carvalho e a cegueira voluntária de uma direita que prefere mirar no sintoma a enfrentar a doença

 

Há um tipo peculiar de cegueira que acomete certas inteligências. Não é a cegueira do ignorante, que desconhece por falta de acesso à informação. É a cegueira do homem que, diante de um incêndio, critica o bombeiro por ter molhado o tapete. Enxerga o detalhe, ignora a catástrofe. Vê a cereja, mas finge não ver o bolo.

 

Em 29 de novembro de 2016, quando os gritos de “Bolsonaro 2018” já ecoavam pelas ruas de um Brasil exausto do lulopetismo, Olavo de Carvalho publicou um texto que deveria ter sido lido, relido e memorizado por todo aquele que se pretendia de direita. Não foi. O texto dizia:

 

“Tantos, hoje, dizem querer o Brasil de volta, e, em vista disso, gritam: ‘Bolsonaro 2018’. Não quero ser estraga-prazeres, mas os comunistas não começaram a nos tomar o Brasil pela Presidência da República. Tomaram primeiro as universidades, depois a Igreja Católica e várias das protestantes, depois os sindicatos, especialmente de funcionários públicos, depois a grande mídia, depois o sistema nacional de ensino, depois o sistema judiciário, depois os partidos políticos todos, e por fim, depois de quarenta anos de esforços, a cereja do bolo: a Presidência da República.”

 

E concluía com a pergunta que ninguém quis responder: “Vocês acham REALMENTE que, tomando a cereja de volta, o bolo inteiro virá junto?”

 

A resposta veio da história. E foi negativa.

 

O bolo que ninguém quer ver

 

Antes de criticar a cereja, convém examinar o bolo. Ele tem 103 anos de preparo.

 

Começa em março de 1922, quando 73 militantes fundaram o Partido Comunista Brasileiro num congresso clandestino em Niterói. Setenta e três pessoas. Cem anos depois, a esquerda controla as principais universidades do país, a maior parte do Judiciário, a quase totalidade da grande imprensa, o aparelho sindical, as burocracias estatais, as ONGs bilionárias, os organismos internacionais que pautam nossas políticas públicas e, naturalmente, a Presidência da República. De 73 militantes reunidos num porão a um sistema hegemônico que atravessa gerações e sobrevive a qualquer alternância eleitoral. Isso é o bolo.

 

A esquerda não chegou ao poder pela via eleitoral. Chegou às eleições pelo poder. Primeiro conquistou mentes, depois votos. Primeiro ocupou redações, cátedras, púlpitos e tribunais, depois ocupou ministérios. O gramscismo não é teoria conspiratória de manual mimeografado. É o método que está documentado nas atas do Foro de São Paulo, nos currículos das faculdades de humanas, nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal, nas pautas editoriais da Folha de S. Paulo. Basta olhar.

 

Quando Jair Bolsonaro assumiu a Presidência em janeiro de 2019, encontrou um Estado aparelhado por quatro décadas de ocupação sistemática. Treze ministros do STF haviam sido indicados pelo PT. Lula nomeou oito, Dilma nomeou cinco. Os concursos públicos selecionaram gerações de burocratas formados por professores marxistas. As agências reguladoras respondiam a interesses que nada tinham a ver com o interesse nacional. A Polícia Federal investigava segundo critérios que pareciam obedecer a uma hierarquia paralela. Os generais que cercavam o presidente tinham sido treinados para manter a ordem, não para fazer revolução. E as revoluções, como Olavo nunca cansou de repetir, não se fazem de cima para baixo.

 

Era um homem só contra um sistema. A cereja contra o bolo.

 

A profecia cumprida

 

Seis meses depois da posse de Bolsonaro, em 26 de junho de 2019, Olavo voltou ao tema. O tom já não era de advertência, mas de constatação melancólica:

 

“Eleger um presidente sem levar isso em conta é o mesmo que puxar a cereja na esperança de, com isso, trazer o bolo junto.”

