Moda
Sapatos e carteiras de luxo aumentam o risco de uma nova pandemia
As peles exóticas têm origem nos mercados de animais vivos e potenciam a contaminação entre animais e humanos.

O luxo pode estar a matar-nos
O consumo de carne que sustém este tipo de mercados onde animais selvagens são mortos em condições de higiene pouco recomendáveis é apenas um dos fatores de preocupação. A sua existência e subsistência não dependem apenas de quem lá vai comprar carne, na sua maioria habitantes locais. A procura internacional por peles exóticas é também um dos motivos pelos quais estes mercados se mantêm abertos.
As peles de espécies exóticas como cobras pitão, raias ou crocodilos, compradas por marcas de acessórios de luxo, são frequentemente recolhidas nestes mercados asiáticos e africanos. Muitos destes acessórios feitos com peles exóticas podem ser encontrados nas montras das maiores capitais e cidades da moda.
O apetite por carnes exóticas dos asiáticos não é, de todo, o único culpado. Mais revelante do que o consumo é a proximidade destas comunidades com ambientes onde proliferam animais exóticos — vale a pena recordar que a maioria dos coronavírus circula em morcegos, chegando aos humanos normalmente através de um hóspede intermediário.
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