Dez conselhos para se preparar para as próximas eleições
Por Paulo Ribeiro
Boas intenções não são suficientes. Todo programa político deve ser tratado com ceticismo.
Boas intenções não são suficientes. Todo programa político deve ser tratado com ceticismo.

1 – Pense e reflita seriamente sobre a política e não apenas tenha um posicionamento partidário.
2
– Faça uma ponderação filosófica sobre a natureza da história, do bem e
do mal, do poder, da lei, da misericórdia e da justiça.
3
– Use a virtude da prudência, e não o pragmatismo ou utilitarismo como
se estivéssemos avaliando atos por suas consequências ou interesses
pessoais.
4 – Lembre se que boas intenções não
são suficientes. Precisamos de boas intenções – se isso significa
desejo do que é bom – mas essas têm que estar em harmonia com o que é
possível em situações reais, e possibilidades de ações humanas.
5
– Seja capaz de aprender com a experiência, ouvir e aceitar conselhos.
Esteja aberto ao inesperado, e julgue com cuidado o futuro, com especial
atenção aos objetivos desejados.
6 – Tenha
cuidado como fala e argumenta. Devemos nos expressar de modo acessível e
amigável para com todos, mesmo com aqueles que tenham opiniões
diferentes ou os que pensam que política é irrelevante.
7
– Não esqueça que todo programa político deve ser tratado com
ceticismo. Um objetivo nobre pode ser implementado de forma tão rígida
que pode se tornar injusto e problemático.
8 –
Lembre se que a política não nos dá soluções simples e claras. Apenas
significa que aceitamos a responsabilidade em avaliar e questionar o que
os governos fazem.
9 – Envolva-se lembrando que mudança política requer trabalho contínuo: escrevendo, organizando grupos de interesse, testando novas ideias, preparando novas políticas etc, e que a política não é algo feito no calor da emoção; é mais como educar uma família, que fazer uma estratégia para vencer um jogo de futebol.
10 –
Finalmente, lembre-se que política requer comprometimento de longo
prazo, paciência, estabilidade e grande atenção aos detalhes do dia a
dia. Não podemos perder a esperança ou sucumbir ao cinismo. E, mesmo com
algum sucesso, a ação política não vai produzir utopias, mas pode fazer
diferença entre vizinhanças inseguras ou comunidades tranquilas; entre
pessoas com fome e segurança econômica, entre outras diferenças que
podem transformar um país.
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