 

E acrescentou a sentença que resume toda a tragédia: “Se você vence uma eleição, mas não conquista um único lugarzinho na mídia ou no sistema universitário, você garante que essa vitória será provavelmente a última.”

 

Foi exatamente o que aconteceu.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

NOVAS

 

NOVAS:

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NOTÍCIAS:

https://youtu.be/eLuGbC1Y7wU?si=sYoSux9zo3CIbABQ

 

https://youtu.be/RRcMTvo3Hzk?si=xeLQJt464zSEPzyX

 

https://youtu.be/gQMlI6JgUGY?si=K1KHWw8v0WbdaI_d

 

ttps://youtu.be/uUVLI03amZI?si=us_POa5I2emQhZH_

 

https://youtu.be/R1inELnTroA?si=ZRI_2vyf1Wq70URo

NOTÍCIAS...03

 

 

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https://m.facebook.com/watch/?v=1139030441258569&vanity=jairmessias.bolsonaro

 

 

https://youtu.be/1rH9k9Llhs0?si=HB2NcZa3XHPIakZm

 

Shangri-Lá é um paraíso terrestre mítico, um vale escondido no Tibete, criado pelo escritor James Hilton no livro "Horizonte Perdido" (1933). O BRASIL É O OBJETIVO CENTRAL DOS  PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO.

 

TRAÍRA:

https://youtu.be/1RgPD1kPu90?si=iN5NeLvh3320utjO

 

Os Planos de Trump?

https://youtu.be/Rab4oui8eTU?si=Me38UcbtKJtcqFaM

NOTÍCIAS...02

 

 

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https://m.facebook.com/reel/1490738915353922/?referral_source=external_deeplink

 

 

https://youtu.be/XytUTRI5NaY?si=3beBOxJlH-FE-TH7

 

 

https://x.com/saray_sandrac/status/2000199576645505378?s=46&t=OJtW6NDavt-NudlXnrejRw

 

https://youtu.be/bj-8LGNrqH0?si=dVf4DQY3NWHEtQVp

 

 

https://youtu.be/POC8U6IxaYA?si=RqjIzBQwGkHQcm6f

 

 

https://youtu.be/jnzdINI5LxQ?si=lUx-yrmPjeCCO3Je

MANUEL BANDEIRA

 

 

TEXTOS

“Versos de Natal” | Poema de Manuel Bandeira

Há algo de profundamente artificial na alegria obrigatória do Natal. As luzes, os votos de felicidade, a promessa anual de recomeço — tudo isso pode soar estranho para quem atravessa o tempo com mais perguntas do que certezas. É nesse ponto de fricção entre expectativa e realidade que a poesia de Manuel Bandeira se instala. Em “Versos de Natal”, o poeta não celebra; ele observa. E observar, em sua obra, é quase sempre um gesto filosófico.

 

🖋 Manuel Bandeira; o poeta do mínimo

Manuel Bandeira (1886–1968) ocupa um lugar singular na literatura brasileira. Modernista sem estridência, revolucionário sem manifesto, sua poesia nasce menos do desejo de romper do que da necessidade de dizer o essencial. A convivência precoce com a doença e a constante ameaça da morte retiraram de sua escrita qualquer tentação heroica. Em vez disso, construiu uma poética do mínimo: do cotidiano, da memória, daquilo que permanece depois que as grandes ilusões se desgastam.

 

 

📖 O poema e seu contexto

Publicado em Lira dos Cinquent’anos (1940), livro que marca a maturidade do autor, “Versos de Natal” reflete um olhar já plenamente consciente de seus limites e de sua força. Não se trata de um poema natalino no sentido tradicional. Não há presépio, redenção ou transcendência explícita. O Natal aparece como um marco no tempo, quase um lembrete incômodo de que os anos passam, de que as ausências se acumulam e de que a promessa de alegria nem sempre se cumpre.

