
Ministério da Saúde enviou respiradores sem peças para o Amazonas
Primeiro estado a sofrer um colapso na saúde, o Amazonas
vive um drama para controlar a expansão do coronavírus. Em uma semana, o
número de vítimas letais cresceu 360%, para 124 mortes, e os casos
confirmados da doença aumentaram 192%, para 1719 infectados. A falta de
leitos e equipamentos acenderam o sinal de alerta do Governo Federal,
que decidiu ajudar.
O
Ministério da Saúde, ainda sob o comando de Luiz Henrique Mandetta,
enviou vinte aparelhos respiradores para o estado. No entanto, metade
deles não funcionava, porque não tinha dois tipos de acessórios
essenciais: traqueia e cabo de força. O restante dos equipamentos era
destinado a transporte – e não para leitos. Essa falha foi listada num
dossiê elaborado pela Casa Civil da Presidência e usada para desgastar o
ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, conforme VEJA revelou.
“Demos
um jeito de driblar essa situação. Tive que improvisar alguns
equipamentos de última hora”, conta o governador Wilson Lima (PSC).
“Utilizei as traqueias e os cabos de forças de outros respiradores
antigos e os instalei nos que foram enviados pelo ministério da Saúde”,
explica ele.
Antes
dessa gambiarra, o governo do Amazonas havia recebido 15 aparelhos
respiradores do Ministério da Saúde, emprestados de uma rede privada de
hospitais. A ideia era ampliar o número de leitos de UTI (Unidade de
Terapia Intensiva), mas cinco equipamentos não estavam funcionando – e
se estão em manutenção.
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Mandetta
foi demitido na última quinta-feira. Procurado, o Ministério da Saúde
confirma que cinco aparelhos “estavam com algum problema de
funcionamento e podem ser recuperados”. A pasta ainda diz que “enviou
mais 20 respiradores em perfeitas condições”, mas não esclareceu se
esses equipamentos estavam sem dois acessórios. “Até 30 de abril mais 20
respiradores estão previstos para serem enviados para Manaus”, afirma.
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