Xisto
Bahia
Xisto
Bahia (por Bento Barboza, publicado em Revista Theatral, n. 22, 1894).
Nome
completo Xisto de Paula Bahia
Nascimento 6 de agosto de 1841
Salvador,
BA
Nacionalidade brasileiro
Morte 30 de outubro de 1894 (53 anos)
Caxambu,
MG
Ocupação
atorcantorcompositor
Atividade 1861–1894
Cônjuge Maria Vitorina de Lacerda Bahia
Xisto
de Paula Bahia (Salvador, 6 de agosto de 1841 – Caxambu, 30 de outubro de 1894)
foi um ator, cantor e compositor brasileiro.[1] Xisto foi também o compositor
da primeira música gravada no Brasil: o lundu "Isto é bom".[2]
Biografia
Nascido
na capital baiana, filho do major Francisco de Paula Bahia e Teresa de Jesus
Maria do Sacramento, no forte de Santo Antônio Além do Carmo, onde o pai era
administrador, em 6 de agosto (ou talvez 5 de setembro) de 1841, conforme
registra Torquato Bahia, seu biógrafo e sobrinho.[3]
Desde
cedo revelou uma propensão artística, atuando em peças de teatro e cantando em
corais, tendo viajado por vários estados do país, e feito grande sucesso, se
tornou cantor, compositor, violinista, violonista e dramaturgo.
Aos
dezessete anos, os baianos já o viam cantando modinhas e lundus, tocando violão
e compondo, tal como Iaiá, você quer morrer?.
Em
1861, excursionando como ator pelo norte e nordeste do país, tocava e cantava
chulas e lundus de sua autoria. Nunca estudou música, foi um músico intuitivo e
autodidata.
Xisto
Bahia.
Considerado
pelo escritor Artur de Azevedo o "ator mais nacional que tivemos",
Xisto escreveu e representou comédias da qual destaca-se o Duas páginas de um
livro e, apenas como ator, Uma véspera de reis, de Artur de Azevedo.
Em
1880, no Rio de Janeiro, recebeu aplausos de D. Pedro II, pelo desempenho em Os
perigos do coronel. Atuou, além do norte e nordeste, em São Paulo e Minas
Gerais, sempre com sucesso.
Em 1891
transfere-se para o Rio de Janeiro e, largando por um ano a carreira artística,
foi escrevente da penitenciária de Niterói.
Era
casado com a atriz portuguesa Maria Vitorina de Lacerda Bahia, com quem teve
quatro filhos. Ficou célebre, e teve grande popularidade no Segundo Reinado,
com a modinha que musicou do poeta Plínio de Lima, Ainda e sempre, e o lundu
Isto é bom, que foram lançados no primeiro disco gravado no Brasil, pela Casa
Edison (selo Zon-O-Phone (alemã)), em 1902.
As
canções compostas A mulata e A preta mina foram regravadas pela Orquestra de
Câmara Paulista no CD Sarau Brazil, de 2006. São uma das poucas gravações da
obra.
Dentre
seus inúmeros descendentes figura a célebre professora, médica e cientista
Lígia Bahia[4].

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