 

O impacto do poema está justamente nessa recusa do entusiasmo fácil. Bandeira desmonta o Natal não com ironia agressiva, mas com uma melancolia lúcida. A data, que socialmente exige felicidade, revela-se como um momento de introspecção solitária. O sujeito poético não encontra consolo na repetição dos rituais; encontra apenas a si mesmo — e isso basta para produzir desconforto…

 

o escrever esses versos, o poeta não nega o Natal; ele o humaniza. Retira dele a obrigação de ser feliz e devolve ao leitor a possibilidade de sentir sem culpa. Em um mundo saturado de discursos positivos, essa atitude é quase subversiva.

 

🎄 O menino, o espelho e o Natal…

Ler Manuel Bandeira hoje — especialmente um poema como este — é um convite a desacelerar, a desconfiar das celebrações automáticas e a encarar a própria experiência com menos ilusão e mais honestidade. Talvez o verdadeiro gesto natalino do poema não seja celebrar o nascimento, mas reconhecer a fragilidade que nos define…

 

E se o verdadeiro sentido da data não estivesse na promessa de felicidade, mas na coragem de encarar nossas vulnerabilidades — como isso transformaria a maneira como vivemos o Natal?

 

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VÍDEOS...+03



 

NOTÍCIAS...01

 

 

https://youtu.be/8hvEhXMAdQM?si=rq3LGPC55r7YezWM

 

https://youtu.be/_rRUqmwy60o?si=Q-HBVO9twk8elX-K

 

https://youtu.be/I2g5hynKzBE?si=C-1NvGBe-Zj-xk1H

 

 

https://portalnovonorte.com.br/noticia/110056/lmoraes-e-um-ditador-psicopata-que-manda-nos-tres-poderesr

NADA MAIS ABALA...

 

 

NADA MAIS NOS ABALA*

 

“O Brasil se tornou aquele tipo de país onde um escândalo explode de manhã e, à tarde, já perdeu o sabor”. Nada mais choca. Nada mais abala. Nada mais provoca sequer o prazer de uma boa indignação. Fatos que, em qualquer democracia funcional, derrubariam carreiras e fariam manchetes explodirem, aqui são recebidos com a naturalidade de quem comenta o clima: “segue normal, com frentes de vergonha e impunidade se aproximando”.

 

A Imprensa, que deveria urrar como um leão, miou.

O Senado, que deveria fiscalizar, faz o papel de mordomo elegante: observa, ajeita a bandeja e garante que nada respingue nos ternos.

E o Judiciário vive em uma espécie de ambiente hermético onde conflitos de interesse são amaciados, sigilos brotam como cogumelos e a palavra “consequência” soa quase ofensiva — como se alguém tivesse entrado na sala com sapatos sujos.

 

Mas talvez o mais fascinante — num sentido antropológico, não moral — seja a naturalidade com que episódios gravíssimos são tratados:

Em vez de investigação, temos silêncio.

Em vez de transparência, sigilo.

Em vez de constrangimento, indiferença.

É como se o país inteiro tivesse recebido um sedativo institucional.

A mensagem é simples, quase pedagógica: eles não têm mais medo de nada. Nem da crítica, nem das Leis, nem da aparência de culpa. Até porque não há nada acima deles. Ninguém vigia os vigilantes.

 

A Democracia, afinal, não precisa de tanques e nem de golpes espetaculares para morrer. Ela morre assim: discretamente, assinada, carimbada e enviada via malote interno.

 

Em 1974, nos EUA, um Presidente caiu não por corrupção milionária, mas por tentar abafar uma investigação. Nixon não despencou por ter feito o pior, mas porque as Instituições Americanas — Imprensa, Congresso, Judiciário — simplesmente fizeram o que tinham de fazer.

Os jornalistas Woodward e Bernstein (recomendo o filme "Todos os homens do presidente") não pediram licença para investigar. O Senado não engavetou nada. A Suprema Corte não blindou ninguém. O sistema reagiu porque era, de fato, um sistema, não um círculo de proteção.

 

Nos EUA, juízes da Suprema Corte não agem como Deuses e enfrentam escrutínios brutais por presentes recebidos — sim, presentes! — e precisam se explicar publicamente.

