terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

COR... 9a.Parte

 

Luíza Mahin e Luiz Gama – mãe e filho na luta contra a escravidão

 

Em 25 de abril de 2019, Luíza Mahin foi inscrita no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, um reconhecimento por sua vida de luta em defesa da liberdade e contra a escravização no Brasil. Curiosamente, pouco mais de um ano antes, em 16 de janeiro de 2018, outro importante abolicionista teve seu nome inscrito no Livro: seu filho, Luiz Gama, poeta e advogado – o Patrono da Abolição da Escravidão do Brasil.

No tabuleiro da Luíza tem…

Luíza nasceu na região da Costa Mina, na África, no início do século XIX. Pertencia à tribo Mahi, da nação africana Nagô, e foi trazida ao Brasil para ser escravizada. À época do nascimento de Luís, já era livre.

Cozinheira habilidosa, vendia seus quitutes pelas ruas de Salvador, na Bahia. Mas o tabuleiro de Luíza escondia segredos: mensagens em árabe, distribuídas por toda a cidade, combinando os detalhes de movimentos revoltosos de escravizados.

Luíza esteve envolvida na organização de diversas revoltas e levantes de escravizados que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX, como a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-1838). Descoberta, foi perseguida e fugiu para o Rio de Janeiro. Lá foi encontrada e detida, e então desapareceu.

Luiz Gama – uma vida de luta pela liberdade

Filho de Luíza e de um branco português, Luiz Gama nasceu livre, na Bahia, em 1830. Mas, ainda criança, acabou sendo vendido pelo pai, e levado para São Paulo para ser escravizado. Aos 17 anos, aprendeu a ler e escrever. Em seguida, reivindicou sua liberdade ao seu proprietário – e conseguiu.

Alguns anos depois, Gama se tornou rábula (advogado auto-didata, sem diploma) e fez da profissão uma forma de luta contra a escravização. Com sua oratória impecável e seus conhecimentos jurídicos, conseguiu libertar mais de 500 escravizados. Morreu em 1882, seis anos antes de ver seu sonho se realizar: o fim da escravização no Brasil.

Com informações da Fundação Cultural Palmares, Geledés Instituto da Mulher Negra e BBC Brasil

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

 

 

Quem foi Luiza Mahin e seu papel na Revolta dos Malês?

Luiza Mahin, a rainha da Bahia. A cabulosa de hoje é uma das principais figuras na Revolta dos Malês, em 1835. Trazida para o Brasil como escrava, a quituteira foi uma das lideranças da revolta pela libertação dos escravos, na Bahia.15 de mai. de 2017

 

 

“Surge em 25 de janeiro um novo sol de esperança. Vindos de mãe África distante, ostentada em toda fidalguia, eles estavam em Salvador, Bahia.” Assim, o Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre pedia passagem no Carnaval de 1979 e... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-revolta-dos-males-a-historia-nao-contada/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos...

 

Nascida em Costa Mina, na África, no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil como escrava. Pertencente à tribo Mahi, da nação africana Nagô, Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.

 

Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.

Como negra africana, sempre recusou o batismo e a doutrina cristã, e um de seus filhos naturais, Luís Gama (1830-1882), tornou-se poeta e um dos maiores abolicionista do Brasil. Descoberta, Luísa foi perseguida, até fugir para o Rio de Janeiro, onde foi encontrada, detida e, possivelmente, deportada para Angola, Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação.

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