Luíza Mahin e Luiz Gama – mãe e filho na luta contra a escravidão
Em 25 de abril de
2019, Luíza Mahin foi inscrita no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, um
reconhecimento por sua vida de luta em defesa da liberdade e contra a
escravização no Brasil. Curiosamente, pouco mais de um ano antes, em 16 de
janeiro de 2018, outro importante abolicionista teve seu nome inscrito no
Livro: seu filho, Luiz Gama, poeta e advogado – o Patrono da Abolição da
Escravidão do Brasil.
No tabuleiro da Luíza tem…
Luíza nasceu na
região da Costa Mina, na África, no início do século XIX. Pertencia à tribo
Mahi, da nação africana Nagô, e foi trazida ao Brasil para ser escravizada. À
época do nascimento de Luís, já era livre.
Cozinheira
habilidosa, vendia seus quitutes pelas ruas de Salvador, na Bahia. Mas o tabuleiro
de Luíza escondia segredos: mensagens em árabe, distribuídas por toda a cidade,
combinando os detalhes de movimentos revoltosos de escravizados.
Luíza esteve
envolvida na organização de diversas revoltas e levantes de escravizados que
sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX, como
a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-1838). Descoberta, foi perseguida
e fugiu para o Rio de Janeiro. Lá foi encontrada e detida, e então desapareceu.
Luiz Gama – uma vida de luta pela liberdade
Filho de Luíza e
de um branco português, Luiz Gama nasceu livre, na Bahia, em 1830. Mas, ainda
criança, acabou sendo vendido pelo pai, e levado para São Paulo para ser
escravizado. Aos 17 anos, aprendeu a ler e escrever. Em seguida, reivindicou
sua liberdade ao seu proprietário – e conseguiu.
Alguns anos
depois, Gama se tornou rábula (advogado auto-didata, sem diploma) e fez da
profissão uma forma de luta contra a escravização. Com sua oratória impecável e
seus conhecimentos jurídicos, conseguiu libertar mais de 500 escravizados.
Morreu em 1882, seis anos antes de ver seu sonho se realizar: o fim da
escravização no Brasil.
Com informações da
Fundação Cultural Palmares, Geledés Instituto da Mulher Negra e BBC Brasil
Reprodução
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Quem foi Luiza Mahin e seu papel na Revolta dos
Malês?
Luiza Mahin, a rainha da Bahia. A cabulosa de
hoje é uma das principais figuras na Revolta dos Malês, em 1835.
Trazida para o Brasil como escrava, a quituteira foi uma das
lideranças da revolta pela libertação dos escravos, na Bahia.15 de mai. de 2017
“Surge em 25 de
janeiro um novo sol de esperança. Vindos de mãe África distante, ostentada em
toda fidalguia, eles estavam em Salvador, Bahia.” Assim, o Grêmio Recreativo e
Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre pedia passagem no Carnaval de 1979
e... Leia mais em
https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/a-revolta-dos-males-a-historia-nao-contada/.
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Nascida em Costa
Mina, na África, no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil
como escrava. Pertencente à tribo Mahi, da nação africana Nagô, Luísa esteve
envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que
sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.
Como negra
africana, sempre recusou o batismo e a doutrina cristã, e um de seus filhos
naturais, Luís Gama (1830-1882), tornou-se poeta e um dos maiores abolicionista
do Brasil. Descoberta, Luísa foi perseguida, até fugir para o Rio de Janeiro,
onde foi encontrada, detida e, possivelmente, deportada para Angola, Não
existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação.
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