Na Alemanha, um Presidente renunciou por aceitar um empréstimo pessoal suspeito. Na Coreia do Sul, uma Presidente caiu porque uma amiga influenciou decisões de governo.

No Reino Unido, Ministros pedem demissão por infrações de trânsito, impostos, jantares.

 

Enquanto isso, no Brasil, episódios que envolvem viagens em jatinhos privados com partes interessadas; contratos milionários envolvendo familiares; processos colocados sob sigilo impenetrável; silêncio obsequioso dos órgãos que deveriam fiscalizar, são tratados como apenas mais uma terça-feira.

 

Em Watergate, o Sistema olhou o próprio monstro nos olhos — e venceu. Por aqui, no Chipanzil, o Monstro não só venceu, como também acomodou-se, abriu um sorriso maquiavélico para as câmeras, deu entrevistas, assinou sentenças e pediu um café, mas não sem antes exigir que seja Kopi Luwak.

 

A verdade é que tudo está fora de ordem. A Harmonia Institucional é como aquela música ambiente de elevador que toca enquanto o cabo de aço range. E seguimos sorrindo, porque reclamar não adianta.

“Só resta torcer para que, quando o elevador despencar, pelo menos o fundo musical seja um pouco melhor.”

 

 

_Autor não revelado_

 

 

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

DESGOVERNO

 

Shangri-Lá é um paraíso terrestre mítico, um vale escondido no Tibete, criado pelo escritor James Hilton no livro "Horizonte Perdido" (1933). O BRASIL É O OBJETIVO CENTRAL DOS  PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO.

 

TRAÍRA:

 

https://youtu.be/1RgPD1kPu90?si=iN5NeLvh3320utjO

 

Os Planos de Trump?

 

https://youtu.be/Rab4oui8eTU?si=Me38UcbtKJtcqFaM

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https://youtu.be/_J3SsTaH7nc?si=u9bQ4rXgqjRNfdgV

 

 

https://m.facebook.com/reel/885847890732761/?referral_source=external_deeplink

 

https://m.facebook.com/groups/784491686361398/posts/1424271885716705/

 

 

 

https://youtu.be/UW786JMU5ho?si=J-4Mil8K_8zuypfl

BOLSONARO


 

CORDEL 02

 

Mulheres no cordel: conheça 6 poetas cujo trabalho tem diversificado o gênero literário  // 02

A partir de diferentes temáticas e formas de atuação, elas quebram barreiras numa seara ainda notadamente marcada pela presença masculina

Escrito por

Diego Barbosa

 

“Alfabetizar, decerto,/ É missão do professor./ E eu semeio esses versos/ Querendo que virem flor./ Toda arte é um lenitivo/ Se ofertada com amor”: quem criou essa estrofe não fui eu, mas a médica, professora, escritora e cordelista Paola Tôrres. Com “Leucemia sem segredo: Uma cartilha em cordel” – onde podem ser encontradas as referidas linhas – a artista confere um poderoso vislumbre do quanto a criação em rimas feita por mulheres pode ir longe.

 

Tôrres, não sem motivo, é a atual presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) – primeira mulher a ocupar o cargo em 32 anos de fundação da entidade. Junto a ela, inúmeras poetas vêm quebrando maciças barreiras num segmento ainda notadamente marcado pela presença masculina, imprimindo força e pluralidade aos trabalhos.

 

De raiz portuguesa, a Literatura de Cordel foi introduzida no Brasil no fim do século XVIII. Em território europeu, a manifestação começou a aparecer no século XII, popularizando-se no período do Renascimento. De lá para cá, o gênero – cujas principais características são a oralidade e a valorização de elementos da cultura popular – tem ganhado cada vez mais praças, ampliando o alcance de uma poética ímpar.

