*A
lição importante no caso Zema*
Rodrigo
Constantino
"Governos
do Nordeste criam consórcio para forte cooperação", diz a chamada de 2019.
Todos lembram do tal Consórcio NE, liderado por um petista, que se envolveu no
escândalo de corrupção na pandemia ao comprar quase R$ 50 milhões em
respiradores de uma empresa recém-criada ligada à venda de maconha.
O
consórcio do NE não tinha qualquer problema para a imprensa, não era
preconceito contra o sul e o sudeste, mesmo quando há jornalista insinuando que
Curitiba é lugar de quadrilha e Santa Catarina é casa de fascistas. Ninguém
levou o troço para o lado da divisão geográfica.
Bastou,
porém, o governador Romeu Zema falar numa união do sul e do sudeste para
defender melhor seus interesses no Congresso para a mídia ficar em polvorosa.
Batendo o mesmo bumbo do PT, os jornalistas acusaram Zema de incitar a secessão
do país, de propor uma união contra o Nordeste.
Nem
mesmo o tucano Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, desmentindo essa
Fake News adiantou para acalmar os chacais e hienas. Jornalistas de renome como
Reinado Azevedo e Vera Magalhães tiveram que receber checagem do Twitter por
desvirtuar o que foi dito de fato pelo governador mineiro.
O
ministro Flavio Dino falou em "traidor da Pátria" - justo o comunista
que parece priorizar os interesses do Foro de SP no lugar daqueles do Brasil.
Todos os esquerdistas saíram da toca para repetir a mesma ladainha: Zema estava
dividindo o país e colocando o sul e o sudeste contra o nordeste.
O Globo
chegou a destacar que o governador mineiro afirmou que há mais dependentes de
auxílio estatal no nordeste: constatar um fato virou preconceito agora? Não é
mais possível defender os interesses do povo do próprio estado ou mostrar que
há mais gente vivendo de ajuda estatal em outras regiões? Qual o absurdo nisso?
Não há,
claro. O único absurdo é o ataque coordenado dos petistas e seus assessores
informais da velha imprensa. A lição importante que podemos tirar disso é a
mesma do caso Tarcísio de Freitas: o governador de São Paulo vem sendo
massacrado pela "chacina" da polícia estadual no litoral paulistano,
sendo que na Bahia petista a polícia matou mais bandido e não houve qualquer
reação da imprensa ou da esquerda.
Que
lição é essa? Simples: quem condenava Bolsonaro por estimular os ataques que
recebia da mídia não entendeu nada do fenômeno político ainda. Mesmo se
Bolsonaro fosse um lorde britânico, sem dizer qualquer palavrão, super cordial
com a imprensa, ele seria demonizado, rotulado de genocida, alvo de Fake News.
A velha
imprensa vai abrir fogo contra qualquer um que ameace o poder petista. Até o
esquerdista José Serra já foi alvo de ataques infundados. Nos Estados Unidos
acontece o mesmo: culpam o estilo de Trump pelos ataques que recebe, ignorando
que até Mitt Romney já foi alvo de ataques semelhantes, e agora Ron DeSantis
também.
Quem
acha que acenar para chacais e hienas vão ser suficientes para ser poupado por
eles depois, quem acredita que basta se mostrar muito elegante e
"moderado" para não ser alvo da difamação e do assassinato de
reputação pela militância radical das redações, precisa prestar mais atenção.
Zema é
discreto, o típico mineirinho de fala mansa. Tarcísio chegou a elogiar nosso
STF recentemente! Não obstante, ambos estão sendo massacrados pela velha
imprensa, pois representam ameaças ao projeto de poder petista.
Quando
um João Amoedo vem, então, culpar Bolsonaro pelo retorno de Lula ao poder -
sendo que ele, Amoedo, foi quem fez o L - e diz que Tarcísio e Zema agem como
"bolsonaristas" na ânsia de suceder o "mito", isso é prova
de como tucanos bobões sempre serão instrumentos dos petistas. Se a oposição ao
PT dependesse de gente como Amoedo, era melhor entregar o país todo de vez aos
companheiros de Maduro.
A
direita jamais deve recuar ou pedir desculpas diante de distorções e mentiras
da imprensa no afã de ficar bem na foto com essa turma desonesta. Quem ainda
não se deu conta disso precisa acordar o quanto antes!
Rodrigo
Constantino
Economista
pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado
financeiro.
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