domingo, 13 de agosto de 2023

REFLEXÃO 03

 

para mim

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"Senhor, dá-me as almas, se não eu morro!"

 

“Não houve maior figura em toda a história da Reforma na Escócia do que Knox”. No entanto, ele nasceu em uma família de simples operários. Palavras murmuradas em seu leito de morte nos dão dicas de que certo texto bíblico tivesse influência sobre sua conversão. “Vai, lê onde eu lancei primeiro minha âncora”, ele disse à sua atenciosa esposa no leito de morte. Ela leu em João 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

 

Em sua juventude, John Knox começou a seguir de perto o intrépido George Wishart, um pregador que atuava em uma Escócia Católica, extremamente conturbada e carente de uma Reforma. O pregador sofria intensas perseguições, tanto por parte do clero, como do Parlamento. Por essa razão, ele foi executado em março de 1546, estimulando Knox a seguir com seu trabalho de tutor no vilarejo de Longniddrey. A ordem foi acatada por ele, que usando a Bíblia e um catecismo, começou a ensinar o livro de João.

 

Em julho de 1547, Knox e seus companheiros foram aprisionados pelo exército francês, o qual apoiara a coroa escocesa numa perseguição aos protestantes do país. Knox foi “acorrentado e tratado com toda a indignidade geralmente oferecida aos hereges, além dos rigores usuais do cativeiro”. Dezenove meses gelados e encharcados, de péssima comida, água potável e trabalho duro, de quebrar as costas, deixaram marcas na saúde de Knox para o resto de seus dias. Como João Calvino, Knox sofreria até o fim da vida com cálculos renais, insônia e outros males diversos.

 

No começo de 1547, John Knox e alguns de seus amigos foram libertados pela coroa inglesa, após longas negociações com o governo escocês. Na Inglaterra, ele se tornara um forte aliado dos reformadores do país. Seis anos depois, Maria a Sanguinária, uma católica fervorosa, iniciou uma dura perseguição aos protestantes. Knox a chamou de “Jezabel idólatra, Maria a Malvada, de sangue espanhol, cruel perseguidora do povo de Deus” e fugiu para o continente europeu, a fim de salvar a sua vida. Seu exílio o separou de Marjory Bowes, a mulher a quem amava e com quem casaria, anos mais tarde. 

 

Calvino o recebeu com afeto para a obra em Genebra. Em todo o seu ministério, Knox considerava Calvino seu pai espiritual. Mas, depois tempos, ao correr sérios riscos de ser executado por Maria a sanguinária, Knox voltou para a Escócia em 1555. Ele escreveu: “Nosso capitão, Cristo Jesus, e Satanás, seu adversário, estão agora em guerra aberta; suas bandeiras estão hasteadas e trombeta tocou de ambos os lados para o ajuntamento de seus exércitos”.

 

Knox irrompeu sobre a Escócia como um atleta campeão de corrida dispara com o tiro que marca o início da corrida. De saúde abalada, cercado pelo exército francês da rainha regente, Knox estava, ainda assim, decidido a pregar a Cristo. "Não posso, em boa consciência, deixar de pregar amanhã, a não ser que a violência me detenha”, ele escreveu. Depois dos sermões de Knox, homens e mulheres se convertiam à viva fé em Cristo pelo poder do evangelho, e as estátuas dos santos e de Maria foram derrubadas. Em 1560, os senhores da Congregação, os nobres da terra e membros do Parlamento escocês abraçaram a bandeira de Knox e o evangelho da Reforma. Ele era odiado e temido por alguns, honrado e temido por outros.

 

Seu último sermão foi pregado em 9 de novembro de 1572. Fraco demais para andar, ele foi carregado até o seu púlpito em Saint Gilles e de lá para o seu leito. No dia 24 daquele mês, deu seu último suspiro dizendo: “Agora chegou. Vem, Senhor Jesus, doce Jesus. Em tuas mãos entrego meu espírito”.  John Knox é com justiça, comparado ao Profeta Elias, pois enfrentou o poder político e religioso do seu tempo, com bravura e sem temer aos homens. Ele foi um homem fraco, que Deus tornou forte.

 

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O texto que postamos foi extraído e adaptado do livro "A Poderosa Fraqueza De John Knox", de Douglas Bond

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