Diário do Nordeste

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A seguir, você conhece o trabalho de seis mulheres cordelistas cuja reinvenção pela palavra tem pautado diferentes temáticas e formas de atuação na área. Sob sua assinatura, os folhetos de cordel traçam novas cartografias de sentimentos e debates, alicerçando uma miríade de horizontes e projetos. Veja:

 

JARID ARRAES

Festejado nome da literatura brasileira contemporânea, a cearense Jarid Arraes – natural de Juazeiro do Norte, região do Cariri – tem uma profícua produção no gênero literário de vertente popular. São mais de 70 títulos de cordéis assinados por ela, todos abarcando importantes questões sociais, sobretudo no que diz respeito à autoria negra e feminina.

 

Algumas das coleções são dedicadas, por exemplo, a apresentar lendas africanas. Outras, por sua vez, mergulham em personalidades distantes do farol hegemônico – embora nem por isso destituídas de vigor e relevância. É o caso da coleção “Heroínas Negras”, na qual Jarid celebra, em formato de cordel, a memória de quinze mulheres negras de nossa História.

Legenda: Jarid Arraes tem mais de 70 títulos de cordéis publicados, todos abarcando importantes questões sociais

São elas: Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luisa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba.

 

Figuras que lutaram pela liberdade e por seus direitos, reivindicando espaço na política e nas artes, indo contra a maré de opressão. Na edição publicada pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras, intitulada “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis”, as histórias são ilustradas por Gabriela Pires.

 

Os demais folhetos de cordel de Jarid Arraes podem ser encomendados diretamente com a autora por meio de seu site, ou por meio da loja disponível na mesma plataforma. Ela também está presente nas redes sociais.

 

PAOLA TÔRRES

Apresentada no início desta matéria, a cordelista Paola Tôrres encontra, na interdisciplinaridade de sua atuação profissional, uma forma de reunir elementos e referências em prol da difusão de uma literatura de cordel atenta a discussões sempre atuais e pungentes.

 

São versos que ecoam saberes da medicina, da música, das tradições populares e, claro, do ser mulher no século XXI, com todas as complexidades e desafios intrínsecos a esse panorama. Um ofício também de reconhecimento pelo trabalho das que vieram antes dela.

 

 

Prova disso é a Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel, equipamento da Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição da qual Paola é professora. O espaço, idealizado pela poeta popular, foi inaugurado em agosto de 2019 e nasceu do sonho de homenagear a primeira mulher a escrever cordel no Brasil.

 

 

Legenda: À frente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) desde abril deste ano, Paola Tôrres pretende fomentar a presença do cordel nas salas de aula

Foto: Éder Bicudo

O acervo da Cordelteca possui textos de poetas consagrados, a exemplo de Leandro Gomes de Barros (1865-1918), Arievaldo Viana (1967-2020), Stélio Torquato, criações da própria Paola Tôrres, dentre outros.

 

 

À frente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) desde abril deste ano, a artista pretende fomentar a presença do cordel nas salas de aula e prospectar essa arte como Patrimônio Imaterial da Humanidade frente à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), um projeto já iniciado.

 

Além disso, entre as mais relevantes iniciativas que deseja tocar, está a valorização e o incentivo da presença e do papel da mulher na seara em questão, inspirando outras que desejam caminhar junto em meio às rimas.

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Paola Tôrres, acesse o site e as redes sociais da poeta.

 

AURITHA TABAJARA

Destaque na primeira edição do Festival Nacional de Contadores de Histórias no Ciberespaço, realizado em março deste ano, a indígena cearense Auritha Tabajara – natural do município de Ipueiras, distante 300 km de Fortaleza – aprendeu a ler e a escrever com cerca de seis anos de idade.

 

De lá para cá, mediante constantes atravessamentos no universo das palavras, desenvolveu um gosto singular pela Literatura de Cordel, tendo escrito o seu primeiro folheto com apenas nove anos. A predisposição para ingressar nessa arte deu-se exatamente devido à observação da ausência de representação de seus anseios e particularidades nos versos de matriz popular.

