Reflexão
A eleição de Lula serviu para algo muito bom: quebrar o mito
por trás de sua figura. Lula é uma das figuras mais farsescas da história
política brasileira. Não, ele não é comunista; isso é uma bobagem olavista.
Muito pelo contrário, Lula é uma criação de um militar: Golbery do Couto e
Silva, ministro da Casa Civil dos governos Geisel e Figueiredo, além de
estrategista do golpe de 1964.
Para entender como surgiu Lula, basta ler o que escreveu
sobre ele a historiadora Lucia Hippolito. Golbery foi a mente ideológica por
trás do petismo. Quem o establishment e os militares realmente temiam no campo
da esquerda era Leonel Brizola — gostando ou não dele — e o lulismo surgiu
justamente para enfraquecer a penetração social do PTB de Brizola nos
sindicatos. Golbery, amigo de Dom Evaristo Arns, o convenceu a usar as
Comunidades Eclesiais de Base para coletar assinaturas para a fundação do PT.
Lula é um projeto dos militares e um grande traidor: foi
informante da ditadura e denunciou vários "amigos" socialistas. Sua aliança
com os militares é um fato, assim como sua proximidade com o maior sindicato
dos Estados Unidos, a AFL-CIO, uma organização fortemente ligada ao Partido
Democrata. Não é à toa que o governo Biden atuou para garantir sua eleição em
2022. Além disso, é sabido que Lula frequentou cursos de liderança sindical na
Universidade Johns Hopkins. Ou seja, ele foi um fantoche dos militares, um
traidor de seus colegas esquerdistas e um agente norte-americano no Brasil.
Ainda assim, esquerdistas radicais e extremistas, como Jones
Manoel, se espantam com o fato de o governo Lula estar hoje nas mãos de
banqueiros e submisso ao capital estrangeiro. Ora, esse é o verdadeiro Lula. E
seu governo desastroso, sua popularidade em queda e a corrosão de sua base de
apoio vão desmascarar esse mito — o mito do "pai dos pobres", do
presidente do povo, do líder que saiu do poder com 80% de aprovação.
Esse mito, que sustentou o PT eleitoralmente nos últimos 20
anos, está ruindo. Agora, a imagem do suposto pai dos pobres começa a ser
arranhada em seu principal reduto eleitoral: o Nordeste. Longe da invenção do
"Lula comunista" propagada pelos olavistas e distante do mito do
"pai dos pobres" fabricado pelo petismo, Lula caminha para, como diz
o título do livro de Roberto Schwarz, "A Lata de Lixo da História".
Sem comentários:
Enviar um comentário