 

Em 2007, ela publicou o livro “Magistério Indígena em versos e poesia”, o qual foi adotado como leitura obrigatória nas escolas públicas pela Secretaria de Educação do Ceará. Onze anos depois, veio a público a obra autobiográfica “Coração na aldeia, pés no mundo”, via selo U’KA Editorial – pertencente ao escritor indígena Daniel Munduruku.

 

Legenda: Dentre as tantas atividades desenvolvidas por Auritha Tabajara, está o mapeamento de outras colegas indígenas cordelistas

Foto: Arquivo pessoal

Sempre com esmerada reverência aos antepassados, sobretudo a avó – a parteira Francisca Gomes de Matos, 92 anos –, e enfrentando as investidas do machismo e da homofobia, conforme destacado em reportagem do Diário do Nordeste, Auritha Tabajara dedica-se ao mapeamento de outras colegas indígenas cordelistas, uma vez que ainda não há registros nos grupos nacionais dos quais ela integra.

 

“Pois eu sou é nordestina/ tenho orgulho de dizer/ Sou Tabajara, ando vestida/ como o que for pra comer/ Uso celular e internet/ porque trabalhei pra ter”, expressa a poeta em uma de suas criações, quebrando a visão arbitrária e discriminatória sobre o modo de viver indígena.

 

É possível acompanhar o trabalho de Auritha Tabajara nas redes sociais e em seu canal, no YouTube.

 

IZABEL NASCIMENTO

Cordelista, escritora, pedagoga, poeta e radialista sergipana, Izabel Nascimento tem suas raízes totalmente fincadas na arte do cordel, tendo nascido e crescido entre a poética impressa nos folhetos, dita em voz alta pelos cantadores.

 

Graduada em Pedagogia em 1998, ela passou mais de 10 anos atuando em sala de aula, tendo como um dos principais motes exatamente o ensino do cordel. Foi assim que nasceu, por exemplo, o projeto “Literatura de Cordel em Sala de Aula”, ministrado em escolas da zona rural do município de Maruim (SE).

 

 

Tocando ainda uma série de outras iniciativas no segmento – como os projetos “Cordel de Quinta”, primando por diálogos da poeta com pessoas apreciadoras da arte em versos; e “Saúde Mental em Cordel”, com a função de alertar sobre as doenças mentais que mais ocorrem no Brasil – a artista é também pioneira do Movimento Nacional das Mulheres Cordelistas em Combate ao Machismo.

 

 

Legenda: Izabel Nascimento é pioneira do Movimento Nacional das Mulheres Cordelistas em Combate ao Machismo.

Foto: Divulgação

A iniciativa surgiu em julho do ano passado, ocupando as redes sociais com a hashtag “#cordelsemmachismo’’, lutando em prol de igualdade e respeito no segmento. “Quando uma mulher escreve/ Assina o nome na lista/ De quem paga um alto preço/ Pelo seu ponto de vista/ Nesta sociedade falha/ Cada verso, uma batalha/ Todo passo, uma conquista”, brada em um de seus poemas.

 

 

Entre os títulos de folhetos que ela já publicou, estão “Cordel de Pai e Filha” (2008), “A História do Soldado que bateu na Professora e virou jumento” (2012), “A História da Umbanda em Cordel” (2018), “Relato de Verso e Voz” (2018) e “Receita da Boa Mulher” (2018).

 

Para conhecer mais sobre o trabalho de Izabel Nascimento, acesse as redes sociais da poeta e seu canal no YouTube.

 

JULIE OLIVEIRA

Outro nome cearense na lista, Julie Oliveira fundou o coletivo e selo editorial Cordel de Mulher, voltado para o fomento, valorização e reconhecimento da produção de mulheres cordelistas em todo o Brasil.

 

Com grande parte de seus livros distribuídos nacionalmente em programas de educação, a escritora, poeta cordelista, pedagoga, produtora cultural e editora lançou, em 2019, o cordel “Mulher de Luta e História”, que já está na 3ª tiragem e é um dos mais vendidos da autora.

 

 

Julie também realiza uma série de ações junto ao pai, o também cordelista Rouxinol do Rinaré, e participa de iniciativas envolvendo uma variedade de colegas no segmento. Durante esta pandemia, por exemplo, ela integrou o time de “Cordel contra a Covid-19”, produção coletiva e digital organizada pelo professor e pesquisador Gilmar de Carvalho (1949-2021).

 

Legenda: Julie é presença frequente em eventos que discutem a presença e a força da produção de mulheres não apenas no cordel, mas no mercado editorial como um todo

Foto: Divulgação

No último mês de junho, a convite do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ela escreveu “Valorize o Essencial - Cordel em Homenagem aos Profissionais da Saúde”, apresentado também em formato de vídeo. O trabalho teve como proposta homenagear todos aqueles atuantes na linha de frente do combate à transmissão do novo coronavírus.

 

Além disso, Julie é presença frequente em eventos que discutem a presença e a força da produção de mulheres não apenas no cordel, mas no mercado editorial como um todo. Sua atuação frente à Ganesha Edições – que publica poesia e outros gêneros, e investe em assessoria de projetos editoriais e culturais – chancela a relevância de seus vários ofícios.

 

É possível acompanhar o trabalho de Julie Oliveira por meio das redes sociais da poeta e o canal do YouTube da Ganesha Edições e Produções Culturais.

 

IVONETE MORAIS

Descrevendo a si própria como “cordelista dos temas urgentes”, a poeta popular cearense é filha das canções do Rei do Baião, uma vez que, desde a infância, ouvia os versos entoados pelo mestre Luiz Gonzaga (1912-1989) e, dali, tirava substrato para imaginar outras linhas na mente e no papel.

 

A formação no gênero literário se deu em 2004, por meio de um curso na Casa do Cantador – localizada no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza. A partir daí, os frutos na seara vieram cedo. O primeiro cordel de sua autoria, por exemplo, “O amor de A a Z”, venceu um concurso voltado para poetas e funcionários públicos do Estado.

 

A conquista abriu as portas para que, anos depois, também fosse contemplada com o  título de Mulher Poesia, pelo Grupo Chocalho; com o certificado de reconhecimento como cordelista, conferido pelo Governo do Estado do Ceará; e um certificado da Caixa Cultural, pela IV Feira do Cordel Brasileiro, entre outras condecorações.

 

Legenda: Com vários cordéis publicados, Ivonete Morais ministra palestras em hospitais e associações de mastectomizadas, sobre sua experiência de luta e cura de um câncer

Foto: Camila Lima

Com vários cordéis publicados, Ivonete escreve para eventos como casamentos, aniversários e bodas de prata. Igualmente ministra palestras em hospitais e associações de mastectomizadas, sobre sua experiência de luta e cura de um câncer. Vencer a enfermidade, por sinal, foi inspiração para o cordel “Sou mastectomizada”, pelo qual é mais conhecida.

 

Neste ano, envolvida com a energia do fenômeno Juliette Freire, vencedora do Big Brother Brasil 21, a cordelista publicou o cordel “Juliette no BBB 21 – A força e a resistência do Nordeste”, pela Rouxinol do Rinaré Edições. O trabalho, por meio de 32 versos, atravessa as principais características da personalidade da advogada, ao mesmo tempo que coroa a região nordestina como detentora de uma vitalidade única.

 

Acompanhe o trabalho de Ivonete Morais por meio das redes sociais da cordelista.

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domingo, 14 de dezembro de 2025

CORDEL

 

Mulheres no Cordel: 01

Cordelistas femininas são mulheres que produzem literatura de cordel, destacando-se pela potência e diversidade temática, abordando lutas femininas, machismo e valores patriarcais, com pioneiras como Maria das Neves Batista Pimentel (que usou pseudônimo masculino) e nomes atuais como Dalinha Catunda, Izabel Nascimento, Jarid Arraes, Paola Torres e Julie Oliveira, que fortalecem o gênero e buscam mais visibilidade e espaço, sendo a produção feminina crucial para a representação real da mulher no cordel, fugindo de estereótipos.

Pioneiras e Destaques Históricos

Maria das Neves Batista Pimentel (1913-?): Reconhecida como a primeira mulher a publicar um cordel, em 1938, sob o pseudônimo "Altino Alagoano", devido aos valores patriarcais da época, tratando do tema "O violino do diabo".

Anilda Figueiredo: Outra figura importante, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, destacando a importância da mulher no cordel.

Cordelistas Contemporâneas

Dalinha Catunda: Destaca-se pela publicação em redes sociais, escrevendo sobre temas atuais e feministas em estrofes de sete versos (setilhas).

Izabel Nascimento e Jarid Arraes: Inspiram com seus versos e lutam pela presença feminina na arte, com Jarid autora de "Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis".

Paola Torres: Enfrentou desafios institucionais como primeira mulher presidente de uma academia de cordel, buscando equidade e fundando a Cordelteca Maria das Neves.

Julie Oliveira: Participa de projetos coletivos e atua na divulgação do cordel feminino, além de gerenciar a Ganesha Edições,.

Shirley Pinheiro, Ludimilla Barreira, Luciana Bessa, Yasmim Feitosa: Mulheres ativas na coordenação e colunismo sobre a literatura de cordel feminina, segundo o site Nordestinados a Ler.

Daniela Bento: Poetisa feminista e comunicadora, ativa nas redes sociais, promovendo o cordel feito por mulheres.

A Importância do Cordel Feminino

Voz e Resistência: O cordel feito por mulheres é um instrumento de expressão da força, coragem e resistência feminina, abordando suas próprias narrativas e experiências.

Visibilidade: Movimentos recentes, como os que surgiram em 2020, fortaleceram a comunidade feminina no cordel, mas ainda há luta por maior espaço em editoras, prêmios e eventos literários.

Renovação Temática: Apresenta uma visão mais autêntica e diversa da mulher, combatendo a representação estereotipada (princesa, valentona) frequentemente vista em cordéis masculinos.

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NOTAS

https://youtu.be/0gw3VXpG_h0?si=SJLsPMMgUFip7uY9

 

 

https://m.facebook.com/groups/435756547367153/posts/1968736647402461/

 

 

https://youtube.com/shorts/3NoAFzPnj1I?si=cgQbCgJsRNyg2Yx8

 

 

https://youtube.com/shorts/7c5-1_C8ww0?si=eY7pTBuHHOJfUC8r

NOTÍCIAS...02


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https://m.facebook.com/watch/?v=2338699336550549&vanity=antonio.lins.96343405

 

 

https://www.facebook.com/reel/3215220051988263/?mibextid=ZZyLBr

 

A megaoperação no Complexo da Penha voltou a expor a escalada da violência no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu em um contexto alarmante para o país. De acordo com o Índice de Conflito da Acled, divulgado nesta quinta-feira (11), o Brasil está entre os dez países mais violentos do mundo.

 

A organização, que conta com apoio da ONU, avalia fatores como letalidade, risco para civis, alcance territorial da violência e atuação de grupos armados. No levantamento referente ao período de 1º de dezembro de 2024 a 28 de novembro de 2025, o Brasil aparece na 7ª colocação, com o conflito classificado como “extremo” e 9.903 episódios de violência política registrados, ficando atrás apenas de países como Palestina, Mianmar, Síria, México e Nigéria.

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https://youtube.com/shorts/mT1vLVTROoo?si=2RB1m-XpFLE6b6UC

 

 

https://www.facebook.com/reel/1918041672458206/?mibextid=ZZyLBr

 

 

https://youtube.com/shorts/1uPMAy6FwQc?si=z-J3xiYQQ-YakLCj

 

 

https://youtu.be/CBiAiYxTWeE?si=GOfjKP-a_QDEdqPk

 

 

https://youtube.com/shorts/qDmgk0S2p7Y?si=UEM43pknL0k7QJE1

 

 

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    https://www.kwai.com/@cutnoticias395/video/5207155706802861702?userId=150001702787827&photoId=5207155706802861702&cc=WHATS_APP...